Questões de Concurso sobre Linguagem Informal, popular, coloquial e vulgar

 
 
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Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir.


Ao se analisar a linguagem usada pelo autor, observa-se que o emprego de expressões como “de supetão” e “enche a cara” sinalizam a presença de um registro __________. A associação entre linguagem __________ atende à finalidade de permitir ao leitor preencher lacunas de interpretação, além de associar a imagem a determinado ambiente onde ocorre o enredo do livro. No segundo parágrafo, a alusão a "Estorvo", comparando Ah Q ao protagonista da obra de Chico Buarque, e a referência à infância, pela menção “à pureza das primeiras leituras”, “ao encantamento”, “à curiosidade” e “à imaginação”, entre outras, caracteriza um tipo de __________. Em relação aos articuladores textuais, no enunciado “Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira as aceita e compartilha.”, o termo destacado retoma o __________ do período simples.


A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é


A

formal / verbal e arcaica / homonímia / predicativo


B

formal / verbal e não verbal / paronímia / sujeito


C

informal / verbal e não verbal / intertextualidade / sujeito


D

formal e informal / verbal e arcaica / intertextualidade / predicativo


E

informal / verbal e não verbal / intertextualidade / predicativo

O tema desse texto se repete no seguinte ditado popular:


A

Quem tudo quer, tudo perde.


B

Mais vale um pássaro na mão, que dois voando.


C

Nem tudo que reluz é ouro.


D

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.


E

Comeu o pão que o diabo amassou.

O discurso de Getúlio Vargas no dia 1o de maio de 1951 pode não ter mudado o mundo, mas certamente alterou o rumo do Brasil. À frente de um estádio de São Januário (RJ) lotado, o então presidente do país fez sua homenagem aos trabalhadores do Brasil, enfatizando suas políticas públicas de regularização do trabalho.


O início desse discurso diz:


“Trabalhadores do Brasil,

Depois de quase 6 anos de afastamento, durante os quais nunca me saíram do pensamento a imagem e a lembrança do grato e longo convívio que mantive convosco, eis-me outra vez aqui ao vosso lado, para falar com a familiaridade amiga de outros tempos, e para dizer que voltei a fim de defender os interesses mais legítimos do povo, e promover as medidas indispensáveis ao bem-estar dos trabalhadores.

Esta festa de 1º de maio tem para mim e para vós, uma expressão simbólica: é o primeiro dia de encontro entre os trabalhadores e o novo governo. E é com profunda emoção que retorno ao vosso convívio nesse ambiente de regozijo e festa nacional. Em que nos revemos uns aos outros a céu aberto e em que o governo fala ao povo de amigo para amigo na linguagem simples, leal e fraca que sempre lhes falei.

Nas horas de glória e de triunfo, assim como nas de sofrimento e de perseguições, os trabalhadores foram sempre fiéis, desinteressados e valorosos. E posso repetir hoje, de coração, o que mais de uma vez proclamei: os trabalhadores nunca me decepcionaram. Nunca se aproximaram de mim para pleitear interesses particulares ou favores pessoais. Pleitearam sempre para a coletividade a que pertencem, pelo reconhecimento dos seus direitos, pela melhoria das suas condições de vida, pelas reivindicações da classe e pelo bem-estar dos seus semelhantes”.


A estratégia discursiva que foi empregada predominantemente nesse segmento do discurso de Getúlio Vargas, é


A

apelar para uma declaração inicial inesperada em função da situação em que é proferido o discurso.


B

utilizar, como diz o próprio orador, uma linguagem de registro popular a fim de que todos os ouvintes possam compreendê-lo.


C

inserir o público na fala do discurso por meio de referências pronominais.


D

apresentar imediatamente a tese do discurso, seguida de um exemplo concreto que permite a ancoragem na realidade.


E

elogiar, sem justificativas, a classe dos trabalhadores, opondo-a implicitamente às demais classes.

A suposta ancestralidade da rede social classmates no texto é firmada no primeiro parágrafo através:


A

De um substantivo que indica ascendência.


B

Da utilização de uma gíria iniciando o texto.


C

Da citação feita de outras redes sociais.


D

De um verbo nocional indicando estado.


E

De um complemento verbal.

No trecho a seguir, é possível identificar palavras e construções características da linguagem coloquial oral. Reescreva-o de forma a adequá-lo à modalidade escrita culta.


“Então, quando eu tive o segundo filho, aí eu tava lá, né?... passando mal pra burro [...]”


(RAMOS, C de M. de A. et al. Estudos Sociodialetais do Estado do Maranhão. São Luís: EDUFMA, 2019, p. 187)


A

Quando eu tive o segundo filho, aí eu tava lá, não é... passando mal [...].


B

Então, quando eu tive o segundo filho, eu tava lá, passando muito mal [...].


C

Quando eu tive o segundo filho, aí eu estava passando mal para burro [...].


D

Então, quando eu tive o segundo filho, estava lá, passando mal pra burro [...].


E

Então, quando eu tive o segundo filho, estava lá, passando muito mal [...].

Um exemplo de linguagem informal empregada na crônica é:


A

“Eu nasci em 77”.


B

“[...] prospectando possibilidades mais auspiciosas”.


C

“Eles destruíram a atmosfera, as florestas e os mares para produzir energia para trabalhar de graça para o celular”.


D

“Não quero ser saudosista”.


E

“Confesso que foi um tiquinho assustador”.

Selecione a passagem do texto em que a autora utilizou uma linguagem mais próxima do registro informal ou coloquial da linguagem.


A

“Não deixa de me espantar a quantidade de pessoas brancas que se dizem cansadas do ‘politicamente correto’ [...]” (1º§)


B

“Militar pela abolição de palavras que machucam pessoas e grupos de pessoas é um ativismo importantíssimo [...]” (5º§)


C

“Tem gente que insiste em usar a palavra ‘retardado’, esquecendo de seu poder ofensivo para pessoas com deficiência.” (6º§)


D

“Mesmo que uma palavra tenha tido uma origem não racista, ou mesmo uma origem racista, (...) é preciso fazer sua leitura hoje,...” (4º§)

O texto 1, produzido em registro semiformal, simula uma conversa com o leitor.


Uma palavra ou expressão que produz esse efeito é:


A

“perder o sono”;


B

“situações de estresse”;


C

“surpreendente”;


D

“Pois é”;


E

“respostas emocionais”.

Assinale a afirmação incorreta:


A

O processo de formação da palavra “automóvel” é o hibridismo.


B

A figura de linguagem presente no trecho “e o carro protestou” é a prosopopeia.


C

Há presença de linguagem coloquial em “Sim, claro que viver já são "outros quinhentos".


D

A acentuação gráfica das palavras raízes, saúde, país e ingênuo se justifica pela regra dos hiatos tônicos.


E

A palavra destacada em “A sabedoria não estava no topo da montanha...” classifica-se como substantivo abstrato.

Conforme Cereja e Cochar (2013, p. 31), “Os registros são variações que ocorrem de acordo com o grau de formalismo existente na situação”.


A frase transcrita do texto em que se observa o registro informal da linguagem é


A

“O vestido do batizado de um bebê despedaçado sobre a mesa”.


B

“O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita”.


C

“A cortina do quarto agora tinha um buraco em forma de retalho”.


D

“O tempo era marcado pela mesma pergunta: você viu minha agulha?”


E

“A neta oferece ajuda, mas a avó insiste que ainda sabe se virar sozinha”.

Sobre o texto da campanha publicitária, é correto afirmar que:


A

há uma inadequação no que diz respeito à variedade linguística usada e o contexto discursivo.


B

os autores da campanha seguem a prescrição da gramática normativa, para melhor explicar a função do outdoor.


C

a variedade linguística usada evidencia que os autores da campanha não se preocupam se o seu público entende a mensagem veiculada.


D

o distanciamento proposital da variedade padrão tem um efeito positivo – o público é tratado com intimidade; a linguagem coloquial tenta envolvê-lo.


E

o uso de marcas de oralidade compromete o entendimento do leitor, logo o texto não satisfaz o objetivo da campanha.

Assinale a alternativa que contém uma frase retirada do texto lido, com linguagem mais INFORMAL:


A

A quantidade de cada ingrediente é apresentada em ordem decrescente.


B

Atenção à quantidade de gordura trans.


C

Se liga na lista de ingredientes.


D

O açúcar pode aparecer com diferentes nomes na lista de ingredientes.

Assinale a alternativa CORRETA sobre o texto I:


A

O texto mostra que, apensar de o amor ser algo difícil, as pessoas se reencontram em um determinado momento da vida.


B

O texto retrata o amor correspondido através dos personagens que viveram grandes histórias de amor.


C

O texto discute, em tom coloquial e linguagem simples, as relações humanas, os encontros e desencontros, o destino de cada um.


D

O texto aborda, de forma rebuscada, a maneira como as pessoas se relacionam umas com as outras.


E

O texto coloca em jogo as relações conflituosas típicas de relacionamentos duradouros.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto ao uso de pronomes, assinale a alternativa que apresenta uma oração em que um pronome pessoal é usado de forma coloquial e que NÃO está de acordo com a norma-padrão.


A

... hoje a vivemos por razões mais profundas ...


B

Por isso, me desculpem meus antecessores ...


C

... se se dispusessem a uma atualização cooperativa ...


D

... e, ainda assim, me criticam por tatear em terreno irreconhecível ...

Assinale a opção que não apresenta marcas de coloquialismo no uso da linguagem.


A

“Tem a ver com esse sentido maior que damos pro que a gente faz, pros nossos passos todo dia.”


B

“Me deu também a liberdade para observar o mundo e para perceber as coisas... “


C

“As propagandas te dizem que você só vai ser feliz se fizer desse jeito...”


D

“Trabalhamos com três pilares: ser, conviver e transformar.”

O segmento abaixo que dá ao trecho certo grau de informalidade é:


A

“No entanto, Sócrates entende...”


B

“... o que a gente sabe dele vem do principal discípulo...”


C

“...mas a ideia é que ele tinha uma postura...”


D

“Mas o problema é que essas pessoas acreditavam...”


E

“...não queria exaltar a sabedoria dele.”

As frases podem estar escritas em registros variados da língua; a frase abaixo, relacionada à gastronomia, que mostra marcas do registro popular é


A

“Não estou fazendo nenhuma dieta. Eu amo comer. Eu amo comida”.


B

“Cozinhar é como amar. Entregue-se ou caia fora”.


C

“Eu cozinho com vinho, às vezes até mesmo acrescento comida a ele”.


D

“A regra fundamental para um sommelier é fazer as pessoas felizes por meio do vinho”.


E

“Quanto mais difícil é ler um cardápio, mais altos são os preços”.

A linguagem utilizada no texto II é:


A

um monólogo interior da escritora.


B

totalmente impessoal, sem opinião de quem escreve.


C

impessoal e objetiva, com a opinião de quem escreve.


D

coloquial, na busca de uma aproximação com o leitor.


E

predominantemente referencial, texto jornalístico.

Em relação ao fato de 73% das promessas net zero existentes serem fracas e inadequadas, o autor acrescenta o comentário: são ‘gasto de saliva ao invés de ação climática’. Através desse comentário, pode-se dizer que:


I. É uma crítica à ineficácia da maioria das promessas net zero.

II. O uso da linguagem coloquial atribui ao fragmento condição de verdade cotidiana.

III. É tão-somente uma explicação do que foi dito anteriormente.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas III.


D

Apenas I e II.


E

Apenas II e III.

As opções abaixo mostram a transformação de um pequeno segmento de linguagem informal para a linguagem formal.


Assinale a opção em que a troca foi feita na direção contrária.


A

Choveu pra burro / Choveu intensamente.


B

Empreste-me um livro / Me empresta um livro.


C

Senti dor à beça / Senti muita dor.


D

Corri atrás de um emprego / Procurei um emprego.


E

Botei meu dinheiro em criptomoedas / Investi em criptomoedas.

   
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