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A construção de sentido da campanha publicitária apresenta uma perspectiva
informativa e humorística.
descritiva e irônica.
imperativa e analítica.
científica e crítica.
O comentário do autor sobre a poesia de Rudyard Kipling se caracteriza como
crítica literária, que associa a criação do autor a movimentos libertários em sua terra natal, temática que o levou a conquistar o Nobel.
crítica literária, que privilegia a análise de versos de seu famoso poema “If “, um libelo contra o conformismo dos povos colonizados.
análise descritiva, que traça um paralelo entre diferentes obras, o que permite afirmar a modernidade do autor na escolha de seus temas.
texto de opinião, que nela destaca ideias que enaltecem o estoicismo, isto é, a rigidez de princípios morais e a ética da imperturbabilidade.
texto de opinião, que reforça o pertencimento da obra a um momento histórico caracterizado pelo expansionismo liberal na Índia.
As questões de 11 a 29 referem-se ao texto a seguir.
TEXTO
A cor da injustiça ambiental no Brasil
Carolina Azevedo e Samantha Prado
Na semana do Carnaval, o litoral norte de São Paulo foi afetado por um desastre ambiental sem precedentes na história do Brasil. Foram mais de 680 milímetros de chuva acumulados no período de 24 horas, o maior registro do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) no país até o momento – o que resultou na devastação de diversas áreas nas cidades de Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba. Ao todo foram 65 mortos e mais de 2 mil pessoas entre desabrigados e desalojados.
A situação não pode ser lida apenas como um evento extremo isolado. Desastres bastante similares têm ocorrido nos últimos anos, como as inundações em Petrópolis (RJ) e Pernambuco em 2022. O que esses episódios têm em comum? Os mais afetados são majoritariamente a população pobre e negra.
Com o objetivo de analisar como os efeitos da crise ambiental se manifestam de forma territorialmente desigual, impactando desproporcionalmente certas populações a depender do seu grau de vulnerabilidade, o Instituto Pólis realizou o estudo “Racismo ambiental e justiça socioambiental nas cidades”. De acordo com a pesquisa, esse desequilíbrio é, em parte, a expressão da injustiça e do racismo ambientais nas cidades brasileiras. “Temos visto nos últimos anos, especialmente no verão, diversos desastres no país – e também quais foram suas vítimas. Acompanhamos um agravamento das situações e, com certeza, o negacionismo no momento de compreender as mudanças climáticas e seus impactos urbanos está dentro da lógica de como construímos as nossas cidades”, declara Maria Gabriela Feitosa dos Santos, uma das pesquisadoras que fez parte da produção do estudo.
Existe um padrão recorrente inegável quanto à distribuição territorial da população nas cidades brasileiras. Observando o censo do IBGE de 2010, é possível ver que a renda é maior nas áreas onde a população residente é mais branca do que negra – territórios que condizem com condições de urbanização e saneamento melhores, contando com maior investimento público. Mais dados do censo mostram que os chamados aglomerados subnormais, áreas caracterizadas por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas com restrição à ocupação, reiteram o padrão territorial observado. Nas três cidades estudadas pelo Instituto Pólis – São Paulo, Recife e Belém –, o percentual de pessoas negras que residem em áreas desse tipo supera as médias de cada município, evidenciando a tendência de concentração desse grupo nesses territórios.
Em outras palavras, a distribuição demográfica e racial das cidades evidencia que a população negra vive em piores condições ambientais e com menos recursos financeiros para lidar com os impactos de eventuais emergências ou desastres – colocando-a em situação de vulnerabilidade. “Por estarmos em uma sociedade racialmente estruturada, a desigualdade social é um instrumento que opera de acordo com essa lógica. Isso pode ser visto sobretudo no funcionamento da expansão imobiliária”, diz Maria Gabriela. As áreas onde o mercado imobiliário não tem interesse acabam sendo esquecidas pelo poder público, deixadas de lado no quesito de criação de infraestrutura e, por isso, tornam-se locais mais baratos e viáveis para serem ocupados pela população mais vulnerabilizada. “Essa desigualdade gera riscos socialmente produzidos. São escolhas feitas pelas políticas urbanas que a gente tem adotado e implementado, gerando uma lógica de ocupação de risco”, completa Feitosa dos Santos.
A localização e as características dos aglomerados subnormais nas três cidades analisadas ilustram como a ocupação de áreas de potencial risco são apropriadas pela população vulnerabilizada como alternativa para a questão habitacional não tratada pelo Estado. Em São Paulo, o IBGE aponta que 355.756 domicílios em aglomerados subnormais encontram-se em áreas de encosta e margens de rios, córregos e lagos. É importante ressaltar que a ocupação de áreas de risco não advém de uma escolha, mas sim da total falta de alternativas habitacionais. “Chamamos atenção para a questão do déficit habitacional. Pessoas e famílias residem em áreas inapropriadas como uma última alternativa, uma resposta própria à questão habitacional que historicamente não tem sido equacionada pelo Estado como deveria ser”, diz a pesquisadora.
Todo esse quadro expõe a forma como os conceitos de justiça socioambiental e racismo ambiental são intrincados: enquanto o primeiro caracteriza a produção de impactos desiguais pelo meio ambiente, que sobrecarregam grupos minoritários e a população de baixa renda; o racismo ambiental evidencia as consequências dessas degradações, concentradas em bairros e territórios periféricos, onde vivem famílias mais pobres e há maior concentração de pessoas negras, indígenas e quilombolas.
Para além do déficit habitacional, está a diferença de tratamento entre comunidades de baixa renda e condomínios de luxo em áreas sujeitas a desastres ambientais. Não bastando serem proibidas pela classe média e alta de construírem moradia nas faixas de terra mais seguras, populações assentadas em áreas de risco ambiental são frequentemente retiradas à força e sem qualquer garantia de direitos, enquanto moradores de condomínios e chácaras são tratados por autoridades com complacência.
Esse é o caso de moradores das margens da Represa Billings, no extremo sul da cidade de São Paulo. Segundo mapeamento do Instituto Pólis, comunidades de baixa-renda do Jardim Noronha receberam de autoridades quatro ameaças de remoção, dada a fragilidade ambiental e o risco apresentado pela área de mananciais. O tratamento, no entanto, não se estendeu para o loteamento de chácaras Jardim Moraes Prado, bairro vizinho também colado à represa. O caso evidencia que a intervenção pública é também pautada pelo racismo ambiental, como explica Feitosa dos Santos: “Há uma tendência de criminalização de muitas dessas áreas em detrimento de ocupações de alto padrão que dividem a mesma área e ainda assim não são alvo da mesma criminalização que acontece com as ocupações. É necessário compreender esse cenário e incluir a população marginalizada dentro dessa demanda.”
Ou seja, no contexto de desastres climáticos como as chuvas que assolaram o litoral paulista, políticas paliativas voltadas para regiões ricas das cidades não são o bastante, dado que as mudanças climáticas continuarão agravando a situação de comunidades periféricas a cada ano. “É necessário que se reverta essa lógica de políticas paliativas por políticas perenes, que antecedam esses fenômenos. Elas não necessariamente vão evitar mas vão dar capacidade de resiliência a essa população”, defende a pesquisadora.
Para isso, é necessário entender a crise climática a partir de uma perspectiva social e racial, como propõe o Instituto Perifa Sustentável, que reivindica a democratização e a representatividade das juventudes nos locais de tomada de decisão em relação a políticas ambientais. Amanda Costa, diretora executiva do instituto, advoga: “Falar de clima é falar de um direito básico. Quando pensamos em direitos básicos pensamos em saúde, educação, transporte, mas o clima é uma questão transversal, que afeta todas as outras.” Como respostas, a ativista sustenta inverter a lógica que permeia a elaboração de políticas públicas nas cidades: partindo mais frequentemente de regiões ricas e majoritariamente brancas, políticas ambientais e sanitárias precisam colocar a periferia no centro.
No entanto, em uma sociedade estruturalmente racista, quem mais sofre menos é ouvido. Os espaços de debate ambiental e de elaboração de políticas públicas ainda são dominados por homens brancos, como conta Mahryan Sampaio, do Instituto Perifa Sustentável: “O fato de eu dialogar com pessoas que não têm a mesma cor que eu mas estão ocupando os espaços de poder é um caso de racismo ambiental. Recentemente, Marina Silva nos convidou para conversar com os patriarcas e as matriarcas do ambientalismo brasileiro. Nós éramos as únicas pessoas pretas e jovens. Isso é racismo ambiental”.
Para que populações periféricas possam viver com dignidade nas cidades brasileiras, é necessário pensar na questão climática de maneira interseccional, pois a injustiça ambiental no Brasil tem cor. Será apenas colocando pessoas pretas, indígenas e periféricas nos locais de tomada de decisão que discussões levantadas em fóruns como a COP 26 – da qual as ativistas do Perifa Sustentável participaram – podem se reverter em políticas efetivas de combate a desastres climáticos e tantas outras questões do dia a dia na periferia, das ruas tomadas por lixo ao problema do saneamento básico. “Colocar essas pessoas no poder é olhar para a base, par quem está no território e entende sua complexidade. O olhar que está lá tem cor e é limitado, pouco diverso, ele não inclui. Esse é um momento histórico para a questão ambiental, que viu um grande desmonte nos últimos quatro anos”, completa Costa.
Disponível em: <https://diplomatique.org.br/a-cor-da-injustica-ambiental-no-brasil/ >. Acesso em: 3 de mar. 2023. [Adaptado]
O texto reproduzido nesta prova apresenta características estilísticas e composicionais do gênero
crônica e faz uso da variante padrão do português escrito, mas com muitas marcas de oralidade e dominância da linguagem conotativa.
artigo de opinião e faz uso da variante padrão do português escrito, com dominância da linguagem denotativa.
resenha e faz uso da variante padrão do português escrito, com dominância da linguagem denotativa.
artigo científico e faz uso da variante padrão do português escrito, com poucas marcas de oralidade e dominância da linguagem conotativa.
O que revelam novos esqueletos encontrados nas ruínas de Pompeia
Dois novos esqueletos humanos foram encontrados nas ruínas de Pompeia, a antiga cidade romana ao sul de Nápoles soterrada pela erupção do vulcão Vesúvio no ano 79. Os restos mortais foram recuperados em escavações recentes na Casa dos Amantes Castos de Pompeia e acredita-se que pertençam a dois homens com pelo menos 55 anos. A Casa dos Amantes Castos é uma das maiores atrações turísticas de Pompeia. O diretor do Parque Arqueológico de Pompeia, Gabriel Zuchtriegel, disse que os dois homens não morreram de cinzas vulcânicas, mas sim do desabamento de prédios. Fragmentos de paredes foram encontrados entre seus ossos quebrados. Acredita-se que o tremor da erupção derrubou uma parede na sala onde eles buscavam refúgio. Um dos esqueletos tinha um braço levantado, o que “talvez alude à trágica imagem de uma tentativa fútil de se proteger da queda de alvenaria”, afirmou o Parque Arqueológico de Pompeia em comunicado divulgado nesta semana. “Eles provavelmente morreram devido a múltiplos traumas causados pelo colapso”, disse o parque. Os esqueletos foram encontrados deitados de lado, com as pernas dobradas. Um deles usava um anel na mão esquerda. Ao lado de uma das vítimas também foram encontrados vestígios do que se acredita ser um pacote de tecido, contendo colares de contas e moedas. Dentro da sala havia uma ânfora (vaso antigo) e uma coleção de tigelas e jarros. Uma sala adjacente continha um santuário caseiro na forma de um afresco e um banheiro estreito.
Tragédia
Os tremores antes e durante a erupção, conforme documentado nas cartas do autor romano Plínio, o Jovem, provocaram muitas mortes. “Entre as causas de morte, o colapso de edifícios, em alguns casos devido aos terremotos que acompanharam a erupção, provou ser uma ameaça letal”, disse o parque. “Técnicas modernas de escavação nos ajudam a entender melhor o inferno que destruiu completamente a cidade de Pompeia por dois dias e matou muitos habitantes: crianças, mulheres e homens”, disse Zuchtriegel. O Ministério da Cultura italiano estima que “pelo menos 15-20% da população” de Pompeia, então cerca de 13 mil pessoas, foi enterrada sob cinzas, pedra e poeira. A erupção do Vesúvio foi equivalente à explosão de várias bombas atômicas ao mesmo tempo. Nos últimos 250 anos, os arqueólogos recuperaram os restos mortais de mais de 1,3 mil vítimas.
Atividade arqueológica intensa
O sítio de Pompeia, que não foi descoberto até o século 16, teve um recente boom na atividade arqueológica, que pôs fim a anos de decadência e abandono, em grande parte graças a um projeto financiado pela União Europeia de 105 milhões de euros e que recentemente foi concluído. O ministro da Cultura italiano, Gennaro Sangiuliano, afirmou que os esforços de conservação e pesquisa arqueológica continuarão. “A descoberta destes dois esqueletos mostra-nos que ainda temos de estudar muito, fazer mais escavações para descobrir tudo o que ainda está (escondido) neste imenso tesouro”, disse. Na Casa dos Amantes Castos, foram descobertos afrescos coloridos e esqueletos de mulas usadas na colheita de grãos.
BBC News
O texto apresentado possui estrutura característica do gênero:
técnico-científico.
dissertativo.
jornalístico.
literário.
científico.
O homem trocado
O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
– Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
– Eu estava com medo desta operação...
– Por quê? Não havia risco nenhum.
– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos... E conta que os enganos começaram com seu nascimento.
Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
– E o meu nome? Outro engano.
– Seu nome não é Lírio?
– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e... Os enganos se sucediam.
Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
– Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
– O senhor não faz chamadas interurbanas?
– Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
– Por quê?
– Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer: - O senhor está desenganado. Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
– Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
– Apendicite? - perguntou, hesitante.
– É. A operação era para tirar o apêndice.
– Não era para trocar de sexo?
Luís Fernando Veríssimo
O texto "O homem trocado", de Luís Fernando Veríssimo, é um(a):
romance.
crônica.
novela.
fábula.
dissertação.
O Texto argumentativo é aquele que tem como principais características defender uma ideia, hipótese, teoria ou opinião e o objetivo de convencer o leitor para que acredite nela. Tem uma estrutura bem definida: apresenta sua tese e depois utiliza justificativas e alegações com o propósito de persuadir a sua audiência.
São exemplos de textos argumentativos:
Artigo de opinião, Relatos de viagem, Editorial, Crônica, Resenha crítica.
Artigo de opinião, Carta de leitor, Editorial, Crônica, Enciclopédia.
Artigo de opinião, Carta de leitor, Regulamento, Crônica, Resenha crítica
Currículo, Carta de leitor, Editorial, Crônica, Resenha crítica.
Artigo de opinião, Carta de leitor, Editorial, Crônica, Resenha crítica.
Observe a tirinha abaixo:

No contexto apresentado, o vocábulo que traz certa ambiguidade para a tirinha, ou seja, que apresenta duplicidade de sentidos, é:
Corrigir.
Pouco.
Ajuda.
Solo.
Muitos estudantes de Língua Portuguesa acabam por confundir “tipos textuais” com “gêneros textuais”. Os tipos textuais também denominados tipos de textos, caracterizam-se pelo seu conteúdo e pelo seu layout (formato). Já os gêneros textuais são tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais apresentam uma função comunicativa baseada nas relações socioculturais e comunicativas. Sabendo-se que há apenas cinco tipos textuais, assinale a alternativa que não pode ser denominada de tipo textual.
Texto narrativo.
Texto descritivo.
Texto dramático.
Texto dissertativo.
O texto apresenta características do gênero parábola, pois constitui uma narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta.
Certo
Errado