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Crianças com disfagia e aspiração crônica que apresentem sintomas respiratórios recorrentes e graves, a despeito de modificação alimentar, posicionamento, mudanças na taxa de fluxo e uso de utensílios e válvulas fonatórias, necessitam de colocação de sonda nasogástrica permanente para prevenir desidratação e desnutrição.
Certo
Errado
Paciente adulto com paralisia facial, durante avaliação fonoaudiológica revelou queixa de diminuição da sensibilidade na gustação relacionada aos 2/3 anteriores da língua. Tal achado pode indicar a topografia da lesão
acima da emergência do nervo petroso superficial maior.
abaixo da emergência do nervo petroso superficial maior.
abaixo da emergência do nervo estapédio.
acima da emergência do nervo corda do tímpano.
acima da emergência do nervo estapédio.
Considere a deglutição dividida didaticamente em fases antecipatória, preparatória oral, oral, faríngea e esofágica. Durante o processo de deglutição, quando os lábios, as bochechas e a parte posterior da língua mantêm o bolo alimentar contido na cavidade oral impedindo que ocorra o escape extra oral, é correto afirmar que esse evento ocorre em qual fase da deglutição?
Fase antecipatória.
Fase oral.
Fase faríngea.
Fase preparatória oral.
Fase esofágica.
A terapia fonoaudiológica no paciente com disfagia visa a propor uma série de exercícios que objetivam a melhora do tônus muscular, a precisão e a funcionalidade das partes moles envolvidas no processo da deglutição.
Em relação às manobras posturais de cabeça utilizadas na terapia fonoaudiológica, analise as afirmativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A cabeça para baixo é indicada para indivíduos com atraso de deglutição faríngea, com fechamento laríngeo reduzido e com redução da retração da base da língua.
( ) A cabeça rodada é indicada para indivíduos que apresentam alterações musculares unilaterais, propiciando que o bolo seja impulsionado para o lado não afetado.
( ) A cabeça para trás é indicada para indivíduos que apresentam broncoaspiração, favorecendo o fechamento do ádito da laringe com a base da língua durante a deglutição.
Assinale a sequência correta.
V V F
F V F
V F V
F F V
Ainda em 2010, por meio da resolução 383, foram estabelecidas as atribuições e competências relativas à especialidade de disfagia pelo CFFa. Este define disfagia como “um distúrbio da deglutição, com sinais e sintomas específicos, caracterizado por alterações em qualquer fase ou entre as fases da dinâmica de deglutição, de origem congênita ou adquirida, podendo gerar prejuízo pulmonar, nutricional e social”. Ao refletir sobre essa definição de disfagia na dimensão de outros conceitos de saúde pública, percebe-se que não é fácil contextualizá-la, especialmente por tratar-se de um sintoma no âmbito dos estudos que envolvem grandes populações, esse revés conceitual talvez provoque entraves na produção do conhecimento de caráter epidemiológico. Marque a alternativa que traz um indicador relacionado à disfagia e o sistema de informação do SUS que os dados podem ser encontrados:
Coeficiente de mortalidade por câncer de cabeça e pescoço no Piauí – Sistema Informações hospitalares.
Índice de oferta de atendimento fonoaudiológico a pacientes internados por acidente vascular cerebral – Sistema de Informação sobre nascidos vivos.
Coeficiente de prevalência de glossectomia parcial na população piauiense - Sistema Informações hospitalares.
Proporção de pessoas com doença de Parkinson, de acordo com o sexo – Cadastro nacional de estabelecimentos em saúde.
Taxa de incidência de paralisia cerebral entre recém-nascidos com baixo peso ao nascer – Sistema Informações hospitalares.
As indicações mais frequentes para avaliação clínica da disfagia orofaríngea infantil à beira do leito, pelo fonoaudiólogo, são:
Ganho de peso sem causa definida
Preferências por alimentos doces
Histórico de infecções recorrentes de vias respiratórias
Dificuldade de segurar os alimentos em crianças maiores de dois anos
Dentre os tratamentos disponíveis para disfagia, quais são os mais eficazes para melhorar a qualidade da alimentação e como podem contribuir para a reabilitação do paciente com dificuldades na deglutição?
O uso de sondas nasogástricas, que garantem a nutrição do paciente sem riscos de aspiração.
A implementação de mudanças na postura e na forma de alimentação, visando melhorar a eficiência da deglutição.
A realização de exercícios fonoaudiológicos que visam aprimorar a coordenação dos músculos envolvidos na deglutição.
A realização de cirurgias de correção de anomalias anatômicas da faringe e esôfago.
A avaliação fonoaudiológica, em pacientes disfágicos no leito, objetiva investigar alguns itens, como a integridade das estruturas, o tônus em repouso e na função, a mobilidade ativa e na função, bem como a sensibilidade intraoral, que são característicos:
da audição
da cognição
da compreensão
do sistema estomatognático
Sobre Disfagia, assinale a alternativa INCORRETA:
A disfagia é um distúrbio da deglutição com sinais e sintomas próprios, caracterizado por alterações em qualquer fase ou entre as etapas da dinâmica da deglutição, podendo ser congênita, adquirida ou após comprometimento neurológico, psicogênico ou mecânico.
Quando uma das anormalidades diz respeito às fases oral ou faríngea da deglutição, a disfagia é denominada orofaríngea.
A prolongada utilização da intubação orotraqueal poderá causar lesões na cavidade oral, faríngea ou laríngea, que diminuem a motricidade e a sensibilidade local e comprometem o sistema da deglutição, ocasionando a disfagia orofaríngea.
Manifestações como dificuldade em mastigar, iniciar a deglutição, tosse, engasgos durante as refeições, dor no peito, sensação de alimento parado na garganta e regurgitação nasal são os sintomas mais comuns de disfagia.
A avaliação detalhada da deglutição compreende apenas a avaliação clínica, não sendo necessários exames objetivos.
A disfagia orofaríngea caracteriza-se por um distúrbio da transferência do bolo alimentar da cavidade oral até esôfago, resultante de anormalidades dos músculos, nervos ou estruturas da cavidade oral, faringe e/ou esfíncter esofágico superior. Os distúrbios da deglutição comprometem a sua eficácia e segurança. Considerando que a ineficácia da deglutição prejudica o mecanismo protetor da via aérea, favorecendo a aspiração laringotraqueal, assinale a afirmativa correta.
A videofluoroscopia da deglutição representa uma avaliação eficaz da fase faríngea da deglutição, de fácil execução, fornecendo informações sobre anatomia e fisiologia da faringe e laringe, sensibilidade faringolaríngea, detecção de penetração laríngea e aspiração laringotraqueal; porém, não avalia as fases preparatória oral e oral.
Os métodos mais utilizados para a abordagem diagnóstica da disfagia orofaríngea são a avaliação clínica e os exames objetivos como a videoendoscopia e a videofluoroscopia. A videoendoscopia da deglutição, considerado o exame padrão-ouro, tem sua utilização clínica mais restrita devido à sua difícil acessibilidade, exposição à radiação e limitação da execução em alguns pacientes.
A aspiração laringotraqueal pode ser definida como a penetração de secreções acima do nível das pregas vocais, podendo ser de saliva, secreções ou material ingerido. Normalmente, não ocorre nos casos de refluxo gastroesofágico. Independente do volume, das características físicas e químicas do conteúdo aspirado, assim como dos mecanismos de defesa do indivíduo, raramente podem surgir complicações respiratórias graves.
A penetração laríngea e a aspiração traqueal podem ocorrer quando a saliva ou o alimento penetram na laringe em três diferentes momentos: antes do reflexo da deglutição ser desencadeado, decorrente do escape prematuro de alimento, redução no controle dos movimentos da língua, atraso ou ausência do disparo do reflexo da deglutição; durante a deglutição com fechamento inadequado dos níveis de proteção da laringe, como a cartilagem epiglote e pregas ariepiglóticas, pregas vestibulares e pregas vocais; e, após a deglutição, quando ocorre estase de alimento nos recessos faríngeos devido à redução na anteriorização ou elevação da laringe, peristalse faríngea diminuída ou disfunção do esfíncter cricofaríngeo.
A avaliação da disfagia tem evoluído significativamente nas últimas décadas. Assinale a alternativa considerada padrão-ouro para a avaliação, diagnóstico e tratamento da disfagia orofaríngea, que permite estudar detalhadamente a propulsão do bolo alimentar da boca até a abertura esofagiana com o uso de uma variedade de consistências de alimentos.
Avaliação da deglutição à beira do leito (BSE).
Avaliação da Deglutição através de Fibra Óptica (FEES).
PHmetria.
Manometria Esofágica.
Videofluoroscopia.
Indivíduos com tumor de cabeça e pescoço frequentemente vivenciam problemas de deglutição, sendo a gravidade dependente da abordagem oncológica, extensão e localização do tumor, método de reconstrução e resposta do paciente ao problema funcional (NETTO; ARAKAWASUGUENO, 2017). Sobre a disfagia orofaríngea em pacientes com tumor de cabeça e pescoço, marque a alternativa correta:
Nas ressecções parciais verticais de laringe, a disfagia é transitória, possivelmente durando alguns dias após o período de internação.
A intervenção fonoaudiológica antes da radioterapia associada ou não à quimioterapia, com orientação, avaliação funcional e terapia, é totalmente contraindicada em função das reações adversas ao tratamento.
Após a ressecção de língua oral ou assoalho, as consistências mais viscosas são as que geram menos presença de resíduos na boca.
No tratamento da disfagia de pacientes com câncer de cabeça e pescoço, o exame de imagem é fundamental, especialmente em pacientes irradiados, por causa da alta prevalência de aspiração silente.
Pacientes submetidos à laringectomia parcial horizontal normalmente apresentam baixa ocorrência de disfagia orofaríngea e, quando presente, é de grau leve .
A disfagia pode acometer uma ou mais fases da deglutição. Principalmente na população pediátrica que, em sua maioria, não consegue descrever o que está sentindo, a observação de sinais e sintomas têm grande importância na avaliação. São considerados sinais e sintomas de alteração na fase preparatória oral em crianças:
sensibilidade intraoral aumentada e escape extraoral de alimento
escape extraoral de alimentos e engasgo
tempo de alimentação aumentado e vômitos
tempo de alimentação reduzido e voz molhada após deglutição
escape extraoral de alimentos e voz molhada após deglutição
Estão entre os principais achados para reabilitação fonoaudiológica da disfagia em crianças maiores de um ano:
I. Resíduos alimentares em cavidade oral após a deglutição.
II. Escape nasal do alimento.
III. Diminuição do tempo de trânsito oral.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Qual das alternativas abaixo NÃO faz parte dos principais achados fonoaudiológicos para disfagia na Doença de Parkinson?
Atraso no disparo do reflexo da deglutição.
Trânsito esofágico acelerado.
Estase alimentar ou salivar em cavidade oral.
Penetração laríngea para líquidos e sólidos.
De acordo com a literatura, o nervo craniano trigêmeo atua na deglutição,
desde a sensibilidade gustativa de um terço posterior da língua, da sensibilidade da mucosa da orofaringe, na sensibilidade das tonsilas palatinas, dos pilares das fauces, desencadeando estímulos para iniciar a fase faríngea.
desde os movimentos para a preparação, o canolamento na linha média da língua e a mastigação, com a manipulação e a formação do bolo alimentar na porção central da língua com o contato no palato duro.
desde a sensibilidade intraoral, relacionada com a temperatura e viscosidade, auxiliando na depuração oral eficiente, prevenindo o escape extra e intra oral, sucedendo a mastigação com os movimentos giratórios da mandíbula e ação dos dentes para degradação do alimento, juntamente com a atuação dos músculos mastigatórios.
no fechamento do véu palatino, evitando o escape para a nasofaringe, na adução das pregas vocais pelos músculos da laringe, protegendo as vias aéreas e a própria deglutição, para o posicionamento do pescoço.
na resposta de proteção das vias aéreas, evitando a penetração laríngea e a aspiração traqueal, a partir da sensibilidade supra e infra glótica, no fechamento do véu palatino, para evitar o escape para a nasofaringe.
Sobre a disfagia neurogênica, assinale a alternativa INCORRETA:
A disfagia neurogênica é a dificuldade de deglutir causada por alguma etiologia que envolva danos no sistema nervoso.
Caso o paciente esteja em uso de via alternativa de alimentação (sonda ou gastrostomia), o fonoaudiólogo é o profissional habilitado a promover, através da terapia, a transição alimentar para a via oral sempre que haja possibilidade.
Ao tratar a disfagia neurogênica, havendo colaboração do paciente, o fonoaudiólogo poderá propor exercícios musculares e de sensibilidade oral com o intuito de promover a melhora do controle do alimento ao deglutir.
A disfagia neurogênica é a dificuldade de deglutir causada por alterações estruturais. Não há danos no sistema nervoso.
Nos casos em que o paciente não é capaz de responder à terapia, exercícios também podem ser realizados passivamente.
Em casos de disfagia orofaríngea neurogênica, a deglutição classifica-se como eficiente quando existem alterações nos mecanismos da fase orofaríngea da deglutição, porém, há possibilidade de introdução de dieta via oral sem riscos de aspiração.
Certo
Errado
Sobre a avaliação clínica da disfagia orofaríngea infantil à beira de leito, é CORRETO afirmar:
A avaliação das estruturas orofaciais compreende a observação de postura, tônus, mobilidade, sensibilidade, simetria, integridade e conformação das estruturas orofaciais, e pode ser realizada com o paciente em sono natural.
A ausculta cervical deve ser realizada somente após a oferta do alimento, com o objetivo de se identificar com maior clareza a relação entre deglutições e pausas.
Quando houver alteração dos parâmetros fisiológicos, sinais de fadiga, náuseas, tosse e/ou engasgo, durante a sucção não nutritiva, a avaliação deverá ser descontinuada, e indica-se a avaliação direta com alimento.
A avaliação da sucção não nutritiva deve ser feita apenas em bebês até um mês de vida, utilizando-se uma chupeta ou um dedo mínimo enluvado, com eliciação prévia do reflexo de busca.
Na presença de um ou mais sinais clínicos sugestivos de penetração/aspiração laringo-traqueal, a avaliação deve ser imediatamente interrompida e contraindica-se a alimentação por via oral para a consistência testada.
Com relação às manobras durante a proposta terapêutica nas disfagias, a eleição deve ser criteriosa e atribuída diretamente à alteração funcional específica. Assim, as manobras podem ser divididas em: posturais, proteção das vias respiratórias, aumento da força da musculatura laríngea, indução da deglutição, e limpeza faríngea.
São exemplos de manobra de proteção das vias respiratórias:
cabeça fletida e estendida.
shaker e Mendelsohn.
supraglótica e supersupraglótica.
colher vazia e massagem submandibular.
deglutição com esforço e Masako.