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As Capitanias Hereditárias foram um sistema administrativo implementado pela Coroa Portuguesa no Brasil em 1534, sendo que a Capitania de Mato Grosso (Cuiabá) foi criada somente em 1748, quando se desmembrou da Capitania de:
São Paulo.
Pernambuco.
São Vicente.
Porto Seguro.
Santo Amaro.
“No fim do mês de maio do corrente anno fugio ao abaixo assignado da Villa de silves o seu escravo por nome Pedro, com os signaes seguintes cor preto retinto, olhos pretos, tem signal nas costas de ser castigado, baixo, cheio de corpo, tem 35 annos pouco mais ou menos: foi escravo da falecida D. Maria Ignacia Rapozo, de Cametá.” (Jornal Estrela do Amazonas, 25/07/1855).
Anúncios de compra, venda e aluguel de escravos negros ou de negros fugidos eram comuns nos jornais brasileiros em fins do século XIX. No caso específico do anúncio veiculado acima pelo Jornal Estrela do Amazonas, podemos reconhecer que
a identificação do escravo pelas marcas do corpo revelava o modo como seu proprietário o via: mero objeto ou mercadoria.
a descrição física dos escravos fugidos era superficial e omissa, pois escondia os maus-tratos praticados pelos seus senhores.
assim como toda a imprensa nacional, omitia-se o fato de que os escravos fugidos quase sempre se faziam acompanhar de moças brancas raptadas.
o nome de origem do escravo era preservado tal como se lia em sua certidão de nascimento, o que facilitava seu aprisionamento através de delações.
Tomando-se por base a comparação entre o comércio negreiro, por um lado, e as fazendas de açúcar e aluguéis urbanos, pelo outro, constata-se que o retorno líquido de uma plantation pode chegar a uma cifra máxima de 12%, girando em média entre 5% e 10%. Os aluguéis urbanos, por sua vez, analisados através de prestações de contas em inventários post-mortem das décadas de 1810-1820, podiam chegar a 10% anuais sobre o capital investido em prédios (descontada a manutenção). Já o tráfico de africanos alcançava, na década de 1810, uma lucratividade média de 19% por expedição. Cabe lembrar que estas diferenças relativas tornam-se mais expressivas quando consideradas em termos absolutos. Assim, enquanto que o retorno de um engenho real com cerca de 60 escravos pode chegar, em bons anos da década de 1800, a dois contos de réis, o de uma única expedição negreira, em 1812, podia alcançar cerca de pouco mais de sete contos de réis.
(FRAGOSO, João; MANOLO, Florentino. O arcaísmo como projeto: mercado atlântico, sociedade agrária e elite mercantil no Rio de Janeiro, 1790-1840. Rio de Janeiro: Diadorim, 1993. p. 106).
Um professor de História do ensino fundamental II utiliza o trecho citado para debater o caráter da economia colonial da América portuguesa.
Com este material, o professor tem como objetivo
reforçar a narrativa histórica da prevalência da economia agroexportadora como principal elemento estruturante da economia colonial.
debater a presença de um mercado interno em que atividades econômicas locais despontam como fator de acumulação de capital.
tratar do caráter autônomo da economia colonial em suas relações mercantis com a metrópole e o mercado internacional.
propor o debate sobre a irrelevância do comércio negreiro na promoção da acumulação de capital na colônia.
corroborar a grade explicativa da economia colonial baseada na concepção de ciclos econômicos estreitamente dependentes da metrópole.
Nessa época não era incomum assistir a procissões, participar de rituais, cerimônias emocionais nos teatros da corte ou de manifestações pelo fim da escravidão, que perdia em eficácia e aceitação. Por mais que o governo tentasse recorrer a táticas “reformistas” — como a promulgação da Lei dos Sexagenários —, o resultado começava a ser o oposto. E os ataques vinham de todo lado, isso sem falar das rebeliões escravas que estouravam nos quatro cantos do país. “Medo” era uma palavra e um sentimento que se socializava [...]. Os senhores, prevendo o fim do regime, e tendo boa parte de seu capital imobilizado em escravos, passavam a exigir uma jornada ainda mais carregada de trabalho. As consequências foram fugas constantes, ataques e assassinatos de fazendeiros e feitores, protestos de forros e populares; movimento paralelo, diga-se de passagem, ao aumento do recurso aos castigos e sevícias [...]. Para conter o pânico, a política atuou ao lado dos senhores, prendendo escravos considerados indisciplinados, descaracterizando denúncias de maus-tratos e reprimindo atos de abolicionistas. Mas a indisciplina tornava-se coletiva, e os crimes cada vez mais violentos, rompendo-se assim um dos tabus de uma sociedade escravista: o monopólio do castigo corporal e da violência por parte dos brancos.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 420-421.
No contexto apresentado no texto, diversas forças e eventos moldaram a transição para um regime de trabalho livre no Brasil. Ao trabalhar com esses dados em sala de aula, e considerando os estudos mais atualizados sobre essa transição, o professor de História pode
desenvolver uma abordagem do tema que foque na luta e na resistência dos escravizados, problematizando a visão tradicional de que os africanos e afrodescendentes eram vítimas passivas.
debater sobre as leis abolicionistas adotadas pelo Governo Imperial e a consequente reação da sociedade contra essas medidas, que foram responsáveis pela longevidade da Monarquia no país.
promover discussões críticas sobre a forma violenta que os escravizados adotaram na luta abolicionista, o que favoreceu a morosidade no processo que levou ao fim do regime escravocrata no Brasil.
destacar o protagonismo feminino da princesa Isabel, que, contrariando os interesses da elite escravocrata reacionária, apoiou as variadas ações de resistência dos escravizados, que resultaram na assinatura da famosa Lei Áurea.
Tomando por base a História do Brasil, descrita por Boris Fausto, sobre a produção de fumo no Brasil Colônia, é falso afirmar:
fumo teve grande representatividade como atividade destinada à exportação.
A grande região produtora ficava localizada no Recôncavo Baiano.
A produção era variada, em que os produtos mais finos eram destinados à exportação.
A produção mais grosseira era usada como moeda de troca na costa africana.
Nas plantações de fumo, concentrou-se um campesinato vivendo do trabalho familiar.
O censo realizado em 1774 pelo Intendente dos Diamantes, João da Rocha Dantas e Mendonça, fornece uma visão abrangente sobre a estrutura social de Diamantina no final do século XVIII. Esse censo não apenas detalha a composição demográfica da cidade, mas também reflete as complexidades sociais e econômicas da época:

Fonte: Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa. (AHU).
Manuscritos Avulsos de Minas Gerais. (MAMG). Cx.108. Doc.9. f.1-9.
Com base nas informações fornecidas, analise as assertivas que melhor correspondam ao contexto social da sociedade brasileira colonial:
I.As áreas mineradoras, como Diamantina, cresceram rapidamente e se urbanizaram, criando centros urbanos dinâmicos. A concentração de pessoas em cidades mineradoras favoreceu o processo de interação entre diferentes grupos sociais, raciais e étnicos, dando origem a uma sociedade mais diversificada.
II.Em áreas de mineração, as demandas por trabalho nas minas e as atividades comerciais foram responsáveis por criar um cenário mais oportuno para uma flexibilização na hierarquização social, quando comparadas com as regiões predominantemente agrícolas.
III.O controle exercido pela metrópole portuguesa nas regiões de mineração foi mais flexível, o que não impediu o desenvolvimento de uma elite local composta apenas por comerciantes brancos ligados à Coroa e responsáveis pelo controle das atividades econômicas e pela manutenção da estratificação social.
IV.Nas regiões em que prevaleceu o sistema Plantation, se observa uma estrutura social mais rígida e segregacionista, em contraste com as regiões mineradoras onde o direito à liberdade parcial ou total, via coartação, foi mais comum.
V.Apesar da maior mobilidade social existente nas áreas mineradoras, a presença da Intendência dos Diamantes foi responsável por estabelecer um rígido controle sobre os processos de alforria, como a coartação, estabelecendo regras e procedimentos restritivos e complexos que dificultavam o acesso das pessoas escravizadas à liberdade.
É correto o que se afirma em:
II, III e V, apenas.
III, apenas.
I, II, IV e V, apenas.
I, II, III, IV e V.
I e IV, apenas.
O processo de colonização portuguesa no Brasil envolveu uma intrincada teia de relações entre os colonizadores e os povos indígenas. Essas relações foram marcadas por formas diversificadas de resistência e estratégias adaptativas dos povos ongmanos, que buscavam proteger seus territórios e modos de vida frente à imposição colonial.
Com base nas complexidades das interações entre os indígenas e os europeus e nas estratégias de resistência empregadas, analise as assertivas a seguir e assinale aquela que reflete adequadamente a dinâmica histórica dos movimentos de resistência indígena durante o período colonial:
Os movimentos de resistência indígena, no Brasil colonial, foram predominantemente caracterizados por ataques militares diretos contra as forças coloniais, sem envolvimento significativo em negociações ou alianças estratégicas com outros grupos indígenas ou europeus.
As formas de resistência dos povos indígenas eram predominantemente não violentas e focadas em negociações diplomáticas e petições ao governo português, sem envolvimento significativo em conflitos armados ou estratégias de guerrilha.
A resistência indígena, como evidenciado na Guerra de Orobó e nas Guerras do São Francisco, frequentemente, envolveu a utilização de estratégias diplomáticas e alianças temporárias com os portugueses, com o objetivo de preservar a autonomia local e acessar recursos para enfrentar a opressão colonial.
A estratégia de resistência dos povos indígenas, durante o período colonial, foi geralmente ineficaz devido à desorganização interna e à falta de coesão entre os diferentes grupos, resultando em uma rápida e quase completa subjugação pelos colonizadores portugueses.
A "Guerra dos Bárbaros" evidenciou a diversidade de reações dos povos indígenas diante da colonização portuguesa, revelando a complexidade das relações interétnicas e as estratégias adaptativas que incluíam articulações socioculturais e processos de territorialização.
“Pelo porto do Rio de Janeiro, quantidades crescentes de sacas de [...] café seguiam para o consumo no estrangeiro. No decênio de 1821-1830, 3.178.000 sacas foram exportadas [...]; no decênio seguinte, o número de sacas exportadas triplicou [...]. Prosseguindo sua trajetória ascendente, as exportações de café alcançariam cerca de 54% das exportações do Império em 1854 – 1855.”
Texto extraído de: MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 2004, p. 72.
Sobre a economia cafeeira no período imperial brasileiro, conforme análise de Ilmar Mattos, é CORRETO afirmar:
A província de Minas Gerais destacava-se na produção cafeeira por ser uma das que tinham proporcionalmente maior área ocupada por cafezais.
Minas Gerais se destacava por ser a província a ter - proporcionalmente- maior área ocupada por cafezais e maior concentração de escravizados, permitindo a conclusão de que, na província mineira, a expansão cafeeira ampliava os limites da região de agricultura mercantil-escravista.
No oitocentos, a produção cafeeira brasileira alcançou o monopólio virtual do mercado mundial de café de alta qualidade.
Prosseguindo sua trajetória ascendente, as exportações de café alcançariam cerca de 54% das exportações do Império em 1854 – 1855. Nesse total, a participação mais expressiva era a da província de São Paulo.
O momento da expansão cafeeira foi também o momento de intensas lutas e conflitos, geradores de profunda intranquilidade para os setores dominantes da sociedade brasileira.
Fundada em 1549, se tornou a primeira capital do país por estar localizada em área de maior extração de paubrasil e por ser a principal produtora de açúcar. A cidade também tinha como ponto forte a sua localização, que facilitava a exportação desses produtos para outros países.
A Capital brasileira que o texto faz referência é:
João Pessoa.
Recife.
Rio de Janeiro.
Salvador.
São Luís.
A escravização e racismo no Brasil, mazelas que ainda perduram
Ainda que tenhamos, ao longo da história brasileira, criado legislações que reconhecem nossa diversidade, estamos muitos distantes da inclusão social necessária. Enfrentamos momentos difíceis, ditaduras, crises políticas e econômicas, mas a democracia conquistada há trinta anos nos inspira a prosseguir, construindo uma sociedade pautada por direito respeitoso de nossa diversidade que expresse todos os cidadãos. Ao retornar aos primeiros séculos de nosso estado, percebemos como o direito expressou as relações sociais e econômicas, baseando-se no trabalho escravo e, assim, chegamos ao protagonismo dos africanos na História do Brasil.
https://jornal.usp.br/artigos/a-escravizacao-e-racismo-no-brasil-mazelas-que-ainda-perduram/
Sobre a escravização no Brasil, marque a alternativa correta.
A escravização trouxe várias marcas sociais nocivas.
A escravização foi um período curto no Brasil.
Os escravizados conseguiram garantir seus direitos laborais.
Os povos originários nunca sofreram a tentativa de escravização.
A escravização foi uma fase histórica já superada.
O dia 22 de abril de 1500 é uma data significativa para o Brasil, marcando a chegada das caravelas portuguesas ao território que futuramente seria o país. Qual navegador liderou essa expedição que resultou na "descoberta" desse novo território?
Cristovão Colombo.
Dom Pedro I.
Vasco da Gama.
Pedro Álvares Cabral.
Na América portuguesa foram criadas várias irmandades. Estas eram divididas de acordo com a cor da pele e a condição social. Considerando estas irmandades, analise as proposições a seguir.
I- Devido à escravidão e diáspora, no âmbito das irmandades, os africanos não consideravam os irmãos associados como seus parentes de nação nem mesmo de forma simbólica. Eram estanhos que conviviam no espaço apenas por questões religiosas.
II- Os cargos de reis e rainhas das irmandades asseguravam aos seus detentores poder religioso e político. Alguns africanos, quando reis e rainhas das irmandades desempenhavam papéis de líderes na comunidade negra e eram respeitados pelos demais associados.
III- Como as irmandades eram instituições de origem europeia direcionadas à catequese católica, os africanos e seus descendentes não conseguiram criar espaços nas associações para cultivar as suas culturas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
III.
II.
II e III.
I.
I e II.
A guerreira era quilombola e foi uma das lideranças do movimento negro no Brasil. Os historiadores sabem pouco sobre a sua vida e um dos destaques, nesse sentido, é que foi casada com Zumbi, com quem teve três filhos. Ela liderou soldados na luta contra os portugueses e ajudava na manutenção do quilombo, trabalhando nas colheitas e na caça. A personalidade negra a que o texto se refere é:
Tereza de Benguela.
Esperança Garcia.
Adelina Charuteira.
Dandara dos Palmares.
Mariana Crioula.
Afigura de Simon Bolívar, o libertador das Américas, expressa o contraste entre os processos de Independência do domínio colonial na América do Sul.

Disponível em: https:/www.officeholidays.com/holidays/simon-
bolivars-birthday. Acesso: 09 abr. 2024,
Todavia, ainda que a dinâmica interna das diferentes regiões seja distinta, a conjuntura internacional e as características do domínio colonial ibérico estabeleceram proximidades entre elas.
Identifique se as assertivas a seguir estão corretas (C) ou incorretas (I).
I Apesar de Bolívar desejar a unidade política da hispano-América, como expressa na criação da Gran-Colômbia, em 1819 e na bandeira política do panamericanismo, essa perspectiva sofreu forte oposição dos criollos, elite branca local.
II A influência da Independência dos Estados Unidos e do Haiti foi um componente comum no processo de independência das Américas hispânica e portuguesa, ainda que sua absorção tenha resultado em perspectivas distintas nas duas regiões.
III Tendo na escravidão e em outras formas de trabalho compulsório o motor de sua riqueza, as elites agrárias do continente resistiram em proibir essa vil exploração. Na Colômbia, Venezuela e Equador a Abolição, por exemplo, só ocorreu na década de 1850.
IV A escolha pela República expressa, na América hispânica, a compreensão do tratamento desigual vivenciado pelos criollos. Mesmo brancos, eram alijados de cargos e possibilidades de inserção no mercado mundial em expansão.
VNa luso-américa a repressão violenta e bem-sucedida aos movimentos divergentes do projeto monárquico português, criou condições para que o poder se mantivesse no interior da casa real de ambos os lados do Atlântico.
De cima para baixo, a sequência correta é
C - C - C - C - C
I - C - I - C - I
C - C - I - I - C
I - I - C - C - I
C - I - C - I - I
Desde a ocupação do território colonial, ainda no século XVI até o final do século XIX, as atividades econômicas principais do Brasil estiveram ligadas à exploração agrária. Açúcar, fumo, pecuária ou café mobilizavam homens, recursos e interesses políticos, bem como anexavam novas áreas à lógica do comércio atlântico.
O que não significa que não tenham havido diferenças substantivas entre as práticas, interesses e impactos gerados por cada uma dessas atividades.
Sobre essa diversidade, as afirmativas abaixo são verdadeiras, com EXCEÇÃO de:
O tráfico atlântico de escravizados permaneceu como um grande negócio, voltado para abastecer as fazendas. Nessa atividade eram geradas fortunas muitas vezes maiores do que as dos senhores
A civilização do açúcar era centralmente rural, a vida urbana restringia-se às festas religiosas e ao encaminhamento da venda do produto.
A expansão da cafeicultura está diretamente ligada à expansão urbana industrial na Europa Ocidental e Estados Unidos.
O tabaco ou fumo, foi um produto essencial nas atividades do período e abastecia tanto o mercado interno quanto o externo. Permaneceu monopólio do Estado na Colônia e no Império do Brasil.
A pecuária, ao longo desse período, foi sempre uma atividade secundária, mas apresentou uma expansão constante. Sua expansão alia os pequenos e os grandes rebanhos, mas quase sempre nos sertões.
Os povos Tabajaras, que também habitavam a região de Pernambuco, estabeleceram alianças estratégicas com os portugueses durante a invasão holandesa, o que lhes garantiu uma posição de relativa autonomia e influenciou as dinâmicas de poder locais no período colonial.
Certo
Errado
A abolição da mão de obra escrava ocorreu em que momento da história do Brasil?
Brasil República
Brasil Colônia
Brasil Império
Brasil Real
Durante o Período Colonial, grande parte do que hoje compreende o território da Paraíba referia-se à capitania de Itamaracá. O primeiro donatário dessa capitania foi
Tomé de Sousa.
Duarte Coelho.
Antônio Cardoso de Barros.
Pero Lopes de Sousa.
João Maurício de Nassau.
A Apropriação da América pelos Europeus
A apropriação da América pelos europeus a partir do século XV teve profundas consequências para os povos nativos e para a formação das sociedades coloniais. Avalie as afirmativas a seguir sobre este processo histórico e selecione a alternativa correta.
1. A conquista da América pelos europeus foi marcada por expedições militares que resultaram na subjugação e exploração dos povos indígenas, alterando drasticamente suas culturas e modos de vida (Todorov, 1982).
2. A introdução de doenças europeias, como varíola e sarampo, teve um impacto devastador nas populações indígenas, que não possuíam imunidade natural, resultando em altas taxas de mortalidade (Crosby, 1972).
3. As colônias espanholas na América foram organizadas em vice-reinados e capitanias gerais, estruturadas para facilitar a administração e exploração econômica dos territórios (Lockhart & Schwartz, 1983).
4. A escravidão indígena foi a principal forma de trabalho nas colônias americanas durante todo o período colonial, sem a necessidade de importação de escravos africanos (Boxer, 1962).
5. O sistema de encomienda, implantado pelos espanhóis, concedia aos colonos europeus o direito de explorar o trabalho indígena em troca da proteção e evangelização dos nativos, integrando-os ao sistema colonial (Elliott, 2006).
Alternativas:
Todas as afirmativas são inquestionavelmente verdadeiras.
Apenas as afirmativas 1, 3 e 5 são corroboradas pela literatura acadêmica.
As afirmativas 2, 3 e 4 são validadas por estudos empíricos e teóricos.
As afirmativas 1, 2 e 5 encontram respaldo nas pesquisas contemporâneas.
Apenas as afirmativas 2, 4 e 5 são sustentadas por evidências teóricas e empíricas.
“A conjuntura de guerra fez crescer os mocambos de escravos fugidos no interior, dando origem ao famoso quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, e que resistiu às investidas holandesas e portuguesas por todo o século XVII?” Mattos, H. O herói negro no ensino de história do Brasil: representações e usos das figuras de Zumbi e Henrique Dias nos compêndios didáticos brasileiros. In Martha Abreu, Rachel Soihet e Rebeca Gontijo (orgs.). Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. (Adaptado). Marque a opção que trata das formas de resistência dos escravizados no Brasil:
Revoluções, Guerras sistemáticas contra o império colonial português;
Suicídio, desobediência aos senhores, assassinatos de senhores, quilombos;
Articulação com escravos de outros países como dos Estados Unidos da América para a aquisição de armamentos e equipamentos;
Quebra de máquinas, elaboração de documentos reivindicatórios e organização de sindicatos;
Organização de atos de conotação política e que incluíam a práticas de sequestros de membros da diplomacia da metrópole portuguesa.