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A amamentação é tema de várias pesquisas devido à crescente evidência da importância dessa prática, sendo considerada como promotora de saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. A cada ano aumentam as evidências de que a amamentação é a melhor forma de alimentar a criança, sendo recomendada nos primeiros seis meses de vida da criança. Sobre a amamentação, analise as afirmativas a seguir.
I. Para extrair o leite do seio materno é preciso elevar a língua, pressionando o mamilo contra o palato, enquanto a mandíbula realiza o movimento de ordenha. Na sucção, a língua apresenta ondulações rítmicas em sua superfície, do sentido anterior para o posterior formando um ciclo de sucção, respiração e deglutição.
II. O movimento de ordenha é composto por abaixamento, protrusão, elevação e retrusão mandibular, realizados durante a extração do leite materno. Durante a movimentação mandibular, a sucção é exercida por diminuição da pressão intraoral, que se torna negativa.
III. Para uma amamentação efetiva, o bebê deve abocanhar, principalmente, o mamilo. Se este for invertido, parte dele não será visto enquanto o bebê mamar. O colo do mamilo é o primeiro a ser comprimido, entre o rebordo gengival superior e a ponta da língua, cobrindo o rebordo gengival inferior com uma depressão da mandíbula e da língua, o que requer o trabalho dos músculos linguais.
IV. O ato de sugar o seio materno contribui para desenvolvimento adequado da face e de suas estruturas orais; porém, não interfere em funções estomatognáticas como fala e mastigação, por exemplo. Assim, a amamentação promove o desenvolvimento craniofacial do bebê pelos movimentos adequados da musculatura orofacial durante a sucção.
Está correto o que se afirma apenas em
I e II.
I e III.
II e III.
II e IV.
III e IV.
São considerados neonatos ou lactentes com indicadores de risco para deficiência auditiva, EXCETO, aqueles que apresentarem os seguintes fatores em suas histórias clínicas (JCIH, 2007; LEWIS et al., 2010).
Infecções bacterianas ou virais pós-natais como citomegalovírus, herpes, sarampo, varicela e meningite
Infecções congênitas (toxoplasmose, rubéola, gripe, herpes, sífilis, HIV).
Preocupação dos pais com o desenvolvimento da criança, da audição, fala ou linguagem.
Traumatismo craniano.
Antecedente familiar de surdez permanente, com início desde a infância, sendo assim considerado como risco de hereditariedade.
O fonoaudiólogo está inserido em vários setores de atuação, incluindo o trabalho com o recém-nascido. Nesse contexto, o papel do fonoaudiólogo na unidade de terapia intensiva neonatal é a (o)
promoção do bem-estar do recém-nascido, da equipe e da família.
encaminhamento do recém-nascido para atenção secundária e para triagem auditiva neonatal com o médico pediatra.
encaminhamento do recém-nascido para a equipe de enfermagem, a fim de que intervenha no aleitamento materno quando houver dificuldades com a sucção e a deglutição.
encaminhamento do recém-nascido com baixo peso para intervenção especializada da sucção e da deglutição no follow-up, com o terapeuta ocupacional.
encaminhamento do recém-nascido para atenção secundária com o objetivo de promover a maturação do sistema sensório-motor oral e promover o início do aleitamento materno.
A produção do leite materno inicia na gestação e, após o nascimento do bebê, é controlada por hormônios. Conforme citado pelo Ministério da Saúde, no CAB 23, o hormônio produzido pela hipófise posterior, que é liberado principalmente pelo estímulo provocado pela sucção da criança e que pode ser inibido em situações de dor e estresse, é denominado:
Serotonina.
Prolactina.
Estrogênio.
Ocitocina.
Sobre a estimulação de bebês, é INCORRETO afirmar que:
Dos 0 aos 4 meses o bebê apresenta reação de susto, piscar dos olhos e despertar do sono diante de sons intensos; dos 4 aos 7 meses localiza sons lateralmente e reconhece a voz da mãe; dos 7 aos 9 meses localiza a fonte sonora para o lado e para baixo indiretamente. Dos 9 aos 13 meses localiza sons para o lado e para baixo rapidamente e compreende e responde a comandos verbais.
Atividades de contação de histórias ou leituras podem ser realizadas com frequência, independente da idade das crianças, pois estar estimulam as habilidades auditivas, comunicativas, atencionais e de contato visual.
A posição/ postura dos pais na hora da brincadeira é muito importante. Deve-se posicionar de tal modo que mantenham contato visual com o bebe e que ele possa enxergar o movimento dos lábios dos pais. Nunca posicionar-se atrás da criança pois ela precisa de modelos adequados para produção da fala.
Para a produção dos primeiros sons, existe uma sequencia de dificuldade distinta. A produção das sílabas “ma”, “ba” e “da” são mais difíceis. Deve-se começar estimulando outros sons.
Sobre a inserção do fonoaudiólogo na atenção à Saúde do recém-nascido e Aleitamento Materno, nos diversos níveis do Sistema Único de Saúde, assinale a alternativa INCORRETA.
Em toda Unidade de Terapia Intensiva Neonatal deve ter a presença obrigatória do fonoaudiólogo, porém, infelizmente, encontramos na grande maioria dos hospitais públicos e privados fonoaudiólogos em números reduzidos ou inexistente, quando comparados aos outros profissionais da equipe.
São exemplos de ações fonoaudiológicas nas etapas do método canguru: orientações à família sobre avaliação e funcionamento do sistema sensório motor oral do RN e intervenções, quando possível; avaliação e aplicação de técnicas de transição da sonda para via oral diretamente ao peito e incentivo ao Aleitamento Materno; realização do Teste da Orelhinha.
No âmbito da Atenção Básica, o Fonoaudiólogo deve planejar e realizar grupos de gestantes visando a Promoção ao Aleitamento Materno, porém quando há dificuldades relacionadas à amamentação, mãe e bebê devem ser encaminhados diretamente para a atenção especializada, pois não há meios de auxiliá-los na Atenção Básica.
Como profissional da equipe do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), o fonoaudiólogo pode planejar e desenvolver ações de educação permanente sobre promoção ao aleitamento materno voltada aos profissionais da equipe de referência, ou seja, dos profissionais das Equipes de Saúde da Família e/ou Equipes de Atenção Básica.
A função de alimentação é uma atividade motora complexa que inclui a deglutição faríngea, a sucção e uma variedade de desempenhos motores de aproximação do mamilo e sucção ativados por estimulação da região facial e labial. Os automatismos reflexos orais garantem a função alimentar no período pós-natal imediato e são a base sobre a qual emergirão respostas similares a um nível voluntário. Podem ser divididos em reflexos adaptativos e protetivos. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.
Há evidências de a sucção iniciar na vida intrauterina por volta da 35ª semana gestacional, juntamente com a deglutição. Tem um importante papel de regulação e alimentação e facilita a deglutição.
A resposta protetiva de tosse é importante para a segurança na alimentação por via oral, mas não constitui um pré-requisito para a introdução alimentar segura. A tosse excessiva sugere presença de coordenação da sucção-deglutição-respiração.
O reflexo de busca é um automatismo que contribui na orientação e na apreensão do mamilo. Está presente desde a vida intrauterina e persiste até os seis meses de idade, quando é substituído pela abertura de boca e demonstra a capacidade de antecipação do lactente.
O reflexo de mordida está presente ao nascimento, diminui por volta do 6º mês e desaparece entre o 11º e o 12º mês, quando é substituído pela mastigação. A presença de mordida tônica e o aumento do tônus, após os 18 meses de idade, pode indicar patologia neurológica.
O reflexo de Gag é um reflexo de defesa que está presente consistente e funcionalmente entre a 32ª e 33ª semanas de idade gestacional. É um reflexo que se mantém ativo durante toda vida, embora elicitado em região posterior, após o 6º mês de vida, quando a mastigação se inicia.
De acordo com o Caderno de Atenção Básica nº 33 - Saúde da Criança: Crescimento e Desenvolvimento, em relação aos indícios de uma técnica correta de amamentação, analisar os itens abaixo:
I. Queixo do bebê tocando a mama.
II. Bochechas do bebê arredondadas.
III. Lábio inferior do bebê voltado para dentro.
IV. Mama esticada.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens II e III.
Somente os itens I, III e IV.
Somente os itens II, III e IV.
Todos os itens.
Em recém-nascidos, muitas vezes o encaminhamento para intervenção fonoaudiológica é tardio por não haver um profissional atuando na rotina do hospital, pois, estando presente, o próprio fonoaudiólogo pode definir quando avaliar, diminuindo as chances de retardar o início de um trabalho terapêutico quando necessário. Em que situações a intervenção fonoaudiológica deve ser priorizada?
Intubação orotraqueal e prematuridade.
Intubação orotraqueal e pneumonia.
Recém-nascido a termo e sonda nasogástrica.
Prematuridade e pneumonia.
Icterícia neonatal e sonda nasogástrica.
Com relação à sucção não nutritiva para o desenvolvimento do padrão oromotor, em recém-nascido, entende-se que
deve ser iniciada após avaliação objetiva com videofluoroscopia.
está contraindicada em recém-nascidos que estão em incubadora.
atrasa a amamentação e a alta do recém-nascido.
deve ser iniciada após avaliação da sensibilidade oral.
leva maior oxigenação durante e após as mamadas.
No bebê, a alimentação oral segura depende da sincronia entre sucção, deglutição e respiração. Acerca deste aspecto, é correto afirmar:
É esperada coordenação entre sucção, deglutição, respiração a partir da 20ª semana de gestação
A deglutição acontece independente da sucção
A incoordenação entre estes aspectos pode contraindicar a alimentação por via oral
A partir do 3º mês a sucção começa a apresentar um padrão mais maduro
Não gera impacto no crescimento e desenvolvimento das estruturas orais
Alguns dias depois foi possível realizar a avaliação da sucção não nutritiva e nutritiva do RN. Durante a mamada, observou-se um padrão mordedor. A fonoaudióloga realizou uma manobra de facilitação para inibição desse padrão. Essa manobra de facilitação consiste em:
realizar a estimulação sensório-motora oral, ofertar o leite materno pelo copo até que esse padrão mordedor seja inibido, facilitando posteriormente a alimentação em seio materno
estimular o reflexo de procura do RN antes de colocá-lo no peito, auxiliar pressionando firmemente o queixo do bebê para baixo, facilitando a abertura da boca
extrair manualmente um pouco de leite da mama, colocar o RN no seio materno quando o reflexo de ejeção do leite já estiver ativado, facilitando a sucção
dar contenção à mandíbula durante a mamada, apoiando-a com o dedo indicador ou médio, facilitando a projeção da língua na sucção
A amamentação no seio materno proporciona benefícios para a mãe e o recém-nascido. O leite materno é considerado o melhor alimento do ponto de vista nutricional, imunológico e emocional. É o alimento ideal para o crescimento e desenvolvimento da criança, sendo fonte de vitaminas e nutrientes essenciais para o desenvolvimento físico do bebê. Além disso, favorece o desenvolvimento do sistema estomatognático, visto que o lactente realiza exercícios na musculatura orofacial, estimulando as funções de respiração e deglutição. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. A amamentação propicia o crescimento e o desenvolvimento da maxila e da mandíbula, além de estimular a respiração nasal do recém-nascido, beneficiando as funções de respiração e deglutição. Além disso, a constitui um momento propício à comunicação, visto que permeia a importância da relação mãe-bebê, tornando-se favorável à aquisição e ao desenvolvimento da linguagem da criança.
II. A importância da amamentação é inegável, uma vez que há evidências que protege o recém-nascido contra infecções, previne obesidade, reduz a frequência de quadros alérgicos, edemas e cólicas intestinais, diminui a frequência de diabetes e linfomas. A amamentação permite o exercício necessário ao desenvolvimento do sistema estomatognático. Alguns dos músculos mastigatórios iniciam, assim, sua maturação e posicionamento.
III. A atuação fonoaudiológica, desde o pré-natal, poderá auxiliar as genitoras na prevenção de problemas decorrentes de má postura e pega inadequada ou de alterações miofuncionais orofaciais que irão implicar na respiração, mastigação e fala. A avaliação criteriosa da mamada e do padrão de sucção, além das orientações adequadas, são essenciais no início da amamentação, prevenindo o desmame precoce.
IV. Recém-nascidos e lactentes saudáveis, sem intercorrências clínicas que interfiram no processo de amamentação, não apresentarão movimentos orais atípicos durante a mamada, devido ao intenso trabalho muscular na sucção do leite materno. Alterações transitórias do funcionamento oral, seja por características anatômicas ou por fatores iatrogênicos não são comuns nessa população; portanto, crianças com dificuldades na pega certamente apresentam razões fisiológicas que as justifiquem.
Está correto o que se afirma apenas em
I e II.
I e III.
II e III.
II e IV.
I, II e III.
Em um lactente, nascido a termo e com adequado desenvolvimento neuropsicomotor, o padrão de sucção inicial (do nascimento até o terceiro mês), caracterizado por anteriorização e posteriorização da língua é conhecido como:
GAG
Suckling
Procura
Phasic bite
Analise as assertivas abaixo, conforme Dedivitis e col. sobre alterações neurológicas no neonato e na criança, e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Paralisia cerebral é uma alteração sensório-motora global, que decorre de uma lesão progressiva.
( ) De acordo com a distribuição corpórea, a PC pode ser classificada em monoparesia, diparesia, triparesia, tetraparesia e hemiparesia.
( ) Quanto maior a idade da criança que sofre uma lesão encefálica adquirida infantil (LEA – I), pior o prognóstico da reabilitação.
( ) Os comprometimentos neurológicos decorrentes de lesões por anoxia vão depender do tempo em que a criança permaneceu sem o fornecimento de oxigênio.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – F.
F – V – F – V.
F – F – V – V.
V – F – V – F.
A importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento da criança e, especialmente, da linguagem exige que o diagnóstico da deficiência auditiva seja realizado o mais cedo possível, preferencialmente antes dos seis meses de vida. Conhecer os indicadores referentes a alterações de audição na infância contribui para o desenvolvimento das ações de promoção de saúde e prevenção de agravos, além de possibilitar a realização de diagnósticos mais precoces. Sobre os indicadores de risco para perda auditiva em neonatos, analise as afirmativas a seguir.
I. História familiar de deficiência auditiva hereditária na infância; infecções intrauterinas (rubeola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus, herpes); ventilação mecânica por cinco dias ou mais; achados sindrômicos associados à deficiência auditiva sensorioneural e/ou condutiva.
II. Peso ao nascer inferior a 1000 g; hiperbilirrubinemia a níveis que exijam exsanguíneo transfusão; medicação ototóxica; meningite viral e bacteriana; apgar de 0-5 no primeiro minuto e 0-7 no quinto minuto.
III. Anormalidades craniofaciais, incluindo as do pavilhão auricular (malformações, alterações de implantação), presença de apêndices, fístulas e colobomas pré-auriculares e alterações do conduto auditivo externo.
IV. Traumatismo cranioencefálico associado à perda de consciência ou fratura de crânio; otite média recorrente; icterícia; preocupação dos pais em relação à audição e desenvolvimento da linguagem; exposição a ruídos acima de 90 dB.
São indicadores de risco para perda auditiva em neonatos apenas
I e II.
I e III.
II e III.
I, II e III.
II, III e IV.
A atuação do profissional fonoaudiólogo na importância do processo de aleitamento materno contribui para um bom desenvolvimento da saúde materno-infantil, sendo essencial a presença desse profissional atuando nos diferentes níveis de atenção à saúde. Assinale a alternativa CORRETA quanto à atuação fonoaudiológica na área materno-infantil.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo por quatro meses e complementado até os dois anos, pois após esse período o risco de danos ao desenvolvimento da mastigação e da fala é maior.
Cabe ao fonoaudiólogo atuar exclusivamente após o nascimento do bebê, em relação ao preparo da gestante para a lactação, sendo esta atuação de grande relevância para atingir o sucesso do aleitamento materno.
A fonoaudiologia neonatal contribui para o combate à mortalidade infantil, acelerando a alta hospitalar. Por isso, é imprescindível sua participação em equipe multidisciplinar para a assistência à mulher na promoção do bem-estar da gestante, da puérpera e do RN, visto que a presença do profissional auxilia em todo o processo do aleitamento materno, desde o pré-natal até a alta hospitalar.
É indicado que o fonoaudiólogo realize orientações especificamente em nível ambulatorial, após a alta hospitalar, quanto às questões neurovegetativas, desenvolvimento da linguagem, tipos e preparação do mamilo, assim como auxiliar no posicionamento correto do bebê e na pega correta ao seio materno.
Mediante a detecção de dificuldades na amamentação, cabe ao fonoaudiólogo indicar o uso de mamadeira ou chuquinha de imediato, a fim de que o bebê não perca os estímulos adequados para o desenvolvimento do sistema estomatognático.
No caso de recém-nascido pré-termo, nascido com baixo peso e desconforto respiratório, utilizando-se de sonda nasoenteral e com necessidade de intervenção fonoaudiológica após a alta da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e a admissão na Unidade de Cuidados Intensivos Canguru (UCINCa) em razão do baixo peso, a intervenção fonoaudiológica na UCINCa compreende o (a)
treino do recém-nascido em seu próprio colo, na posição canguru, para iniciar a alimentação nutritiva com o uso da seringa.
treino inicial de deglutição com a “mama completamente cheia”, com adequação da postura para evitar os riscos de aspiração.
orientação sobre a importância do aleitamento materno tardio como forma de prevenção das otites e do risco de aspiração.
orientação de que o recém-nascido não pode se alimentar exclusivamente em seio materno até completar 6 meses de vida.
observação da coordenação sucção, respiração e deglutição para iniciar o treino de deglutição com a “mama parcialmente cheia” simultaneamente à dieta ofertada por sonda.
Diferentemente da ordenha da mama, a sucção em bicos artificiais tem nas crianças efeitos indesejáveis, permanentes e de difícil correção tardia, uma vez que o desenvolvimento como um todo já foi alterado. Para o fonoaudiólogo, é fundamental compreender a confusão de bicos, denominada para caracterizar as mudanças ocorridas na sucção pelo bebê, a partir da anatomia e da fisiologia da lactação e da sucção do bico artificial. Na sucção do bico artificial:
o músculo bucinador apresenta atividade muscular rebaixada, tornando-se flácido.
a língua adquire postura anteriorizada e ocorre seu canolamento para envolver o bico e retirar o leite.
a língua eleva suas bordas laterais e a sua ponta, formando uma concha com seu dorso.
o vedamento labial se dá principalmente às custas do lábio inferior.
os movimentos mandibulares são de protrusão e retrusão.
A laringe do bebê não é uma miniatura da laringe adulta, pois há vários aspectos diferenciais. A laringe pode apresentar anomalias globais ou específicas; e a global congênita mais comum é a laringomalácia, que se caracteriza pela flacidez anormal das estruturas supraglóticas. Sobre a laringomalácia é INCORRETO afirmar que:
tem caráter hereditário e a maior parte dos pacientes apresenta os sintomas na primeira semana de vida.
os principais sintomas incluem estridor inspiratório, respiração ruidosa, sinais de obstrução da via aérea superior, choro e desenvolvimentos normais.
a dificuldade respiratória é sempre severa, podendo ocorrer episódios de cianose.
a deglutição está inalterada, embora possa ser lenta e ruidosa; se não houver aspiração, a criança ganha peso e se desenvolve normalmente.
na maioria das vezes tende a desaparecer após um período definido em consequência de sua própria doença e requer apenas conduta de suporte.