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Em 1919, Bertha Lutz representou o Brasil, em parceria com Olga de Paiva Meira, na reunião do Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho, na qual foi aprovado o princípio de salário igual para trabalho igual. Em 1922, Bertha Lutz participou da primeira Conferência Panamericana de Mulheres, ocorrida em Baltimore, nos Estados Unidos da América. Ao fim dessa Conferência, as representantes latino-americanas formaram a Associação Panamericana de Mulheres e definiram que, em cada país da América Latina, haveria uma Associação Nacional e associações estaduais, conforme aplicável.
Certo
Errado
A urbanização e o crescimento das cidades trouxeram mudanças consideráveis no comportamento feminino. As revistas tipicamente femininas ganharam espaço e intelectuais trocavam farpas sobre as pretensões femininas, vistas como intoleráveis para os homens da época. Assim, uma colaboradora da revista Feminina, em 1920, reivindicava a igualdade de formação para ambos os sexos e pedia atenção das leitoras “vítimas de preconceito”, que viviam fechadas no lar, arrastando uma “existência monótona, insípida, despida de ideais”, monetariamente algemadas aos maridos. Os homens viam como ameaças essas atitudes femininas: conjugaram-se esforços para disciplinar toda e qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como ameaçadora à ordem familiar, tida como o mais importante “suporte do Estado” e única instituição social capaz de represar as intimidadoras vagas da “modernidade”. “Rumo à cozinha! Eis o lema do momento” era a expressão masculina nos anos 1920.
(Freitas Neto, 2011. P. 909, 910. Adaptado.)
Nos dias atuais são comprovadas as inúmeras conquistas da mulher em diversos âmbitos; muitas práticas repressivas ou preconceituosas vão sendo estigmatizadas e consideradas repulsivas. Algumas mudanças saíram apenas das conjecturas e anseios e se tornaram leis. A realidade sobre tal questão especificamente:
No que tange ao mercado de trabalho, apesar das conquistas já realizadas, deixa a desejar, e muito, devido à força que os aspectos culturais mais antigos ainda têm nesse setor.
Na sociedade, de um modo geral, tem contado com mudanças significativas e ao olhar para a inserção equitativa das mulheres nos mais variados setores é considerada satisfatória.
No setor jurídico, alcançou evolução satisfatória, através de inúmeras leis e instituições que garantem a segurança e os direitos das mulheres, sejam eles relativos à posse de bens materiais ou em relação à integridade geral.
No que diz respeito aos antigos entraves que as mulheres enfrentavam, tais como diferenciações salariais, dificuldades com o cuidado com os filhos e demais encargos antes considerados apenas femininos, hoje, não existem mais.
A gripe espanhola, também chamada de peste pneumônica, foi uma pandemia que atingiu o mundo em 1918-1919, provocando milhões de mortes. Segundo estimativas, 500 milhões de pessoas, um terço da população mundial da época, foram infectadas, causando a morte de 25 milhões a 50 milhões de indivíduos, mais do que a Primeira Guerra Mundial.
-
A respeito dessa epidemia e de seus impactos no Brasil, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
-
( ) A gripe infectou brasileiros a partir de 1918, no contexto das viagens marítimas motivadas pela participação do Brasil no patrulhamento do Atlântico Sul, como parte do esforço de guerra ao lado dos Aliados.
( ) O Presidente Wenceslau Braz convocou o sanitarista Carlos Chagas para controlar a doença no Rio de Janeiro, e este aproveitou a crise para criar o primeiro sistema público universal de saúde na capital.
( ) A gripe espanhola disseminou-se fortemente nos centros urbanos com maior concentração populacional, e a maioria de suas vítimas provinha das camadas populares e dos grupos chamados de indigentes.
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As afirmativas são, de cima para baixo,
V – V – F.
V – F – V.
F – F – V.
V – F – F.
V – V – V.
Entre os dramas que atingem a sociedade brasileira estão aqueles que envolvem o uso indevido de drogas. Sobre tal assunto, julgue os itens abaixo.
No Brasil, as primeiras menções da regulamentação de substâncias entorpecentes, como ópio e cocaína, já constavam do Código Penal do Império do ano de 1851.
Em 1920, foi ratificada a 19ª emenda à Constituição dos Estados Unidos da América, que proibia a manufatura e a venda e transporte de bebidas alcoólicas para consumo. Ficou conhecida como Lei Seca ou O Nobre Experimento.
Em 2005, foi alterado o Código de Trânsito Brasileiro por meio da Lei n.º 15.905 (“Lei Seca”), que impôs penalidades para o condutor que dirige sob a influência do álcool, permitindo a concentração de álcool igual ao superior a 0,6 g/L de sangue.
A aprovação da lei 11.373/2006 foi uma tentativa de lidar com a problemática das drogas sem recorrer aos habituais métodos coercitivos. Ela isenta de prisão o usuário que for flagrado com drogas para uso pessoal.
Em sintonia com o modelo internacional de combate às drogas, o Brasil desenvolve ações de combate e prevenção ao uso indevido de drogas. Em 1940, o Código Penal confirmou a opção de não criminalizar a posse, a venda e consumo individual de drogas.
Uma história revoltante estampou os noticiários do Brasil: em Campinas, interior de São Paulo, a polícia resgatou um menino de 11 anos que passou um mês acorrentado e trancado. Ele mal conseguia se mexer. Tinha a cintura, pés e mãos acorrentados. Quem fez essa maldade foi o próprio pai do menino, que está preso.
O menino foi resgatado em:
Uma cama.
Um quarto.
Um banheiro.
Um barril.
Leia o texto e em seguida analise os itens.
“De acordo com o Censo 2010, cerca de 1,4% da população brasileira possui alguma deficiência intelectual (DI). Embora a inclusão de pessoas com deficiência tenha crescido no país, a DI ainda gera muitas dúvidas nas pessoas e principalmente nas empresas, que muitas vezes acabam não contratando profissionais com essa deficiência. (...)
Muitas das pessoas com deficiência intelectual têm potencial de se desenvolver, conquistar autonomia e entrar para o mercado de trabalho em uma vaga que seja apta para ela. Para isso, o estímulo deve acontecer desde a descoberta da deficiência, através de acompanhamento médico e profissionais qualificados que ensinem e apliquem atividades para aperfeiçoar suas aptidões, além é claro, do apoio familiar.
Fonte: Como fazer a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. https://asidbrasil.org.br/en/como-fazera-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-no-mercado-trabalho/
O abandono de crianças com deficiência é uma prática antiga. Inclusive, o abandono, na forma de venda, era legalizado entre os povos cananeus, como atestado na Estela de Merneptá.
Em 1580, na Bélgica, o Abade Charles Michel L´Pée, se interessou pelas pessoas com surdez e criou um método de “Língua de Sinais”.
Percebemos que existem diversos registros sobre a conceituação e as formas de atendimento às pessoas com deficiência na Idade Média. O que evidencia um processo de valorização e inclusão social
O marco histórico para a educação especial no Brasil data de 1956, com a criação do Instituto dos Meninos Cegos Benjamim Constant.
A partir do século XVI começaram a surgir ideias sobre a natureza orgânica das deficiências, consideradas frutos de causas naturais e não de questões sobrenaturais ou diabólicas.
Ao longo da história brasileira, a religião foi utilizada como um fator de dominação social.
Certo
Errado
A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em formato hagiográfico — quase uma vida de santo —, sem problemas, nem máculas. Mas de examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como reveladores de uma época.
DEL PRIORE, M. Biografi a: quando o indivíduo encontra a história. Topoi, n. 19, jul.-dez. 2009.
De acordo com o texto, novos estudos têm valorizado a história do indivíduo por se constituir como possibilidade de
adesão ao método positivista.
expressão do papel das elites.
resgate das narrativas heroicas.
acesso ao cotidiano das comunidades.
interpretação das manifestações do divino.
Sobre a história do Surdo no Brasil, avalie as afirmativas a seguir e assinale V (Verdadeiro) ou F (Falso):
I. ( ) Somente a partir de 2002, com a promulgação de uma lei que reconhece a Libras é que esta passa a ser considerada como meio legal de comunicação e expressão do sujeito surdo.
II. ( ) O surdo sempre foi visto como um sujeito participante ativo da sociedade brasileira.
III. ( ) O sujeito surdo teve seu espaço social representado, de forma efetiva, somente a partir do século XX.
IV. ( ) Com a criação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), em 1957, os alunos surdos passaram a usar a Libras para se comunicar em sala de aula e fora dela.
Em relação às assertivas, marque a sequência correta.
A estrutura agrária latifundiária do Brasil está no gérmen de diversos conflitos relacionados à posse da terra ao longo da história do país. A respeito desses conflitos, assinale a opção correta.
A posse de terra foi assegurada aos indígenas da América Portuguesa pelos jesuítas a partir do Regimento dos Índios.
A Lei das Terras de 1850 representou um avanço legislativo ao distribuir as terras devolutas do Brasil Império para o pequeno produtor.
A partir de 1946, surgiram as Ligas Camponesas, associações de trabalhadores rurais que lutavam por reforma agrária e foram posteriormente apoiados pelo regime militar (1964-1985).
Influenciada pela Teologia da Libertação, a Comissão da Pastoral da Terra (1975) foi fundamental para o desmantelamento dos sindicatos ligados aos trabalhadores rurais.
Para combater o avanço da pecuária na floresta amazônica, Chico Mendes reivindicava uma reforma agrária cujo principal foco era a criação das reservas extrativistas.
Sobre a História do Movimento Feminista no Brasil é CORRETO afirmar que:
No conjunto diverso de manifestações do movimento feminista no Brasil, pode ser identificado algumas tendências, que tiveram início no final do século XIX e se estenderam pelas três primeiras décadas do século XX. A primeira tendência teve como foco o movimento sufragista liderado por Bertha Lutz. Essa tendência seria de um feminismo aguerrido, mas de caráter conservador, o qual não questionava a opressão da mulher. Nesse sentido, a luta para a inclusão das mulheres à cidadania se caracterizava pelo desejo de alteração das relações de gênero e como um complemento para o bom andamento da sociedade.
No conjunto diverso de manifestações do movimento feminista no Brasil, pode ser identificado uma segunda tendência de feminismo “malcomportado”, que reúne uma heterogeneidade de mulheres intelectuais, anarquistas, líderes operárias que defendiam o direito à educação e falavam em dominação masculina, abordavam temas como, por exemplo, a sexualidade e o divórcio. Há ainda uma terceira vertente, que se manifesta especificamente no movimento anarquista e no Partido Comunista, tendo como expoente Maria Lacerda de Moura. Ademais, a fundação do Partido Republicano Feminino, em 1910, a fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino (FBPF), em 1918.
No conjunto diverso de manifestações do movimento feminista no Brasil, em 1972 ocorreram eventos que apontam para a história e a homogeneização do feminismo no Brasil: o congresso promovido pelo Conselho Nacional da Mulher, liderado pela advogada Romy Medeiros, e as primeiras reuniões de grupos de mulheres em São Paulo e no Rio de Janeiro, seria uma marca do novo feminismo no Brasil. A presença de Romy Medeiros indica a construção do alinhamento entre o velho e o novo feminismo, entre o que já se chamava de feminismo “bem-comportado”, à moda Bertha Lutz, e um novo feminismo “malcomportado”.
No conjunto diverso de manifestações do movimento feminista no Brasil, o feminismo na redemocratização centrou-se na década de 1980, e como o movimento se colocou ativamente no processo de redemocratização. Neste momento perccebe-se a consolidação de pautas únicas em decorrência da reforma partidária de 1979, que possibilitou a inserção das mulheres nas eleições, lideradas por um grande movimento de mulheres, com os governos democráticos que viriam a se estabelecer, principalmente quando o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) começou a ganhar as eleições estaduais.
No conjunto diverso de manifestações do movimento feminista no Brasil, partir da década de 1990, temos cenários importantes para a identificação das novas formas que o pensamento e o movimento feminista tomaram: o primeiro refere-se a indissociação entre o pensamento feminista e o movimento; o segundo, a profissionalização do movimento por meio do aparecimento de ONGs, um tipo de organização que atua no campo da política e se relaciona diretamente com o Estado e com as mulheres das camadas populares, organizando-as e buscando aumentar o seu poder para agirem na esfera pública.
No Brasil, o documento que confere permissão às pessoas para dirigir automóveis é denominado
Carteira Nacional de Habilitação.
Cadastro de Pessoas Físicas.
Carteira de Trabalho.
Carteira de Identidade.
Movimento social é a expressão da organização da sociedade civil, formada por ações coletivas em que os indivíduos têm como objetivo alcançar mudanças sociais através do debate político dentro de um determinado contexto na sociedade. Este tipo de expressão é característica de uma sociedade plural, pois ela age de forma coletiva para representar um movimento de resistência que luta pelas diversas formas de inclusão social. Com base nestas afirmações, assinale a alternativa correta:
Os movimentos sociais de luta por moradia invadem casas e apartamentos com o intuito de tomar para si os melhores imóveis disponíveis na cidade.
O papel das mulheres como sujeito coletivo em movimentos sociais mistos é central e visível, exercendo protagonismo em pé de igualdade com os homens em todas as ações.
o movimento feminista prega a exclusão do homem, que deve se submeter a uma hierarquia matriarcal dominada pelas vontades femininas.
Os movimentos sociais não tem importância nenhuma na melhoria de vida da sociedade, pois as organizações não passam de pretexto para que grupos com interesses ilícitos possam praticar crimes impunemente.
As lutas do movimento feminista na contemporaneidade focam, em todas as esferas sociais, nas lutas contra as discriminações sexistas, contra o patriarcado, contra a misoginia e contra a divisão sexual do trabalho.
Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade – daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar “boas maneiras”, “civilidade”.
(HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras. p. 146-47)
A noção de “homem cordial” e o impacto de sua conduta no plano social e político levam à conclusão de que
não significando traço de civilidade, a cordialidade brasileira representa uma projeção ideológica que oculta a desigualdade e a violência das relações sociais e políticas.
o homem cordial representa um modelo ideal de sujeito, que contribui para definir, no cenário político brasileiro, a virtude pública da impessoalidade.
o homem cordial pode ser visto como o resultado de uma formação social marcada pelo predomínio da esfera pública e pelo primado das relações pessoais.
a definição apresentada por Sergio Buarque de Holanda para o homem cordial entra em contradição com a dimensão violenta da política, bem como com as relações sociais no Brasil.
as raízes do homem cordial vicejam na estabilidade do espaço público brasileiro, que admite tanto a moderação do comportamento como a adoção de regras impessoais.
A proposta de metodologia do ensino de história que valoriza a problematização, a análise e a crítica da realidade concebe alunos e professores como sujeitos que produzem história e conhecimento em sala de aula. Logo, são pessoas, sujeitos históricos que cotidianamente atuam, lutam e resistem nos diversos espaços de vivência: em casa, no trabalho, na escola, etc. Essa concepção de ensino e aprendizagem facilita a revisão do conceito de cidadania abstrata, pois ela nem é algo apenas herdado via nacionalidade, nem se liga a um único caminho de transformação política. Ao contrário de restringir a condição a de mero trabalhador e consumidor, a cidadania possui um caráter humano e construtivo, em condições concretas de existência.
(FONSECA, S. G. Didática e Prática de ensino de história. Campinas: Papirus, 2003.)
A partir das palavras da autora, qual alternativa sintetiza essa proposta de ensino de história?
Uma abordagem essencialista objetivando a diversidade étnico-racial.
Uma postura empreendedora visando à inserção no mercado de trabalho.
Uma perspectiva crítica voltada para a construção da cidadania.
Uma concepção idealista pretendendo uma formação humanística.
Leia o relato do naturalista Charles Darwin em sua passagem por terras brasileiras no século XIX:
“(...)É notório este lugar, pelo fato de ter sido, durante muito tempo, o quilombo de alguns escravos fugidos que, cultivando pequeno terreno próximo à vertente, conseguiram suprir-se do necessário sustento. Mas foram, um dia, descobertos e reconduzidos dali por uma escolta de soldados. Uma velha escrava, no entanto, preferindo a morte à vida miserável que vivia, lançou-se do alto do morro, indo despedaçar-se contra as pedras da base. Se se tratasse de alguma matrona romana, esse gesto seria interpretado como nobilitante amor à liberdade, mas, numa pobre negra, não passava de simples caturrice de bruto.” (Darwin, 1871, p. 7).
A passagem acima indica que:
o racismo é também um conjunto de disposições, esquemas de percepção e estratégias de ação – ou seja, um aspecto do habitus – que reforça e legitima a dominação racial.
grupos que racializam outros de maneira negativa tendem a trair os ideais que formam o conjunto de heranças culturais ocidentais.
os ideais ingleses de liberdade, apesar de difundir os ideais do anti-escravismo, foram incapazes de inibir a prática do tráfico negreiro e seus males.
o habitus racial do grupo minoritário se reproduz pela internalização das divisões raciais do mundo social, o que implica na impossibilidade de mudanças e reformulações no processo de reprodução.
podemos presumir que toda e qualquer desigualdade racial é consequência do racismo e a continuação de tais diferenças em longo prazo sugerem fortemente a operação de algum tipo de discriminação racial.
Muitas capitais brasileiras merecem destaque, seja por sua participação na economia do País, seja por sua concentração populacional ou pelo seu contexto histórico. Isso posto, considere as características abaixo:
1- A cidade possui um importante acervo histórico e arquitetônico, além de suas belezas naturais que atraem vários turistas.
2- Foi a primeira capital do Brasil e possui belas construções do período colonial.
3- É uma cidade histórica com importantes marcos arquitetônicos do período áureo da borracha.
4- A cidade viveu um breve período holandês, mas com grandes contribuições à arquitetura, ao urbanismo e ao paisagismo, principalmente no período da administração do Conde Maurício de Nassau.
5- É uma das cidades mais quentes do País e está situada exatamente no centro da América do Sul.
Assinale a alternativa que apresenta, na ordem, as capitais brasileiras que correspondem às características acima:
Fortaleza, Recife, Belém, Cuiabá e Manaus.
Maceió, Rio de Janeiro, Rio Branco, Fortaleza e Goiânia.
Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Recife e Cuiabá.
Recife, Rio de Janeiro, Cuiabá, Goiânia e Brasília.
Salvador, Recife, Manaus, Maceió e Palmas.
A Carteira de Identidade é um documento de identificação válido em todo o território nacional.
o número do Registro Geral.
o órgão expedidor.
a filiação.
o número do telefone celular.
Oportunidades e fatalidades que se sucedem ao longo do ciclo vital das pessoas modelam suas biografias, e as situações em que ocorrem refletem-se nas configurações familiares, quando examinadas em um momento dado [...]. Do ponto de vista demográfico interagem, nesse caso, processos que resultam da “evolução dos níveis e padrões da fecundidade”, do “quantum do tempo da nupcialidade”, das separações e divórcios e dos recasamentos, das alterações das curvas de mortalidade e seus diferenciais por sexo e idade, e da intensidade dos deslocamentos espaciais da população.
(BERQUÓ, Elza. Arranjos familiares no Brasil: uma visão demográfica. In: SCHWARCZ, Lilian Moritz. História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.186)
Os arranjos familiares no Brasil sempre foram marcados por grande dinamicidade. Entre os fatores que contribuem para a alteração da estrutura familiar, destaca-se
o crescimento do índice de escolaridade entre as mulheres a partir da década de 70, bem como seu ingresso no mercado de trabalho, fato que contribui para o aumento de idade ao casar.
o fato de os homens casarem-se com mulheres mais velhas, principalmente a partir dos anos 80, o que é uma constante universal, contribuindo assim para a redução do número de mulheres casadas em idade fértil.
a redução da taxa bruta de nupcialidade legal a partir de fins dos anos 70, o que sugere uma reação social ao aprofundamento da crise econômica que sucedeu o milagre brasileiro, assim como uma readaptação dos arranjos familiares ao momento vivido.
a redução do crescimento no número de casamentos não legalizados, no período posterior aos anos 80, fato que se aprofunda ainda mais com o advento do novo Código Civil de 2002, na medida em que este não reconhece a coabitação sem vínculos legais.
o aumento no número de casamentos religiosos, mais comum entre os estratos mais pobres da população, em oposição à redução da coabitação sem vínculos legais, frequente entre os estratos mais ricos.
O trecho da reportagem a seguir é sobre o economista francês Thomas Piketty, autor do bestseller O capital no século XXI. A reportagem tem como título “Como Desatar o nó da desigualdade”.
“[...] no Brasil a maior parte dos impostos incide sobre o consumo, e não sobre a renda ou o patrimônio. Como as pessoas com menos renda tendem a gastar a maior parte de seus recursos com consumo, a tributação fica mais pesada para quem ganha menos. [...]. O diagnóstico de Piketty sobre o atraso do Brasil em seguir um modelo de tributação mais redistributivo aponta ‘limitações doutrinais e ideológicas’, mas também a ‘ausência de uma maioria parlamentar adequada’: ‘No Brasil, como na Europa e nos Estados Unidos, é impossível reduzir as desigualdades tanto quanto seria desejável sem transformar igualmente o regime político, institucional e eleitoral’, escreve o economista. [...] Segundo Piketty, em 2018, a parte que os 10% mais ricos abocanhavam da renda total atingia 54% no Brasil, 65% na África Subsaariana e 64% no Oriente Médio. [...].
Fonte: Revista ÉPOCA. 07/10/2019. p. 56-61.
A reflexão do economista Thomas Piketty permite compreender que
o Brasil não tem como seguir o ritmo das economias da Europa e dos Estados Unidos, pois, ao contrário dos sistemas tributários desses países, adota um modelo desigual de tributação cujo peso recai principalmente sobre a população mais carente.
o Brasil deveria adotar o sistema de tributação sobre as grandes fortunas, para depois implantar o modelo fiscal já em evidência na Europa e nos Estados Unidos, afim de minimizar o peso dos tributos sobre atividade produtiva.
os regimes político e eleitoral brasileiros são diferentes dos modelos europeu e norte-americano, o que constitui um obstáculo à implantação de um projeto igualitário de desenvolvimento social, bem-sucedidos naquelas experiências.
para desatar o nó da desigualdade no Brasil, deve-se taxar o consumo com impostos mais elevados, gerando receitas que possam ser investidas na eliminação dos problemas que causam as desigualdades socioeconômicas.
no Brasil, na Europa e Estados Unidos a política econômica deveria modificar a tributação, concentrandoa sobre a renda e patrimônio, para assim reduzir as desigualdades sociais.