Questões de Concurso sobre Funções morfossintáticas da palavra SE

 
 
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1.Se hoje eu sou estrela

2. Amanhã já se apagou

3.Se hoje eu te odeio

4. Amanhã lhe tenho amor

5. Lhe tenho amor

6. Lhe tenho horror

7. Lhe faço amor

8. Eu sou um ator


(RAUL SEIXAS. Metamorfose Ambulante. Rio de Janeiro. Universal Music: 1973.)


Neste recorte da música Metamorfose Ambulante, Raul Seixas repete a palavra "Se" nos três primeiros versos, conforme grifado acima. Acerca deste termo, assinale a alternativa correta:


A

O termo "Se" sempre irá exercer a função de um pronome indefinido.


B

Nos versos 1, 2 e 3, o "Se" se trata de uma partícula apassivadora.


C

Nos versos 1, 2 e 3, o "Se" se trata de uma conjunção subordinativa causal.


D

Nos versos 1 e 3, o termo "Se" exerce o papel de conjunção. No verso 2, se trata de um pronome oblíquo átono.


E

Nos versos 1 e 3, o termo "Se" exerce o papel de pronome reflexivo. Enquanto no verso 2, exerce o papel de conjunção subordinativa condicional.

Assim como a palavra “que”, a palavra “se” também admite inúmeras classificações, a depender do contexto em que está inserida. No trecho acima, o “se”


A

tem a mesma classificação em todos os exemplos: índice de indeterminação do sujeito.


B

tem a mesma classificação em todos os exemplos: pronome apassivador.


C

é índice de indeterminação do sujeito nos dois primeiros exemplos e é pronome apassivador no último.


D

é parte integrante do verbo nos dois últimos casos e pronome apassivador no primeiro.


E

é partícula de realce nos dois primeiros casos e índice de indeterminação do sujeito no último.

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo. Na noite de núpcias, ele lhe declarou.

― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.

― Ora, Morgadinho…

Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.

― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.

― Vamos ver.

Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.

― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?

― Ainda não.

Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.

― Quem sabe Momo?

― Não.

― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:

― Tigre?

Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.

― Que tal este: “Barrilzinho”?

― Não gosto.

Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.

― Pitoco. Vem, Pitoco.

Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.

― Você não me ama.

― Ora, Morgadinho…

― Até hoje não pensou num apelido para mim.

― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.

O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:

― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:


I. “No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil.”

II. “― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.”


Nas sentenças dadas, a palavra “se” atua, respectivamente, como:


A

pronome reflexivo e conjunção integrante.


B

conjunção integrante e conjunção condicional.


C

pronome reflexivo e conjunção condicional.


D

pronome reflexivo e pronome reflexivo.


E

conjunção integrante e conjunção integrante.

No trecho “a par do que se trata” (terceiro parágrafo), a anteposição da partícula “se” ao verbo justifica-se pela presença do vocábulo “que”.


C

Certo


E

Errado

“Há uma tentativa republicana de cumprimento da norma eleitoral [a cota de gênero], na busca de pessoas do gênero feminino que se disponham a se candidatar”.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

“que” é pronome relativo.


B

“que” é conjunção.


C

Em “se disponham”, o “se” é partícula expletiva ou de realce.


D

Em “se candidatar”, o “se” é conjunção coordenativa.


E

Nos dois casos o “se” é índice de indeterminação do sujeito.

As expressões destacadas nas frases a seguir têm o mesmo valor semântico, EXCETO:


A

“E uma alegria solitária pode se tornar patética.” (6º§)


B

“Se no berço experimentei esta fome humana, [...]” (3º§)


C

“A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: [...]” (3º§)


D

“Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte.” (8º§)

“Se alguma vez disseram que os negros nascidos no Brasil eram filhos de escravizados é mentira, são filhos de reis e rainhas africanos” (7º parágrafo). Nesse trecho, a palavra destacada tem valor semântico de:


A

causa


B

tempo


C

condição


D

consequência

Em relação à frase: ‘Se antes o problema era saber que informação se devia proibir, agora é preciso descobrir que mundo devemos conhecer.’ (l. 10-11), é correto afirmar que:


I. Nesta frase, a voz do produtor do texto é percebida pelo uso do verbo ‘devemos’.

II. O uso do verbo ‘dever’ atribui à frase a ideia de possibilidade.

III. O articular ‘Se’ atribui à frase a ideia de condição.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas I e II.


D

Apenas I e III.


E

Apenas II e III.

Assinale a alternativa que indica a correta classificação morfossintática da palavra “se” considerando a situação de ocorrência no trecho a seguir:


“Diz-se daqueles em que as sequelas atingem o Humor”.


A

Pronome reflexivo recíproco.


B

Índice de indeterminação do sujeito.


C

Conjunção integrante.


D

Pronome reflexivo.


E

Conjunção condicional.

Em “Não se esqueça de comprar meu presente de aniversário”, o que justifica a obrigatoriedade da colocação da palavra sublinhada antes do verbo é a presença de:


A

Pronome relativo.


B

Conjunção subordinativa.


C

Advérbio.


D

Palavra de sentido negativo.

Leia atentamente as alternativas abaixo e assinale aquela em que o termo destacado é pronome apassivador:


A

Precisa-se de um estagiário.


B

Se propuseram um pacto.


C

Nada teria, se não fosse tão dedicado.


D

Proibiram-se os protestos.


E

Assim se vai a qualquer lugar.

A palavra SE destacada indica hipótese em:


A

De modo geral, eles coletam uma grande quantidade de dados, procuram padrões neles e tornam-se cada vez mais eficientes em gerar respostas estatisticamente prováveis.


B

Esse dia pode chegar, mas ainda não amanheceu, ao contrário do que se lê em manchetes hiperbólicas e é recebido com investimentos imprudentes.


C

O pensamento no estilo humano se baseia em possíveis explicações e correção de erros, processo que gradualmente limita as possibilidades que podem ser consideradas racionalmente.


D

A maçã não teria caído se não fosse pela força da gravidade”. Isso é raciocínio.

Leia atentamente o período abaixo:

Labutou-se com muita honra.

Assinale a alternativa que classifique corretamente o termo destacado:


A

Índice de indeterminação do sujeito.


B

Partícula de realce.


C

Conjunção coordenativa explicativa.


D

Pronome reflexivo.


E

Conjunção integrante.

O fim do mundo


A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam. Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete. Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum. Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças? Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um. Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga. O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica. Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna. Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração. Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total. Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês…


Cecília Meireles


Considere os trechos: 1) “O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco.”; 2) “Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.” As palavras em destaque são, respectivamente:


A

conjunção condicional; conjunção condicional; conjunção integrante.


B

conjunção integrante; conjunção condicional; conjunção integrante.


C

conjunção condicional; conjunção integrante; conjunção integrante.


D

conjunção integrante; conjunção integrante; conjunção condicional.


E

conjunção integrante; conjunção condicional; conjunção condicional.

O valor semântico de uma palavra é determinado pelo contexto. Assinale a afirmativa em que a palavra sublinhada confere ao trecho um sentido condicional.


A

“As empresas já entenderam que investir em programas de ajuda psicológica para seus quadros é algo que se reverte em ganho para elas mesmas.” (5º§)


B

“[...] expedientes que se espalham pelo dia todo; uma sensação de irrealização que invade tantos, seja na vida pessoal, no trabalho, nos estudos.” (6º§)


C

“Isso, no entanto, envolve uma mudança de cultura: é preciso deixar de se ver terapia como serviço de luxo ou frivolidade e quem a procura como pessoas fracas.” (4º§)


D

“Desigualdades socioeconômicas também pesam, e muito — se o que se pretende é chegar a uma realidade que não seja intolerável para um número enorme e crescente de pessoas.” (2º§)

Na linha 18, a partícula “se”, em “a equipe concentrou-se”, indica que o sujeito da oração é indeterminado.


C

Certo


E

Errado

O elemento “se” apresenta mesma natureza morfossintática daquela observada em se traduz bem (Linha 11) na seguinte opção:


A

...se funciona bem... (Linhas 12-13)


B

... não se alinha aos "puristas" (Linhas 4-5)


C

... que se incorporou rapidamente (Linha 9)


D

... Equivoca-se, porém... (Linha 23)


E

... Observa-se, então, a introdução de uma nova expressão na língua. (Linhas 13-14)

O primeiro “SE”, da linha 01, na frase “vestiu-se“ classifica-se como


A

pronome apassivador.


B

índice de indeterminação do sujeito.


C

pronome de reciprocidade.


D

pronome reflexivo.


E

conjunção condicional.

“Vivencia-se a denominada Quarta Revolução Industrial, sendo inegáveis as transformações, quase que instantâneas, trazidas pela utilização da tecnologia.” (2º§) Sobre o pronome “se” no trecho em análise, é correto afirmar que:


A

Exerce a função de índice de indeterminação do sujeito.


B

É parte integrante do verbo, visto que vivenciar é verbo pronominal.


C

É pronome reflexivo, pois o sujeito da frase praticou e recebeu a ação.


D

É indicativo de voz passiva sintética e estabelece relação direta com o verbo vivenciar.

Precisa-'se' de que os sintomas tenham melhorado totalmente.


Sintaticamente, o elemento destacado trata-se de:


A

Conjunção concessiva.


B

Pronome reflexivo.


C

Índice de indeterminação do sujeito.


D

Partícula apassivadora.


E

Conjunção consecutiva.

   
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