Questões de Concurso sobre Função metalinguística

 
 
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“Metalinguagem” pode ser definida como linguagem sobre linguagem, discurso sobre um sistema de signos por meio desse próprio sistema. Por exemplo: a língua falando sobre si mesma (a gramática, a linguística), um poema falando sobre si mesmo, uma narrativa falando sobre si mesma, um filme falando sobre si mesmo etc.


(Adaptado de: LUFT, Celso Pedro. ABC da língua culta. São Paulo: Globo, 2010)


Considerando-se a definição acima, ocorre metalinguagem no seguinte trecho:


A

Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita (2° parágrafo).


B

Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros (3° parágrafo).


C

O fato sociológico ou econômico me escapa (4° parágrafo).


D

É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação (7° parágrafo).


E

É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação (9° parágrafo).

Pode-se afirmar que na expressão a mamãe vai ficar uma arara, no segundo quadrinho, tem-se o emprego de linguagem:


A

Referencial.


B

Conotativa.


C

Metalinguística.


D

Denotativa.


E

Emotiva.

Leia atentamente a poesia abaixo:


Gastei uma hora pensando um verso Que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro Inquieto, vivo.

Ele está cá dentro E não quer sair.

Mas a poesia deste momento Inunda minha vida inteira.


O poeta tem a ideia de escrever um poema, mas não consegue construí-lo. Assim, nos deparamos com a _________________ no poema de Drummond: poesia para falar de poesia!


Assinale a alternativa que completa, corretamente, a lacuna.


A

Metáfora


B

Metalinguagem


C

Paródia


D

Epígrafe

Todo texto possui uma função. Dentre as funções da linguagem previstas pela gramática da língua portuguesa, a que mais se evidencia neste texto é:


A

Injuntiva


B

Conativa


C

Emotiva


D

Poética


E

Metalinguística

Em relação ao emprego das funções de linguagem é correto afirmar que no trecho:


A

“Sentou-se. ‘Vamos ver o grande cabeleireiro’, disse-me rindo.” (3º§): pode-se identificar a função referencial.


B

“Não pedi ao céu que eles fossem tão longos como os da Aurora, [...]” (3º§): há o emprego da função intertextual.


C

“Os dedos roçavam na nuca da pequena ou nas espáduas vestidas de chita, [...]” (3º§): há a ocorrência da função descritiva.


D

“Se isto vos parecer enfático, desgraçado leitor, é que nunca penteastes uma pequena, [...]” (3º§): identifica-se a função metalinguística.

Leia os textos abaixo:


TEXTO 01


- Consultório da Dra. Joana, bom dia!

- Bom dia! Preciso agendar uma consulta para a próxima semana, se possível.

- Compreendo! A dermatologista terá vagas somente para a segunda semana do próximo mês, entre os dias 7 e 11. Qual a sua disponibilidade?

- Pode ser no dia 8.

- Atendimento marcado.

- Obrigado.


TEXTO 02

Fora do papel, a realidade é outra: os presos terminam por viver em celas superlotadas, sujeitos a péssimas condições de higiene, a torturas e outras violações, o que coopera para frequentes rebeliões. "A situação é de total abandono", afirma Lanfredi.

(Parágrafos iniciais da reportagem "A visão social do preso", publicada pelo Senado Federal em setembro de 2016.)


TEXTO 03


Apesar de não ser dotado de muito conhecimento, ele possuía grandes habilidades. Um poço de sabedoria! Tinha sempre uma carta na manga...


Os textos acima, respectivamente, exprimem a função da linguagem:


A

Metalinguística; Referencial; Fática.


B

Fática; Metalinguística; Referencial.


C

Fática; Referencial; Poética.


D

Conotativa; Metalinguística; Poética.

A linguagem tem múltiplas funções; a frase abaixo em que a função da linguagem empregada é a de abordar a própria linguagem (metalinguagem) é:


A

Para salvar seu crédito, você deve esconder a sua ruína;


B

Colhe as rosas enquanto estão vivas; amanhã, já não estarão como hoje;


C

Em geral, logo que uma coisa se torna útil deixa de ser bela;


D

Se você tiver que ser atropelado por um carro, é melhor que seja por uma Ferrari;


E

O não produz inimigos; o sim, falsos amigos.

TEXTO 1


Entrevista com Luiz Carlos Travaglia


Em torno dos PCNs, foram provocadas muitas polêmicas desde sua criação. Enquanto uns acreditam que foi um grande avanço para a educação, outros pensam o contrário. Qual o seu posicionamento diante dos Parâmetros Curriculares Nacionais?


Travaglia – Embora seja óbvio que tudo neste mundo tem aspectos positivos e negativos, não posso me furtar a um lugar-comum: para mim, os PCNs referentes ao ensino de língua tiveram a grande vantagem justamente de pôr em campo as conquistas da linguística moderna, propondo um ensino que se atenha a uma visão mais apropriada da língua [...]. O que os PCNs propõem acarreta um rompimento com certas tradições do ensino/aprendizagem de língua e força o professor a uma busca de atualização. É aquela coisa que falei do estudo constante, mesmo fora de cursos. Isto evidentemente mexe com certas condições de trabalho, ataca determinadas posições em que nos acomodamos [...] e que sem dúvida são confortáveis. Os PCNs obrigam-nos a estudar, a rever posições, a usar criatividade para fazermos algo de forma diferente e para fins que não são aqueles que sempre julgamos inarredáveis. É preciso convir que tudo isto gera inquietação, polêmica, defesas e ataques. Mas tudo isto é muito saudável para nós, enquanto professores, enquanto seres humanos, cidadãos que queremos instaurar melhores condições de existência para todos. [...]


Hoje em dia, fala-se muito em ensino de língua materna por meio do trabalho com gêneros textuais. O que o senhor pensa sobre o trabalho com os gêneros textuais nos ensinos fundamental e médio?


Travaglia – Creio que é importante por diferentes razões. A maior delas é que temos de trabalhar a competência comunicativa dos alunos e, como a comunicação se faz por textos, uma das coisas mais importantes no ensino de língua é possibilitar às pessoas que saibam produzir e compreender textos de maneira adequada a cada situação comunicativa. Ora, cada tipo de situação comunicativa estabelece um modo de interação que acaba configurando uma categoria de texto [...] adequada àquele tipo de situação. Dessa forma uma pessoa só terá uma boa competência comunicativa se for capaz de produzir e compreender textos de diferentes categorias. Cada categoria de texto possui características próprias em termos de conteúdo, estrutura e aspectos linguísticos específicos em correlação com as propriedades discursivas dessa categoria de texto. Estas configurações, sem dúvida, pertencem à gramática de cada língua. Assim sendo é preciso e conveniente estudar/trabalhar [...] estas configurações associadas a cada categoria de texto, pois o aluno precisa ter a habilidade de construir categorias de textos diversas adequadas às diferentes situações de interação comunicativa em que ele se encontra envolvido. Todavia, [...] há muitos elementos da língua cujo uso não está vinculado a categorias de textos e, assim sendo, não é possível fazer um estudo centrado apenas em gêneros textuais [...]. Já disse algumas coisas a este respeito em trabalhos meus. Infelizmente nosso espaço aqui é pouco. Mas espero que tenha ficado claro que penso que o trabalho com a língua por meio de categorias de textos é muito importante, mas não é suficiente.


Texto adaptado de: https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/linguistica-aplicada-ao-ensino-de-lingua-materna



TEXTO 2


Pergunta para: Ataliba T. de Castilho


[...]


O português muda constantemente. Os maneirismos, regionalismos, gírias e outros vícios de linguagem, que são considerados como uma variedade popular, podem vir a ser aceitos como norma culta num futuro próximo?


Castilho – Regionalismos, gírias e modalidades de português não padrão ocorrem com absoluta naturalidade em qualquer língua natural. Essas manifestações devem ser incorporadas às aulas, sob a forma de debates, ao longo dos quais elas são comparadas às alternativas da língua culta. É importante conviver com naturalidade com as variedades não padrão, sem esquecer que o objetivo da escola é trazer os alunos para a língua do Estado. [...] O que é português popular hoje poderá ser português culto amanhã. Esta convicção científica, entretanto, não nos deve isentar do esforço de integrar as classes até aqui não escolarizadas na fala mais prestigiada das classes cultas. Se tratarmos com naturalidade essa característica das línguas, será mais suave a incorporação do padrão culto, sem desprezar a variedade familiar do aluno. Ele se transformará num bilíngue da própria língua, sabendo qual variedade utilizar nas diferentes situações de fala.


Texto adaptado de: https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/linguistica -aplicada-ao-ensino-de-lingua-materna


Em qual alternativa a seguir predomina a função metalinguística da linguagem?


A

“Embora seja óbvio que tudo neste mundo tem aspectos positivos e negativos, não posso me furtar a um lugar-comum [...]” (TEXTO 1).


B

“É aquela coisa que falei do estudo constante, mesmo fora de cursos.” (TEXTO 1).


C

“Isto evidentemente mexe com certas condições de trabalho, ataca determinadas posições em que nos acomodamos [...]” (TEXTO 1).


D

“Os PCNs obrigam-nos a estudar, a rever posições, a usar criatividade para fazermos algo de forma diferente [...]” (TEXTO 1).


E

“O que é português popular hoje poderá ser português culto amanhã.” (TEXTO 2).

Entre os recursos expressivos empregados no excerto, destaca-se a


A

intertextualiadade, na qual o excerto retoma e reelabora outros textos.


B

ironia, que consiste em dizer o contrário do que se pensa, com intenção crítica.


C

metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem referir-se à própria linguagem.


D

conotação, caracterizada pelo uso de termos em sentido figurado, dependentes de um contexto particular.

Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.


Em relação ao texto lido, podemos afirmar que houve o uso da função da linguagem ______.


A

emotiva: o autor expressa seu sentimento em relação à dor de Stella Liebeck.


B

metalinguística: o texto tem como foco discorrer sobre a própria linguagem usada no texto.


C

poética: o autor tem como enfoque destacar os recursos de linguagem, como a metáfora.


D

expressiva: o autor procura sugestionar o leitor a se posicionar a favor de uma das partes mencionadas, para tanto, utiliza de verbos no imperativo.


E

referencial: o texto foi desenvolvido para transmitir alguma informação de forma objetiva.

co.ra.gem

s. 1 Força ou energia moral diante do

perigo. 2 Segurança para enfrentar as

adversidades. 3 Agir com o coração.


Disponível em: <https://www.lojapequenascausas.com.br/produtos/adesivo-verbete-coragem/>.


O texto é um verbete de dicionário e seu principal objetivo é o de informar o leitor sobre


A

os significados de uma palavra.


B

a forma de escrever um vocábulo.


C

a acentuação ou não de um termo.


D

as origens de um determinado item.

Ao esclarecer o significado da palavra “procrastinar”, a autora usa os seguintes recursos linguísticos


I. função metalinguística.

II. registro formal.

III. registro informal.

IV. expressão popular.


Estão CORRETOS os itens


A

I, II e IV, apenas.


B

I, II e III, apenas.


C

II, III e IV, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II, III e IV.

Observe o texto deste diálogo:


Vendo a indiferença da noiva, Alfredo perguntou:

Por acaso você está querendo procrastinar nosso casamento?

Procrastinar?! O que isso significa?

Protrair, ora bolas!

E o que significa protrair, Alfredo??? Está querendome confundir?


Em atividades de aprendizagem da língua materna, os alunos identificarão que, nesse diálogo, predomina a função


A

referencial, pois os enunciados denotam a situação em que os interlocutores estão envolvidos.


B

fática, pois se constata a intenção de um dos interlocutores desencadear no outro uma ação concreta.


C

poética, pois a cena representa uma situação em que as palavras são empregadas em sentido figurado.


D

emotiva, pois há expressão de pontos de vista dos interlocutores em relação ao assunto de que tratam.


E

metalinguística, pois o diálogo dos interlocutores recai sobre o código que está sendo empregado.

Em determinados textos, a linguagem fala da linguagem, voltando-se para si mesma, como se observa no trecho a seguir.


“Gosto em especial da palavra ronha – e de praticá-la. A palavra parece outra coisa, e de fato já foi: uma espécie de sarna, e, também, uma doença de plantas. Ninguém mais usa nesse sentido. A expressão 'ficar na ronha' se refere à prática de abrir os olhos, mas permanecer na cama. Não imaginam minha excitação ao descobrir que existe uma palavra pro meu esporte preferido”.


O caráter metalinguístico nessa passagem transcrita do texto se justifica, especialmente, pelo(a)


A

tentativa de realçar um vocábulo português considerado de sua preferência e que caiu no esquecimento dos brasileiros.


B

valorização da palavra “ronha” como patrimônio linguístico responsável por legitimar a identidade portuguesa no país.


C

tematização acerca do efeito de estranhamento que a unidade lexical “ronha” causa por seus aspectos fonéticos e gráficos.


D

destaque dado à criação de uma palavra nova, necessária em um texto em prosa, por isso o emprego do neologismo “ronha”.


E

propósito essencial de usar a própria língua portuguesa e seus elementos constitutivos para explicar os sentidos do termo luso “ronha”.

Serve para iniciar, prolongar ou interromper a comunicação e verificar se o canal funciona. Ou seja, tem a função de instaurar ou manter o contato. Tudo que aparece em uma mensagem que tenha a função de atrair a atenção do leitor para estabelecer um contato e mantê-lo relaciona-se com o emprego dessa função. A qual função da linguagem o texto se refere?


A

Função emotiva.


B

Função apelativa.


C

Função metalinguística.


D

Função referencial.


E

Função fática.

O texto 4 tem caráter metalinguístico, ou seja, parte da análise da língua para entendimento de algo. A frase abaixo em que essa preocupação com a língua está ausente é:


A

No Rio, os alunos dizem colar, mas na Bahia é pescar;


B

O nome preconceito abrange uma série de problemas;


C

A gíria registra maneiro em lugar de elegante;


D

O nome Amazonas tem documentação histórica;


E

O dicionário registra um conjunto de palavras.

“Segundo Jakobson, é possível determinar funções da linguagem com base nas características dos textos e nas intenções do locutor. Assim, a linguagem desempenharia uma ou outra função, de acordo com o elemento da comunicação posto em foco pelo locutor”.


CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: Texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013, p. 19.


A esse respeito, leia os textos a seguir.


TEXTO I


“Manutius [...] criou o símbolo gráfico que marca pausa maior que a da vírgula e menor que a do ponto. Com a obra pronta, vieram as regras: o ponto e vírgula separa orações numa mesma frase; organiza listas; economiza conectivos (e) ou adversativas (mas). Permaneceu perene, porém, o preceito básico ‒ registrar um silêncio específico, advindo da linguagem oral”.


TEXTO II



Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://twitter.com/dukechargista/status/1144638363783356418>.


No Texto I, ao se explicar a criação e as regras para o emprego do ponto e vírgula e no Texto II, quando o chargista reflete acerca da própria autoria da charge, identifica-se o predomínio de qual função da linguagem?


A

Fática.


B

Poética.


C

Conativa.


D

Referencial.


E

Metalinguística.

Considerando-se o consagrado quadro linguístico das funções da linguagem, verifica-se que, nesse poema, a função


A

poética ocorre por conta da regionalização e do caráter oral desse discurso.


B

referencial apura-se pela invocação do destinatário, que precisa ser despertado.


C

conativa representa-se no emprego abusivo de metáforas e metonímias.


D

metalinguística é reconhecida na tematização explícita da fala em curso.


E

emotiva transparece na dissolução do ritmo e na irregularidade da versificação.

   
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