Questões de Concurso sobre Tipologias e Gêneros Textuais

 
 
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Analise a charge a seguir.


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Disponível em: < http://redacaoemrede.blogspot.com/2015/10/ideias-charge-de-laerte-sobre.html >. Acesso em: 06 nov. 2018.

Levando em consideração as particularidades desse gênero textual, é correto afirmar:


A

A charge expressa a opinião do autor, que endossa um conceito de família tradicionalmente conhecido, formado por pai, mãe e filhos.


B

Por meio da charge, o autor critica tentativas de abarcar a diversidade de indivíduos existentes na sociedade dentro do conceito tradicional de família.


C

Como texto injuntivo, a charge instrui o leitor a enquadrar diversos tipos de formação familiar dentro de um único modelo.


D

A charge narra o processo de transformação dos diversos indivíduos da sociedade em uma família.

Texto 3


O EXERCÍCIO DA CRÔNICA


Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.


(MORAES, Vinícius de. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. p. 17.)


A prática da crônica está intimamente associada à vida diária e comum. A relação do texto de Vinícius de Moraes (texto 3) com as marcas próprias do gênero está expressa na preocupação em:


A

abordar a rotina de trabalho do cronista.


B

reforçar a objetividade do texto em prosa.


C

refletir sobre a produção literária brasileira.


D

discutir problemas inventados pelo cronista.


E

empregar figuras de linguagem diversificadas.

Assinale a alternativa correta sobre o predomínio da tipologia textual em cada texto.


A

Os dois textos são constituídos de diálogo. Isso se percebe no Texto I por meio do uso da 2ª pessoa (pronome você). No Texto II, há trocas de turno entre os interlocutores, indicadas nas imagens.


B

A tipologia que predomina no Texto II é a expositiva, uma vez que a maior fala está no primeiro quadrinho, onde o personagem expressa um desejo.


C

A tipologia predominante no Texto I é a narrativa, pois, como sugere o título - BITCOIN - Uma moeda simples que está criando milionários pelo mundo -, o texto relata a história do milionário Erik Finman.


D

A tipologia predominante no Texto I é a expositiva, pois o autor explana várias informações sobre bitcoins.

São características do gênero textual desse texto, EXCETO:


A

Linguagem de fácil compreensão.


B

Pode possuir um caráter humorístico, crítico ou irônico.


C

Busca convencer o leitor da opinião do autor.


D

Descreve fatos cotidianos.

Em relação à macroestrutura textual, o texto de Bo Mathiasen é:


A

predominantemente injuntivo e argumentativo.


B

predominantemente argumentativo.


C

predominantemente narrativo e descritivo.


D

predominantemente expositivo.

O principal objetivo do gênero textual predominante nesse texto é


A

persuadir o leitor em relação ao ponto de vista do autor.


B

informar o leitor de forma objetiva e formal.


C

divulgar a opinião de um determinado veículo de comunicação.


D

responder a uma determinada opinião divergente da do autor.

Os gêneros permitem o tratamento da intrigante e difícil questão que indaga: Por que os membros de comunidades discursivas específicas usam a língua da maneira como fazem? Atente às respostas para esse questionamento apresentadas a seguir e assinale a que for INCORRETA.

A
Cada gênero textual tem um propósito bastante claro que o determina e lhe dá uma esfera de circulação.

B
Todos os gêneros têm uma forma e função, bem como um estilo e um conteúdo.

C
Os gêneros são modelos estanques com estruturas rígidas e com formas culturais.

D
A determinação da língua se dá basicamente pela função e não pela forma.

Com relação à forma como o texto se estrutura, conclui-se que ele é, predominantemente,


A

argumentativo.


B

dialogal.


C

expositivo.


D

injuntivo.


E

narrativo.

Considerando o fator textual da aceitabilidade, evidencia-se que se trata, quanto ao gênero, de


A

uma charge.


B

uma placa.


C

uma tira.


D

uma pintura.

Com relação ao tipo e gênero textual é CORRETO dizer:


A

Trata-se de texto jornalístico, com características narrativas, em que predomina um estilo de comunicação informal.


B

Trata-se de gênero jurídico, que discute a lei contra a pirataria.


C

Trata-se de gênero propaganda, uma vez que propõe convencer o leitor que ele também pode ser um pirata.


D

Trata-se de texto argumentativo, gênero jornalístico, que defende um ponto de vista.

Sobre gêneros e tipos textuais, analise as afirmativas a seguir:


I- Tipos textuais são sequências teoricamente definidas pela sua natureza linguística.

II- As designações teóricas dos tipos são narração, poema, injunção, descrição, argumentação e exposição.

III- Gêneros textuais são os textos materializados encontrados na vida diária, como, por exemplo, telefonema, romance, bilhete, aula expositiva, lista de compras etc.


Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):


A

I apenas.


B

II apenas.


C

I e III apenas.


D

II e III apenas.

[...] todos os nossos enunciados se baseiam em formas-padrão e relativamente estáveis de construção de um todo. Tais formas constituem [...] ‘tipos relativamente estáveis de enunciados’, marcados sócio-historicamente, visto que estão diretamente relacionados às diferentes situações sociais.

(KOCH, Ingedore G. V. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002, p. 54)



A leitura do fragmento acima permite inferir que a autora alude aos gêneros textuais


A

primários, que ocorrem em esferas públicas e complexas de interação social


B

primários e secundários, que apresentam ambos peculiaridades temáticas, composicionais e estilísticas.


C

secundários, que ocorrem em situações de comunicação ligadas a esferas sociais cotidianas de relação humana.


D

primários e secundários, que são ambos estáticos, pois independem dos contextos sociais.


E

primários e secundários, que se restringem ambos ao âmbito da escrita.

A partir dos elementos estruturais, do conteúdo apresentado no texto e seu propósito comunicativo, é correto afirmar que “Coisas & Pessoas” pode ser classificado como:

A
Uma crônica.

B
Um conto popular.

C
Um conto psicológico.

D
Uma narrativa de aventura.
No poema, o eu lírico descreve a mulher

A
de modo sensual, apesar de seu amor não ser correspondido por ela.

B
como um ser inatingível, portanto não pode entregar- se ao amor.

C
com ironia e desdém, porque ele racionaliza a forma de amar.

D
sob uma perspectiva objetiva, uma vez que o amor dela não lhe interessa.

E
de forma pouco convencional, mas termina por entregar- se ao amor.

Leia atentamente o seguinte texto:


Receita do amor

Ingredientes:

  1. 4 xícaras de carinho
  2. 2 xícaras de atenção
  3. 2 colheres de suspiros
  4. 8 pedaços de saudades
  5. 3 colheres de respeito
  6. Amor, sorrisos bobos, pimenta e ciúmes a gosto


Modo de preparo:

– Misture 8 pedaços de saudade com 2 xícaras de atenção em uma panela até virar uma mistura onde qualquer momento seja especial. Acrescente sorrisos bobos até ficar homogêneo;

– Junte todo o carinho na forma e caramelize com suspiros de paixão, ao sentir o cheiro de sonhos se espalhando no ambiente retire do fogo e acrescente uma pitada de pimenta para sentirmos a intensidade dentro de nós sempre que provarmos;

– Misture bem todos os ingredientes anteriores;

– Para não virar rotina, acrescente muito amor e uma colher de ciúmes. Para dar um pequeno sabor de dedicação, adicione 3 colheres de respeito. (Caso erre na medida de ciúmes coloque respeito a gosto).

(...)

Rendimento: Duas porções

Dica de acompanhamento: Aprecie com abraços e músicas.


Diêgo Cabó


Fonte:https://www.pensador.com/frase/MTgyMjExMg/. Acesso em 08/09/2018


O critério que impera na determinação interpretativa do gênero apresentado é


A

o suporte.


B

o contexto.


C

a forma.


D

a função.

O próprio autor classifica o seu texto no gênero textual denominado “crônica”; a característica desse gênero presente no texto é:

A
uma narrativa de fatos curiosos;

B
uma descrição de cenas interessantes;

C
um comentário de fatos do momento;

D
uma discussão sobre temas polêmicos;

E
uma apreciação crítica de um fato passado.

“Por outro lado, somos tão bombardeados por imagens e por estímulos visuais que, para nos proteger do excesso, aprendemos a não perceber o que está em volta, aprendemos a nos proteger. Por isso, a propaganda fica cada vez mais agressiva. Os produtos precisam, a qualquer custo, chamar a atenção do possível comprador, até que sejamos capazes de ´ver sem olhar´. Ou seja, mesmo sem estarmos interessados, não podemos escapar de perceber uma imagem de propaganda”.


Esse segmento do texto nos mostra um conjunto de características do texto publicitário. A característica que não está presente nesse segmento é a de que o texto publicitário deve


A

dirigir-se ao comprador potencial do produto anunciado.


B

produzir mensagens subliminares.


C

convencer os compradores a adquirirem o produto.


D

criar interesse pelos produtos indicados.


E

mudar a ideologia social dos clientes.

Texto I

“MÚSICA E(M) SOCIEDADE”, UMA RICA REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DA MÚSICA EM NOSSAS VIDAS

Julinho Bittencourt

O livro de Paulo Roxo Barja, traduz em linguagem simples e rica, relações que você sempre teve com a música e que, feito num sonho, seu texto faz despertar Paulo Roxo Barja é uma pessoa plugada em dois mundos. Por um lado, é pós-doutorado pela USP, doutor em ciências e mestre em física. Por outro, é cordelista e músico, formado em piano e interessado por música, seja ela qual for. Filho de pai maestro com mãe apaixonada por literatura, a despeito da sua atuação como cientista e acadêmico, nunca deixou a sua produção artística de lado.

Na mesma medida em que se aprofunda nos estudos, a sua intenção musical se volta, ironicamente, mais e mais às coisas forjadas pelo povo e para o povo. Autor de extensa obra (só de cordéis, já publicou mais de 70), acaba de lançar “Música e(m) Sociedade – Artigos, Crônicas e Reflexões”, um pequeno e lindo livro onde consegue, ao mesmo tempo, o rigor científico em sua estrutura e uma linguagem surpreendentemente clara no seu conteúdo.

Tudo o que compartilha ao longo de suas pouco mais de 140 páginas são experiências que vivenciou, ouviu e comprovou em vários momentos de sua vida. Parte de coisas prosaicas e cotidianas que qualquer ouvinte de música um pouco mais atento experimenta, mas que o autor traduz com maestria, encaixando peças até então soltas e aleatórias.

Logo de saída, desmistifica o ambiente sagrado da música erudita, mais exatamente o período da renascença. Num capítulo hilário, redime a nossa contemporaneidade desbocada e desbanca falsos moralistas das salas de concerto ao nos mostrar, traduzir e comentar canções do século XVI tão malcriadas que fariam qualquer MC do funk proibidão parecer um ingênuo iniciante.

Dos renascentistas profanos, pula para o urgente e emergente mundo sagrado dos pretos velhos da umbanda, segundo ele, a religião mais genuinamente brasileira de todas. Mais uma vez, corre a buscar exemplos que entrelaçam a trajetória dos negros escravos aos seus cantos, ritmos e origens de suas danças.

Seguir viagem adentro neste “Música e(m) Sociedade” é mergulhar em experiências musicais díspares, algumas delas em artigos divididos com outros autores. Paulo Roxo Barja transita por várias manifestações e se debruça, sobretudo, nas reações humanas que elas desencadeiam, no todo compartilhado. Nos sons forjados por nós e que, consequentemente, nos forjam e assim por diante.

Vai da canção pop brasileira dos anos 50 até 2000 à trilha do filme “O Som do Coração”, imprescindível na construção da narrativa. Relata vivências em comunidades, poesia e canção popular, a paixão por Nara Leão, o papel da música na área da saúde.

Guarda para o final, feito sobremesa, uma deliciosa série de reflexões extremamente pessoais que, talvez por isso mesmo, se revelem estranhamente próximas, irrecusavelmente comuns a muitos de nós. Uma das mais divertidas é quando conta ter colocado a interpretação de Cristiane Jaccottet para o Prelúdio Nº 1, do Cravo Bem Temperado, de Bach, no toque do seu celular. Por conta disto, por diversas vezes, se pegou não atendendo a ligação enlevado com a música.

No final das contas, “Música e(m) Sociedade – Artigos, Crônicas e Reflexões”, de Paulo Roxo Barja, vai te pegar de surpresa, ao traduzir, na sua linguagem simples e rica de professor, relações que você sempre teve com a música e que, feito num sonho, seu texto faz despertar.

Publicado em: 31/01/2018 Texto adaptado. Disponível em: https://www.revistaforum.com.br/2018/01/31/musica-em-sociedade-uma-rica-reflexao-sobre-o-papel-da-musica-em-nossas-vidas/ Acesso em: 01/02/2018


O Texto I pertence a qual gênero textual?


A

Relato pessoal.


B

Carta pessoal.


C

Texto instrucional.


D

Dissertação argumentativa.


E

Resenha crítica.

   
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