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Dessa maneira não basta apresentar os objetos em uma sequência que só faz sentido para o pesquisador das áreas de História, Arqueologia e Etnologia, pois, neste momento – que já não é mais o da preocupação da pesquisa básica dessas áreas –, os objetos devem estar reunidos para produzirem um discurso museográfico inteligível para os leigos, através dos documentos materiais ali apresentados.
[Adriana Mortara Almeida e Camilo de Mello Vasconcellos. Por que visitar museus. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]
De acordo com o fragmento em questão, é correto afirmar que a visita aos museus é
um recurso didático que deve ser utilizado excepcionalmente pelo professor de história, uma vez que, normalmente os materiais exibidos nesses espaços são de uso restrito de especialistas no assunto.
uma inovação metodológica alinhada aos recentes estudos da História Temática que, por sua vez, busca priorizar os saberes da Arqueologia e da Etnologia em detrimento do estudo da História.
algo superado metodologicamente, a partir de concepções inovadoras sobre os estudos de campo, que sugerem a extinção de visitas a espaços ultrapassados, como os museus e institutos de artes.
um importante recurso didático, desde que o discurso museográfico sugerido em diferentes contextos e espaços seja traduzido de acordo com a intenção do estudo para diferentes públicos e faixas etárias.
uma técnica de estudo criada por especialistas com o intuito de considerar a especificidade da Etnologia, restrita aos museus, como exemplo de preocupação básica de pesquisas.
Observe a fotografia que segue e responda à questão proposta.

Museu do Seringal de Valparaíso no Estado do Amazonas. Retirado do site do próprio Museu. http://museudoseringalam.blogspot.com/2012/10/museu-do-seringal-vila-paraiso.html, acesso em 28 de novembro de 2018.
O Museu do Seringal objetiva recuperar a memória de uma temporalidade em que o trabalho na coleta e formação do látex em balata foi muito importante na Amazônia. O museu nasceu como cenário do filme "A Selva", dirigido por Leonel Vieira. Após o fim das filmagens, se tornou um museu, no qual mostra como era a vida tanto dos seringueiros quanto dos Barões, nos fazendo perceber o contraste de suas vidas. Ele foi dividido em 13 partes, a saber, “A extração do látex, Armazenamento da borracha, Defumação da borracha, Capela, Cemitério, Barracão de aviamento, Casa do Barão, Relógio da casa do Barão, Baú da casa do Barão, Casa de banho, Casa do Capataz, Tapiri dos seringueiros e Casa de Farinha”. Estes espaços da memória do seringal nasceram daqueles vinculados ao processo de trabalho no seringal, tais como os espaços de
Armazenamento da borracha, Defumação da borracha, Barracão de aviamento e o Tapiri dos seringueiros.
Armazenamento da borracha, Defumação da borracha, Casa do Capataz e o Cemitério.
Armazenamento da borracha, Barracão de aviamento, Casa de Farinha e Capela.
Armazenamento da borracha, Defumação da borracha, Casa do Barão, Baú da casa do Barão e Relógio da casa do Barão.
Observe o quadro O lavrador de café, pintado por Candido Portinari, em 1934.
A pintura traz informações sobre a história do Brasil, ao mesmo tempo em que exprime uma perspectiva social, presente nas disputas políticas dos anos 30 do século passado, que
enaltecia a ausência de discriminação étnica na sociedade brasileira.
atribuía a modernização do país à força transformadora do trabalho.
insistia na aliança das classes trabalhadoras com os proprietários rurais.
denunciava a desorganização produtiva da economia agrícola do país.
revelava a incompatibilidade entre trabalho especializado e meio ambiente.
Leonardo da Vinci é lembrado por ser um dos maiores gênios da história da humanidade. As suas contribuições ultrapassaram o ramo das artes e suas obras, como A Última Ceia e Mona Lisa, são algumas das pinturas mais famosas e reproduzidas de todos os tempos. Abaixo temos um dos desenhos mais famosos de Leonardo da Vinci, chamado de:

“Nossa cultura não cabe nos seus museus”.
TOLENTINO, A. B. Patrimônio cultural e discursos museológicos. Midas, n. 6, 2016.
Produzida no Chile, no final da década de 1970, a imagem expressa um conflito entre culturas e sua presença em museus decorrente da
valorização do mercado das obras de arte.
definição dos critérios de criação de acervos.
ampliação da rede de instituições de memória.
burocratização do acesso dos espaços expositivos.
fragmentação dos territórios das comunidades representadas.
Sobre a Educação Patrimonial assinale a alternativa INCORRETA.
Trata-se de um processo permanente e sistemático de trabalho educacional centrado no Patrimônio Cultural como fonte primária de conhecimento e enriquecimento individual e coletivo.
O trabalho da Educação Patrimonial busca levar, somente, as crianças em virtude de seu estado de formação cognitiva social e política a um processo ativo de conhecimento, apropriação e valorização de sua herança cultural, capacitando-as para um melhor usufruto desses bens, e propiciando a geração e a produção de novos conhecimentos.
O conhecimento crítico e a apropriação consciente pelas comunidades do seu Patrimônio são fatores indispensáveis no processo de preservação sustentável desses bens, assim como no fortalecimento dos sentimentos de identidade e cidadania.
A Educação Patrimonial é um instrumento de “alfabetização cultural” que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à compreensão do universo sociocultural e da trajetória histórico-temporal em que está inserido.
O diálogo permanente que está implícito no processo de educacional patrimonial estimula e facilita a comunicação e a interação entre as comunidades e os agentes responsáveis pela preservação e estudo dos bens culturais, possibilitando a troca de conhecimentos e a formação de parcerias para a proteção e valorização desses bens.
Tombamento Histórico:
O tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público com o objetivo de preservar, por intermédio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. Em face do processo crescente de urbanização, é cada vez mais frequente a necessidade de processos de tombamentos para preservação de bens que compõem a história regional, estadual e nacional. A lei de tombamento federal foi criada em que governo:
Getúlio Vargas em 1937.
Eurico Gaspar Dutra em 1946.
Prudente de Morais em 1895.
Getúlio Vargas em 1952.
Fernando Collor de Mello em 1991.
Por educação patrimonial, entende-se a utilização de museus, monumentos, arquivos, bibliotecas [...] no processo educativo, a fim de desenvolver a sensibilidade e a consciência dos educandos e futuros cidadãos da importância da preservação desses bens culturais. [...]
FERNANDES, José Ricardo Oria. Educação patrimonial e cidadania: uma proposta alternativa para o ensino de história. P. 273. Disponível em: <http://www.anpuh.org>. Acesso em: 11 ago. 2018.
Considerando o trecho anterior, a educação patrimonial, para o autor, deve ser entendida como a
inclusão de disciplinas ou conteúdos que versem sobre o tema nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, assim como promoção de cursos para professores e comunidade em geral acerca do patrimônio cultural.
maneira de transferir para as gerações futuras, principalmente na fase escolar, a preocupação com o cuidado e a preservação do patrimônio cultural, dado o total desprezo das antigas e atuais gerações por esse tema.
prática da visitação, com os estudantes a museus, arquivos, bibliotecas e monumentos, a fim de que os alunos possam absorver por si mesmos o significado e a importância do patrimônio cultural.
única maneira possível de se garantir a preservação e a manutenção do patrimônio cultural, sobretudo em se tratando de bens de natureza arquitetônica, principalmente em cidades do período colonial.
A educação patrimonial não pode se limitar a uma “válvula de escape para fazer um passeio, sair da rotina da sala de aula, sem a devida avaliação da natureza e da importância dos espaços patrimoniais”.
BARROSO. et al. Ensino de história: desafios contemporâneos. Porto Alegre: ANPUH/RS, 2010, p.18.
Com base nas metodologias de ensino a respeito da temática, analise as afirmativas a seguir sobre as concepções de educação patrimonial acolhidas na referida obra.
I. Educação Patrimonial como ferramenta de construção da consciência crítica.
II. Educação Patrimonial como estratégia de compreender o passado, como experiência concreta e real, promovida por sujeitos situados no seu tempo, por meio da fonte analisada.
III. Educação Patrimonial como alternativa à lógica interdisciplinar, buscando sedimentar a importância do ensino da disciplina de História no Ensino Básico.
IV. Educação Patrimonial como mecanismo de fortalecimento da memória social, da memória coletiva.
Estão corretas as afirmativas
I e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
Sobre a História de Maracanã, analise as afirmações a seguir e marque a alternativa correta:
I- Quando os franceses fundaram São Luiz do Maranhão, em 1612, passaram a ocupar grande parte da costa oriental do Pará. Em 1613, estavam estabelecidos na aldeia dos Maracanãs, onde montaram uma indústria naval, construindo grandes canoas para a extensão de seus domínios na Amazônia.
II- Em Maracanã, a Missão de Vieira erigiu uma capela de palma e batizou o primeiro índio (Chefe) Copaúba, o qual recebeu o nome de Lopo de Souza.
III- A Aldeia dos Maracanãs não estava incluída nas missões catequéticas, antes da chegada do Pe. Antônio Vieira, em 1653, figurando no mapeamento dos missionários - Padres da Companhia de Jesus.
IV- Copaúba, em 1661, aparece como vilão da Igreja.
Desobediente, praticando incesto e vendendo índios "forros".
Apenas as afirmações I e II estão corretas.
Apenas as afirmações I, II e III estão corretas.
Apenas as afirmações I, II e IV estão corretas .
Apenas as afirmações II e IV estão corretas.
Observe a imagem abaixo:
A Madonna da Escada é um baixo relevo em mármore esculpido entre os anos 1490 e 1492, considerada uma obra do artista renascentista:
Uma nova percepção e consciência de patrimônio vem sendo desenvolvida nos estudos de José Ricardo Oriá Fernandes. O conceito de Patrimônio Histórico foi substituído pelo de Patrimônio Cultural, que abarca o histórico, mas amplia-o, incluindo o ecológico, o material e o imaterial, diferentemente do anterior, focado exclusivamente no patrimônio de “pedra e cal”.
Nesse sentido, pensar a educação patrimonial e a cidadania na perspectiva interdisciplinar adotada por José Ricardo Oria Fernandes envolve necessariamente:
Focar nos aspectos que são fundadores da sociedade brasileira, especialmente aqueles que foram balizados no século XIX nas pesquisas e escritos do IHGB.
Pensar a questão patrimonial como elemento ligado essencialmente aos fatos memoráveis da História do Brasil, quer por seu valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.
Desenvolver nos estudantes a consciência preservacionista da memória histórica, enquanto referencial da identidade e construção da cidadania.
Promover ações que foquem exclusivamente nas cidadanias civil e social, para que a população possa ter suas demandas atendidas, suas histórias incorporadas aos processos educativos e assim, promover a maior inclusão.
Considere o quadro a seguir
Um sextante, uma cédula de papel-moeda, um turíbulo e uma cadeira que, hipoteticamente, componham o acervo de um museu, correspondem nesse Plano Geral de Classificação apresentado, respectivamente, ao
Sob a definição de “patrimônio imaterial” encontram-se
as lendas, canções e narrativas que constituem o patrimônio folclórico de uma sociedade, desde que nunca transcritos e transformados em textos com autoria, processo que deslegitima a fonte original e interfere em seus significados para a comunidade.
o conjunto das edificações construídas no passado que estejam ameaçadas de deterioração e ainda não foram estudadas e tombadas pelo Serviço de Patrimônio Histórico em algum dos seus âmbitos de atuação: municipal, estadual ou federal.
as expressões e movimentos artísticos populares reconhecidos pelo Estado, excluindo-se as técnicas de artesanato e conhecimentos transmitidos oralmente, sobre os quais não se pode determinar um lugar e uma época de origem.
as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas − com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados − que as comunidades, os grupos e, em alguns casos os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.
as habilidades e práticas associadas a conhecimentos e técnicas populares − com a produção de instrumentos, objetos, artefatos − que o Estado chancele como parte da história nacional e a ONU reconheça como patrimônio intangível da Humanidade.