Questões de Concurso sobre Estilística

 
 
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Estilística e gramática não são disciplinas excludentes, mas complementares, visto que o método de análise estilística segue as divisões clássicas da gramática, daí sua bipartição em estilística fônica e sintática.


C

Certo


E

Errado

Fundada no início do século XX pelo suíço Charles Bally e pelo alemão Karl Vossler, a estilística é uma ciência recente, mas um saber muito antigo, que remonta à tradicional retórica dos gregos.


C

Certo


E

Errado

Analise a estrutura e a linguagem desse texto e marque o recurso estilístico empregado em sua construção:


A

estilização.


B

plágio.


C

paráfrase.


D

alusão.

Presente no título e no primeiro parágrafo do texto, a expressão "Era uma vez..." é um recurso estilístico:


A

inadequado ao relato de experiencia por seu caráter ficcional


B

lúdico, pois promove a intertextualidade com contos de fadas


C

incoerente, pois não dialoga com a temática do relato de experiência


D

restritivo, pois torna o texto menos acessível ao público não universitário

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda às questões, que a ele se referem.

Texto 02

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://br.pinterest.com/. Acesso em: 9 out. 2023

Tendo em vista inclusive a frase “perdeu o agudo”, o recurso de expressão usado na construção do texto é a/o


A

ambiguidade.


B

ironia.


C

intertextualidade.


D

paradoxo.


E

antítese.

Na tirinha, as palavras “sempre” e “às vezes” trazem um efeito de sentido inusitado ao leitor, aproximando duas palavras de sentidos opostos. Esse recurso estilístico recebe o nome de:


A

metáfora.


B

antítese.


C

paradoxo.


D

prosopopeia.

No texto acima o autor fala do lugar em que viveu, e para isso, é feito o uso de alguns recursos, como: estilísticos, gramaticais e recursos de pontuações que contribuem para a compreensão e interpretação textual, sendo assim, marque a alternativa correta.


I-É utilizada pelo poeta uma linguagem conotativa, na qual alguns versos foram elaborados no sentido figurado.

II-O poema apresenta um sentido denotativo, com ausência de figuras de linguagem que traz uma compreensão singular.

III-O poeta traz elementos comuns da vida cotidiana, apresenta sentimentos melancólicos no decorrer do poema e para tais características faz uso de figuras de linguagem.

IV-No poema é usada uma linguagem informal, sem necessidade de recursos estilísticos para construção de sentidos.


Sobre as opções acima é correto afirma que:


A

somente a I, está correta.


B

somente a III, está correta.


C

somente a I e II, estão corretas.


D

somente a I e III, estão corretas.

Leia o excerto a seguir.


“Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isto não terá mudado”.


A parte da gramática que estuda o substantivo e o plural dos nomes compostos é a


A

sintaxe.


B

fonética.


C

estilística.


D

semântica.


E

morfologia.

A Estilística estuda os processos de manipulação da linguagem que permitem a quem fala ou escreve sugerir conteúdos emotivos e intuitivos por meio das palavras. Diante disso, marque a alternativa correta que apresenta as figuras de linguagem no quadrinho 1 e 4:


A

Metáfora e hipérbole.


B

comparação e eufemismo.


C

Metonímia e metáfora.


D

Eufemismo e metáfora.

Leia a frase a seguir.


“Tá chovendo!”


Esta frase é solta e descontextualizada e pode ser entendida como a impossibilidade de sair de casa; a hipótese de alagamento; a necessidade de abrir um guarda-chuva; a urgência de fechar as janelas, dentre muitas outras perspectivas.


Para entender satisfatoriamente um enunciado, é preciso, fundamentalmente,


A

reconhecer suas classes gramaticais.


B

classificar sintaticamente as palavras.


C

conhecer os significados das palavras.


D

explorar a linguagem e seu contexto de uso.


E

compreender o valor estilístico das estruturas.

Sobre o emprego da linguagem utilizada no texto, pode-se afirmar que tal escolha tem como objetivo:


A

Alcançar interlocutores de todos os níveis sociais de modo a divulgar e ofertar o conhecimento explorado.


B

Valorizar as variadas linguagens e suas expressões utilizando uma linguagem universal que abrange todas as outras.


C

Contribuir para conferir legitimidade às informações e ideias apresentadas, atendendo às expectativas do público a que se destina.


D

Fortalecer o vínculo entre enunciador e leitor, à medida que é empregada uma linguagem informal e acessível ao grande público.


E

Atender aos interesses específicos de leitores que tenham o “Direito” como principal interesse em relação às áreas do conhecimento.

Leia a tira.

-

Imagem associada para resolução da questão

-

(Adão Iturrusgarai, “A vida como ela yeah”. Folha de S.Paulo, 20.06.2022)


Com base nos estudos de Koch e Elias (2011), se o pronome ISSO fosse substituído por AQUILO, ficaria comprometida a coerência


A

sintática.


B

genérica


C

pragmática.


D

estilística.


E

temática.

“No dia seguinte, adão acompanhou a mulher ao jardim do éden. Por ideia dela lavaram-se o melhor que puderam no riacho e o melhor que puderam foi pouquíssimo, para não dizer nada, porque água sem sabão que lhe dê uma ajuda não passa de uma pobre ilusão de limpeza. Sentaram-se no chão e logo ali se viu que o querubim azael não era pessoa para perder tempo, Não sois os únicos seres humanos que existem na terra, começou, Que não somos os únicos, exclamou adão, estupefato, Não me faças repetir o que já está dito, Quem foi que criou esses seres, onde estão, Em toda a parte, Foi o senhor que os criou como nos criou a nós, perguntou eva, Não posso responder, e se insistem com a pergunta a nossa conversação acaba agora mesmo, cada um ao que lhe competia, eu à guarda do jardim do éden, vós à vossa gruta e à vossa fome”.

(Caim, José Saramago, 2009)


A partir do texto acima, marque a alternativa correta:


A

A palavra “ideia” não recebe acento, pois segundo o acordo ortográfico, as palavras proparoxítonas com ditongo aberto, -oi e - ei deixaram de ser acentuados.


B

No excerto “Quem foi que criou esses seres, onde estão”, para respeitas a regras de pontuação, o autor deveria finalizar a frase com o sinal de exclamação.


C

As aspas ao início e ao final do texto foram colocadas para indicar a fala dos personagens.


D

O autor não faz uso de sinais de pontuação por uma questão estilística.


E

Em “Não sois os únicos seres humanos que existem na terra, começou”, não há a necessidade da vírgula, uma vez que todo o excerto faz parte da fala do personagem.

Informe se é verdadeiro ou falso o que se afirma sobre os aspectos estilísticos presentes no segundo parágrafo do texto.

( ) A construção antitética se faz presente.

( ) A analogia é um dos recursos empregados.

( ) A repetição de palavras empobrece o discurso.

( ) A denotação se sobrepõe à linguagem figurada.

A sequência correta é


A

(V); (F); (F); (V).


B

(F); (V); (V); (F).


C

(F); (F); (V); (V).


D

(V); (V); (F); (F).

Antonio Candido, no primeiro parágrafo, se utiliza de recurso estilístico recorrente no Barroco: o paradoxo. No texto do teórico, esse recurso contextualiza o ambiente de contradições em que se vive hoje; na lírica amorosa de Gregório de Matos, entretanto, o paradoxo apresenta a dualidade entre ascetismo e sensualismo, espírito e matéria.


C

Certo


E

Errado

O texto abaixo servirá de base para responder a questão abaixo:


"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou."


(João Guimarães Rosa, em "Grande Sertão: Veredas.)


https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/resumos-de-livros/guimaraes-rosa.htm Acessado em 28/02/2021


A partir do excerto trazido acima, é possível afirmar que são traços estilísticos da escrita do autor:


A

O neologismo e a prosa livre que, ainda assim, é carregada de lirismo, sonoridade, variação linguística, regionalismo e rimas, o que são fortes características do realismo brasileiro.


B

O neologismo e a prosa livre que, ainda assim, é carregada de lirismo, sonoridade, variação linguística, regionalismo e rimas, o que são fortes características do modernismo brasileiro.


C

O neologismo e a prosa livre que, ainda assim, é carregada de lirismo, sonoridade, variação linguística, regionalismo e rimas, o que são fortes características do romantismo brasileiro.


D

O neologismo e a prosa livre que, ainda assim, é carregada de lirismo, sonoridade, variação linguística, regionalismo e rimas, o que são fortes características do parnasianismo brasileiro.

Como caíram tantas águas,

nublou-se o horizonte,

nublou-se a floresta,

nublou-se o vale.


Cecília Meireles

in Mar Absoluto


A repetição das palavras no início de cada verso da estrofe destacada é um recurso estilístico que:


A

Demonstra a concordância ideológica que se faz com a ideia e não com o termo expresso.


B

A fim de eliminar a possível ambiguidade do texto, emprega-se a mesma palavra com sentidos diferentes.


C

Reflete a ação de um termo determinante a um termo que não é, logicamente, o seu determinado correspondente.


D

Provoca a atenção do receptor da mensagem pelo artifício da repetição em si, acrescentando a ela um sentido suplementar.

Os usos que fazemos da linguagem são motivados pelo contexto sócio-histórico no qual estamos inseridos. Isso quer dizer que os nossos pensamentos são organizados de acordo com as coerções impostas pela sociedade em que vivemos e pelos nossos conhecimentos adquiridos nas relações que mantemos com as outras pessoas.

-

Houve um tempo, em nosso país, que a ditadura militar, através da qual os militares controlavam o governo em 1964, decidia, dentre outras coisas, o que se podia ou não dizer. Porém, este censura não atingia, de fato, a 100% das pessoas. Muitas destas eram contrárias a esse tipo de governo e sempre conseguiam uma forma de serem ouvidas. Claro que elas não poderiam dizer tudo o que quisessem de forma explícita. Daí surgiram alguns textos e canções que, por meio de metáforas, representavam a voz dos emudecidos pela ditadura.

-

Chico Buarque, em companhia de Gilberto Gil, foi um dos artistas da época que burlaram as imposições da censura e conseguiram, com a ajuda de suas músicas, serem ouvidos pela sociedade. Um exemplo disso é o trabalho que estes autores fizeram quando compuseram a canção “Cálice”. Veja, a seguir, a transcrição da letra da música.

-

CÁLICE

-

Chico Buarque

-

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue

-

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue

-

Como beber dessa bebida amarga

Tragar a dor engolir a labuta?

Mesmo calada a boca resta o peito

Silêncio na cidade não se escuta

De que me vale ser filho da santa?

Melhor seria ser filho da outra

Outra realidade menos morta

Tanta mentira, tanta força bruta

-

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue

-

Como é difícil acordar calado

Se na calada da noite eu me dano

Quero lançar um grito desumano

Que é uma maneira de ser escutado

-

Esse silêncio todo me atordoa

Atordoado eu permaneço atento

Na arquibancada, prá a qualquer momento

Ver emergir o monstro da lagoa

-

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue

-

De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)

De muito usada a faca já não corta

Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)

Essa palavra presa na garganta

-

Esse pileque homérico no mundo

De que adianta ter boa vontade?

Mesmo calado o peito resta a cuca

Dos bêbados do centro da cidade

-

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue

-

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)

Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)

Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)

Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)

Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)

Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)

Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)

Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se).

-

Disponível em: <http://letras.mus.br/chico-buarque/45121/>. Acesso em: 15 jun. 2021.

-

Levando em consideração o contexto em que a música foi produzida, é possível fazer algumas observações acerca de sua organização fonológica e, portanto, semântica. Você percebeu que, algumas vezes, o autor, em vez de usar o vocábulo “cálice”, opta pela expressão “cale-se” cuja forma ortográfica é diferente da primeira, mas que apresenta exatamente o mesmo som daquela, quando pronunciada.

-

A opção dos autores por, algumas vezes utilizarem o vocábulo “cálice” e outras “cale-se”, não foi uma prática que aconteceu aleatoriamente. Com base nessa informação, responda (V) para verdadeiro e (F) para falso para as afirmavas a seguir:

-

( ) A troca entre os vocábulos é possível devido à semelhança fonética que existe entre as palavras. Apesar de apresentarem ortografia diferentes, os sons que ambas produzem são iguais.

( ) vocábulo “Cálice” faz referência a uma espécie de vaso utilizado em celebrações religiosas. Já o vocábulo “cale-se” trata-se da flexão no imperativo do verbo calar, acompanhado do pronome oblíquo “se”, cuja carga semântica relaciona-se à ordem para que alguém se cale.

( ) A música de Chico Buarque foi composta pelo autor no período em que o Brasil passava por um momento político durante o qual artistas não sofriam censura por parte do governo militar. Dessa forma, visto que podiam se expressar livremente, os compositores abusavam das ideias, como a ambiguidade nas letras de suas canções.

( ) O autor buscava, por meio da canção, protestar contra a qualidade da bebida que lhe era servida.

-

De cima para baixo assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA:


A

V - V - F - F.


B

F - V - F - F.


C

V - V - V - V.


D

F - V - V - V.

O monólogo lido apresenta em seu tom estilístico:


A

Uma predominância de pensamentos antagônicos, referindo-se aos dois polos que podem estar centrados no agir das mãos e dos olhos;


B

Uma onipotência demonstrada e exclusiva através das mãos, excluindo qualquer outra parte significativa do indivíduo em si.


C

Um desabafo refutando as mãos, como responsável por todas as mazelas do ser humano;


D

Um desconhecimento do poder das mãos nas ações do indivíduo, que já se revela mais sensato na atitude do olhar.

   
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