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Considerando os traços estilísticos-composicionais, o texto apresenta, dominantemente, características do gênero
artigo de opinião.
editorial.
artigo de divulgação científica.
notícia.
No que se refere aos recursos da língua usados no texto, está CORRETO o que se afirma em
A expressão “autores” (L.9), que completa o verbo “haver” (L.9), mudará de função sintática caso haja substituição dessa forma verbal pela sua correlata “existir”.
A forma pronominal “se”, em “pois seus campos interpenetram-se,” (L.8/9), é partícula apassivadora pessoal.
O vocábulo “seja” (L.22) é formado por derivação regressiva.
O vocábulo “como”, em “como apontamos” (L.38), expressa uma comparação.
Leia o diálogo a seguir retirado do filme O carteiro e o poeta.
Dom Pablo: Aqui nesta ilha, o mar. Tanto mar. Ele transborda de tempos a tempos. Diz que sim, diz que não, então não. No azul, na espuma, num galope diz que não, então não. Não pode estar tranquilo. “Chamo-te mar”, repete batendo na pedra sem convencê-la. Então, com sete línguas verdes de sete tigres verdes, de sete cães verdes, de sete mares verdes ele acaricia, beija, molha e bate no peito repetindo seu nome.
Dom Pablo: Então. Que te parece?
Mário: É Estranho.
Dom Pablo: Como assim, estranho? És um crítico severo.
Mário: Não, não o seu poema. Estranho… estranho… É como me senti enquanto estava a recitar.
Dom Pablo: E como se sentiu?
Mário: Não sei. As palavras iam para frente e para trás.
Dom Pablo: Como o mar?
Mário: Exatamente, como o mar.
Dom Pablo: Isso é ritmo.
Mário: Na verdade, senti-me mareado.
Dom Pablo: Mareado.
Mário: Não sei explicar. Senti-me como um barco balançando em volta de tuas palavras.
Dom Pablo: Como um barco balançando em volta das minhas palavras?
Dom Pablo: Sabes o que acabastes de fazer, Mário?
Mário: o quê?
Dom Pablo: Uma metáfora.
Mário: Não!
Dom Pablo: Sim, sim!
Mário: Mesmo? Mas não vale porque não tive a intenção.
Dom Pablo: As imagens nascem espontaneamente.
Assinale a alternativa em que o verso NÃO apresenta o mesmo recurso linguístico que aquele utilizado por Mário nesse diálogo do filme:
“O nosso mestre foi saindo da sala, meio rindo a chorar.” (BARROS, Manoel de. Memórias inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 44.)
“Até as pedras da rua choravam.” (BARROS, Manoel de. Memórias inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 64)
“[...] Esse menino vai passar a vida enfiando água no espeto!” (BARROS, Manoel de. Memórias inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 62)
“Pintei sem lápis a Manhã de pernas abertas para o Sol.” (BARROS, Manoel de. Memórias inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p.37)
Para designar a imaginação, a autora vale-se de inúmeras alegorias responsáveis pela estética criativa e pela feição poética do texto.
Dos trechos extraídos abaixo, aquele em que NÃO há alegoria para designar a imaginação é:
“É um tapete que estendo ao longo da escalinata da Piazza di Spagna a pretexto de chegar às portas do Hades” (1º §).
“Espécie de caixa que enfeixa segredos, sacia a fome, cede pedaços da matéria capaz de me salvar” (2º §).
“São côdeas de pão, pedaços de vidro, bilhete amarfanhado, tudo que não renega a origem humana” (2º §).
“Sofro tal golpe, mas consola-me perpetuar na minha memória os seres amados que já partiram.” (6º §).
“De olhar a salvo o firmamento povoado de estrelas e quimeras” (6º §).
Na sentença linguística “Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda (...)” (linhas 8 e 9), sintática e estilisticamente, pode-se afirmar que
o verbo “chover” possui o mesmo sujeito do verbo “peneirar”.
há presença de sujeito zero, bem como de personificação ou prosopopeia.
existe presença de objeto direto interno e pleonástico.
há presença de emprego de sufixo de valor exclusivamente afetivo-positivo.
ocorre presença de pronome relativo.
Assinale a alternativa incorreta:
Língua é um sistema gramatical pertencente a um grupo de indivíduos.
Linguagem usa-se para designar todo sistema de sinais que serve de meio de comunicação entre indivíduos.
Discurso é a língua no ato, na execução individual.
Estilo é a forma característica que uma língua se assume regionalmente.
Assinale a alternativa que apresenta a análise estilística correta colocada entre parênteses.
Um deles queria saber dos meus planos; outro, se trazia minha bagagem. (zeugma)
Se vinha, se voltava, se gostava, se amava… não sei dizer. (assíndeto)
Tocava Chopin como ninguém. (catacrese)
Rios de lágrima me corriam pelos olhos. (eufemismo)
A xícara sentiu o frio de minha mão e a aqueceu com seu chá em ebulição. (metonímia)
Sobre as diferenças entre a redação técnica e a estilística, está correto o que se afirma em
I. A linguagem de uma é denotativa por excelência, já a da outra è marcada pela predominância da conotação.
II. A comunicação inequívoca faz parte das características desta última, de modo que construções dúbias podem marcar presença apenas naquela.
III. A finalidade discursiva se volta para a informação e o esclarecimento naquela e para a expressão artística por meio da escrita e para o entretenimento nesta
IV. A clareza e a objetividade são marcas peculiares da primeira, enquanto o uso de recursos voltados para a estética, possibilitando múltiplas interpretações, identifica a segunda.
V Uma se respalda em um conjunto de normas utilizadas pelo poder público para redigir seus documentos, e a outra tem por objetivo convencer o interlocutor sobre alguma temática enfocada.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
II, IV e V.
I, III e IV.
III e V.
II e III.
I e II.
No trecho “Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça”, na linha que inicia o texto, o narrador emprega um recurso estilístico para criar o efeito de:
continuidade.
ênfase.
ironia.
polidez.
Em “Só se deve morrer de morte morrida”, a autora recorre a uma figura de sintaxe que muitas vezes é utilizada para dar ênfase à ideia que se pretende expressar. Assinale a alternativa que recorre ao mesmo recurso estilístico.
“Nas tardes da fazenda há muito azul demais.” (Vinícius de Moraes)
“Nem um minuto se passa, / Nem um inseto esvoaça, / Nem uma brisa perpassa [...]” (Álvares de Azevedo)
“Vozes veladas, veludosas vozes” […] (Cruz e Souza)
O elevador subiu para cima com excesso de peso.
A repetição da palavra “rosa”, empregada como um recurso estilístico, no poema de Vinicius de Moraes
fornece ao leitor um sentido de dinamismo.
expressa oposições entre as citações da palavra
enfatiza a palavra acrescentando‐lhe novo significado.
evita o duplo sentido pelo uso de conectivos em lugar de “rosa”.
estabelece uma comparação entre as várias rosas apresentadas.
Observe o fragmento e responda:
“A vida gira em torno da sua casa, apagada, dolente como a toada que enche a noite.”
A sequência apresenta três recursos estilísticos, denominados respectivamente:
Antítese, sinestesia e hipérbole.
Prosopopeia, gradação e símile.
Oximoro, assíndeto e metáfora.
Hipálage, oximoro e hipérbole.
JOSÉ PAULO PAES – “Declaração de Bens”
meu deus
minha pátria
minha família
minha casa
meu clube
meu carro
minha mulher
minha escova de dentes
meu calo
minha vida
meu câncer
meus vermes
(José Paulo Paes. Um por todos: poesia reunida. São Paulo: Brasiliense, 1986, pág. 82.)
Leia as afirmações sobre o poema de José Paulo Paes:
I. Através do recurso estilístico da enumeração o poeta quer, como o título sugere, destacar os bens a qual é possuidor, dando ênfase a sua grandeza.
II. Os pronomes possessivos reiterados em todos os versos do poema indicam na verdade que o poeta (e o ser humano) é um despossuído, condenado a morte. Assim, o título é irônico, pois nada possuímos.
III. O poema tem forte apelo existencial, representando o nonsense, a falta de perspectivas que a vida humana possui.
IV. O poema está estruturado dentro de uma perspectiva minimalista, ou seja, com uma economia de meios no plano formal.
Assinale a alternativa em que todas as afirmações estejam corretas na integralidade de seu enunciado:
I, IV.
I, III, IV.
II, III, IV.
I, II, IV.
Sobre as características estilísticas presentes nessa crônica que retomam a estética concretista, é INCORRETO afirmar que:
Uso de paranomásia: figura de linguagem caracterizada pelo emprego de palavras fonética ou morfologicamente semelhantes;
Objetividade da narrativa, que denota racionalidade e precisão sintética;
Exploração do espaço em branco da página, de modo semelhante ao que ocorre nas artes visuais;
Jogo de palavras estabelecendo relações subjetivas entre as ideias por elas expressas.
O texto NÃO exemplifica corretamente o estilo de época em:
“Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trata a toda ligeireza,
e imprime em toda a flor sua pisada.”
(BARROCO)
“Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!”
(ROMANTISMO)
“Alguns anos vivi em Itabira
Principalmente nasci em Itabira
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói.”
(MODERNISMO)
“Quem deixa o trato pastoril amado,
Pela ingrata, civil correspondência1,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado.”
(ARCADISMO)
(1) cidade
Há um sinal de pontuação empregado como recurso estilístico em:
“Se ninguém conhece um cientista, fora o que se vê na TV ou no cinema, fica difícil contemplar a possibilidade de uma carreira em ciências.”
“Mesmo com todas as barreiras da profissão, considero um privilégio poder pensar sobre o mundo. E poder dividir com os outros o que vou aprendendo no caminho.”
“Existe também o lado útil da ciência, ligado diretamente a aplicações tecnológicas, em que novos materiais e novas tecnologias são postos a serviço da criação de produtos e da melhoria da qualidade de vida das pessoas.”
“Tem cientista ateu e religioso, flamenguista e corintiano, conservador e comunista. A comunidade é tão variada quanto em qualquer outra profissão.”
São recursos estilísticos que foram explorados no texto da canção, EXCETO:
Metonímia.
Antítese.
Repetição.
Eufemismo.
No texto, muitas iniciais maiúsculas foram empregadas como recurso estilístico, ou seja, não há norma que proíba tal emprego.