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Tendo como referência Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e Marcuschi (2008), conclui-se corretamente que os dois textos pertencem ao domínio social de comunicação da
discussão de problemas sociais controversos e, considerando o continuum da relação fala-escrita, ambos exemplificam a sobreposição de características da fala e da escrita.
cultura literária ficcional e, considerando o continuum da relação fala-escrita, o primeiro alinha-se à forma prototípica da escrita, e o segundo, da fala.
documentação de ações humanas e, considerando o continuum da relação fala-escrita, o primeiro alinha-se à forma prototípica da fala, e o segundo, da escrita.
transmissão e construção de saberes e, considerando o continuum da relação fala-escrita, ambos exemplificam a sobreposição de características da fala e da escrita.
instrução e da prescrição e, considerando o continuum da relação fala-escrita, o primeiro alinha-se à forma prototípica da escrita, e o segundo mistura elementos da fala à escrita.
Um professor universitário, licenciado em Língua Portuguesa, em uma aula hipotética de Análise Linguística, entrega essa tirinha para os seus alunos; divididos em três grupos, o docente pede que eles façam a pressuposição do que foi dito por Rosinha no 1º quadrinho e o porquê de sua reação no 3º quadrinho. As respostas foram as seguintes:
1º grupo: Rosinha não conseguiu organizar logicamente seu pensamento para poder ocorrer a exteriorização correta do mesmo. Por isso teve tal reação diante da ação de Chico Bento;
2º grupo: A emissora (Rosinha) transmitiu uma mensagem com ruídos direcionada ao receptor (Chico Bento), porém não houve comunicação efetiva, pois ambos os envolvidos no diálogo deveriam utilizar o código de forma semelhante para que ocorresse a decodificação da mensagem recebida, por isso ela reagiu assim;
3º grupo: a locutora (Rosinha) se dirigiu ao interlocutor (Chico Bento), com um objetivo/intenção, que foi refutada por esse, devido talvez ao seu desconhecimento do significado da expressão utilizada por aquela.
Com base nas respostas dos grupos, pode-se afirmar corretamente, que a concepção de linguagem como forma de interação observou-se:
No grupo 1.
No grupo 2.
Nos grupos 1 e 2.
No grupo 3.
Em todos os grupos.
A escolha do título Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários antecipa a articulação entre duas dimensões formativas: a formação integral do sujeito e o trabalho com a língua/linguagem. No desenvolvimento do TEXTO 1, essa proposta se realiza por meio da
apresentação de experiências educacionais, com foco principal na organização curricular e na leitura do texto literário, associadas à contextualização e à intertextualidade das questões sociolinguísticas.
intencionalidade e da aceitabilidade de um modelo pedagógico que garante à(ao) estudante maior participação social, política e cultural, permitindo-lhe dialogar criticamente com sua realidade local.
sucessão de tópicos variados e independentes, com destaque para a riqueza cultural e a diversidade social do país, vinculados à difusão dos conteúdos hegemônicos da Língua Portuguesa e sua Literatura.
construção progressiva de sentidos, com articulação coerente entre a crítica ao ensino tradicional da língua e a defesa de uma prática pedagógica emancipadora, fundada na pluralidade de saberes e vozes.
Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana, o que não contradiz a unidade nacional de uma língua. A utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, que emanam dos integrantes duma ou doutra esfera da atividade humana. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo (temático) e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua — recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais —, mas também, e sobretudo, por sua construção composicional. Estes três elementos (conteúdo temático, estilo e construção composicional) fundem-se indissoluvelmente no todo do enunciado, e todos eles são marcados pela especificidade de uma esfera de comunicação.
(Bakhtin, 1992)
Muitas propostas atuais de ensino valem-se dos conceitos de Bakhtin, que concebe a língua como
materialidade linguística, equivalendo ao conceito de gramática.
prática social, que se efetiva por meio dos gêneros do discurso.
noção fluida, pois remete tanto à oralidade quanto à escrita.
enunciados, que se materializam por meio dos textos diversos.
comunicação, correspondendo a tema, estilo e composição.
Conforme Bechara, analise as asserções posteriores:
I - A metalinguagem é um uso linguístico cujo objeto é também uma linguagem; por exemplo quando se fala de palavras e seus componentes ou de orações: “linguagem é uma palavra derivada de língua”, “linguagem é um substantivo feminino em português e masculino em espanhol e francês. “- ção é um sufixo formador de substantivo”, cadeira tem três sílabas” etc.
II - A metalinguagem não apresenta unidades estruturais nem pode ser estruturada no nível do saber idiomático; nem por isso seu estudo deixa de merecer o cuidado da ciência.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II não é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
Irandé Antunes (Aula de português: encontro & interação, 2003) defende a escrita na escola como atividade
de expressão do pensamento dos sujeitos que, portanto, segue as prescrições da norma-padrão.
complementar à fala, já que que ambas têm estruturalmente as mesmas especificidades.
interativa de expressão de ideias dos sujeitos em situações de uso contextualizado da língua.
epilinguística, por isso os conhecimentos gramaticais são desnecessários para desenvolvê-la.
de ascensão social, o que implica evitar o emprego de variedades não padrão da língua.
“Esse argumento, em que não se discutem os méritos intrínsecos do ponto de vista ou da dúvida do oponente, mas se desqualifica o adversário como interlocutor sério, apresentando-o com alguém incompetente, não confiável ou inconsequente, recebe o nome latino de _______________________.”
FIORIN, José Luiz. Argumentação. São Paulo: Contexto, 2018.
O termo que completa adequadamente a lacuna sinalizada no texto é
argumentum ad ignorantiam - argumento que apela para a ignorância.
argumentum ad verecundiam - argumento que apela para a modéstia.
argumentum tu quoque - desqualificação do argumento do outro.
argumentum a fortiori - por causa de uma razão mais forte.
argumentum ad hominem - argumento dirigido à pessoa.
A concepção bakhtiniana de gêneros do discurso transformou a forma como se compreende a organização e o funcionamento dos textos nas práticas sociais. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação adequada sobre os gêneros discursivos.
A estabilidade composicional dos gêneros impede que eles sofram alterações em função das condições de produção, o que garante sua permanência ao longo do tempo como formas linguísticas atemporais.
Os gêneros do discurso são categorias fixas determinadas pela gramática da língua, cuja função é organizar os textos conforme padrões universais de coesão e coerência, independentemente do contexto histórico-social.
A análise dos gêneros discursivos pressupõe o apagamento da voz do sujeito enunciador, uma vez que o foco recai sobre os aspectos formais do texto, e não sobre as intenções ou relações sociais que os moldam.
Os gêneros discursivos, embora apresentem certa estabilidade temática e composicional, são atravessados por dinâmicas sociais, ideológicas e históricas, o que permite sua reformulação constante em função das esferas de atividade em que circulam.
A classificação dos gêneros do discurso em primários e secundários baseia-se exclusivamente na extensão dos textos e na frequência com que são usados em contextos acadêmicos e jornalísticos.
Considere a seguinte afirmação extraída de um estudo dialógico da linguagem:
"O locutor nunca fala do nada, nem para o nada; todo enunciado se constrói em relação a outros enunciados, reais ou presumidos, e a vozes que o antecedem ou o contradizem."
A partir da concepção de linguagem segundo o Círculo de Bakhtin, assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada sobre a alternância dos sujeitos e a constituição do locutor no discurso.
A alternância dos locutores no enunciado ocorre apenas em gêneros de natureza narrativa ou dramática, não sendo característica dos discursos cotidianos ou institucionais.
A identidade do locutor é fixada de forma linear no enunciado, e a alternância de vozes representa uma disfunção comunicativa, associada à incoerência pragmática.
Em contextos formais e monológicos, a alternância dos sujeitos é suprimida, garantindo a neutralidade e a objetividade da linguagem, conforme os critérios do discurso institucional.
O sujeito enunciador emerge de uma rede de interações sociais e discursivas, sendo a sua voz moldada por embates ideológicos, marcas de alteridade e posicionamentos valorativos diante de outras vozes.
A construção do locutor discursivo é inteiramente autônoma e independe das vozes anteriores, pois o enunciado é determinado exclusivamente pela intenção comunicativa do sujeito falante.
Para cada autor listado na Coluna A, identifique a alternativa na Coluna B que descreve corretamente sua teoria ou contribuição no campo da linguística.
Coluna A – Autores
1. Ferdinand de Saussure
2. Michail Bakhtin
3. Roman Jakobson
4. Noam Chomsky
5. Émile Benveniste | Coluna B – Teorias a) Propõe a distinção entre língua (sistema) e fala (uso), considerando a língua como objeto de estudo fixo, estrutural e relativamente imutável da linguística. b) Defende que a língua se realiza socialmente por meio de atos enunciativos em contextos específicos de interação verbal; valoriza o caráter histórico e social da comunicação. c) Critica a homogeneidade da língua e argumenta que a escolha do código linguístico depende da função e do contexto comunicacional, considerando múltiplas comunidades e situações de fala. d) Defende a existência de um falante ideal em uma comunidade linguística homogênea; foca na competência linguística e na capacidade de gerar frases novas a partir de regras interiorizadas. e) Afirma que a língua funciona como instrumento de análise social, permitindo estudar a sociedade e compreender a relação entre linguagem, cultura e contexto histórico. |
1.B; 2.A; 3.C; 4.E; 5D
1.A; 2.B; 3.C; 4.D; 5.E
1.E; 2.A; 3.C; 4.B; 5.D
1.A; 2.B; 3.E; 4.C; 5.D
1.C; 2.B; 3.D; 4.A; 5.E
“mandou ele pra fora do campo” / “mandou-o para fora do campo” (8º parágrafo)
De acordo com as autoras, a diferença entre as formulações acima se explica não por adequação de linguagem, mas sim por diferença entre gramáticas.
Essa diferença, considerando o português brasileiro, pode ser descrita como a possibilidade do uso de:
pronome pessoal oblíquo como complemento verbal
pronome pessoal reto como complemento verbal
pronome pessoal oblíquo como sujeito verbal
pronome pessoal reto como sujeito verbal
A partir dos pressupostos teóricos sobre linguagem, discurso e enunciado, identifique a alternativa que apresenta um posicionamento compatível com os estudos da linguagem sob uma perspectiva enunciativa e discursiva:
A noção de enunciado, segundo uma perspectiva discursiva, implica reconhecer a materialidade linguística como única responsável pela construção do sentido, uma vez que todo o contexto social e ideológico seria acessório na interpretação textual.
Conforme a teoria estruturalista clássica, o discurso é considerado uma realização eventual da competência linguística do falante, devendo ser interpretado prioritariamente a partir das oposições binárias que organizam a língua como sistema fechado.
A concepção enunciativa de linguagem parte da ideia de que o sentido está contido no enunciado, sendo possível sua apreensão objetiva a partir de procedimentos descritivos neutros que não consideram a subjetividade do locutor.
Na perspectiva bakhtiniana, o discurso não é uma unidade autônoma da linguagem, mas sim uma instância material que reflete e refrata as condições históricas e sociais da produção enunciativa, situando o sujeito como efeito e produtor do enunciado.
A análise do discurso, ao privilegiar a estrutura formal dos enunciados, tem como objetivo descrever os elementos linguísticos que conferem coerência interna ao texto, sem recorrer a fatores extralinguísticos, pois estes desestabilizariam o rigor científico da investigação.
Em relação à língua, linguagem, variações linguísticas, leia as alternativas, coloque (V) verdadeira ou (F) falsa e evidencie a alternativa devida.
( ) Ao ouvir a palavra “árvore”, você reconhece os sons que a formam. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está presente em sua memória. Essa lembrança constitui uma verdadeira imagem sonora, armazenada em seu cérebro – é o significante do signo “árvore”.
( ) Ao ouvir a palavra “árvore”, você logo pensa num “vegetal lenhoso cujo caule, chamado tronco, só se ramifica bem acima do nível do solo, ao contrário do arbusto, que exibe ramos desde junto ao solo”. Esse conceito, que não se refere a um vegetal particular, mas engloba uma ampla gama de vegetais, é o significado do signo “árvore”, também se encontra armazenado em sua memória.
( ) Diversos fatores podem originar variações linguísticas: geográficos, sociais, profissionais, situacionais.
( ) Quando o uso da língua abandona as necessidades práticas do cotidiano e passa a incorporar preocupações estéticas, surge a língua literária.
V – V – V – V.
V – V – V – F.
V – V – F – V.
F – V – V – V.
Com base no que afirma Bakhtin, os gêneros dos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública classificam-se como
secundários, considerando-se a simplicidade de sua organização textual.
primários, considerando-se a interlocução complexa entre os sujeitos.
secundários, considerando-se o fato de se privilegiar a interação oral.
secundários, considerando-se a complexidade do processo de escrita.
primários, considerando-se a sua inserção na comunicação cotidiana.
Sobre os gêneros do discurso, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Os gêneros do discurso são as correias de transmissão que levam da história da sociedade à história da língua.
( ) Quando há estilo, há gênero.
C - C.
E - E.
C - E.
E - C.
O desenvolvimento da linguagem por parte da criança (do ser humano em geral) sempre suscitou interesse de pesquisadores das diversas áreas do saber. No âmbito da linguística, diversas são as propostas que buscam explicar o fenômeno da aquisição, de modo que algumas proposições se sobressaem a outras por diversos fatores, com destaque para o modo como ocorre a relação entre língua e indivíduo. Nesse sentido, a teoria linguística em que o processo de aquisição da linguagem é de natureza maturacional e, portanto, indiferente às variações de estimulação do ambiente, é concebida como
Sociocognitiva.
Behaviorista.
Conexionista.
Inatista.
Ao compreendermos que a cultura se constitui como um tecido de práticas simbólicas nas quais os sujeitos se inscrevem por meio de formas enunciativas socialmente reconhecíveis, torna-se evidente que os gêneros do discurso não se reduzem a modelos de composição textual. Considerando essa reflexão, é adequado afirmar que:
Os gêneros discursivos, ao se deslocarem entre esferas públicas e privadas, conservam seus traços composicionais fundamentais, mas sua função enunciativa pode ser transformada em razão das diferentes posições de sujeito e dos contratos de interlocução que reorientam sua interpretação.
A recorrência de determinadas formas discursivas em contextos institucionais evidencia a funcionalidade pragmática dos gêneros, ainda que sua adaptação a novas esferas de circulação dependa de um recalibramento temático, não necessariamente de uma reconfiguração de suas condições enunciativas.
A vinculação entre gênero e função social reside na fixação dos elementos composicionais que tornam o enunciado previsível e, por isso, funcional em ambientes de controle comunicativo, como os jurídicos e administrativos, onde a estabilidade das formas assegura a neutralidade dos sentidos.
A relação entre gênero e esfera de atividade deve ser entendida em termos de adequação formal e estilística, sendo a função social do gênero determinada pela sua capacidade de manter-se reconhecível em diferentes situações comunicativas, independentemente de sua proveniência histórico-discursiva.
No âmbito da semântica lexical e dos efeitos de sentido construídos nos enunciados, as relações entre as palavras e seus usos contextuais são fundamentais para a interpretação textual. Considerando os conceitos de sinonímia, antonímia, polissemia, ambiguidade, denotação e conotação, assinale a alternativa cuja análise é compatível com os fundamentos semânticos e pragmáticos da língua portuguesa, conforme a descrição dos estudos linguísticos contemporâneos.
A sinonímia perfeita é recorrente nos usos poéticos e publicitários da linguagem, pois depende mais da equivalência conceitual entre os termos do que do contexto enunciativo, sendo comumente aplicada para reforçar o sentido literal das mensagens.
A ambiguidade lexical ocorre exclusivamente quando um vocábulo apresenta dois sentidos denotativos, sem que haja participação da estrutura sintática, o que distingue tal fenômeno da polissemia, que depende da oscilação conotativa entre campos semânticos distintos.
A antonímia do tipo relacional não implica oposição exata de significados, mas sim uma interdependência semântica entre termos que exigem reciprocidade conceitual, como ocorre nos pares comprar/vender ou emprestar/tomar emprestado.
A polissemia é caracterizada pela duplicidade de significação de um termo em contextos distintos, desde que a mudança de sentido implique variação morfológica e não apenas deslocamento pragmático, o que a diferencia da ambiguidade estrutural.
Com base nas teorias linguísticas contemporâneas sobre os modos de reflexão da linguagem sobre si mesma, julgue as afirmativas a seguir.
I.O epilinguismo é caracterizado por manifestações espontâneas e não sistematizadas de consciência linguística, frequentemente observadas durante a aquisição da linguagem, em que o falante opera sobre a estrutura da língua sem intencionalidade reflexiva.
II.O metalinguismo pressupõe uma operação deliberada de análise da linguagem por meio da própria linguagem, sendo típico de discursos técnicos, definidores ou normativos, nos quais a língua se volta conscientemente sobre suas unidades e regras.
III.A distinção entre epilinguismo e metalinguismo reside essencialmente no tipo de código utilizado: o primeiro opera com linguagem não verbal e o segundo, com linguagem verbal, sendo, por isso, o metalinguismo mais limitado em contextos pragmáticos.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
As teorias de Emília Ferreiro, Paulo Freire, Luiz Carlos Cagliari, Jean Piaget e Lev Vygotsky influenciaram de modo decisivo as práticas de ensino-aprendizagem da língua portuguesa, tanto na alfabetização quanto no desenvolvimento crítico e cultural do aluno.
Considerando as contribuições desses autores, assinale a alternativa correta.
A pedagogia freireana distancia-se radicalmente das preocupações linguísticas de Cagliari e Ferreiro, pois se orienta exclusivamente para o desenvolvimento ético-político do educando, sem propor metodologias específicas para a alfabetização e a apropriação da linguagem escrita.
A perspectiva de Ferreiro sobre a psicogênese da língua escrita converge integralmente com a teoria freireana, já que ambas concebem a aprendizagem da leitura como processo autônomo do sujeito, independente das mediações sociais e políticas.
Cagliari defende a centralidade da gramática normativa no processo de alfabetização, considerando-a pré-requisito para o acesso à leitura e à escrita, de modo semelhante ao enfoque estruturalista tradicional no ensino da língua.
A teoria piagetiana do desenvolvimento cognitivo enfatiza estágios universais e invariáveis, enquanto Vygotsky rompe com essa linearidade ao destacar a importância das interações sociais e da linguagem, concebida como instrumento de mediação simbólica no processo de aprendizagem.