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A ECO-92 trouxe de inédito a emergência de uma vigorosa sociedade civil e de organizações não governamentais em torno da criação de uma nova consciência ecológica. Nessa frente de luta, temas como a Guerra Fria foram substituídos pelas preocupações ambientais e pela defesa dos Direitos Humanos. 20 anos depois, durante a Rio+20, notou-se que
permanece a disputa de poder entre Leste e Oeste, conhecida como “Guerra Fria”.
o muro de Berlim ainda está de pé, marcando a divisão entre Ocidente e Oriente, capitalismo e socialismo.
a União Soviética é parte do G20 – o grupo de 20 países mais poderosos do mundo.
as questões ambientais já estão no centro da agenda mundial e seduziram novas gerações.
os direitos humanos mostraram-se “privilégios de bandidos”.
“Em um terreno inclinado, distante quinhentos metros da enseada e trinta metros acima do mar, foram construídos os pavilhões destinados a abrigar os passageiros de primeira e segunda classes. Havia quatro prédios, dispostos dois a dois e interligados no centro por um quinto, construído perpendicularmente aos demais. Os edifícios eram luxuosos, tinham aberturas na parte superior para circulação do ar e foram construídos de forma que nenhum deles tivesse comunicação com os demais. Os dois blocos localizados à esquerda, situados em um plano mais alto e de um só pavimento, eram destinados à primeira classe. Possuíam 16 quartos e cada um destes podia acomodar até três pessoas. Nos extremos dos corredores havia banheiros, uma sala e uma varanda comuns, além de quartos para os empregados. Em um plano mais baixo e à direita, edifícios de dois andares e com quartos menores destinavam-se aos passageiros de segunda classe. Eles também possuíam banheiros, sala e varanda comuns nos extremos do corredor, mas podiam abrigar quatro vezes mais pessoas. No corpo central, que unia os quatro prédios, foram instaladas quatro cozinhas no primeiro piso e quatro refeitórios no segundo. Cada conjunto de cozinha e refeitório destinava-se a um pavilhão, de modo a impedir o contato dos internos até mesmo por ocasião das refeições. Havia ainda um edifício que abrigava a enfermaria e outro, o almoxarifado.”
Fonte: Sepúlveda dos Santos, M Lazareto da Ilha Grande: isolamento, aprisionamento e vigilância nas áreas de saúde e política (1884-1942). Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.14 no.4 Rio de Janeiro Oct./Dec. 2007
O texto descreve estrutura e processos de uma das primeiras iniciativas do Estado Brasileiro, qual seja:
o controle da saída de alimentos para a Europa;
o controle de epidemias, através de quarentena, para os que chegavam ao país em navios;
o estabelecimento de processos de cuidado em saúde que protegessem os interesses comerciais antagônicos na disputa de classes;
o plano para a construção de sanatórios para controle da tuberculose;
o controle de saída de brasileiros para o exterior, uma exigência das potências imperialistas.
Uma das causas responsáveis pela alteração no quadro de morte prematura é:
irregularidade no investimento em saneamento básico
uso excessivo de drogas lícitas e ilícitas pelos jovens
período de conflitos mundiais políticos e econômicos
cultura do sacrifício da saúde em nome do trabalho
supremacia genética em relação à saúde básica

I e II.
I, II e III.
II e III.
I e III.
A partir da análise do fragmento acima e dos conhecimento sobre as consequências do processo colonial para a formação da sociedade brasileira é correto afirmar que:
a categoria '"raça´´ no que refere aos indígenas e negros no Brasil colonial se constituiu em um importante elemento de submissão ,e dominação cultural e religiosa e, também, de exploração da força de trabalho.
os elementos de diferenciação entre raça, cultura e condição social obedeceram, na formação do Brasil colonial, o modelo medieval português que se utilizava dessas categoria sem sua organização social.
a hierarquização gradual dos diversos grupos: sociais se constituiu em um importante elemento de. formação da sociedade brasileira, a qual diluiu e superou as distinções clássicas de raça, cor e condições sociais.
as distinções essenciais entre colonizadores, índios e negros no Brasil colonial não consideraram, como o modelo português clássico, a propriedade e o trabalho como elementos do processo de hierarquização social.
localizados hierarquicamente no topo da pirâmide social do Brasil colonial, os portugueses promoveram o processo de miscigenação com o objetivo de reduzir a distância social entre brancos, índios e negros- o que resultou em uma sociedade marcada pela convivência democrática e pacífica entre seus grupos formadores.
Sobre a inclusão digital da população brasileira, é correto afirmar que:
Mesmo com os avanços apontados pelos dados publicados recentemente pelo IBGE, o Brasil continua atrás de países como a Argentina e o Chile.
A estabilidade econômica dos últimos anos e a oferta de crédito para a aquisição de equipamentos colocou o Brasil no primeiro lugar entre os países da América do Sul.
Os programas governamentais implantados até o ano de 2008, nas escolas brasileiras de nível médio, permitiram que 80% dos alunos tivessem acesso à Internet.
A oferta de equipamentos de informática fabricados no Brasil evitou que a crise da economia mundial atingisse o processo de inclusão digital.
A renda per capita e o alto índice de acesso dos catarinenses a equipamentos de informática colocam o Estado no topo do ranking de inclusão digital do país.
No Brasil contemporâneo, as práticas religiosas e musicais são diversas e vivenciadas por pessoas sem uma fronteira rígida quanto à cor e a renda. Por isso, quanto à cultura brasileira, pode-se afirmar:
É sincrética, porém os resíduos africanos são dominantes.
A base de sua formação são elementos culturais de três raças.
É mestiça com a hegemonia de elementos indígenas.
A gênese da formação da cultura brasileira é híbrida e pluri-étnica.
É multicultural, mas o que predomina são as tradições coloniais.
No livro História das mulheres no Brasil, organizado por Mary Del Priore, vários autores e autoras procuram reconstituir a trajetória histórica das mulheres. Analise as afirmações que refletem a visão de alguns desses autores sobre atuação da mulher brasileira, ao longo da história.
I. A mulher brasileira sempre foi discriminada no mundo do trabalho. No passado, elas podiam exercer apenas as funções do lar, de doméstica e de agricultora. Na atividade industrial, só foram admitidas como operárias por força da Consolidação das Leis do Trabalho, quando Getúlio Vargas reconheceu o direito de igualdade de sexo.
II. Até meados do século XX, ao contrário do que ocorria nos países europeus, o Código Penal Brasileiro não diferenciava os réus por sexo. A especificidade da legislação brasileira estava intimamente relacionada ao sistema escravista que igualava os sexos tanto na comercialização como na aplicação da punição aos escravos que praticavam delitos.
III. As mulheres do século XIX eram excluídas de uma efetiva participação na sociedade, da possibilidade de ocuparem cargos públicos, de assegurarem dignamente sua própria sobrevivência e até mesmo impedidas de acesso à educação superior. Eram trancadas, fechadas dentro de casas ou sobrados, mocambos e senzalas, construídos por pais, maridos e senhores.
IV. O Brasil foi um dos últimos países do Ocidente a organizar o movimento feminista. Esse fato pode ser explicado em razão da grande atuação do movimento anarco-sindicalista nas lutas sociais. Até mesmo as mulheres anarquistas se recusaram a tratar da emancipação feminina, subordinando-a à idéia de emancipação de toda a classe operária.
É correto o que se afirma APENAS em
I e II.
I e III.
II e IV.
III.
IV.
Analise os itens a seguir.

Estão corretos
apenas I e II.
apenas I e III.
apenas II e III.
apenas I, II e III.
apenas II, III e IV.
A transferência do direito de construir é um instrumento que objetiva induzir a ocupação de áreas já dotadas de infra-estrutura e equipamentos, aumentando a capacidade do poder público de intervir sobre o mercado imobiliário.
Há nítida discordância entre os autores citados no texto quanto às origens históricas das desigualdades sociais no Brasil. Tendo seu impacto minimizado por José Murilo de Carvalho, as estruturas coloniais foram montadas, segundo Mangabeira Unger, para que o Brasil fosse desigual "desde o início".
Os direitos dos povos indígenas na atualidade encontram- se respaldados:
na Lei da Terra Indígena de 2 de dezembro de 1980.
na Constituição de 1970 e no Estatuto do Índio.
apenas no Estatuto do Índio.
na Constituição de 1988, em alguns decretos e na LBDEN (Lei no 9.394/96).
na Lei dos Direitos dos Povos Aborígenes.
Graças aos esforços conjuntos de empresários, do poder público e de organizações não-governamentais, sobretudo daquelas ligadas ao movimento negro, o Brasil dos últimos anos deixou de conviver com uma perversa manifestação de desigualdade — para as mesmas funções, salários de trabalhadores negros e de mulheres inferiores aos pagos a brancos e a homens.
A maioria das línguas indígenas no Brasil não possuem registros, textos escritos e são consideradas línguas
aculturadas.
isoladas.
complexas.
ágrafas.
extintas.
Por "estrutura agrária oligopolizada", expressão utilizada por José Murilo de Carvalho, entende-se o processo de concentração de terras em mãos de poucos proprietários, que iniciado na colônia, atravessou a independência e se mantém, com alguma variação, ao longo do período republicano brasileiro.
Um dos mais visíveis retratos das desigualdades sociais no país refere-se à situação vivida pelos brasileiros descendentes de africanos, que se reflete, entre outros aspectos, na maior dificuldade de acesso à escola e de continuidade nos estudos.
Considere as afirmações abaixo sobre o ensino da língua portuguesa na escola das comunidades indígenas.
I. Interpretar e compreender as leis que governam o país, pricipalmente as que lhes dizem respeito.
II. Favorecer as relações socioeconômicas.
III. Ter acesso a informações e tecnologias variadas.
IV. Conhecer o funcionamento da sociedade envolvente.
É correto o que se afirma em
I e III, apenas.
I, II e III, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Infere-se da leitura do texto que, sob o ponto de vista de Mangabeira Unger, as elites brasileiras jamais tiveram o propósito de transformar radicalmente as estruturas sobre as quais se assentou a história do país, provavelmente movidas pelo desejo de não perder privilégios e poder.
A luta de classes é o motor da História. Esse é um dos pontos fundamentais da doutrina do:
Liberalismo
Socialismo Cristão
Socialismo Utópico
Marxismo
A presença dos novos movimentos sociais, iniciados em meados da década de 70, permitiram a ressignificação da sociedade civil. Sua permanência nas duas últimas décadas possibilitou a expansão de uma série de movimentos multiculturalistas. Eles significam, hoje, um dos poucos espaços públicos em que é possível reivindicar as transformações necessárias à vida e organizar a luta em favor
da insatisfação dos excluídos.
da eliminação da questão social.
da mudança do modelo de Estado.
de valores ético-políticos universais.
de mudanças macroeconômicas.