Questões de Concurso sobre Função metalinguística

 
 
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Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. E, a partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significado, conseguir relacioná-lo a todos os outros textos significativos para cada um, reconhecer nele o tipo de leitura que o seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregar-se a essa leitura, ou rebelar-se contra ela, propondo uma outra não prevista.


LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993.


Nesse texto, a autora apresenta reflexões sobre o processo de produção de sentidos, valendo-se da metalinguagem. Essa função da linguagem torna-se evidente pelo fato de o texto


A

ressaltar a importância da intertextualidade.


B

propor leituras diferentes das previsíveis.


C

apresentar o ponto de vista da autora.


D

discorrer sobre o ato de leitura.


E

focar a participação do leitor.

Nesse texto, a linguagem predominante é a


A

expressiva, uma vez que revela opiniões e emoções do emissor em face dos avanços obtidos na formação humana por meio da educação.


B

apelativa, visto que procura influir no comportamento do leitor, por meio de apelos, para que avalie a importância da filosofia.


C

metalinguística, em virtude de ter sido utilizada para explicar a si mesma e, sobretudo, evidenciar a dificuldade de definir para o leitor certos termos próprios da filosofia.


D

referencial, pois traduz objetivamente a realidade externa ao emissor, ou seja, trata da importância da filosofia e do processo de educação da criança.

“Harém. A palavra harém foi originalmente utilizada para designar um cômodo da casa de um muçulmano, onde viviam suas esposas e concubinas. O termo, hoje utilizado para identificar um conjunto de mulheres, deriva do árabe harim, equivalentea ‘lugarsagrado ou proibido’”.


(Detrás de las palavras, Charlie López)


Considerando esse pequeno texto, assinale a alternativa que indica a função de linguagem que nele predomina.


A

Referencial.


B

Fática.


C

Poética.


D

Metalinguística.


E

Apelativa.

A função metalinguística está presente na seguinte passagem do texto:


A

(...) com a grandeza contrastada pela miudeza de duas palavras monossílabas separadas por um hífen.


B

(...) o primeiro antes mesmo de o jogo existir, em 1908, quando nasceu Mario Filho.


C

(...) criaram o imaginário do clássico que completa 100 anos neste sábado.


D

(...) a disputa de futebol entre times de Flamengo e Fluminense é cria do Rio de Janeiro.


E

O clássico como é hoje (...) veio à luz na capital pernambucana.

Lusofonia

rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.

Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada

no café, em frente da chávena de café, enquanto

alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este

poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra

rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,

terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,

a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga

que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não

fique estragada para sempre quando este poema atravessar o

atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo

sem pensar em áfrica, porque aí lá terei

de escrever sobre a moça do café, para

evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é

uma palavra que já me está a pôr com dores

de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria

era escrever um poema sobre a rapariga do

café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a

escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma

rapariga se

pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão.

JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.

O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela


A

discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo.


B

defesa do movimento artístico da pós-modernidade, típico do século XX.


C

abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros.


D

tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra.


E

valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida.

Procurando explicar o que sejam as piores formas de trabalho infantil, pode-se definir o texto 3 como:


A

exortativo;


B

metalinguístico;


C

argumentativo;


D

discriminador;


E

manipulador.

Considere as frases dadas abaixo.

I- Neymar não é um bom jogador; ele é ótimo.

II- Neymar não joga bem;pelo contrário, joga mal.

III- Neymar não parou de jogar bem; ele nunca jogou bem.

IV- O técnico da seleção negou a convocação de Neymar.

Sobre as frases dadas, é corretor afirmar que há negação metalinguística:


A

em todas elas.


B

apenas nas frases II e III.


C

apenas nas frases II, III e IV.


D

apenas nas frases I e III.

“Nesses estudos, costuma-se dizer que se deve desprezar a nomenclatura gramatical e, consequentemente, privilegiar o conhecimento do efetivo uso linguístico.” (linhas 11-13)

Assinale a alternativa em que NÃO aparece menção expressa de termos da nomenclatura gramatical.


A

“[...] as formas verbais mais frequentes se enquadram em dois tempos do modo indicativo.” (linhas 29-30)


B

“Como consultar um dicionário sem saber o que é um substantivo, um adjetivo, uma preposição?” (linhas 15-17)


C

“[...] estudos linguísticos autoproclamados ultramodernos, pós-modernos, pós-advento do suprassumo da quintessência da modernidade linguística etc.” (linhas 10-11)


D

“[...] o tempo predominante é o pretérito imperfeito do indicativo [...]” (linhas 32-33)

“Ahn quer dizer que estou aqui.” (L.13) – neste segmento, utilizou-se a linguagem sobretudo com função:


A

conativa


B

referencial


C

metalingüística


D

emotiva


E

fática

trocadilho s.m. (1789 cf. MS1) 1 jogo de palavras que apresentam sons semelhantes ou iguais, mas que possuem significados diferentes, de que resultam equívocos por vezes engraçados; calembur, calemburgo 2 uso de expressão que dá margem a diversas interpretações ETIM trocado + -ilho; cp. esp. a la trocadilla 'às avessas'; ver troc- HOM trocadilho (fl. trocadilhar)


Tendo em conta o verbete acima, transcrito do dicionário Houaiss, assinale a alternativa em que NÃO haja trocadilho.


A

Para este mundo ficar bom, é preciso fazer outro.


B

Os passageiros de ônibus levam sustos passageiros.


C

Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.


D

O pecado original é o menos original de todos os pecados.

espúrio [Do lat. tard. spuriu.] Adj. 1. Não genuíno; suposto, hipotético. 2. Que não é do autor ao qual se atribui: romance espúrio. 3. Que não é castiço; não vernáculo: expressão espúria. 4. Adulterado, modificado, falsificado: contrato espúrio. 5. Ilegítimo, ilegal: "assim aquele comércio espúrio trata de se desfazer da mercadoria que açambarcara, de afogadilho e por qualquer preço." (João da Silva Correia, Os Outros, p. 247). 6. Med. Diz-se de enfermidade falsa, não genuína, a que faltam os sintomas característicos: pleuropneumonia espúria; febre espúria. ~ V. edição --a e filho --.


Tendo em conta o verbete "espúrio", cf. transcrição do dicionário Aurélio, acima, assinale a acepção que MAIS se aproxima do sentido que essa palavra apresenta no soneto de Machado de Assis.


A

1


B

2


C

4


D

6

I. contrair, em geral de modo súbito, os músculos faciais, em conseqüência de uma impressão alegre ou cômica; achar graça em.

II. assumir expressão alegre, feliz, geralmente esboçando um sorriso de alegria, manifestar fisionomicamente satisfação, prazer; sorrir.


Tendo em conta as acepções de rir, acima, transcritas do dicionário Houaiss, e o emprego desse verbo na segunda estrofe do texto II, assinale a alternativa CORRETA.


A

Apenas a acepção I é compatível com o significado que o verbo assume no poema, dado que o riso, ainda que admissível para animais, não coaduna com a cena que se descreve.


B

Apenas II é compatível com o significado que o verbo assume no poema, visto que a ação de rir é tipicamente humana.


C

Ambas as acepções são perfeitamente aplicáveis, considerando-se que, conforme o próprio autor observa, trata-se de um riso “espúrio e bufão”, manifestado durante uma convulsão.


D

Nenhuma das duas explica o verbo rir no poema.

Porquanto os versos que canta a cigarra se revestem de ironia (tropo que consiste em exprimir, intencionalmente, o contrário do que se pensa), predominam na quadra as funções fática e metalingüística.

C
Certo

E
Errado

Na tentativa de explicitar o fazer literário por meio da narrativa que constrói, a autora opera em relação à linguagem com sua possibilidade


A

referencial.


B

fática.


C

metalingüística.


D

apelativa.


E

denotativa.

Definindo transgênicos e justificando a abreviatura "Bt", o texto faz predominar uma função da linguagem:

A
conativa;

B
metalingüística;

C
referencial;

D
apelativa;

E
emotiva.
   
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