Questões de Concurso sobre Sociedade

 
 
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“A ________________ racial é um termo usado para descrever relações raciais no Brasil. O termo denota a crença de alguns estudiosos que o Brasil escapou do racismo e da discriminação racial. Afirmam ainda que os brasileiros não se veem através da lente da raça e não abrigam o preconceito racial em relação uns aos outros.”

(Disponível em: www.infoescola.com.)


Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.


A

empatia


B

apologia


C

democracia


D

austeridade

Leia os textos a seguir:

Texto I “A cultura Afrodescendente tem sido muitas vezes reificada, apresentada como um repertório inerte de tradições, como se não estivesse enraizada em processos culturais dinâmicos e em ambientes sociais desiguais...”. LIMA, I. M. de F.; GUILLEN, I. C. M. Cultura afro-descendente no Recife: maracatus, valentes e catimbós. Recife: Bagaço, 2007. p. 39.

Texto II “A cultura e o folclore são meus / Mas os livros foi você quem escreveu... / Perseguidos sem direito nem escolas / Como podiam registrar as suas glórias / Nossa memória foi contada por vocês / E é julgada verdadeira como a própria lei / Por isso, temos registrado em toda a história / Uma mísera parte de nossas vitórias / Por isso, não temos sopa na colher / E sim, anjinhos para dizer que o lado mau é o Candomblé...”.

Texto III “O preconceito racial a que são submetidos não só os maracatuzeiros e maracatuzeiras mas toda a população negra desta cidade está oculto nas falas, nos procedimentos, nos gestos...”. LIMA, I. M. de F.; GUILLEN, I. C. M. Cultura afrodescendente no Recife: maracatus, valentes e catimbós. Recife: Bagaço, 2007. p.

Com base nos textos, analise aspectos das manifestações culturais Afro-Brasileiras em Pernambuco e assinale a alternativa CORRETA.


A

O livre exercício dos cultos religiosos bem como a proteção dos locais onde são realizados, garantidos pela Constituição de 1988, foram decisivos para que não houvesse, nos últimos anos, casos de intolerância religiosa em Pernambuco.


B

A permanência da cultura Afro-brasileira em Pernambuco demonstra que os afrodescendentes, após a abolição da escravatura, tiveram suas condições sociais alteradas, sendo reconhecidos e respeitados pelo Estado brasileiro bem como por sua sociedade.


C

Embora muito praticada em Pernambuco nos tempos de hoje, a capoeira só chegou a esse Estado graças ao desenvolvimento da capoeira regional e capoeira de angola na Bahia.


D

A permanência da herança cultural afrodescendente no estado de Pernambuco só foi possível devido às táticas estabelecidas pelos sujeitos históricos, que partilhavam e partilham esses códigos culturais, constituindo-se em uma atitude de resistência em defesa da identidade e do respeito à diversidade cultural.


E

A herança cultural afrodescendente em Pernambuco, como o maracatu, são verdadeiras reproduções dos costumes africanos. No caso, o maracatu era a antiga coroação dos reis e rainhas do congo.

Ano: 2016
Prova: FUMARC - Prefeitura - Professor de Educação Básica - Área: História - 2016

Numa obra clássica, O segundo sexo, publicada em 1949, Simone de Beauvoir fez uma observação fundamental: as mulheres não tinham história, não podendo, consequentemente, orgulharem-se de si próprias [...] Beauvoir sabia que o território do historiador manteve-se, durante muito tempo, exclusividade de um só sexo. Paisagem marcada por espaços onde os homens exerciam seu poder e seus conflitos, empurrando para fora destes limites os lugares femininos.

(PRIORE, Mary Del. Historia das mulheres: as vozes do silêncio. In: FREITAS, Marcos Cezar de (Org.). Historiografia brasileira em perspectiva. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2000. p. 217).


A diferença entre mulheres e homens é histórica e cultural e a realidade do país, segundo o censo de 2010, indicou isso. Sabe-se que nem a legislação brasileira nem a História afirmam a diferenciação pelo sexo ou gênero, porém, apesar disso:


A

Existem empregos no Brasil destinados às mulheres e outros aos homens.


B

Mesmo quando a qualificação é a mesma, as mulheres têm salário menor.


C

Mulheres no Brasil têm menos acesso ao estudo do que os homens.


D

O país impõe ao homem a condição do sustento da casa.

“O massacre de Eldorado dos Carajás completa 20 anos. Em 1996, 19 sem-terra foram mortos pela polícia militar do Pará e muitos outros foram mutilados. E até hoje o Pará é palco da maior parte dos conflitos de terra do Brasil.”

(Disponível em: http://www.mst.org.br/2015/04/17/carajas-19-anos-de-impunidade.html.)


A crise de terras é uma constante na história do Brasil. Sobre a Reforma Agrária em nosso país, é correto afirmar que:


A

Aqui, a maioria dos latifúndios pertence a grandes empresas, geralmente estatais e que geram grande parte dos empregos.


B

No Brasil, apenas as pequenas propriedades, consideradas devolutas, destinadas apenas à agricultura, são destinadas a assentamentos.


C

Em nossas terras, as primeiras grandes mobilizações a favor da Reforma Agrária surgiram através da Lei de Terras, no período republicano.


D

A Reforma Agrária se baseia, entre outros pilares, na desapropriação das terras improdutivas e no apoio aos pequenos produtores.

Imagem associada para resolução da questão


A partir do gráfico, é correto inferir que


A

diminuiu o número de mortes entre mulheres grávidas no Brasil.


B

o número de nascimentos irá aumentar significativamente e se estabilizar.


C

a população brasileira em todas as possibilidades irá diminuir e se estabilizar.


D

a quantidade de filhos por mulher em idade reprodutiva diminuiu ao longo do tempo.

São características da urbanização brasileira, EXCETO:


A

Teve como principal fator o êxodo rural devido à concentração fundiária e mecanização agrícola.


B

Revela o processo excludente da modernização econômica do país.


C

A urbanização do Brasil ocorreu na época colonial, em um processo essencialmente concentrador.


D

É um processo associado a industrialização.


E

É baseado no crescimento acelerado de algumas cidades, ocorrendo o fenômeno da conurbação.

“Há sinais desse movimento desde a época do descobrimento, mas foi no governo de Getúlio Vargas (1930/1945) que a colonização da floresta passou a ser vista como estratégica para os interesses nacionais. Era a época da Marcha para o Oeste.

(...) Durante a ditadura militar, a política para a Amazônia ficou conhecida pelo lema ‘Integrar para não Entregar’.“

(Peixoto, Fabrícia. Linha do tempo: Entenda como ocorreu a ocupação da Amazônia. Disponível em www.bbc.co.uk)

A ocupação da Amazônia ganhou fôlego no século XX, como mostra o trecho da reportagem acima. Sobre as consequências dessa ocupação, pode-se destacar:


A

o desenvolvimento econômico baseado nos princípios da sustentabilidade, que garantiu a preservação da floresta;


B

a demarcação das terras dos grupos indígenas que viviam na região, evitando conflitos por terras;


C

a forte deterioração do bioma da região norte, como consequência da exploração desenfreada da região;


D

a adoção de um padrão de transportes ferroviário, distinto do restante do país;


E

a abertura das fronteiras à penetração de países vizinhos que exploravam a região.

É indispensável o estudo dos avanços e dos limites da construção da cidadania no Brasil, no período imediatamente posterior a Independência. Sobre o ensino do subtema 2 – A experiência monárquica no Brasil, de acordo com as orientações pedagógicas da Secretaria de Educação de Minas Gerais, analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).


( ) O século XIX foi o momento de consolidação de uma nova mentalidade científica que recorria a racionalizações baseadas em experimentos para atestar a eficácia de suas explicações.

( ) É importante que se tenha domínio sobre alguns temas pertinentes à história do Brasil imperial, especialmente a partir da segunda metade do XIX: a Guerra do Paraguai; a construção dos movimentos republicanos; questões referentes ao trabalho escravo, incluindo a constituição de grupos abolicionistas; as medidas governamentais no sentido de abolir gradualmente a escravidão; e o processo de imigração.

( ) É preciso abordar a gradual rejeição ao trabalho compulsório no Brasil, tratando dos diferentes interesses em jogo, seja do lado dos que defendiam ou dos que rejeitavam tais práticas.

( ) É necessário enfatizar a importância assumida pelo café para a economia exportadora brasileira em meados do século XIX, sem esquecer, contudo, a relevância de outros produtos, tais como o algodão e o açúcar.

( ) É importante demonstrar que os processos históricos observados e seus resultados foram frutos de negociações e disputas entre grupos que defendiam posições sempre antagônicas.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.


A

V – V – V – V – F.


B

V – F – V – V – V.


C

F – V – F – F – F.


D

F – F – F – F – V.

A região Norte, em especial o Vale do Madeira, teve a sua economia baseada no extrativismo e, como decorrência da sua formação social, o trabalho indígena, escravo ou não, foi largamente utilizado. No entanto, no início do século XX, ocorreu uma alteração nesse quadro relativo à mão de obra, com a não utilização de indígenas.

O fator que justificou tal alteração foi:


A

o fim da escravidão no Brasil no final do século XIX, atraindo a mão de obra imigrante para a região;


B

a política oficial dos governos republicanos de forçar a migração do sul para o norte do país;


C

a seca prolongada no nordeste, que forçou a migração deste contingente populacional para a região norte;


D

a decadência do café do Vale do Paraíba levando a população camponesa dessa área para o norte do país;


E

os investimentos do capital japonês na borracha da região norte, trazendo a mão de obra oriental para o Brasil.

Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.


BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.


Na década de 1960, a proposição de Simone de Beauvoir contribuiu para estruturar um movimento social que teve como marca o(a)


A

ação do Poder Judiciário para criminalizar a violência sexual.


B

pressão do Poder Legislativo para impedir a dupla jornada de trabalho.


C

organização de protestos públicos para garantir a igualdade de gênero.


D

oposição de grupos religiosos para impedir os casamentos homoafetivos.


E

estabelecimento de políticas governamentais para promover ações afirmativas.

Em seu clássico Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda (1990) descreve a influência do predomínio de interesses particulares, graças aos quais os empregos, as funções e os benefícios que derivam da gestão pública têm relações com os direitos pessoais do agente público e não a interesses objetivos da máquina de Estado. Isto impediria a adoção plena entre nós da racionalidade burguesa nos negócios públicos. Tal perspectiva esboçada por Holanda é conhecida pelo termo clássico:


A

patriarcalismo


B

jeitinho brasileiro


C

coronelismo


D

corrupção


E

patrimonialismo

Em sociedade de origens tão nitidamente personalistas como a nossa, é compreensível que os simples vínculos de pessoa a pessoa, independentes e até exclusivos de qualquer tendência para a cooperação autêntica entre os indivíduos, tenham sido quase sempre os mais decisivos. As agregações e relações pessoais, embora por vezes precárias, e, de outro lado, as lutas entre facções, entre famílias, entre regionalismos, faziam dela um todo incoerente e amorfo. O peculiar da vida brasileira parece ter sido, por essa época, uma acentuação singularmente enérgica do afetivo, do irracional, do passional e uma estagnação ou antes uma atrofia correspondente das qualidades ordenadoras, disciplinadoras, racionalizadoras.


HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.


Um traço formador da vida pública brasileira expressa-se, segundo a análise do historiador, na


A

rigidez das normas jurídicas.


B

prevalência dos interesses privados.


C

solidez da organização institucional.


D

legitimidade das ações burocráticas.


E

estabilidade das estruturas políticas.

Na obra A Cidadania no Brasil: o longo caminho, Carvalho (2001) interpreta os problemas que retardam a vivência plena da cidadania pelos brasileiros. Para rastrear a trajetória da construção do Estado de Direito no Brasil, ele centra o foco em uma tríade de direitos essenciais, típicos da legalidade institucional. São os direitos:


A

civis, sociais e políticos


B

comunitários, ecológicos e informativos


C

educacionais, alimentares e assistenciais


D

ecológicos, educacionais e políticos


E

civis, informativos e locomotivos

No início foram as cidades. O intelectual da Idade Média — no Ocidente — nasceu com elas. Foi com o desenvolvimento urbano ligado às funções comercial e industrial — digamos modestamente artesanal — que ele apareceu, como um desses homens de ofício que se instalavam nas cidades nas quais se impôs a divisão do trabalho. Um homem cujo ofício é escrever ou ensinar, e de preferência as duas coisas a um só tempo, um homem que, profissionalmente, tem uma atividade de professor e erudito, em resumo, um intelectual — esse homem só aparecerá com as cidades.


LE GOFF, J. Os intelectuais na Idade Média. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010.


O surgimento da categoria mencionada no período em destaque no texto evidencia o(a)


A

apoio dado pela Igreja ao trabalho abstrato.


B

relação entre desenvolvimento urbano e divisão do trabalho.


C

importância organizacional das corporações de ofício.


D

progressiva expansão da educação escolar.


E

acúmulo de trabalho dos professores e eruditos.

Para motivar a reflexão sobre a formação da sociedade brasileira e sua diversidade étnica e cultural, o professor apresentou a reprodução do quadro Operários (1933), de Tarsila do Amaral.

Imagem associada para resolução da questão(TarsiladoAmaral,Operários(1933),http://www.base7.com.br/tarsila/)

Com relação à diversidade étnica e cultural da sociedade brasileira, retratada na obra de Tarsila e observada pelos estudantes, analise as afirmativas abaixo.

I. Os alunos observaram que a miscigenação é representada na obra de Tarsila pela presença de pessoas de diferentes etnias e culturas, muitas das quais migraram para São Paulo, para trabalhar em uma cidade fortemente industrializada e urbanizada, como indicado pelas chaminés e pela fileira contínua de prédios ao fundo.

II. Os estudantes perceberam que a pintora escolheu retratar todas as pessoas de frente, deixando aparecer apenas as cabeças e parte do colo. Essa postura da a sensação de que, apesar de serem de culturas diferentes, elas foram padronizadas pelo mesmo ritmo de vida e trabalho.

III. Os estudantes concluíram que uma das marcas culturais da sociedade brasileira é a mistura, presente desde a colonização e retratada no quadro por homens e mulheres de várias idades e origens.


Assinale:


A

se somente a afirmativa I for verdadeira.


B

se somente a afirmativa II for verdadeira.


C

se somente a afirmativa III for verdadeira.


D

se somente as afirmativas I e II forem verdadeiras.


E

se todas as afirmativas forem verdadeiras.

A maior contribuição populacional dentre os imigrantes que vieram para o Brasil, foi dada pelos:


A

italianos e espanhóis;


B

alemães e portugueses;


C

italianos e alemães;


D

japoneses e portugueses;


E

portugueses e italianos.

“O Brasil de hoje é um país miscigenado porque vários povos contribuíram para sua formação, a saber, os nativos (os índios), os colonizadores principais (os portugueses), os ‘demais colonizadores’ em forma de imigrantes (italianos, japoneses, alemães, entre outros), além daqueles (...) que vieram para o Brasil de forma compulsória a datar do início da colonização até o final do século XIX (africanos).”

(Adaptado. Revista Multidisciplinar, (UNIESP), 14, dez. 2012.)


Com base nesse processo de miscigenação, relacione os vocábulos a seguir às definições correspondentes.

1. Cafuzo

2. Caboclo

3. Nissei


( ) Termo usado para denominar a descendência de ameríndios e brancos.

( ) Termo utilizado para designar a descendência de imigrantes japoneses.

( ) Termo usado para nomear os descendentes de negros africanos e ameríndios.


Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo.


A

1 – 3 – 2.


B

1 – 2 – 3.


C

2 – 3 – 1.


D

2 – 1 – 3.


E

3 – 2 – 1.

A presença do elemento africano e do afrodescendente, no Brasil, caracterizou diversos episódios da história do país, como a


1

Inconfidência Mineira, primeiro movimento a propor a ruptura com a metrópole e a adoção de um regime republicano pautado na mão de obra livre e assalariada.


2

Conspiração dos Búzios, revolta popular de forte cunho étnico, defensora de uma mudança social paralela ao fim da dominação colonialista portuguesa.


3

Revolta dos Malês, ação armada dos negros baianos, defensores da liberdade de professar o candomblé e a umbanda, e a construção de uma sociedade multirracial e multirreligiosa.


4

Sabinada, movimento liderado pelos escravos soteropolitanos, contrários ao estabelecimento do recenseamento dos escravos por estes bancados.


5

Independência da Bahia, processo formado e liderado pela elite intelectual branca, que alijou os negros da luta pela independência, por considerá-los embrutecidos pela escravidão.

No final do século XIX, as Grandes Sociedades carnavalescas alcançaram ampla popularidade entre os foliões cariocas. Tais sociedades cultivavam um pretensioso objetivo em relação à comemoração carnavalesca em si mesma: com seus desfiles de carros enfeitados pelas principais ruas da cidade, pretendiam abolir o entrudo (brincadeira que consistia em jogar água nos foliões) e outras práticas difundidas entre a população desde os tempos coloniais, substituindo-os por formas de diversão que consideravam mais civilizadas, inspiradas nos carnavais de Veneza. Contudo, ninguém parecia disposto a abrir mão de suas diversões para assistir ao carnaval das sociedades. O entrudo, na visão dos seus animados praticantes, poderia coexistir perfeitamente com os desfiles.

PEREIRA, C. S. Os senhores da alegria: a presença das mulheres nas Grandes Sociedades carnavalescas cariocas em fins do século XIX. In: CUNHA, M. C. P. Carnavais e outras frestas: ensaios de história social da cultura. Campinas: Unicamp; Cecult, 2002 (adaptado).

Manifestações culturais como o carnaval também têm sua própria história, sendo constantemente reinventadas ao longo do tempo. A atuação das Grandes Sociedades, descrita no texto, mostra que o carnaval representava um momento em que as


A

distinções sociais eram deixadas de lado em nome da celebração.


B

aspirações cosmopolitas da elite impediam a realização da festa fora dos clubes.


C

liberdades individuais eram extintas pelas regras das autoridades públicas.


D

tradições populares se transformavam em matéria de disputas sociais.


E

perseguições policiais tinham caráter xenófobo por repudiarem tradições estrangeiras.

Tramita no Senado um projeto que reserva 50% das vagas em universidades federais para egressos de escolas públicas. A proposta pode até ser justa, mas, se efetivada, representaria um golpe na excelência dessas instituições. (...) Democratizar-se e manter a qualidade são objetivos até certo ponto contraditórios. Não que seja impossível conciliá-los, mas existe um número ótimo de alunos menos preparados que uma instituição pode incorporar antes de comprometer a qualidade. Um corte linear de 50% em todas as universidades federais dificilmente é a melhor resposta.

(Hélio Schwartsman. “Cotas e ilusões”. Folha de São Paulo, 09.06.2012)


O texto sugere que


A

instituir o sistema de cotas gera uma contradição entre a democratização das universidades federais e sua excelência.


B

adotar um critério de mérito no ingresso é necessário para preservar a excelência no ensino superior público federal.


C

atribuir cotas para ingresso no ensino superior público estabelece privilégios eticamente injustificáveis.


D

privilegiar alunos de escolas públicas nas universidades federais instaura preconceitos contra alunos de escolas privadas.


E

admitir cotas de alunos menos preparados como proposto é um imperativo ético de reparação de injustiças históricas.

   
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