Questões de Concurso sobre Construção de Estados e o Absolutismo

 
 
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“A mais forte monarquia medieval do Ocidente foi justamente aquela que produziu o absolutismo mais fraco e de menor duração, experimentando uma variante do governo absolutista particularmente acanhada, em todos os sentidos, enquanto o outro país se tornou a terra natal do mais formidável Estado absolutista da Europa.”


(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista. Adaptado)


O texto trata, respectivamente, das monarquias da


A

Espanha e de Portugal.


B

Inglaterra e da França.


C

Alemanha e da Itália.


D

Holanda e da Bélgica.


E

Rússia e da Áustria.

Durante o período moderno, o Absolutismo Monárquico foi o regime de governo dominante nos estados europeus. Alguns pensadores, intitulados de “Teóricos do Absolutismo” argumentavam a favor desta forma de governo através da elaboração de discursos políticos. Thomas Hobbes foi um deles, afirmava que os homens viviam em um estado natural, seguindo somente aos seus próprios interesses, havendo a necessidade de um contrato no qual os governados renunciariam a todos os direitos em favor do monarca, que seria responsável por controlar a sociedade e colocar ordem no caos. Este pensamento de Hobbes está descrito em qual obra?


A

Leviatã.


B

Da República.


C

O Príncipe.


D

Enciclopédia.


E

Ética a Nicômaco.

O Antigo Regime, ou Absolutismo, atravessou a Era Moderna e, mesmo após a Revolução Francesa, perdurou em algumas nações por décadas. Acerca deste tema, analisar os itens.

I. Um dos princípios da legitimidade do poder real no Absolutismo era o princípio dinástico, estabelecido por normas de hereditariedade.

II. Outro princípio de legitimidade era baseado na ideia de que o poder político do rei derivava diretamente de Deus e somente este poderia limitar aquele.

III. A centralização política existente no Antigo Regime se manifestava política e socialmente de forma vertical e uniforme, sem limitações sobre uma sociedade totalmente passiva.

Está CORRETO o que se afirma:


A

Em todos os itens.


B

Apenas nos itens I e II.


C

Apenas nos itens I e III.


D

Apenas nos itens II e III.

O Absolutismo foi um sistema de governo que se consolidou na Europa entre os séculos XVI e XVIII, caracterizado pela centralização do poder nas mãos de um monarca. Esse modelo político era fundamentado em teorias que justificavam a autoridade absoluta dos reis e influenciou diretamente as estruturas sociais e econômicas da época. Analise as afirmativas abaixo e indique se cada uma é verdadeira (V) ou falsa (F).


( ) O absolutismo justificava-se por teorias como o "Direito Divino dos Reis", que afirmava que o poder do monarca era uma concessão direta de Deus, tornando o rei inquestionável.

( ) No sistema absolutista, os nobres e a burguesia eram plenamente integrados ao governo, participando das decisões políticas e limitando a autoridade do rei.

( ) O absolutismo foi essencial para consolidar a formação das Monarquias Nacionais, fortalecendo o poder centralizado e reduzindo a fragmentação feudal.

( ) Os monarcas absolutistas promoviam políticas mercantilistas, buscando aumentar o acúmulo de riquezas e o fortalecimento econômico do Estado como forma de garantir sua autonomia.


A sequência CORRETA é:



A

V – F – V – V.


B

F – V – F – V.


C

V – F – V – F.


D

F – V – V – F.

Na política, desenvolveu a doutrina do “Direito Divino”, na qual afirmava que qualquer governo formado legalmente, expressava a vontade de Deus, que sua autoridade é sagrada e que qualquer rebelião contra ela é criminosa. Destacou também que a responsabilidade do soberano é se comportar como a imagem de Deus e governar para os súditos como um bom pai e não ser afetado por seu poder.


O texto faz referência a que pensador absolutista da Era Moderna:


A

Thomas Hobbes


B

Nicolau Maquiavel.


C

Jacques Bossuet.


D

Erasmo de Roterdã.

“A unificação política dos Estados alemães, a elevação do rei da Prússia a imperador [...], e a promoção de Berlim [...] a capital do Kaiserreich [...] deram um forte impulso à formação de uma classe alta alemã mais uniforme.”

Texto extraído de: ELIAS, Norbert. Civilização e informalização (parte I). In: ____. Os alemães: a luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX; tradução: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997, p. 60.


Sobre o processo de unificação política que originou a Alemanha e as relações entre diferentes grupos sociais nesse contexto, conforme análise de ELIAS, é CORRETO afirmar:


A

A causa da unificação da Alemanha foi abraçada pelos burgueses urbanos que viam no processo um passo para o fim do domínio da aristocracia no caminho da democratização.


B

Até as Guerras Napoleônicas, as culturas da burguesia urbana e da corte alemã misturaram-se consideravelmente, como resultado da integração entre esses dois grupos sociais.


C

Depois de 1871, houve uma separação na Alemanha entre a burguesia e a nobreza; e uma correspondente dissociação entre o código de comportamento burguês e os valores do código aristocrático.


D

Ao tornar-se mais geral e acelerada a partir de 1871, a industrialização na Alemanha fortaleceu a supremacia dos tradicionais estratos privilegiados que se agrupavam em torno do kaiser na corte.


E

Depois de 1871, grandes parcelas da burguesia adotaram o código de honra da classe alta, caracterizado por colocar em primeiro plano as realizações culturais, sobretudo nas áreas da literatura, filosofia e ciência.

Em 1520/21, no início do governo Habsburgo de Carlos I, ocorreu um levante armado em que os descontentes exigiam o respeito às tradições medievais que asseguravam o direito de o poder local convocar as Cortes, quando necessário, e escolher procuradores para que os representassem nelas.


O trecho descreve um movimento de contestação contra o absolutismo, conhecido como


A

Revolta dos Comuneros de Castela.


B

Revolução Americana.


C

Guerra dos Sete Anos.


D

Guerra de Sucessão Espanhola.


E

Guerra dos Trinta anos.

A respeito das medidas tomadas durante o período pombalino (1750-77) analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.


( ) Uma das mudanças administrativas ocorridas no período pombalino foi a transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, com o consequente deslocamento do eixo econômico para o Sudeste.

( ) Para dinamizar a exploração de riquezas e o controle do comércio colonial, Pombal instituiu a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba.

( ) Para fortalecer o controle do governo luso na América, Pombal reformou o sistema de capitanias, as quais tiveram seus limites atualizados incorporando a expansão territorial em direção ao Oeste e deixaram de ser hereditárias.


As afirmativas são, respectivamente,


A

V – F – V.


B

V – V – F.


C

F – V – F.


D

V – F – F.


E

F – V – V.

Uma pessoa instituída, pelos atos de uma grande multidão, mediante pactos recíprocos uns com os outros, como autora, de modo a poder usar a força e os meios de todos, da maneira que achar conveniente, para assegurar a paz e a defesa comum. O titular dessa pessoa chama-se soberano, e se diz que possui poder soberano. Todos os restantes são súditos.


(Thomas Hobbes. Leviatã ou a matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. São Paulo: Ícone, 2000. p. 126.)


Ao longo do século XVI, a dinâmica entre o poder da Igreja e os Estados modernos sofreu várias mudanças. Em sintonia com a mentalidade da época, alguns pensadores europeus dos séculos XVI e XVII elaboraram teorias que buscavam legitimar a concentração do poder no rei. Thomas Hobbes, citado anteriormente, era um deles, e preconizava, dentre outras ideias:


A

A doutrina do direito divino dos reis, segundo a qual, os reis e sua linhagem haviam sido escolhidos conforme a vontade de Deus.


B

A premissa de que o monarca precisa da soberania absoluta e irrestrita, e deve ser capcioso como uma raposa em suas decisões.


C

Que a Igreja continuasse influente em todos os países, e que o poder executivo fosse exercido pelos monarcas, mas referendado pela Igreja.


D

Que o Estado deveria assumir o controle apenas de instituições religiosas e manter órgãos de repressão e de perseguição bastante rígidos.


E

Que o egoísmo natural dos seres humanos os levaria ao fim, a não ser que o Estado, personificado na figura do rei, assumisse o controle das coisas.

Relacione os pensadores listados a seguir às respectivas ideias ilustradas sobre formas de governo.

1. François-Marie Arouet Voltaire

2. Jean -Jacques Rousseau

3. Charle-Louis de Secondat Montesquieu

( ) Existem em cada Estado três tipos de poder: o poder legislativo, o poder executivo das coisas que dependem do direito das gentes e o poder executivo daquelas que dependem do direito civil.

( ) Alguns disseram que, se usássemos da indulgência paternal para com nossos irmãos errantes que rezam a Deus em mau francês, estaríamos colocando armas em suas mãos; mas parece-me que não é correto o raciocínio: Esses homens insurgiram-se quando lhes fiz o mal; portanto se insurgirão quando lhes fizer o bem.

( ) O ato de associação encerra um compromisso recíproco do público com os particulares, que cada indivíduo, contratando consigo mesmo, acha-se comprometido numa dupla relação, a saber: como membro do soberano em face do soberano.

Assinale a opção que apresenta a relação correta, na ordem apresentada.


A

1 – 2 – 3.


B

2 – 3 – 1.


C

3 – 1 – 2.


D

3 – 2 – 1.

A história política da Inglaterra passa, principalmente, por três momentos: a Monarquia Absolutista, a República e a Monarquia Constitucional. Sobre esse contexto, analise os itens a seguir:


I.Elizabeth I, filha do rei Henrique VIII, era defensora da teoria do direito divino dos reis e, por isso, perseguiu os puritanos (calvinistas), levando muitos deles a se refugiarem na América do Norte.

II.Carlos I criou taxas alfandegárias para garantir o sustento da família real, impôs aos proprietários um empréstimo forçado à Coroa e perseguiu de forma sistemática seus opositores.

III.Transformada em república e governada por Carlos II, a Inglaterra se tornou a maior potência naval da Europa.

IV.O Parlamento depôs Jaime II e entregou o trono ao príncipe holandês Guilherme de Orange, que se comprometeu a cumprir a Declaração de Direitos estabelecida pelo Parlamento.


É correto o que se afirma em


A

II e III, apenas.


B

I, II e IV, apenas.


C

I e IV, apenas.


D

II e IV, apenas.


E

I, II, III e IV.

As Revoluções Inglesas foram uma série de eventos políticos, sociais e econômicos que ocorreram na Inglaterra durante o século XVII. Elas foram caracterizadas por uma luta pelo poder entre o Parlamento e a monarquia, e tiveram um impacto significativo na história da Inglaterra e do mundo.


1) A primeira Revolução Inglesa ocorreu em 1642, quando o rei Carlos I se recusou a conceder mais poderes ao Parlamento. Isso levou a uma guerra civil entre as forças parlamentares, lideradas por Oliver Cromwell, e as forças monarquistas. A guerra terminou em 1649 com a execução de Carlos I e a proclamação da República, conhecida como Commonwealth.

2) A segunda Revolução Inglesa ocorreu em 1688, conhecida como Revolução Gloriosa. Isso ocorreu quando o rei James II foi deposto pela nobreza e pelo Parlamento devido a suas políticas autoritárias e por ser católico em uma nação predominantemente protestante. O trono foi dado a sua filha protestante, Maria II, e seu marido, Guilherme III de Orange, em uma transferência pacífica de poder.


Qual das alternativas abaixo representa os impactos que cada Revolução Inglesa obteve no sistema político da Inglaterra:


A

A 1) instaurou um regime absolutista na Inglaterra, enquanto a 2) estabeleceu o princípio de que o monarca governaria apenas com o consentimento do Parlamento.


B

A 1) instaurou um regime absolutista na Inglaterra, enquanto a 2) estabeleceu o fortalecimento do poder dos senhores feudais.


C

A 1) estabeleceu a supremacia do Parlamento sobre a monarquia, enquanto a 2) estabeleceu o princípio de que o monarca governaria apenas com o consentimento do Parlamento.


D

A 1) estabeleceu a manutenção do sistema feudal na Inglaterra., enquanto a 2) estabeleceu a diminuição do poder da burguesia e a concentração de riquezas nas mãos da nobreza.


E

A 1) instaurou um regime absolutista na Inglaterra, enquanto a 2) estabeleceu a manutenção do sistema feudal na Inglaterra.

O mercantilismo foi uma doutrina econômica que prevaleceu na Europa entre os séculos XVI e XVIII. Essa doutrina defendia a ideia de que a riqueza e o poder de um país dependiam da quantidade de metais preciosos que ele possuía, como ouro e prata. O mercantilismo também defendia o protecionismo comercial, ou seja, a ideia de que os países deveriam promover a exportação de produtos e restringir a importação de bens estrangeiros.

Um exemplo de política mercantilista foi a busca dos países europeus por metais preciosos nas colônias americanas. Isso levou à exploração de recursos naturais e à utilização de mão de obra escrava, principalmente na extração de ouro e prata. Além disso, os países europeus promoviam a exportação de manufaturados e limitavam a importação de produtos estrangeiros, com o objetivo de proteger a indústria local.


Qual das alternativas abaixo representa uma das principais características do mercantilismo?


A

A valorização do comércio livre e desregulamentado.


B

A defesa da propriedade coletiva dos meios de produção.


C

A busca pelo equilíbrio comercial e acumulação de metais preciosos.


D

A defesa da igualdade social e política e cumulação dos metais preciosos.


E

A valorização da agricultura como principal atividade econômica e cumulação dos metais preciosos.

O Estado Moderno representa uma forma historicamente determinada de ordenação política, configurada na Europa entre os séculos XIV e XIX. A respeito do Estado Moderno, relacione os elementos constitutivos listados a seguir às respectivas caracterizações.


1. Soberania

2. Homogeneidade da jurisdição

3. Burocratização


( ) O Estado Moderno não é submetido a outras entidades políticas (império e igreja, por exemplo) e sua jurisdição é exercida dentro das próprias fronteiras territoriais.

( ) A administração é retirada do controle dos feudatários e da corte nobiliárquica para ser exercida por um conjunto de funcionários fiéis ao Estado capazes de aplicar as diretrizes enviadas do centro político.

( ) O Estado Moderno tende a unificar os territórios sob seu domínio em um quadro jurídico unitário para eliminar ao máximo os espaços internos de extraterritorialidade das decisões judiciais.


Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.


A

1 – 3 – 2.


B

1 – 2 – 3.


C

2 – 3 – 1.


D

3 – 1 – 2.


E

2 – 1 – 3.

Analise as informações a seguir:


I. Analisando a formação dos Estados Nacionais, a partir da segunda metade do século XV, a ideia do Sacro Império, da República cristã hierarquizada, dirigida duplamente pelo Papa e pelo Imperador, ganhou força e solapou a concepção de um conjunto de Estados soberanos, diferentes em direito, com costumes e ideais dissonantes.

II. Os Estados, tendo como foco a sua formação inicial, guerreavam entre si para terem a proeminência da bênção papal e a autoridade legitimada pela soberania da Igreja. A formação de ligas e coligações tornava-se um entrave para que uma concepção de Estado se desenvolvesse.

III. As alianças entre reinos e ligas representava um avanço para a hierarquização do poder da Igreja e uma ameaça à autonomia e à existência de seus vizinhos. Essas lutas indicavam a necessidade de um poder forte e centralizado


Marque a alternativa CORRETA:


A

Nenhuma afirmativa está correta.


B

Todas as afirmativas estão corretas.


C

Apenas uma afirmativa está correta.


D

Apenas duas afirmativas estão corretas.

Considere o exceto abaixo.


O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental era que ele representava fundamentalmente um aparelho de proteção da propriedade dos privilégios aristocráticos, embora, ao mesmo tempo, os meios pelos quais tal proteção era concedida pudessem assegurar simultaneamente os interesses básicos das classes mercantis e manufatureiras nascentes. Essencialmente, o absolutismo era isto: um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado.


Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado.


A partir da abordagem do texto, é correto concluir que o Estado absolutista era


A

um instrumento de proteção da nobreza diante das revoltas camponesas.


B

um meio das classes burguesas romperem com o poder absoluto do Rei.


C

uma possibilidade da autoridade real se fortalecer frente às constituições.


D

uma forma dos grupos aristocráticos romperem com os privilégios burgueses.

“Assim, dentro de um espírito antropológico, proponho a seguinte definição de nação: uma comunidade política imaginada – e imaginada como sendo intrinsicamente limitada e, ao mesmo tempo, soberana. Ela é imaginada porque mesmo os membros da mais minúscula das nações jamais conhecerão, encontrarão ou nem sequer ouvirão falar da maioria de seus companheiros, embora todos tenham em mente a imagem viva da comunhão entre eles”.


ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas. Trad. Denise Bottman. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 32.


O excerto tenta dar conta de como uma nação pode ser concebida com uma profunda identificação horizontal entre as pessoas, embora existam desigualdades na exploração de cada uma delas dentro de cada nação correspondente. A respeito da identidade nacional brasileira, assinale a alternativa incorreta.


A

Embora existam diversas particularidades locais e regionais, a existência de uma língua portuguesa comum ao território foi um elemento facilitador da construção da identidade nacional brasileira


B

Conflitos separatistas no Brasil das décadas de 1830 e 1840 eram um obstáculo à integridade do território e foram contornados sem a necessidade de aparatos e mecanismos de violência por parte do estado


C

Pode-se considerar como elemento importante na construção da identidade brasileira a fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 1838


D

Durante o período da ditadura militar no Brasil, elementos nacionalistas foram utilizados para fundir a identidade nacional do período


E

A criação de mecanismos e instituições que buscavam a uniformidade no trato com cidadãos e cidadãs, como o Ministério do Trabalho durante o governo de Getúlio Vargas, também podem ser vistos como instrumentos de fortalecimento da identidade nacional

Em relação à União Ibérica, é possível afirmar que as cidades fundadas e construídas no Brasil foram alvo de planejamento, porém não faziam parte de um projeto maior de ocupação de dominação territorial elaborado por Portugal, que não apresentava precedentes na própria Península Ibérica e nas regiões colonizadas antes da América. Portugal, antes da colonização do Brasil, não havia sequer realizado intercâmbio ou comércio com outros países ou regiões.


C

Certo


E

Errado

Embora essa divisão seja duramente combatida por historiadores da atualidade, a Idade Moderna foi tradicionalmente conhecida como o tempo delimitado entre:


A

O surgimento do Protestantismo e o início da Dinastia Darolíngia.


B

O início das Cruzadas e o Cisma do Oriente.


C

A queda de Constantinopla e a Revolução Francesa.


D

O fim do Império Otomano e a Revolução Russa.

“Por muito tempo, os reinos da Espanha moderna foram denominados monarquias absolutistas. Nas últimas décadas, porém, a historiografia promoveu uma grande revisão da história política e avaliou a capacidade de governar e impor as leis sancionadas pelos soberanos. Em lugar de absolutista, a grandiosa Espanha de Carlos V e Felipe II recebeu a denominação de Monarquia polissinodal, o que significa uma organização política baseada nos Conselhos, onde o rei, a nobreza e o clero disputavam a soberania sobre povos e territórios ainda pouco definidos. Para além da dispersão do poder provocada pelos sínodos, o governo era incapaz de controlar a totalidade do território e de mantê-lo com instituições impessoais e duradouras.”


(RAMINELLI, Ronald. A era das conquistas: América espanhola, séculos XVI e XVII. Rio de Janeiro: FGV, 2013, p. 71)


Com base no texto, é correto interpretar que


A

a centralização política ocorreu de forma não linear, sendo necessária frequentes negociações com poderes locais.


B

o poder político no Estado absolutista era fundamentado na harmonia de poderes entre clero, nobreza e rei.


C

os Estados modernos que anexaram territórios não europeus exerceram controle político completo sobre as colônias.


D

o Estado Moderno espanhol, comparativamente a outros modelos de Estado, foi o de maior centralização de poder.


E

o poder exercido pelos reis dependeu da arquitetura constitucional do Estado.

 
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