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A intertextualidade é o fenômeno pelo qual um texto retoma elementos de outros textos preexistentes. Considerando a relação entre o texto base e o ordenamento jurídico brasileiro (CF/88 e CDC), assinale a alternativa que descreve tecnicamente a modalidade de intertextualidade predominante quando o autor utiliza conceitos como "vulnerabilidade do consumidor" ou "dignidade da pessoa humana" sem citar artigos específicos.
Epígrafe, caracterizada pela inserção de uma frase curta de outro autor no início do texto para servir de tema ou mote para o desenvolvimento que se segue.
Intertextualidade Explícita, caracterizada pela menção direta à fonte e pelo uso de aspas ou citações formais que identificam a origem exata do dispositivo legal.
Intertextualidade Implícita, que ocorre quando o texto incorpora conceitos e ideologias de outros discursos (interdiscursividade) sem citação nominal, exigindo do leitor um conhecimento prévio do repertório jurídico para a plena construção do sentido.
Paráfrase Estilística, que se limita à reprodução da sonoridade ou do ritmo de textos legais, sem que haja uma adesão ao conteúdo semântico ou à carga normativa dos conceitos utilizados.
Intertextualidade por Paródia, em que o autor retoma os termos técnicos do Direito com o objetivo de subverter o sentido original e ironizar as instituições normativas vigentes.
De acordo com a intertextualidade, analisar os textos abaixo (texto-fonte e intertexto) e assinalar a alternativa que corresponde à classificação do intertexto.
TEXTO-FONTE:
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(“A Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias)
INTERTEXTO:
Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem relógios,
Cada qual com sua hora
Nos mais diversos instantes...
Mas onde o instante de agora?
Mas onde a palavra "onde"?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus da minha terra
Eu canto a Canção do Exílio!
(“Uma Canção”, de Mario Quintana)
Alusão.
Paráfrase.
Paródia.
Epígrafe.
Leia o trecho a seguir:
“Peterson ainda estava na escola por um milagre. Há muitas formas e motivos para desistir da escola. Peterson era negro, tinha dezessete anos. Não conseguia emprego porque tinha que se alistar no Exército. Você agora precisava tomar cuidado com o que ia dizer. Você disse que Raskólnikov ia ser preso. Peterson te olhou e depois perguntou se Raskólnikov era uma pessoa real. Você respondeu que não, mas que poderia ter sido. Vocês passaram a conversar sobre a história enquanto você arrumava suas coisas. Na saída, vocês foram a pé em direção à parada de ônibus. Se alguém perguntasse, você poderia dizer que estavam indo para São Petesburgo” (TENÓRIO, Jeferson. O Avesso da Pele. São Paulo: Companhia das Letras, 2020).
No trecho apresentado, o pai de Pedro acaba de dar uma aula sobre a obra “Crime e Castigo”, de Dostoiévski. Assinale a alternativa que indica o tipo de intertextualidade estabelecida entre o texto de Jeferson Tenório e o do escritor russo.
Paródia.
Paráfrase.
Alusão.
Epígrafe.
Pastiche.
O "diálogo" que ocorre entre dois textos diferentes recebe a denominação de "intertextualidade", porque um faz referência a outro texto que já existia, servindo de inspiração para a criação de outro / novo texto. A "intertextualidade" pode ocorrer de modo explícito (facilmente perceptível) ou implícito (com menos possibilidade de ser percebida). Além disso, há tipos diferentes de intertextualidade (...).
(https://escolakids.uol.com.br/portugues/intertextualidade.htm)
Sobre os "Tipos de Intertextualidade", analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):
(__)Epígrafe: trecho de outro texto colocado no início de uma obra ou capítulo para servir de inspiração ou tema para o que será abordado no novo texto.
(__)Paráfrase: assim como a citação, é uma referência direta a ideias discutidas em outro texto. Porém, enquanto a citação usa o trecho exatamente como veio escrito na fonte original, paráfrase é a reescrita desse trecho nas próprias palavras do autor do novo texto, também se faz a referência à fonte original.
(__)Paródia: reescrita de outra obra de maneira cômica e irônica com o intuito de divertir ou criticar.
(__)Alusão: referência indireta a outros textos pelo uso de elementos simbólicos, como certos vocabulários ou formas específicas da obra original.
Marque a alternativa com a opção correta.
F, V, F, F.
V, V, V, V.
V, F, V, F.
F, V, F, V.
A epígrafe do texto se relaciona com a tese defendida pela autora por
evidenciar um sentido positivo para a angústia como forma de autodescoberta.
considerar a angústia uma manifestação de aventura inerente ao ser humano.
equiparar o sentimento da angústia à sensação de perder-se de si mesmo.
observar a presença da angústia no relacionamento com a alteridade.
indicar a angústia como consequência do nosso tempo sombrio.


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Compare “Com licença poética” de Adélia Prado com a primeira estrofe do “Poema de Sete Faces” de Carlos Drummond de Andrade.
Poema de sete faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
(Carlos Drummond de Andrade)
É percebível, no próprio título do poema “Com licença poética”, que Adélia Prado estabelece um diálogo com “Poema de sete faces” de Carlos Drummond de Andrade, ao anunciar um pedido de licença para entrar no universo drummoniano.
O recurso presente nessa intertextualidade pode ser considerado:
Citação.
Brincolagem.
Paródia.
Epígrafe.
Plágio.
O texto I apresenta uma relação intertextual com outros textos que pode ser classificada como:
Alusão.
Epígrafe.
Paródia.
Paráfrase.
A citação das expressões “Anestesiar o coração” e “afogar as mágoas” é um fenômeno de intertextualidade e conhecê-lo colabora na construção de sentidos no texto. A que tipo de intertextualidade se refere o uso dessas expressões?
Citação.
Paródia.
Paráfrase.
Epígrafe.
Alusão.
A Epígrafe consiste em um texto inicial, que tem como objetivo abrir uma narrativa, ou seja, é utilizada quando um escritor se vale da passagem de uma obra prévia para dar início ao seu próprio enredo. É, portanto, um registro escrito introdutório utilizado como diretriz do discurso central por ser capaz de sintetizar de maneira modelar a filosofia do escritor. A palavra „epígrafe‟ tem origem no idioma grego e pode ser traduzida aproximadamente como „escrita na posição superior‟. Nesse sentido podemos afirmar que a epígrafe é uma forma de:
resumo
intertextualidade
coesão
metáfora
variação linguística
No texto 3, o emprego da epígrafe se justifica:
por tratar-se de uma exigência do gênero crônica jornalística.
para mostrar familiaridade do autor com a literatura infantil.
para dar um tom informal e dialogal ao texto, tornando-o mais leve.
para adequar o texto ao gênero jornalístico, lido por públicos diversos.
por relacionar-se ao tema do texto, contribuindo para sua compreensão.


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