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O princípio da essencialidade do ICMS
restringe-se aos produtos de primeira necessidade.
não admite a diferenciação de alíquotas entre itens supérfluos.
emana do caráter seletivo do tributo.
não se aplica a serviços.
relaciona-se ao potencial subjetivo de arrecadação.
A empresa Alfa Tecnologia S.A., sediada em Santa Maria – RS, forneceu à empresa Beta Suprimentos e Tecnologia Ltda., localizada em Vitória – ES, em julho de 2018, um computador e uma impressora, os quais foram revendidos no mesmo mês, respectivamente, a Pedro, em Brasília – DF, e a Paulo, em São Luís – MA, os dois consumidores finais dos referidos produtos. Pedro e Paulo, ao contrário das duas empresas, não são contribuintes do ICMS.
Nessa situação hipotética, o recolhimento do diferencial entre a alíquota de ICMS interna e a interestadual é responsabilidade de
Beta Suprimentos e Tecnologia Ltda.
Alfa Tecnologia S.A.
Pedro e Paulo.
Pedro somente, pois não há diferença de alíquotas no caso de Paulo.
Paulo somente, pois não há diferença de alíquotas no caso de Pedro.
Conforme o Regulamento do ICMS do estado do Rio Grande do Sul — Decreto estadual n.º 37.699/1997 — a respeito de vendas à ordem ou para entrega futura, assinale a opção correta.
A nota fiscal deve ser emitida com destaque do imposto.
A base de cálculo do imposto devido adota o valor presumido do produto.
As operações efetuadas pelo produtor não se sujeitam à emissão de nota fiscal.
O débito do imposto deve ser recolhido pelo vendedor no momento da efetiva saída da mercadoria.
Em ambas as situações, é vedada a constituição de crédito tributário ao destinatário.
O Sistema Tributário do Estado do Rio Grande do Sul
é regido pela Constituição Federal de 1988 e por normas indicadas na Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.
compreende que as taxas e a contribuição de melhoria são impostos estaduais.
dispensa o estado de repassar recursos oriundos dos tributos municipais, a serem recolhidos diretamente pelos municípios.
estabelece que multas decorrentes de infração de trânsito pertencem ao estado, ainda que as violações ocorram em vias municipais.
dispõe que o imposto de transmissão causa mortis e de doação de bens e direitos compete ao município.
No afã de perseguir o lucro, muitas vezes o contribuinte comete uma infração legal. Em relação à aplicação da legislação tributária do Rio Grande do Sul concernente às infrações, considera-se
básica a infração material em que ocorra a emissão de documento fiscal após a baixa da inscrição do emitente no cadastro de contribuintes.
privilegiada a infração formal em que, antes de qualquer medida administrativa, o infrator informe à fiscalização todos os elementos ao conhecimento da infração.
qualificada a infração material que envolva adulteração de livros fiscais.
básica a infração formal que decorra de conluio entre as partes.
privilegiada a infração formal que envolva adulteração de livros fiscais.
À luz da legislação pertinente ao imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.
Instituições de educação sem fins lucrativos são isentas do imposto relativo a seus veículos automotores que estejam relacionados com as finalidades essenciais dessas entidades.
O proprietário que vende automóvel é solidariamente responsável com o adquirente pelo pagamento do IPVA, até o registro da comunicação da transferência no órgão competente.
O contribuinte não tem o dever de facilitar a ação fiscal, embora deva pagar os impostos devidos.
A base de cálculo do IPVA incidente sobre a propriedade de veículo novo é o valor médio de mercado apurado por instituições avaliadoras.
Não podem ser cumuladas penalidades administrativas com as penalidades tributárias previstas na lei estadual do IPVA.
No estado do Rio Grande do Sul, para comprovação do pagamento do IPVA, o contribuinte que não esteja desonerado do tributo estará obrigado a conservar no veículo
o documento de quitação do imposto referente ao exercício anterior, acrescido dos comprovantes de pagamento das parcelas já vencidas do exercício em curso.
o documento de quitação do imposto referente ao exercício em curso ou, se não esgotado o respectivo prazo de pagamento, o do exercício anterior.
os comprovantes de quitação referentes aos últimos cinco anos-calendário anteriores ao ano-calendário em curso.
os comprovantes de quitação referentes aos últimos quatro anos-calendários já encerrados, além do comprovante referente ao ano-calendário em curso.
o documento de quitação do imposto referente ao exercício em curso, se o pagamento tiver sido a vista, ou o comprovante de pagamento das parcelas já vencidas, se o pagamento tiver sido parcelado.
A Lei n.º 14.634/2014 instituiu no estado do Rio Grande do Sul a taxa única de serviços judiciais, que, de acordo com a jurisprudência do STF, tem natureza tributária. Contudo, além dessa taxa, a referida lei também prevê o pagamento de despesas sem caráter tributário.
Os serviços remunerados pela taxa de caráter tributário incluem
o arrombamento e a remoção nas ações de despejo e de reintegração de posse.
a expedição de cartas precatória, rogatória, de ordem e arbitral.
a demolição, nas ações demolitórias e nas de nunciação de obra nova.
a despesa postal.
a contraprestação devida a peritos e a assistentes técnicos.
Antônio ajuizou ação cível de conhecimento, de valor inestimável, contra o estado do Rio Grande do Sul. No ato da distribuição da ação, foi exigido de Antônio o pagamento da taxa de serviços judiciais, o que foi cumprido. Após a citação, Antônio desistiu da ação.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta, a respeito da taxa de serviços judiciais.
Não foi lícita a cobrança da taxa a Antônio, porque o réu era o próprio estado do Rio Grande do Sul.
A desistência do processo impõe a devolução da taxa paga por Antônio.
O pagamento da referida taxa é feito por meio de talonário de recibos.
A taxa, dada sua natureza jurídica, deve ser cobrada em valores fixos, não sendo admitida a aplicação de alíquotas percentuais.
Por se tratar de causa cível de valor inestimável, o valor da causa será o de alçada, sendo fixo o valor da referida taxa.
No trabalho de fiscalização de uma empresa prestadora de serviço, o Auditor-Fiscal da Receita Municipal solicitou que o responsável pelo caixa registrasse todos os documentos ainda não escriturados para a apuração do saldo atualizado do livro Movimento do Caixa. Feito isso, foi constatado um saldo de R$ 1.200,00 no referido livro. A seguir, o Auditor-Fiscal efetuou a contagem do numerário em espécie na tesouraria e constatou que havia R$ 1.500,00 em dinheiro. Não havia mais nenhum vale, cheque ou qualquer outro documento que pudesse ser computado ou registrado. O Auditor concluiu haver algo errado, o que poderia ser, por exemplo:
A prestação de serviço à vista sem a emissão da respectiva nota fiscal.
Um adiantamento de numerário ao office-boy para pagamento de despesas, sem a emissão de qualquer documento ou registro.
O registro de nota fiscal de prestação de serviço a prazo, como um ingresso no caixa.
Um pagamento de despesa sem o registro do valor no livro Movimento do Caixa.
Um recebimento de duplicata registrado por valor maior que o seu valor nominal.
Acerca do fato gerador do ITCD, segundo dispõe a Lei n.º 8.821/1989, assinale a opção correta.
No caso de transmissão causa mortis, independentemente de quantos forem os herdeiros ou legatários, acontece um único fato gerador.
Incide o ITCD nas transmissões decorrentes de doações de quaisquer direitos relativos a bens móveis, incluídos os direitos reais de garantia.
Caberá ao estado do Rio Grande do Sul — desde que nele seja processado o inventário ou o arrolamento — o ITCD da transmissão causa mortis de imóvel situado em outro estado da Federação.
Incide o ITCD na renúncia à herança feita sem ressalvas, em benefício do monte, independentemente de ato praticado pelo renunciante que demonstre aceitação ou não aceitação.
Nas transmissões decorrentes de doações, ocorrem tantos fatos geradores distintos quantos forem os donatários do bem, título ou crédito.
A respeito da taxa de serviços diversos do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.
Cabe à Secretaria de Educação do estado fiscalizar a taxa referente a serviços de inscrição em concurso público.
Apesar de os recursos serem destinados ao estado, a fiscalização da taxa compete a cada município onde o serviço for executado.
A isenção da taxa abrange as pequenas empresas e os microprodutores rurais.
Os alvarás e os registros anuais são definitivos e desprovidos da exigência de renovação anual.
A substituição de placas de veículos é serviço isento da taxa se atendidos os devidos requisitos.
No caso de alienação fiduciária em garantia de veículo automotor, de acordo com a Lei estadual n.º 8.115/1985 do Rio Grande do Sul, considera-se contribuinte do IPVA
a pessoa identificada como credor fiduciário no documento do veículo.
o alienante fiduciário.
a instituição financeira responsável pelo financiamento.
o proprietário ou o possuidor indireto.
o devedor fiduciante ou o possuidor direto.
O IBAMA é uma autarquia federal que é instituída e mantida pelo poder público e possui como finalidade essencial o exercício do poder de polícia ambiental. De acordo com a legislação estadual do RS, em relação aos veículos de propriedade do IBAMA que estejam diretamente vinculados à fiscalização ambiental, a cobrança de IPVA
é devida, pois apenas a União goza de isenção tributária, a qual não é extensível às suas autarquias e fundações.
é devida, pois somente as autarquias e fundações estaduais gozam de imunidade tributária.
é dispensada somente se a autarquia mantiver escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.
é indevida, pois se trata de uma hipótese legal de imunidade tributária.
é indevida, pois se trata de uma hipótese legal de isenção tributária.
De acordo com o Regulamento do ICMS do estado do Rio Grande do Sul — Decreto estadual n.º 37.699/1997 —, carne verde é aquela
imprópria para consumo.
resultante do abate de animais — incluídos os produtos comestíveis derivados da sua matança —, em estado natural, resfriados ou congelados.
submetida a processos industriais de salga, secagem ou desidratação.
de origem vegetal.
apreendida pela administração tributária.
Em 2017, no estado do Rio Grande do Sul, Matheus emplacou automóvel que ele havia acabado de adquirir. Em janeiro do ano seguinte, o veículo foi roubado, e Matheus, sem saber do paradeiro de seu veículo, registrou boletim de ocorrência na delegacia. Em maio do mesmo ano, a polícia encontrou o veículo, que havia sido abandonado após colisão contra uma árvore. Contatado pela polícia, Matheus confirmou se tratar de seu veículo; acionou, então, a seguradora, que, após perícia, constatou perda total do veículo provocada pela colisão.
Nessa situação, com relação ao IPVA do veículo em questão, a Matheus será concedido(a)
dispensa do pagamento do imposto proporcional ao número de meses em que o veículo ficou desaparecido.
suspensão do pagamento do imposto, uma vez que o dano causado ao veículo foi irreversível.
obrigação de pagar o imposto integralmente, pois não se trata de hipótese de isenção nem de dispensa do tributo.
imunidade do imposto somente se o veículo tiver sido fabricado há mais de vinte anos.
o direito ao cancelamento do imposto relativamente aos meses em que o veículo não for reparado.
João, viúvo de Maria, faleceu e deixou de herança para o seu filho, José, um imóvel, avaliado em 30 mil unidades de referência fiscal (UFIR), localizado no estado do Rio Grande do Sul. No ano seguinte, José, que era solteiro, faleceu e deixou o referido imóvel de herança para o seu filho, Mariano, domiciliado no Distrito Federal. Apenas após a morte de José, o imposto de transmissão causa mortis e doações (ITCD) foi pago integralmente. Maria não deixou bens.
Nessa situação hipotética,
o fato gerador do ITCD, relativo ao falecimento de João, foi o registro do formal de partilha no cartório de registro de imóveis.
ocorreu fato gerador de ITCD duas vezes: a primeira quando da morte de João, e a segunda quando da morte de José.
o ITCD é devido ao Distrito Federal, domicílio de Mariano, o último herdeiro.
como o imóvel deixado por João foi avaliado em 30 mil UFIR, o ITCD não deverá ser pago pelos herdeiros listados, por ser essa uma hipótese legal de isenção.
a base de cálculo do ITCD relativo à morte de José é o valor de 30 mil UFIR, descontando-se o valor do ITCD anteriormente pago na morte de João.
A respeito da avaliação contraditória prevista na Lei n.º 8.821/1989, assinale a opção correta.
Somente poderá ser efetuada avaliação contraditória quando circunstância posteriormente conhecida venha a prejudicar a avaliação ou, ainda, desde que não tenha sido pago o imposto ou constituído o respectivo crédito tributário.
É requisito indispensável do requerimento de avaliação contraditória a apresentação de laudo emitido e assinado por técnico habilitado.
Correrão à conta do sujeito passivo, e serão por ele satisfeitas, todas as despesas decorrentes da avaliação contraditória.
Em sede de avaliação contraditória, é vedado ao sujeito passivo indicar assistente técnico.
Às transmissões decorrentes de sucessão legítima ou testamentária não se aplicam as disposições do Código de Processo Civil quanto à avaliação contraditória.
No que diz respeito ao regulamento do ICMS do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.
Em relação a serviços de transporte, o tomador de serviço é o responsável contratual pelo pagamento do serviço, desde que não seja o remetente ou o destinatário.
Bem importado por pessoa física é equiparado a mercadoria apenas se destinado ao consumo.
Uma empresa que orienta as atividades sociais de outra é considerada controladora, para todos os efeitos do ICMS.
O contrato de adesão de transporte de passageiros não é suscetível de tributação pelo ICMS.
O momento de fornecimento de mercadoria com prestação de serviços compreendidos na competência tributária dos municípios é fato gerador do ICMS.