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Ocorrida em março de 1671, na atual fronteira do Brasil com a Argentina, foi uma batalha sangrenta de resistência Guarani contra diversos grupos bandeirantes. Essa batalha barrou a expansão territorial da dominação luso-brasileira na região. Assinalar a alternativa que corresponde à descrição apresentada:
Batalha dos Guararapes.
Revolta da Cachaça.
Guerras Guaraníticas.
Batalha de M’bororé.
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
“Os espanhóis aproveitaram a _________ para uma grande ofensiva no Prata. Em outubro de 1762, as tropas castelhanas e missioneiras assaltaram e apoderaram-se da colônia de _________. Em 19 de abril de 1763, o forte de Santa Teresa, na fronteira sul da capitania de Rio Grande, caía, sem resistência. Mais grave ainda, em 24 do mesmo mês, a vila e o porto de Rio Grande e o Norte eram entregues, também praticamente sem luta, aos castelhanos, obrigando a administração luso-brasileira e grande parte da população da vila e dos arredores a recuar para os campos de Viamão. Colonos açorianos presos em Rio Grande foram levados para Maldonado (1755), no sudeste da Banda Oriental, onde se estabeleceram, muitos deles definitivamente.”
Guerra dos Sete Anos | Sacramento
Guerra das Rosas| São Vicente
Revolução Inglesa | d'El-Rei
Guerra Franco-Prussiana| Laguna
Guerra Guaranítica| Porto Seguro
Sobre a colonização europeia na América, a obra de Bartolomeu de Las Casas, escrita no século XVI, aborda as atrocidades cometidas pelos espanhóis, como a escravização e extermínio de milhares de indígenas na América espanhola e portuguesa. Esse depoimento é considerado um dos registros mais importantes e perturbadores sobre a colonização europeia em toda América.
Certo
Errado
Assinale a alternativa INCORRETA sobre o Império Asteca e a conquista espanhola.
Os astecas criaram alianças políticas e submeteram outras cidades-Estado à sua influência.
Os conflitos e as rivalidades entre os povos nativos foram explorados pelos espanhóis em benefício próprio. Estabeleciam acordos em troca de apoio militar contra as autoridades locais.
Hernán Cortés buscou estabelecer relações com os Astecas, mantendo a diplomacia e a boa comunicação durante toda a implantação do sistema colonial espanhol na América.
A jovem indígena Malinche foi oferecida como intérprete a Cortés e passou a auxiliá-lo na tradução das línguas locais.
Em 1520, a nobreza asteca foi massacrada pelos espanhóis dentro do Templo Mayor. O evento desencadeou uma revolta conhecida como Noite Triste, na qual Montezuma foi assassinado.
Analise o detalhe do mural conhecido como Epopeia do povo mexicano, pintado por Diego Rivera entre 1929 e 1935.

No alto da parte central do mural, Rivera representou os exércitos triunfantes de Zapata e Pancho Villa conduzindo o povo ao poder com o estandarte “Terra e Liberdade”.
A respeito dos projetos revolucionários e da composição social da Revolução Mexicana (1910-1917), assinale a afirmativa correta.
Apesar da ampla participação da classe camponesa durante a revolução, a divisão do Norte comandada por Pancho Villa foi composta majoritariamente pela classe burguesa mexicana.
O movimento liderado por Zapata no sul do México contou com a participação de latifundiários, cujo objetivo era garantir a manutenção de seus direitos à propriedade das terras.
O clero mexicano apoiou o movimento revolucionário e, como forma de reconhecimento, seus representantes obtiveram espaço político no governo pós-revolucionário.
A classe operária se associou ao movimento com o objetivo de garantir empregabilidade nas indústrias do setor privado que cresciam nas principais cidades mexicanas.
Os indígenas, junto aos camponeses, fizeram parte do quadro de participantes do movimento com o objetivo de conquistar o reconhecimento de suas terras.
Um docente de História quis avaliar os conhecimentos prévios de seus estudantes sobre a Revolução Cubana e a Guerra Fria. Para isso, apresentou a eles a seguinte imagem e pediu que a comentassem.

Che Guevara (1968), serigrafia de Andy Warhol.
O exercício proposto pelo docente descreve um instrumento de caráter avaliativo classificado como
avaliação diagnóstica, pois pretendeu obter informações sobre os conhecimentos e saberes dos estudantes antes do início das aulas sobre o tema selecionado.
avaliação cumulativa, pois objetivou identificar se a proposta do professor foi alcançada no processo de ensino-aprendizagem do tema selecionado.
avaliação formativa, pois foi realizada para identificar a capacidade de retenção dos conhecimentos repassados em sala sobre o tema selecionado.
avaliação comparativa, pois buscou diagnosticar a evolução das capacidades cognitivas para interpretar fontes visuais relacionadas ao tema selecionado
avaliação somativa, pois examinou o desempenho dos educandos em relação a conhecimentos programáticos relativos ao tema selecionado.
A colonização espanhola teve início com a ocupação das ilhas do Caribe. Em 1531, o México foi dominado, e a população asteca, devastada. No Peru, a conquista do Império inca foi um pouco tardia, tento o seu início somente em 1632.
Certo
Errado
Em ambas [as manufaturas têxteis e do ferro] a colônia contava com matéria-prima abundante e um mercado local de relativa importância. Já assinalei estas indústrias nos grandes domínios, incluídas na sua organização e produzindo só para eles. Mas, iniciadas aí, sua tendência era para se libertarem destes estreitos limites domésticos, tornarem-se autônomas, verdadeiras manufaturas próprias e comercialmente organizadas. Isto é particularmente o caso da indústria têxtil. Sobretudo em Minas Gerais, e também na capital do Rio de Janeiro, aparecem na segunda metade do século XVIII manufaturas autônomas e relativamente grandes. Dá-nos notícias delas o marquês do Lavradio, vice-rei do Rio de Janeiro, no Relatório com que entregou o governo ao sucessor em 1779. Mas, ao mesmo tempo, adverte contra o perigo de tais atividades, que não só faziam concorrência ao comércio do reino, como tornavam os povos da colônia por demais independentes. Enumera também os casos em que teve de intervir, suprimindo fábricas que se iam tornando por demais notórias, como a de Pamplona, em Minas Gerais, e outras.
O alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos. [...]
(Caio Prado Júnior, Formação do Brasil contemporâneo, p. 230.)
Para Caio Prado Júnior, “o alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos” porque
após o processo contra os inconfidentes mineiros, alguns ministros portugueses perceberam a importância de garantir a autonomia econômica da capitania de Minas Gerais por meio do incentivo à produção de manufaturados em geral.
a partir da década de 1780 o governo português tem acordada com a Grã-Bretanha a troca de conhecimentos tecnológicos na área da indústria têxtil, e tais saberes chegaram ao Brasil por meio de uma grande imigração de industriais de Portugal.
a expansão industrial britânica, inaugurada com a Revolução Industrial, provocou entre os mercantilistas portugueses a preocupação em ampliar a produção de manufaturas nacionais, para o que contavam com ajuda decisiva da colônia americana.
desde a última década do século XIX a Coroa portuguesa, por meio do Conselho Ultramarino, instituiu uma série de mecanismos com o objetivo de atender às necessidades da crescente manufatura têxtil no Brasil, inclusive com isenção tributária.
poucos anos depois o alvará de 5 de janeiro de 1785 mandava extinguir todas as manufaturas têxteis da colônia, com exceção apenas das de panos grossos de algodão, que serviam para vestimenta dos escravos ou se empregavam em sacaria.
Observe o mapa a seguir.

BERTRAN, Paulo. História da terra e do homem no planalto central: ecohistória do Distrito Federal, do indígena ao colonizador. Brasília: Verano, 2000, p. 41.
As partes marcadas com pontilhados e setas correspondem ao
trajeto dos bandeirantes no século XVII.
caminho dos imigrantes no século XIX.
fluxo de escravizados no século XVI.
percurso dos indígenas no século XV.
Uma das características da civilização Asteca foi a importância dada à educação. A partir de Montezuma I, os soberanos de Tenochtitlán tornaram o ensino obrigatório, criando escolas em cada Calpulli. As escolas funcionavam em regime de internato e os alunos não poderiam ver suas famílias até concluir os estudos, com cerca de 26 anos de idade. Os pais eram proibidos de ensinar e passar conhecimentos aos filhos, pois o Estado tinha o monopólio das informações, da cultura e da arte.
Certo
Errado
Durante a colonização espanhola, entre os séculos XVI e XVII, a prata encontrada nas Américas valeu mais do que o ouro, sendo responsável pelo desenvolvimento da economia da Espanha.
Certo
Errado
Considerando seus conhecimentos sobre a colonização europeia nas Américas, avalie as afirmações e escolha marque a alternativa correta.
I- O Puritanismo contribuiu para a colonização inglesa, no sentido de que a religião preconizava que através do trabalho se poderia alcançar a graça e a salvação divina. Os preceitos religiosos serviram para consolidar uma ética do trabalho, contribuindo para a prosperidade dos colonos e também conformando um rígido código de conduta social.
II- Na América do Norte, os franceses ocuparam inicialmente territórios onde hoje se localiza o Canadá. O ponto de partida foi a formação de Quebec no início do século XVII. A partir daí os franceses passaram a ocupar a região dos Grandes Lagos, onde conheceram a foz do rio Mississipi. O rio auxiliou ainda os franceses a ocuparem a região central do continente norte-americano, em uma faixa territorial que ia desde os Grandes Lagos até o Golfo do México, ao sul – a Louisiana, nome dado em homenagem ao rei Luís XIV.
III- Na base da sociedade colonial espanhola, estavam os mestiços, índios e escravos. Os primeiros realizavam atividades auxiliares na exploração colonial e, dependendo de sua condição social, exerciam as mesmas tarefas que índios e escravos. A população indígena foi responsável por grande parte da mão de obra empregada nas colônias espanholas.
Apenas a afirmação II está correta.
Todas as afirmações estão corretas.
Apenas a afirmação I está correta.
Apenas a afirmação III está correta.
Em relação às frentes de expansão e às estratégias de ocupação portuguesa dos interiores da América do Sul, assinale a alternativa correta.
Povos indígenas, como os xavantes e os caiapós, foram completamente dizimados, já no início do século 18, pelos bandeirantes, não tendo, por isso, papel ativo no processo de ocupação portuguesa dos sertões, como sugere a obra Caminhos e fronteiras (1957), do historiador Sérgio Buarque de Holanda.
No século 18, ao contrário do conhecido interesse pela lavoura açucareira litorânea, atividades econômicas incidentais, como as drogas do sertão, a exploração madeireira e a pecuária, não receberam qualquer atenção dos movimentos de conquista e de ocupação portugueses sobre áreas como o vale amazônico e as grandes bacias hidrográficas do Brasil central, como o Araguaia-Tocantins e o Xingu.
O padrão agroexportador e avesso às cidades, típico da colonização católica portuguesa, prejudicou a criação de redes urbanas estruturadas e de circuitos de comércio e abastecimento internos no Brasil colonial.
Embora existindo como uma possibilidade sempre presente nas avaliações da Coroa lusa, as autoridades lisboetas optaram, em 1739, por fundar a Vila Boa de Goiás (a ordem do rei data de 1736), ao invés da criação imediata de uma capitania autônoma, em razão da importância estratégica conferida às vilas no seio do espaço colonial.
A formação de vilas e de arraiais sertanejos deu-se sob a prevalência econômica e social da mineração aluvial, feita às margens de rios como o das Almas e o das Mortes, e, nessa dinâmica urbana em gestação, a agropecuária não teve relevância.
A independência se fez em nome dos ideais liberais, justificando os interesses dos setores dominantes criollos que mantiveram a direção política do processo na América espanhola. Calavam-se os monopólios reais, abriam-se as linhas de comércio, a economia devia se reger sem a intervenção da antiga metrópole. Algumas concessões aos dominados também foram aceitas, mesmo no período de luta: Bolívar, por exemplo, acedeu em oferecer alforria aos escravos que se ligassem aos exércitos patrióticos. O Estado, que começava a se organizar depois de atingida a independência, assumiu como tarefa destruir a velha ordem colonial. Em primeiro lugar, tendo em vista os interesses criollos dominantes e também as pressões dos comerciantes ingleses, havia de derrubar todo o regime de monopólios, privilégios e restrições ao comércio e outros ramos da produção em geral. [...]
(PRADO, Maria Ligia. Z. al, 1986. p. 16.)
No que se refere à destruição da “velha ordem colonial” mencionada anteriormente, podemos apontar como grandes mudanças a partir da ruptura colonial:
A destruição dos foros especiais do Exército e da Igreja e a expulsão dessas instituições do país.
No campo econômico, o controle ficou menos rígido e o pacto colonial foi claramente avultado.
A conquista da liberdade econômica e a diversificação produtiva que permitiu a equidade social.
A preponderância em relação à Inglaterra e a inserção da industrialização em todo território nacional.
Houve a ascensão política dos criollos e com a instalação de novos regimes a elite se manteve no poder.
A Cordilheira dos Andes é a cadeia montanhosa mais extensa do mundo, passando por sete países. Marque a alternativa em que estão corretamente os 7 países.
Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Brasil.
Chile, Venezuela, Peru, Cuba, Bolívia, Argentina e Equador.
Venezuela, Uruguai, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Chile.
Chile, Venezuela, Peru, Cuba, Bolívia, Argentina e Paraguai.
Venezuela, Argentina, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Chile.
Quando o terremoto de 1812 sacudiu Caracas e outras cidades da Venezuela, a posição da Igreja foi a de afirmar que este fora um castigo de Deus pela revolta contra o rei e a Igreja.
(Maria Lígia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina)
Tal posição da Igreja Católica revela que ela
mostrava uma pequena simpatia pela luta popular contra as autoridades espanholas e o colonialismo.
assumiu um lugar equidistante nas disputas entre os defensores da independência e os apoiadores do colonialismo.
incentivou e teve participação efetiva em boa parte dos movimentos populares pró-emancipação.
esteve ao lado dos realistas, enquanto instituição hierarquizada, durante o processo de independência na América.
se encontrava dividida entre o clero contra as lutas pela independência e as autoridades eclesiásticas a favor dessas lutas.
Assinale a alternativa que apresenta a civilização que se desenvolveu no México, nas ilhas de lago Texcoco, cuja capital era Tenochtlán, chegando a construir, no aspecto político, um Estado centralizado.
Maia.
Inca.
Asteca.
Tupi-guarani.
Aruaque.
A respeito da organização do Estado Asteca, considere as assertivas abaixo:
I. A dominação asteca fez-se às custas das tribos vizinhas, subjugadas pela força militar ou por hábil política diplomática e obrigados a pagar tributos.
II. As comunidades de aldeia (calpulli) eram autossuficientes, porém estavam obrigadas ao pagamento da renda da terra sob forma de imposto coletivo ao Estado.
III. O Conselho Supremo, ou Tlatocán, a princípio formado por integrantes dos calpulli, não era consultado sobre as decisões importantes e suas funções diretivas eram limitadas.
IV. Quatro grandes dignitários militares eram eleitos pela tribo para controlar as forças militares e formar o Conselho de Estado, sendo que entre eles era escolhido o supremo governante.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e IV.
I, II, III e IV.
Leia o texto histórico a seguir:
“E se soube que o capitão já estava retornando, que vinha de Tepeyacac. Acompanhavam-no muitos espanhóis e muitos muitos tlaxcaltecas e cempoaltecas, em grande número, em grande quantidade, em imensa cópia. Eles não vinham à toa, vinham para a guerra, vinham armados, vinham vestidos para a guerra, com os seus escudos, com as suas espadas de obsidiana, com seus bastões pontiagudos que levavam no ombro.”
BAUDOT, Georges; TODOROV, Tzvetan (orgs.). Relatos Astecas da Conquista. São Paulo: Editora UNESP, 2019. p. 137-138.
O excerto acima faz parte dos relatos coletados pelo frei Bernardino de Sahagún sobre a invasão espanhola do México que culmina com a captura de Tenochtitlan em 1521. Nesse contexto, vários fatores contribuíram para a dominação espanhola, dentre os quais podemos citar:
a pacífica rendição dos astecas e a superioridade tecnológica dos espanhóis.
a disseminação de doenças pelos espanhóis e a rivalidade entre astecas e outras sociedades nativas.
a tolerância religiosa dos espanhóis e o auxílio econômico português.
a queda populacional por conta de sacrifícios astecas e a catequização pelos frades beneditinos.
a divinização dos espanhóis pelos astecas e o auxílio militar dos incas.
“Na América Latina, e particularmente no Equador, sob o guardachuva da ‘interculturalidade’, os livros escolares respondem a uma política de representação que, incorporando muitas imagens de indígenas e povos negros, só servem para reforçar estereótipos e processos coloniais de racialização. Na formação docente, a discussão sobre a interculturalidade encontra-se, em geral, limitada ao tratamento antropológico da tradição folclórica. Em sala de aula, sua aplicação é, na melhor das hipóteses, marginal”.
Adaptado de WALSH, Catherine. Interculturalidade e decolonialidade do poder, Revista Eletrônica da Faculdade de Direito de Pelotas, 2019.
A partir do trecho, e com base na obra citada, assinale a afirmativa correta sobre os conceitos de interculturalidade e decolonialidade aplicados ao ensino de história.
O conceito de interculturalidade legitima a incorporação de uma etnoeducação, sustentando que o currículo inclua elementos da prática local.
A política de representação intercultural, recorrente nos livros didáticos, critica uma visão estereotipada da diversidade étnica americana.
O projeto intercultural dos movimentos indígenas exige o reconhecimento da colonialidade do domínio metropolitano na Época Moderna, encarnado em seus agentes políticos e educacionais.
Interculturalidade e multiculturalidade são termos sinônimos, oriundos dos movimentos sociais subalternos e dos processos históricos locais andinos.
O reconhecimento da alteridade e a tolerância para com os outros no multiculturalismo mantêm a desigualdade social, deixando intacta a estrutura institucional que reproduz as desigualdades.