Questões de Concurso sobre Sociedade

 
 
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Como se sabe, o Brasil é um país multiétnico. Assinale a alternativa que apresenta os principais grupos formadores na nação brasileira:


A

africanos, indígenas e europeus brancos.


B

italianos, árabes, portugueses e holandeses.


C

indígenas, negros, portugueses e franceses.


D

indígenas, negros, alemães e suíços.


E

indígenas, negros, árabes e portugueses.

É considerado um exercício de cidadania


A

comprar produtos falsificados.


B

bater o ponto de trabalho para o amigo.


C

estacionar veículo na faixa de pedestre.


D

discordar de uma opinião na qual não acredita ou não concorda.

Leia o texto a respeito do termo “Democracia Racial”:

“Os estudantes das relações raciais no Brasil ficam sempre intrigados com a origem e a disseminação do termo “democracia racial”. A começar pelo simples fato da expressão, atribuída a Gilberto Freyre, não ser encontrada em suas obras mais importantes e de não aparecer na literatura especializada a não ser tardiamente, nos anos 1950”. (Antonio Sérgio Alfredo Guimarães. Democracia racial. Disponível em: https://bit.ly/2AQtI3h).

Embora o termo não se apresente, pode-se afirmar que a ideia de uma democracia racial está presente nas obras de Freyre pois pregava que no Brasil:


A

a miscigenação entre as raças na América portuguesa, teria produzido uma população consciente da contribuição negra em sua formação social.


B

houve, por necessidade histórica, a flexibilização da rígida segregação racial imposta pelas monarquias católicas da Península Ibérica.


C

a presença de missões jesuíticas facilitou a inserção social dos nativos e percebeu a absorção de africanos como oportunidade de expansão do catolicismo.


D

o caráter jurídico da expansão portuguesa facilitou a implementação de normas que regulavam e harmonizaram as relações entre as raças no ultramar.


E

o caráter ibérico responsável pela harmonia social leva a que a democracia política passe a segundo plano, uma vez substituída pela democracia étnica/social.

Em Raízes do Brasil (1936), Sérgio Buarque de Holanda analisa os fundamentos da colonização e a mentalidade do brasileiro. A ética da aventura e a cultura da personalidade têm duas implicações para a história social do país:


A

a falta de uma moral do trabalho arraigada entre os portugueses reforça a tibieza das instituições e coesão social.


B

o ethos cordial favorece a impessoalidade e se contrapõe à construção da identidade e memória nacional.


C

a estrutura do patriarcado rural conjugada com a dinâmica da escravidão corrobora os postulados dos governos populistas.


D

a adaptabilidade à cultura e ao ambiente refutam os impasses entre o tradicional e o moderno.

Assim, alicerçaram-se nesse ambiente duas formulações assaz arraigadas no imaginário brasileiro contemporâneo sobre o passado do país. Primeiramente, o mito de que o português é um povo “burro”, de onde derivam as milhares de piadas e anedotas, nas quais sempre aparece um luso estúpido, de raciocínio pífio e ilógico, que tem comportamento desviante e que chega sempre a conclusões estapafúrdias e burlescas. A segunda formulação sintetiza-se no tradicional bordão repetido pelo senso comum: “se o Brasil tivesse sido colonizado pelos ingleses...”, com variações que substituem os ingleses por holandeses e por franceses.

[Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História]


De acordo com o excerto, é correto afirmar que


A

o imaginário brasileiro contemporâneo não contribui em nada para o estudo da História independentemente do tempo e espaço analisados.


B

as formulações acerca da inferioridade da colonização portuguesa em relação à holandesa são consensuais na atualidade a partir do revisionismo histórico.


C

independentemente do que acham os historiadores, o fato é que se o Brasil fosse colonizado por uma potência europeia, hoje seria um país de primeiro mundo.


D

o estudo da História deve considerar formulações presentes no imaginário brasileiro contemporâneo como elemento de análise e produção dos estudos historiográficos.


E

o comportamento desviante da Nova História passou a considerar as formulações sobre a colonização do Brasil, algo descartável para seus estudos.

A seguir estão trechos de Constituições brasileiras.


I. Art. 14 A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos (…).

II. Art. 70 São eleitores os cidadãos maiores de 21 anos, que se alistarem na forma da lei. § 1o Não podem alistar-se eleitores para as eleições federais, ou para as dos Estados: (…) 2o Os analfabetos; (…).

III. Art. 131 São eleitores os brasileiros maiores de dezoito anos que se alistarem na forma da lei.


Art. 132 Não podem alistar-se eleitores:

I – os analfabetos; (…).

Art. 133 O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros de ambos os sexos, salvo as exceções previstas em lei.


É correto afirmar que os trechos das Constituições citados correspondem, na ordem I, II e III, aos contextos históricos:


A

1935 – Intentona Comunista; 1932 – Revolução Constitucionalista; 1969 – Ato Institucional nº 5.


B

1934 – Estado Novo; 1957 – Governo Populista; 1967 – Governo Militar.


C

1988 – Redemocratização; 1891 – Início da República; 1946 – Fim do Estado Novo.


D

1954 – Retorno de Getúlio Vargas ao poder; 1964 – Golpe Militar; 1891 – República Oligárquica.


E

1996 – Governo neoliberal; 1930 – Golpe de Estado; 1989 – Abertura Política.

Na explicação das Jornadas de Junho como movimentos plurais, é CORRETO afirmar:

A
A categorização é de movimentos de caráter essencialmente social, cujas reivindicações são insatisfações com os valores da sociedade, não envolvem, portanto, outras instâncias tradicio-nais de manifestações, como economia e política.

B
A formação da pluralidade das reivindicações que se viu nas ruas se vincula essencialmente ao impacto das redes sociais na formação política da sociedade, que substitui claramente a política e a escola nesse processo.

C
A pluralidade mostrada nas ruas reflete o atual impasse da democracia, principalmente com os avanços da própria democratização, e a fragmentação partidária tem levado grupos com diferen-tes demandas às ruas.

D
As diferentes pautas se relacionavam à distinção da ideia de povo, dividido em duas categorias: o povão, que só defende as políticas sociais, e os setores da classe média, insatisfeitos com tais políticas.

E
As Jornadas confirmam que, com o enfraquecimento dos grupos políticos tradicionais, tais como os sindicatos, partidos e movimentos sociais, o povo tem preferido se representar diretamente na política.

Leia com atenção:


I - “A gestante tem direito a acompanhamento saudável durante toda a gestação e a parto natural cuidadoso, estabelecendo-se a aplicação de cesariana e outras intervenções cirúrgicas por motivos médicos”;

II - “A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou que abandonar as consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não comparecer às consultas pós-parto”.


Os itens acima:


A

Está contemplado exclusivamente em lei municipal.


B

Consta da LDB e se contrapõe ao ECA.


C

Foram extraídos literalmente do ECA.


D

Foram extraídos literalmente da LDB.

Vivemos em uma sociedade na qual sons e imagens invadem diariamente nosso cotidiano. Essa assertiva não tem nada de genial e muitos professores perceberam, nas últimas décadas, o grande filão que é o trabalho na sala de aula com as linguagens cinematográfica, teatral, literária, televisa e, claro, musical. Referente ao assunto, assinale a alternativa correta.


A

É muito tranquilo utilizar as diversas linguagens para o trabalho em sala de aula, não sendo necessária nenhuma metodologia apropriada.


B

Pesquisadores perceberam que boa parte dos alunos fazia lições ouvindo música, dado que inviabilizava o ensino de história.


C

Na década de 1940, surgiram estudos na Europa sobre a música de trabalho, baseada nos cantos de trabalho, os works-songs dos escravos americanos.


D

Imagens eternizadas por Charles Chaplin explicitam aos alunos que estudiosos socialistas planejaram o bem-estar do trabalhador nas fábricas.


E

A música acompanha os homens desde os primórdios e por longo tempo, mas sempre foi combatida pelas religiões.

O conceito de gênero resulta de uma longa germinação de experiências e ideias extraídas das relações entre homens e mulheres em suas muitas vidas em comum. Examinadas como naturais, essas relações, a partir de certo momento, expuseram-se com seus significados políticos e isso mudou muita coisa. A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.


A

Os registros históricos sobre essa trajetória já estão suficientemente sistematizados e, na atualidade do século XXI, os debates sobre “questões de gênero” granjearam um consenso.


B

No plano intelectual, o conceito de gênero aparece como um dentre outros elaborados nas recentes aproximações da história com a antropologia.


C

As pesquisas sobre história das mulheres apontam uma regular prática “feminista” que define o casamento e a família como o devido lugar de atuação da mulher.


D

A cisão entre masculino e feminino ou a ideia de que homens e mulheres formam praticamente povos distintos estão extintas na sociedade do século XXI.


E

A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, como Lei n.º 11.340, possui resolução que reafirma a máxima: “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”.

Ano: 2018
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Professor Substituto - Área: História - 2018

Na sociedade atual, as questões de identidade estão mais presentes diante da presença de imigrantes, dos movimentos negro e indígena que têm desarticulado conceitos tradicionais de cultura e identidade. Nesse sentido, o ensino de história tem a tendência a refletir sobre cidadania e a relação do indivíduo, em grupos, afetividades e sociedade. Estamos nos referindo a que corrente metodológica?


A

A Corrente Positivista.


B

A Corrente Marxista.


C

A Corrente da História Social.


D

A Corrente do Historicismo.

A primeira fase da dominação da economia sobre a vida social acarretou, no modo de definir toda realização humana, uma evidente degradação do ser para o ter. A fase atual, em que a vida social está totalmente tomada pelos resultados da economia, leva a um deslizamento generalizado do ter para o parecer, do qual todo ter efetivo deve extrair seu prestígio imediato e sua função última. Ao mesmo tempo, toda realidade individual tornou-se social, diretamente dependente da força social, moldada por ela.

DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2015.

Uma manifestação contemporânea do fenômeno descrito no texto é o(a)


A

valorização dos conhecimentos acumulados.


B

exposição nos meios de comunicação.


C

aprofundamento da vivência espiritual.


D

fortalecimento das relações interpessoais.


E

reconhecimento na esfera artística.

Sobre a formação do povo brasileiro os principais grupos foram:


A

os povos indígenas, africanos, imigrantes europeus e asiáticos.


B

os povos estadunidenses, imigrantes latinos e asiáticos.


C

os povos canadenses e africanos.


D

os povos indígenas e imigrantes europeus e asiáticos.


E

os povos indígenas e asiáticos.

Alfredo Bosi afirma que “uma linha de evolução, no sentido de dependência temática e estética, [...] não se ajustaria a uma linha reta contínua e ascendente percorrida pelo romance urbano, que começaria em Joaquim Manuel de Macedo, [...] continuaria em [...] Manuel Antônio de Almeida [...] e encontraria seu ponto alto nos melhores romances urbanos de José de Alencar, [...]. O que há de comum é o pano de fundo, a cidade do Rio, que centralizou a vida literária da nação ao longo do Segundo Reinado. [...]”

BOSI, Alfredo. Cultura. In: SCHWARCZ, Lilia M. História do Brasil Nação: 1808 - 2010, volume 2, A construção nacional: 1830 - 1889, coordenação de José Murilo de Carvalho. Rio de Janeiro: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 241.

Mesmo tendo em comum o pano de fundo, a cidade do Rio de Janeiro, a forma adotada pelos três autores para narrar suas histórias é diversa.

Entre os ambientes descritos por Alfredo Bosi nas páginas 241 e 242 de seu texto, é correto atribuir a Joaquim Manuel de Macedo a seguinte passagem:


A

“Dois destinos opostos [...] opostos à mulher na sua situação amorosa: quando ainda donzela, exercerá o domínio absoluto sobre os homens que a cortejam; quando cortesã, aceitará o sacrifício que pode levá-la à morte redentora depois de entregar-se sem reservas ao homem amado. [...]” (242)


B

“[...] mundo da baixa classe média misturada com homens e mulheres que vivem de expedientes e, muitas vezes, a expensas dos que conseguiram se pendurar em modestos empregos públicos. [...] vive-se como se pode [...]. Se conformismo existe, será antes condescendência com as espertezas dos figurantes que precisam sobreviver em um cotidiano incerto [...].” (241-2)


C

“[...] O que [...] importava eram situações extremadas, os conflitos entre a paixão e o dever. E o que poderia levá-lo a uma ética do individualismo moderno era tolhido por um moralismo implacável que o fazia retroceder a uma ideologia sacrificial estranhamente arcaica. [...]” (242)


D

“Realismo miúdo, sem o sentido das contradições sociais, mas o suficiente para agradar à leitora da época, que começava a ver no romance um espelhamento da sua própria rotina, ora idealizada ora pontuda de situações tendentes a uma comicidade fácil.” (241)

Com relação à história do processo de construção da experiência da cidadania no Brasil, todas as proposições abaixo referem-se a temáticas passíveis de serem exploradas em sala de aula, EXCETO:


A

a afirmação dos direitos civis como uma clara delimitação ao poder do Estado, remetendo à clássica e histórica reação ao Absolutismo.


B

o progressivo processo de conquistas respectivamente dos direitos civis, políticos e sociais, informando a dinâmica da conquista da cidadania.


C

a vigência da escravidão amparada na crença na desigualdade natural entre os homens e na defesa da propriedade privada, considerando-se a ideia de igualdade apenas para os homens livres.


D

a prática das eleições tomada como ritual de cidadania e participação política que legitima os diferentes regimes políticos durante a República.


E

os avanços dos direitos políticos e sociais após 1930 e a relação destes com as lutas sociais e as formas de organização estabelecidas durante a Primeira República.

“O ano de 1930 foi um divisor de águas na história do país. A partir dessa data, houve a aceleração das mudanças sociais e políticas, a história começou a andar mais rápido.”


(CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. p. 87)


Sobre essa “aceleração das mudanças sociais e políticas”, especificamente no período que vai de 1930 a 1964, marque (V) para as alternativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.


( ) A mudança mais intensa foi no progresso dos direitos sociais, marcado pela criação de vasta legislação trabalhista e previdenciária, completada em 1943 com a Consolidação das Leis do Trabalho.

( ) Politicamente, o período foi marcado pela estabilidade.

( ) A organização sindical promovida na Era Vargas foi feita dentro de um arcabouço corporativo, em estreita vinculação com o Estado.

( ) As campanhas nacionalistas da década de 1950, como a de defesa do monopólio estatal do petróleo, caracterizam um progresso na formação de uma identidade nacional.

( ) O nacionalismo, incentivado pelo Estado Novo, foi o principal instrumento de promoção de uma solidariedade nacional, fortalecendo a importância das lealdades estaduais.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo.


A

V, F, V, F, V


B

F, V, V, F, V


C

F, V, F, V, V


D

V, F, F, V, F


E

V, F, V, V, F

“[...] a ideia de identidade [...] pressupõe interdependência entre condições objetivas de vida e experiências subjetivas, o compartilhamento de convenções e valores, de modos de pensar, de sentir e de agir ou menos formalizados, que distinguem e produzem a integração de uma comunidade” (AZEVEDO, Cecília. Identidades compartilhadas: a identidade nacional em questão. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel (Org.). Ensino de História - conceitos, temáticos e metodologia. Rio de Janeiro: 2003. p. 43-44).


Em relação ao conceito de identidade aplicado por Cecília Azevedo, é CORRETO afirmar que:


A

comporta o princípio da alteridade, ou seja, a existência de um “outro” diante do qual se constitui a própria identidade, o que dificulta a emergência dos sentidos de unidade e coesão.


B

comporta o princípio da representação ou da encenação, equivalente à dissociação a determinadas vontades, interesses e ideias.


C

as identidades coletivas são plásticas, de natureza móvel, flutuante e mutável.


D

a identidade de um grupo é determinada estritamente pelas posições social e profissional de seus membros.


E

por ser uma construção social, a identidade é determinada pelo contexto, tendo pouca importância as produções simbólicas.

A mestiçagem, signo sob o qual se formou a etnia brasileira, resulta da excepcional capacidade do português em se cruzar com outras raças. É a uma tal aptidão que o Brasil deveu a sua unidade, a sua própria existência com os característicos que são os seus. (...)


Teria contribuído para aquela aptidão o trato imemorial que as populações ocupantes do território lusitano tiveram com raças de compleição mais escura. Essa extremidade da Europa foi sempre, desde os tempos pré-históricos, um ponto de contato entre as raças brancas desse continente e aquelas outras cujo centro de gravidade estava na África.


(Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo: Colônia)


Para Caio Prado Júnior, outro importante fator da mestiçagem brasileira


A

foi o incentivo oficial, oferecido pela Igreja Católica, para que os colonos se casassem com as nativas, como parte de um processo de catequização dos povos indígenas em contato com os colonizadores.


B

foi o encontro entre as práticas culturais indígenas e as dos primeiros colonos portugueses na América, porque para ambos as ligações amorosas geravam maiores possibilidades de sobrevivência.


C

foi a maneira como ocorreu a emigração portuguesa para a colônia, na qual o colono português emigra para o Brasil, normalmente, de forma individual, sem a presença de mulheres brancas.


D

foi a necessidade dos colonos portugueses em estreitar laços com algumas sociedades indígenas com o intuito de se proteger do ataques de outras nações indígenas, inimigas dos colonizadores.


E

foram as leis brandas, presentes nas Ordenações Filipinas, que incentivavam todas as relações matrimoniais entre os colonos, nativos e africanos, objetivando o rápido povoamento do Brasil.

No final do século XVIII, já havia ocorrido uma primeira experiência de migração organizada para o Brasil. No período de 1860 a 1900 (século XIX), a população brasileira mais que dobrou. Neste período, foi intensa a migração para o Brasil. Ela continuou no século XX, porém em menor número. Considerando os fluxos migratórios, numere os parênteses, associando as afirmativas às principais etnias que povoaram o nosso país.



(1) Japoneses

(2) Alemães

(3) Italianos

(4) Sírios e Libaneses


( ) Sua principal atividade no Brasil era o comércio. Concentraram-se, principalmente, em São Paulo. Trabalhavam como mascates, percorrendo os bairros das cidades grandes e cidades pequenas do interior.

( ) A maioria desses imigrantes se fixou em São Paulo para substituir a mão-de-obra escrava na lavoura do café. Também vieram para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

( ) Vieram a partir do início do século XX e se estabeleceram em São Paulo e Paraná. Desenvolveram novas técnicas de plantio e de produção. O bairro da Liberdade, em São Paulo, é um símbolo dessa imigração

( ) A imigração começou em 1824, no Vale do Rio dos Sinos no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, cidades como Brusque, Blumenau e Joinville tiveram a sua origem nessa imigração.


Então, a sequência correta é


A

4 ‒ 3 ‒ 1 ‒ 2.


B

3 ‒ 4 ‒ 2 ‒ 1.


C

3 ‒ 1 ‒ 4 ‒ 2.


D

2 ‒ 1 ‒ 4 ‒ 3.


E

1 ‒ 2 ‒ 3 ‒ 4.

Leia o texto a seguir:


Não obstante a grande obra de Marx ser a crítica ao modo de produção capitalista, sua análise não se faz apenas pelo aspecto econômico. Sua teoria considera a economia como parte da vida social, parte da história que é a produção da existência humana. Falamos, assim, sobre as classes sociais decorrentes da divisão social do trabalho, falamos da vida de homens e mulheres que não apenas trabalham. Eles comem, reproduzem-se, vivem em sociedade, relacionam-se, constroem laços de amizade e de colaboração e de competição, pertencem a diferentes grupos, têm ideologias, afetos, filiação religiosa etc. E constroem sua história em espaços-tempos determinados.


Ciavatta, M. Da Educação Politécnica à Educação Integrada: Como se escreve a história da educação Profissional. Disponível em: < https://www.fe.unicamp.br> Acesso em 20 ago. 2016.


Analise as alternativas a seguir e assinale a que estiver em desconformidade com o desdobramento do texto:


A

Conforme Comte, a sociedade apresenta duas leis fundamentais: a dinâmica social e a estática social. De acordo com a lei da estática social, o desenvolvimento só pode ocorrer se a sociedade se organizar de modo a evitar o caos, a confusão. Uma vez organizada, porém, ela pode dar saltos qualitativos, e nisso consiste a dinâmica social. Essas duas leis são resumidas no lema “ordem e progresso”.


B

Diferentemente da história tradicional, que registrou a vida humana dando protagonismo aos heróis, aos poderosos, aos grandes feitos, Marx eleva todos os atos da vida humana ao nível do acontecimento.


C

A história é a produção social da existência (MARX, 1979), é sua concepção de história, tão bem apropriada por alguns historiadores que incorporaram novos temas, novos objetos, os grandes acontecimentos e os fatos do cotidiano (BURKE, 1991), como a École des Annales.


D

Mesmo sem admitir a influência de Marx em seus estudos, seus historiadores trabalham, “em primeiro lugar, a substituição de uma história narrativa de acontecimentos por uma história problema. Em segundo lugar, uma história de todas as atividades humanas e não apenas história política”.


E

Como desfecho previsível desta ampliação de objetos e de concepção teórica da história, “em terceiro lugar, visando completar os outros dois objetivos, a colaboração com outras disciplinas, tais como a geografia, a sociologia, a psicologia, a economia, a linguística, a antropologia social e tantas outras” (BURKE, 1991).

   
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