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A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, é conhecida por ter abolido definitivamente a escravidão no Brasil. O(a) responsável por assinar a Lei Áurea foi o(a):
Barão de Cotegipe.
Joaquim Nabuco.
Princesa Isabel.
Dom Pedro II.
Apesar de a escravidão indígena ter sido proibida pela legislação portuguesa, comunidades indígenas foram escravizadas pelos colonizadores com base nas exceções da lei, a exemplo do ocorrido durante as chamadas guerras justas.
Certo
Errado
O Brasil Colônia foi o período da história brasileira que compreende desde o descobrimento, em 1500, até a independência em 1822. Durante esses mais de três séculos, o país esteve sob domínio português, passando por diferentes fases de organização política, econômica e social. Inicialmente, a colonização portuguesa se concentrou na exploração do pau-brasil, uma árvore valiosa utilizada na produção de corante vermelho. Com o tempo, outras atividades econômicas foram se desenvolvendo, como a agricultura de subsistência, o cultivo de cana-de-açúcar e a mineração de metais preciosos, como o ouro e o diamante.
Sobre isso é INCORRETO afirmar que:
A economia colonial era baseada no sistema de plantation, caracterizado pelo uso intensivo de mão de obra escrava africana nas grandes propriedades rurais.
Do ponto de vista político, o Brasil Colônia passou por diferentes formas de administração. Primeiro, foi dividido em capitanias hereditárias, doadas a nobres e comerciantes que deveriam promover a colonização e a exploração econômica.
Culturalmente, o período colonial foi marcado pelo encontro e miscigenação de três tipos de povos: os portugueses, os africanos, e os indígenas, nativos do território.
A partir do século XVIII, surgiram movimentos que questionavam o domínio português e buscavam maior autonomia para o Brasil. Esse período de efervescência intelectual e política culminou na independência do país em 1822, com a proclamação do imperador Dom Pedro.
Assinale a afirmativa que apresenta corretamente uma consequência do fim do ciclo do ouro na região centro-oeste do território brasileiro na primeira metade do século XIX.
Alto índice de desemprego na região, resultado da desocupação da mão de obra livre assalariada de imigrantes europeus que era predominante no trabalho das minas.
Proibição do uso de mão escravizada de africanos, resultado de uma política reparatória do Estado brasileiro em relação ao passado de exploração na extração de metais preciosos.
Declínio da produção agrícola, resultado da falta de mercado consumidor, originada pelo abandono dos centros urbanos mineiros.
Aumento da ocupação no interior do território luso americano, resultado da formação de vilas e arraiais durante o período de extração dos metais preciosos.
Até 1850, as exportações brasileiras de borracha eram insignificantes. Elas cresceram ao longo dos anos, figurando, na década de 1881-1890, em terceiro lugar entre os produtos brasileiros exportados, com 8% o valor total das exportações, porcentagem muito próxima à do açúcar (9,9%).
(Boris Fausto, História do Brasil)
O trecho descreve a decadência da exploração econômica após a primeira década do séc. XX. Essa decadência é explicada por
um esgotamento extrativista vegetal nas áreas amazônicas.
uma concorrência produtiva nas Antilhas holandesas.
uma escassez de mão de obra especializada na atividade exploratória.
um crescimento produtivo de Borracha na Ásia.
Assinale a afirmativa que descreve corretamente o conceito de guerra justa, usado no Brasil Colonial.
Um recurso legal utilizado para o extermínio de indivíduos, principalmente africanos, que se reuniam em quilombos no Brasil.
Uma ferramenta jurídica de tradição católica que autorizava a prisão apenas de africanos mulçumanos que se rebelassem contra a escravidão no Brasil.
Um direito romano que previa a troca de prisioneiros entre potências inimigas, com o objetivo de salvar e converter os capturados.
Um instrumento criado pelas ordens religiosas para enfrentar a nova realidade da sociedade colonial brasileira e proteger os indígenas das investidas violentas dos bandeirantes.
Um mecanismo adotado pela Coroa Portuguesa para a captura de indígenas que resistiam à sua administração, baseado no princípio da legítima defesa.
Pelo tratado anglo-brasileiro de 1826, todo o tráfico escravo brasileiro se tornou ilegal em março de 1830. O governo brasileiro se viu imediatamente sob intensa pressão britânica para cumprir sua obrigação de criar e colocar em vigor leis proibindo a importação de escravos no Brasil. Finalmente, foi aprovada uma lei em 7 de novembro de 1831. Mas, pelo visto, era apenas "para inglês ver".
(CARVALHO, José Murilo de (Coord.). A construção nacional: 1830-1889. Vol. 2. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 24.)
Considerando o contexto histórico da expressão "para inglês ver" no Brasil e sua relação com a legislação citada no texto base, assinale a afirmativa correta.
A expressão "para inglês ver" refere-se às políticas internas do Brasil que, diante das pressões do governo inglês, implementaram reformas substanciais e efetivas para modernizar a economia e a sociedade, erradicando práticas arcaicas como a escravidão sem contradições práticas.
A expressão "para inglês ver" está associada ao sistema legislativo brasileiro que, durante o século XIX, promoveu uma série de reformas sociais genuínas, destacando-se pela eliminação rápida e eficaz da escravidão através de uma aplicação rigorosa de leis e repressões em parceria com a Inglaterra.
A expressão "para inglês ver" descreve as medidas severas e aplicadas com firmeza pelo governo brasileiro contra o comércio escravista realizado pela Inglaterra, seu maior adversário comercial, medidas que visavam, também, transformar a estrutura social e econômica do país, eliminando a escravidão de forma definitiva e sem resistência significativa.
A expressão "para inglês ver" surgiu em resposta às leis rigorosas e amplamente aplicadas pelo governo brasileiro para abolir a escravidão, destacando o compromisso genuíno do país, junto a parceiros como a Inglaterra, com a abolição e os direitos humanos.
A expressão "para inglês ver" reflete a criação de leis vistas como simbólicas, não efetivamente aplicadas, ou, ainda, sem a devida fiscalização pelo governo brasileiro, que visava acalmar as pressões internacionais, especialmente britânicas, enquanto continuava a prática da escravidão internamente.
A formação do território brasileiro atual envolveu inúmeros tratados, entre Portugal e Espanha no Brasil colônia e entre o Brasil e os países vizinhos, pós-independência. Sobre estes tratados responda a alternativa incorreta.
A questão de Palmas foi um problema territorial que se alastrou do Brasil Império até 1895, depois da proclamação da república. Esta questão territorial envolveu Brasil e Argentina por parte das terra da região do Oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná.
A Questão do Pirara foi um conflito diplomático entre Portugal (depois o Brasil) e Inglaterra iniciado no início do século XIX e terminado em 1904. Envolvia a posse de territórios do Brasil (Roraima), e pertencentes na atualidade a República Cooperativa da Guiana.
A assinatura do Tratado de Petrópolis (1903), formalizou o território de parte da colômbia para o Brasil. Esta região era habitada em sua maioria por brasileiros e estava para ser arrendada a uma empresa americana para a exploração da borracha.
A questão do Amapá envolveu os Limites entre o Brasil e a Guiana Francesa (França), no final do século XIX. A causa foi decidida a favor do Brasil pelo tribunal suíço, o Brasil incorporou 260 mil Km² em seu território.
Parte da pintura sacra feita na América portuguesa baseava-se em gravuras produzidas na Europa.
Certo
Errado
Em meados da década de 1860, surgiram no Brasil associações abolicionistas inicialmente elitistas, formadas por segmentos da elite que se opunham ao sistema escravista. Com o tempo, essas associações se popularizaram e, no final da década de 1880, passaram a incluir uma ampla gama de participantes, como mulheres, pessoas negras e até mesmo escravizados, refletindo a diversificação e democratização do movimento abolicionista e a crescente mobilização social contra a escravidão.
Certo
Errado
Com o intuito de perpetuar a presença da empresa agrícola nas terras brasileiras, a Coroa portuguesa concebeu um plano arquitetônico para a gestão, fundamentado no ruralismo, na agricultura e no uso da mão de obra escrava, o qual perdurou por quase quatro séculos. Esse plano arquitetônico para a administração de uma fazenda canavieira era composto por três elementos fundamentais: a casa-grande, que servia como a residência oficial do senhor de engenho e representava seu poder e autoridade, sendo o local onde ele morava com sua família e agregados; a senzala, uma extensão da casa-grande, destinada à habitação coletiva dos escravos; e a capela, utilizada para os serviços religiosos e a propagação da religião católica.
Certo
Errado
“A escravidão foi uma instituição que se estabeleceu no Brasil por volta da década de 1530, quando as primeiras medidas efetivas de colonização foram implantadas pelos portugueses. Essa escravização ocorreu, a princípio, com os nativos, e, entre os séculos XVI e XVII, foi sendo gradativamente substituída pela escravização dos africanos que chegavam no Brasil pelo tráfico negreiro.”
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/escravidao-no-brasil.htm
Sobre a escravidão no Brasil, analise os itens abaixo:
I. A escravidão no Brasil se deu para sanar a demanda portuguesa por serviços intelectuais.
II. As condições de transporte nos navios negreiros eram extremamente precárias.
III. Os escravos trazidos ao Brasil não trabalhavam nos engenhos de produção de açúcar.
IV. Possuíam uma jornada de trabalho pequena e tinham muita qualidade de vida nos grandes engenhos.
Está(ão) CORRETO(S):
I, II, III, IV.
II, apenas.
I, III, IV, apenas.
III, IV, apenas.
I, apenas.
Leia o trecho a seguir.
“(...) Em 1876, em Macaé, o fazendeiro Manoel Cruz Senna reclamava que seus escravos estavam refugiados no interior da sua fazenda. As escapadas tinham começado havia cerca de cinco anos, tendo, pouco a pouco, envolvido a maior parte dos escravos até formarem um quilombo. Havia pelo menos 39 escravos seus aquilombados na fazenda Santo Antônio, localizada na freguesia de Macabu.”
(GOMES, Flavio, DOMINGUES, Petrônio(orgs). Políticas da Raça – Experiências e Legados da Abolição e da Pós emancipação no Brasil. São Paulo. Selo Negro, 2014. p: 86.)
O texto aborda uma das formas de resistência à escravização, com a formação de quilombos, e destacando o protagonismo dos africanos escravizados contra o sistema escravista, que entrou em colapso entre as décadas de 1870 e 1880.
Acerca do processo de abolição do trabalho escravo no Brasil, pode-se concluir que:
o norte fluminense vivia um período econômico de grave crise, pois a produção cafeeira predominante na região sofria a concorrência da produção crescente do Oeste paulista, facilitando na resistência dos escravizados
a formação de quilombos na região do norte fluminense, fruto da chegada da grande quantidade da mão de obra branca imigrante, possibilitou aos fazendeiros da região uma alternativa de braços mais baratos e produtivos
os quilombos, as fugas constantes, as comunidades de senzalas, entre outras formas de resistência na região, contaram com o apoio de muitos jornalistas e fazendeiros abolicionistas, predominantes na região à época
os quilombos se inserem como uma das formas de resistência dos africanos escravizados, seja na região do norte fluminense, seja em inúmeras outras áreas do Brasil, destacando sua capacidade de organização e luta
No contexto do século XIX, nas tratativas pelo fim da escravidão no Brasil, foi aprovada em 1845 a Lei Bill Aberdeen.
Sobre essa lei, assinale a alternativa correta.
Essa lei tinha como principal premissa a obrigação do Estado Brasileiro de libertar as pessoas escravizadas com mais de 60 anos de idade.
Lei inglesa que auxiliava o tráfico de pessoas escravizadas vindas da África, tendo em vista que a Inglaterra se valia do comércio escravagista.
Essa lei inglesa foi criada visando coibir o tráfico de pessoas escravizadas. A lei considerava o tráfico como pirataria, portanto, sujeito à repressão da marinha britânica, mesmo em áreas brasileiras.
Essa lei estipulava que os filhos de mulheres escravizadas deveriam permanecer com suas mães, sendo considerados livres após os dezoito anos de idade.
Lei criada nos Estados Unidos que visava combater o tráfico de pessoas escravizadas, autorizando a marinha estadunidense a interceptar qualquer navio com pessoas escravizadas, mesmo em território brasileiro.
A saída encontrada pelo rei português para manter o controle do território brasileiro, e impedir suas invasões, foi a criação do sistema de capitanias hereditárias ou donatários, iniciada no Brasil por volta de 1530. Pelo sistema de capitania hereditárias, entende-se que: o rei doava uma faixa de terra a um súdito, que recebia o título de capitão donatário. Em contrapartida, o donatário deveria, EXCETO:
Garantir a defesa militar contra às invasões estrangeiras, organizar e desenvolver a produção local. Sua tarefa era desenvolver a capitania e proteger dos ataques invasores. A capitania era vista como parte do Império Português e sua exploração econômica seria por meio dos monopólios e das tributações.
Estimular o povoamento da capitania e sua comunicação com as capitanias vizinhas. Tendo como obrigação assegurar fidelidade de seus moradores ao rei.
Inicialmente, foram criadas catorze capitanias em quinze quinhões de terra, doadas a doze capitães donatários.
Com exceção das capitanias de São Vicente e de Pernambuco, nenhuma outra teve tanto sucesso, e algumas capitanias não chegaram a serem desenvolvidas.
O sistema de capitanias hereditárias mostrou-se inviável à proposta do rei de Portugal emergindo outro sistema de colonização: Governo Geral, iniciada na Bahia da Guanabara, tendo como segundo governador Tomé Souza, que desenvolveu o território e limitou-se a comercializar com outras capitanias, desprendendo a Europa de seus interesses, a priori.
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
O ________, assinado entre Portugal e Espanha em 1750, tinha como objetivo demarcar os limites de dominação entre os colonizadores, que posteriormente resultou na Guerra Guaranítica.
Tratado de Madri
Tratado de Verdun
Tratado de Tordesilhas
Tratado de Exploração Colonial
Considerando as características da atividade mineradora realizada no período do Brasil Colonial, analise as assertivas abaixo:
I. Os metais preciosos obedeciam a três destinos: uma parte ficava no Brasil, dando origem à riqueza da região das minas; outra seguia para Portugal, sendo consumida no longo reinado de Dom João V, nos gastos da corte e em obras gigantescas como o Palácio-convento de Mafra; e a terceira, foi parar em mãos britânicas, acelerando o acúmulo de capitais na Inglaterra.
II. O aumento das atividades mineradoras na região Sudeste foi responsável por liquidar a economia açucareira do Nordeste, uma vez que acarretou grandes deslocamentos de população e ocasionou o aumento da mão de obra escrava, devido ao crescimento em sua procura.
III. Administrativamente, a capital da colônia foi transferida para o Rio de Janeiro, por onde entravam escravos e suprimentos, e saíam o ouro das minas.
IV. A Coroa tentou impedir o despovoamento de Portugal criando normas emigratórias. A entrada de frades foi proibida e uma ordem régia determinava a prisão de religiosos que estivessem sem licença ou sem emprego, dado o fato de que os frades eram suspeitos de contrabando.
Quais são corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.
Se nos detemos nas formas de reprodução da hierarquia socioeconômica do Rio de Janeiro na passagem do século XVIII para o seguinte, nos defrontamos com um movimento aparentemente paradoxal. Parte expressiva da elite empresarial mercantil, após duas gerações de contínua acumulação no mercado, tende a abandonar os seus negócios, passando a investir em atividades rurais e rentistas, em geral bem menos lucrativas do que o comércio.
(João Fragoso e Manolo Florentino, História econômica. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da História – Ensaios de teoria e metodologia)
Segundo Fragoso e Florentino, para compreensão da passagem dos negócios mercantis para as atividades rurais e rentistas, é necessário considerar que
ocorreu forte incentivo, por parte da Igreja Católica e mormente da inquisição, para que houvesse a expansão da colônia portuguesa em direção ao oeste, de modo a combater as populações indígenas insurgentes.
manter atividades mercantis e não tratar o processo de colonização como um projeto essencialmente religioso fazia com que os comerciantes fossem desprestigiados pelas autoridades lusas.
mantinham-se, ao longo do processo de colonização, tradições essencialmente medievais em relação à esfera do econômico, que condenavam a acumulação de riquezas, assim como a troca mercantil.
conservar as grandes casas de comércio, voltadas para a exportação e importação de mercadorias, exigia desses comerciantes a aproximação com uma série de ilegalidades, caso do contrabando.
se vivia em uma sociedade na qual a ascensão social ligava-se fundamentalmente à aquisição de terras e cativos, isto é, de bens que em última instância se referem ao prestígio.
“No alvorecer do Séc. XIX, a indústria mineradora do Brasil, que se iniciara sob tão brilhante auspício e observara durante cem anos o melhor das atenções e atividades do país, já tocava sua ruína final. Os prenúncios desta já se faziam aliás sentir para os observadores menos cegos pela cobiça, desde longa data.” (JÚNIOR, pg,171)
Caio Prado Júnior no trecho acima, menciona o declínio da indústria mineradora no Brasil. Segundo o autor, a partir de meados de qual século esta situação se inicia?
Século XIX.
Século XVI
Século XVII.
Século XVIII.
Século XV.
Em ambas [as manufaturas têxteis e do ferro] a colônia contava com matéria-prima abundante e um mercado local de relativa importância. Já assinalei estas indústrias nos grandes domínios, incluídas na sua organização e produzindo só para eles. Mas, iniciadas aí, sua tendência era para se libertarem destes estreitos limites domésticos, tornarem-se autônomas, verdadeiras manufaturas próprias e comercialmente organizadas. Isto é particularmente o caso da indústria têxtil. Sobretudo em Minas Gerais, e também na capital do Rio de Janeiro, aparecem na segunda metade do século XVIII manufaturas autônomas e relativamente grandes. Dá-nos notícias delas o marquês do Lavradio, vice-rei do Rio de Janeiro, no Relatório com que entregou o governo ao sucessor em 1779. Mas, ao mesmo tempo, adverte contra o perigo de tais atividades, que não só faziam concorrência ao comércio do reino, como tornavam os povos da colônia por demais independentes. Enumera também os casos em que teve de intervir, suprimindo fábricas que se iam tornando por demais notórias, como a de Pamplona, em Minas Gerais, e outras.
O alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos. [...]
(Caio Prado Júnior, Formação do Brasil contemporâneo, p. 230.)
Para Caio Prado Júnior, “o alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos” porque
após o processo contra os inconfidentes mineiros, alguns ministros portugueses perceberam a importância de garantir a autonomia econômica da capitania de Minas Gerais por meio do incentivo à produção de manufaturados em geral.
desde a última década do século XIX a Coroa portuguesa, por meio do Conselho Ultramarino, instituiu uma série de mecanismos com o objetivo de atender às necessidades da crescente manufatura têxtil no Brasil, inclusive com isenção tributária.
poucos anos depois o alvará de 5 de janeiro de 1785 mandava extinguir todas as manufaturas têxteis da colônia, com exceção apenas das de panos grossos de algodão, que serviam para vestimenta dos escravos ou se empregavam em sacaria.
a partir da década de 1780 o governo português tem acordada com a Grã-Bretanha a troca de conhecimentos tecnológicos na área da indústria têxtil, e tais saberes chegaram ao Brasil por meio de uma grande imigração de industriais de Portugal.
a expansão industrial britânica, inaugurada com a Revolução Industrial, provocou entre os mercantilistas portugueses a preocupação em ampliar a produção de manufaturas nacionais, para o que contavam com ajuda decisiva da colônia americana.