

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A noção de _________________ é importante instrumento de construção do letramento escolar, permitindo ao estudante agir eficazmente em situações sociais de comunicação. Cada grupo social, em sua época, possui um conjunto de formas ____________ que reflete a realidade ou o cotidiano em transformação. Nesse sentido, as mudanças sociais se refletem inclusive nas normas (relativamente estáveis) dos enunciados. Considerando que as atividades humanas são inesgotáveis em suas diversas e variadas esferas, elas resultam na heterogeneidade e complexidade dos ___________, os quais se diversificam à medida que essas atividades se ampliam e se modificam.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do excerto:
Texto − intertextuais − textos.
Gênero discursivo − discursivas − gêneros.
Linguística − linguísticas − conceitos gramaticais.
Gramática normativa − normativas − textos.
Gênero discursivo − textuais − conceitos gramaticais.
O “Manifesto antropófago” (Oswald de Andrade) propõe a incorporação crítica de matrizes culturais externas por digestão simbólica, gesto que Haroldo de Campos reformula como “transcriação”, enfatizando a produtividade poética da apropriação. No plano analítico, distinguir intertextualidade, relação entre textos por alusão, citação, paráfrase, paródia ou ressonância implícita — de interdiscursividade — articulação entre formações discursivas heterogêneas (literária, histórica, antropológica, midiática), é crucial para identificar o tipo de circulação de sentidos, o regime de autoridade e as condições de produção que organizam o gesto antropofágico. Ao examinar tais camadas, o crítico deve mapear redes referenciais, deslocamentos de ethos e cruzamentos entre campos simbólicos diversos. Assinale a alternativa correta.
A intertextualidade, por operar em nível estritamente formal, não admite alusões difusas ou ecos temáticos, restringindo-se à citação identificável segundo critérios filológicos rígidos.
A interdiscursividade reduz-se à paráfrase estilizada de modelos prévios, pois seu foco recai no reaproveitamento lexical de discursos de origem semelhante, sem implicar cruzamentos entre campos sociais distintos.
A intertextualidade pode manifestar-se de modo explícito ou latente, enquanto a interdiscursividade envolve atravessamentos entre esferas de saber heterogêneas, produzindo deslocamentos de ethos e tensionamentos entre regimes discursivos diversos.
A interdiscursividade exige necessariamente o emprego de metalinguagem técnica especializada, sendo incompatível com práticas literárias que operam por alegoria, fabulação ou experimentalismo formal.
A intertextualidade, ao instaurar dependência entre textos, anula por princípio a autoria, transformando todo gesto criativo em reprodução integral de matrizes anteriores.
Segundo Bakhtin (1992) e Marcuschi (2008), os gêneros do discurso são formas relativamente estáveis de enunciados que se consolidam historicamente na interação social e possuem características estruturais próprias. Cada gênero apresenta finalidade comunicativa, temas recorrentes e organização interna, refletindo contextos sociais específicos.
Considerando essas ideias, assinale a alternativa CORRETA:
Todos os gêneros do discurso seguem uma estrutura rígida e uniforme, sem variação de acordo com o contexto ou intenção comunicativa.
Cada gênero do discurso apresenta estrutura própria, organizada em tomo de finalidade comunicativa, temas recorrentes e convenções sociais, adaptando-se ao contexto e à situação de uso.
A estrutura dos gêneros é determinada exclusivamente pelo tamanho do texto e pela complexidade sintática.
A função de um gênero do discurso é apenas estética, não envolvendo aspectos comunicativos ou sociais.
Conforme Bechara, “a linguagem, entendida com atividade humana de falar, apresenta cinco dimensões universais”, explicitadas abaixo.
Analise cada uma dessas dimensões e assinale a que corresponde ao “traço distintivo do significar linguístico em relação aos outros tipos de “conteúdo” das formas de expressão [...]”, em que o “significar é originariamente e sempre um “ser com outros”, próprio da natureza político-social do homem, de indivíduos que são homens juntos a outros e, por exemplo, como falantes e ouvintes, são sempre cofalantes e coouvintes”.
Criatividade (ou enérgeia).
Materialidade.
Semanticidade.
Alteridade.
Historicidade.
A leitura comparativa entre os dois textos permite afirmar que ambos trazem a concepção de língua como prática social.
Decorre dessa abordagem uma concepção de ensino linguístico que se baseia
na supressão de teorização em relação à língua, evitando-se a nomenclatura gramatical, bem como a exploração de aspectos normativos e ortográficos.
no fortalecimento de atividades de gramática normativa, por meio das quais os alunos melhoram o conhecimento linguístico e vocabular.
na adoção de atividades de memorização da sintaxe da língua, com proposta de exercícios graduados – dos aspectos mais simples aos mais complexos.
no desenvolvimento de atividades contextualizadas e significativas para os estudantes, sujeitos ativos no processo de aprendizagem.
no emprego de sequências didáticas para explorar a gramática, que deve ater-se a fatos da oralidade prioritariamente, conforme previsto na BNCC.
A leitura já foi concebida como simples decodificação gráfica, como interação entre texto e leitor ou como processo construtivo de sentidos. A perspectiva atual, influenciada pela linguística textual e pela hermenêutica, articula conhecimentos linguísticos, memória discursiva, cultura e práticas sociais. Qual alternativa expressa rigorosamente essa concepção?
A leitura como decodificação garante apenas correspondência grafema-fonema, limitando-se a processos elementares de reconhecimento formal das unidades gráficas.
A leitura como interação enfatiza encontro entre texto e leitor, mas ainda privilegia a intenção autoral como fonte central dos sentidos.
A leitura como construção de sentidos articula repertórios linguísticos, memória discursiva, contextos culturais e múltiplas interpretações sociocognitivas dos textos.
A leitura como decodificação constitui etapa inicial importante, mas não sustenta análise crítica, hermenêutica e interpretação multifacetada dos discursos.
A leitura como interação radicalizada pode reduzir a materialidade textual, priorizando impressões subjetivas e negligenciando os fundamentos linguísticos estruturais.
Leia: “Aprender a língua significa tornar-se sujeito ativo, mobilizando oralidade, leitura, escrita e análise linguística em múltiplas práticas sociais significativas.” Considerando fundamentos da linguística aplicada e concepções de ensino, qual alternativa expressa formulação mais precisa dessa perspectiva de aprendizagem linguística?
O ensino deve restringir -se à reprodução de conteúdos normativos, sem protagonismo discente, assegurando apenas repetição de regras.
A oralidade deve ser privilegiada em detrimento da escrita, assumida como manifestação mais autêntica da comunicação humana.
O estudante deve ser sujeito ativo, articulando práticas de linguagem e mobilizando recursos em múltiplos contextos sociais.
A aprendizagem deve restringir -se à leitura silenciosa, considerada suficiente para desenvolver competência linguística formal.
O ensino deve isolar oralidade, leitura e escrita, simplificando avaliação pela fragmentação rígida dos eixos.
Considere o trecho a seguir:
“Mas há de ser referido que, no caso da língua portuguesa, de fato estávamos com uma situação aberrante de duas ortografias oficiais para o mesmo idioma. Cabe, entretanto, insistir, já de início, no fato de que tem de ser desqualificada in limine qualquer reação ao empreendimento que se assente na invocação de um perigo ou uma ameaça de alteração na língua portuguesa que aqui ou acolá se usa. A recusa de tal invocação assenta-se fortemente no fato de que estamos a falar apenas de fixação ortográfica, e, portanto, de representação gráfica de sons da língua, fixação que vai do som em função para o sinal gráfico, nunca do sinal para o som em função.”
(Neves,. M.H.M. O acordo ortográfico da língua portuguesa e a meta de simplificação e unificação. Revista Delta, 26 ed., 2010).
No trecho, Moura Neves critica reações ao Acordo Ortográfico e afirma que ele trata apenas da “representação gráfica de sons da língua”. Assinale CORRETAMENTE a alternativa que indica a dicotomia linguística clássica ao fazer essa distinção.
Fonema versus letra.
Oralidade versus escrita.
Norma culta versus uso coloquial.
Sincronia versus diacronia.
Com base na noção de Martelotta (2011), o símbolo, de acordo com Peirce, refere-se a determinado objeto, representando-o, com base em uma lei, hábito ou convenção, estabelecendo uma relação entre dois elementos. Para citar alguns exemplos, a cruz é o símbolo do cristianismo, e a balança, o símbolo da justiça. Uma característica importante do símbolo relaciona-se ao fato de que ele é parcialmente motivado, ou seja, há entre o símbolo e conteúdo simbolizado alguns traços relacionados. (...) No caso do índice, ocorre uma relação de contiguidade com a realidade exterior: a fumaça, por exemplo, é o índice do fogo, e a presença de nuvens negras, o índice de chuva iminente. (...) O ícone, por sua vez, tem uma natureza imagística, apresentando, portanto, propriedades que se assemelham ao objeto a que se refere. Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA sobre a categorização semiótica do selo CBC.
Trata-se de um ícone, pois representa diretamente o conceito de sustentabilidade e manejo consciente do solo por meio da imagem da grama e das raízes.
Trata-se de um índice, uma vez que os elementos gráficos (seta verde, grama e raízes) estabelecem uma relação de contiguidade física com práticas agrícolas sustentáveis.
Trata-se de um símbolo, pois sua interpretação depende de um conhecimento socialmente compartilhado sobre a relação entre práticas sustentáveis e redução de carbono, estabelecida por convenção.
Trata-se de um ícone-simbólico, misturando aspectos imagéticos (ícone) e convencionais (símbolo) sem qualquer relação de contiguidade física (índice).
O preconceito linguístico pode ser identificado quando
todas as formas de variação linguística são aceitas como parte da diversidade da língua.
a norma culta é apresentada como apenas mais uma entre muitas variedades de uso da língua.
o uso da língua é considerado incorreto com base em critérios exclusivamente sociais ou regionais.
as variações linguísticas são vistas como expressões culturais legítimas, sem hierarquia entre elas.
o professor ensina aos alunos que variações linguísticas são mais adequadas a determinadas situações.
Com base no excerto apresentado e considerando os princípios teóricos que regem a leitura crítica e a compreensão textual no campo da Linguística Textual, analise as proposições abaixo:
I.A escolha lexical no fragmento "tiraram a plaquinha de aluga-se" atua como imagem metafórica que evoca a transição do estado de disponibilidade afetiva para uma possível reconfiguração existencial, sem contudo tornar explícita essa mutação, o que demanda leitura inferencial.
II.A forma como o tempo é abordado na expressão "sempre penso 'mês que vem faço contato com eles'. E se não tiver mês que vem?" evidencia uma oposição temporal entre desejo e ação, revelando uma crítica implícita à procrastinação afetiva e à ilusão de permanência do tempo disponível.
III.O uso reiterado da primeira pessoa e de verbos no passado justapõe elementos narrativos e descritivos, criando um percurso discursivo marcado por objetividade e distanciamento, próprio de textos com finalidade predominantemente informativa.
Está correto o que se afirma em:
II e III apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
I e II, apenas.
Sobre o trabalho de retextualização, dentro da perspectiva de Marcuschi, é possível observar quatro movimentos:
I — fala —» escrita
II — fala —» fala
NI — escrita —» fala
IV — escrita —» escrita
É verdadeiro o que se afirma em:
I e Il apenas
Il e III apenas
I, II e IIl apenas
I,II, III e IV
III e IV
Luís Antônio Marcuschi (2008) explica que “no processo de compreensão, desenvolvemos atividades inferenciais”. Essa ideia é exemplificada com a informação destacada no seguinte trecho:
título: “Calor, novo obstáculo à educação”.
1o parágrafo: “Como escreveu a jornalista Renata Cafardo”.
2o parágrafo: “em razão das enchentes do ano passado”.
3o parágrafo: “ou têm menos de 20% de cobertura vegetal”.
4o parágrafo: “Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo”.
Os gêneros do discurso são formas relativamente estáveis de enunciado que circulam nas diferentes esferas da atividade humana. Cada gênero apresenta características estruturais próprias, que podem ser mais flexíveis ou mais rígidas, a depender de sua finalidade comunicativa.
Com base no texto apresentado e nos estudos sobre gêneros do discurso, assinale a alternativa INCORRETA:
Os gêneros discursivos podem ser classificados como formais ou informais, a depender do nível de rigidez estrutural e da adequação à situação comunicativa.
Alguns gêneros discursivos, como os literários, podem transitar entre o formal e o informal, dependendo do contexto e da intenção do autor.
A materialidade dos gêneros discursivos está essencialmente vinculada à linguagem verbal, pois, ainda que possam existir elementos visuais ou sonoros, o que define um gênero é sua estrutura linguística predominante.
A escolha de um determinado gênero discursivo está relacionada à esfera social em que o sujeito está inserido, bem como à intenção comunicativa e ao contexto de produção.
Os gêneros do discurso possuem uma estrutura flexível e permitem variações conforme o contexto, a intenção comunicativa e a esfera social em que o enunciado circula.
Analise os enunciados abaixo, marque, na sequência, a alternativa pertinente.
I - A realidade concreta da linguagem refere-se ao ato linguístico, quer dizer, refere-se a cada unidade de comunicação da linguagem humana, seja uma palavra ou uma frase.
II - Os atos linguísticos não se realizam idênticos de falante para falante de uma mesma comunidade linguística, e até num só falante, em circunstâncias diferentes.
III - A diversidade observada refere-se especificamente à forma material do ato linguístico.
IV - O conceito de língua, considerada como um sistema de isoglossas, varia de acordo com o entendimento mais largo ou mais estreito que se atribui à extensão do conjunto de atos linguísticos comuns.
Todas as alternativas são verdadeiras.
Apenas a alternativas I é falsa.
Apenas a alternativas II é falsa.
Apenas a alternativas III é falsa.
Apenas a alternativas IV é falsa.
Do ponto de vista da Linguística (Bagno, 2002; Antunes, 2007) e do discurso oficial em torno do ensino de Língua Portuguesa (Brasil, 2017), para traçar um perfil acurado e atual do ensino de português na Educação Básica, considere as assertivas abaixo.
I- A Linguística, assim como a BNCC, preconiza um ensino de português que não privilegia apenas uma forma de usar a língua, proveniente de uma classe social específica.
II- A Linguística e o discurso oficial discordam sobre como a língua materna deve ser ensinada nas escolas.
III- A dicotomia certo e errado, tão em voga no ensino tradicional, não dá conta da complexidade que caracteriza a relação do sujeito aluno com a Língua Portuguesa.
É CORRETO o que se afirma em:
I e III apenas.
I e II apenas.
II e III apenas.
III apenas.
I, II e III.
Ao discutirem os multiletramentos, Rojo e Moura (2012) observam que eles
pasteurizam as relações humanas e culturais.
reforçam a ideologia de apenas uma cultura.
são rechaçados nas chamadas culturas letradas.
propiciam o surgimento de gêneros híbridos.
atenuam as desigualdades sociais pelo fácil acesso.
Faça a associação entre as duas colunas, relacionando os termos com suas respectivas definições.
1. Gramática Tradicional
2. Gramática Contextualizada
3. Função Social da Linguagem
4. Competência Comunicativa
A. Estuda a linguagem, considerando o contexto e a função social dos textos.
B. Refere-se ao uso adequado da língua em diferentes situações de comunicação, considerando os interlocutores e o contexto.
C. Estudo das regras da língua, geralmente sem considerar os contextos reais de uso.
D. A linguagem é vista como um meio de mediar relações sociais, e seu estudo deve se concentrar em práticas reais de comunicação.
A associação correta entre números e letras é:
1-A, 2-C, 3-B, 4-D.
1-A, 2-C, 3-D, 4-B.
1-C, 2-A, 3-B, 4-D.
1-C, 2-A, 3-D, 4-B.
Tendo como referência Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e Marcuschi (2008), conclui-se corretamente que os dois textos pertencem ao domínio social de comunicação da
discussão de problemas sociais controversos e, considerando o continuum da relação fala-escrita, ambos exemplificam a sobreposição de características da fala e da escrita.
cultura literária ficcional e, considerando o continuum da relação fala-escrita, o primeiro alinha-se à forma prototípica da escrita, e o segundo, da fala.
documentação de ações humanas e, considerando o continuum da relação fala-escrita, o primeiro alinha-se à forma prototípica da fala, e o segundo, da escrita.
transmissão e construção de saberes e, considerando o continuum da relação fala-escrita, ambos exemplificam a sobreposição de características da fala e da escrita.
instrução e da prescrição e, considerando o continuum da relação fala-escrita, o primeiro alinha-se à forma prototípica da escrita, e o segundo mistura elementos da fala à escrita.
Um professor universitário, licenciado em Língua Portuguesa, em uma aula hipotética de Análise Linguística, entrega essa tirinha para os seus alunos; divididos em três grupos, o docente pede que eles façam a pressuposição do que foi dito por Rosinha no 1º quadrinho e o porquê de sua reação no 3º quadrinho. As respostas foram as seguintes:
1º grupo: Rosinha não conseguiu organizar logicamente seu pensamento para poder ocorrer a exteriorização correta do mesmo. Por isso teve tal reação diante da ação de Chico Bento;
2º grupo: A emissora (Rosinha) transmitiu uma mensagem com ruídos direcionada ao receptor (Chico Bento), porém não houve comunicação efetiva, pois ambos os envolvidos no diálogo deveriam utilizar o código de forma semelhante para que ocorresse a decodificação da mensagem recebida, por isso ela reagiu assim;
3º grupo: a locutora (Rosinha) se dirigiu ao interlocutor (Chico Bento), com um objetivo/intenção, que foi refutada por esse, devido talvez ao seu desconhecimento do significado da expressão utilizada por aquela.
Com base nas respostas dos grupos, pode-se afirmar corretamente, que a concepção de linguagem como forma de interação observou-se:
No grupo 1.
No grupo 2.
Nos grupos 1 e 2.
No grupo 3.
Em todos os grupos.