Questões de Concurso sobre Uso das aspas

 
 
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“...e providências contra o que chamou de “abominável” tráfico humano.” (L.36-37).

A justificativa para o emprego das aspas no vocábulo sublinhado é a de que esse vocábulo:


A

está empregado fora de seu sentido habitual.


B

representa um uso inadequado em função de ser o Papa que o emprega.


C

recebe, com esses sinais, menos força expressiva.


D

merece destaque na argumentação do autor do texto.


E

é identificado como uma citação do Papa.

Em relação ao emprego das aspas no texto, é correto afirmar que


A

assinalam frases tomadas de empréstimo pelo governador, nos três casos.


B

apontam citações literárias dentro de um discurso coloquial, feito para correligionários.


C

em todos os exemplos indicam a fala de uma personagem alheia ao contexto.


D

indicam falas da personagem no 1ª e 3ª exemplos, e citação alheia, no 2ª.


E

isolam slogans do governo estadual, na forma de ações efetivas a serem tomadas.

A palavra desacoplarmos (L.64) foi grafada entre aspas porque:

A
representa uma citação.

B
se trata de palavra de origem estrangeira.

C
corresponde a uma gíria.

D
houve intenção de usá-la em sentido irônico.

E
houve intenção de reforçar enfaticamente seu sentido figurado.

“...não está em curso no Brasil uma “guerra civil” que exige uma crescente militarização...”


A justificativa para o uso de aspas na expressão sublinhada é a de que ela:


A

é utilizada para realçar ironicamente uma expressão.


B

indica a falta de hábito do autor ao utilizá-la.


C

recebe, dessa forma, menor força expressiva.


D

está empregada fora de seu sentido habitual.


E

apresenta, assim, acentuado seu valor significativo.

O emprego de aspas nos dois últimos parágrafos indica que a citação da fala dos locutores foi transcrita literalmente.


C

Certo


E

Errado

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.


Crime organizado e militarização


___Apesar de todos os avanços ocorridos no estado de direito, o crescimento da violência e da criminalidade, ao lado do agravamento das já graves violações de direitos humanos no ano de 1994, conduziu as autoridades a uma militarização crescente do enfrentamento da violência. Os resultados bastante limitados, para dizer o mínimo, atingidos pela ocupação militar da cidade do Rio de Janeiro mostram claramente a ineficiência dessa abordagem. O equívoco não é apenas logístico, mas reside na concepção mesma da abordagem militarizada.

___O estereótipo das sociedades modernas, em especial as cidades, como o lugar da violência faz crer que a violência urbana tenha aumentado de forma ininterrupta desde a formação das grandes cidades, mas isso não corresponde à realidade. Na realidade, o crescente monopólio da violência física e o autocontrole que os habitantes da cidade progressivamente se impuseram levaram a uma crescente “pacificação” do espaço urbano. Se os níveis de criminalidade forem tomados como um indicador de violência, fica claro que esta declinou desde meados do século XIX até meados do século XX: somente por volta dos anos 1960 a violência e o crime começam a aumentar, tornando-se o crime mais violento depois dos anos 1980.

___Apesar da violência, do crime, das graves violações de direitos humanos, não está em curso no Brasil uma “guerra civil” que exige uma crescente militarização, com a intervenção das forças armadas – como ocorreu na cidade do Rio de Janeiro. A noção de guerra é equivocada por que os conflitos ocorrem no interior da sociedade, onde seus membros e grupos sociais – especialmente em sociedades com má distribuição de renda – jamais cessam de viver em situações antagônicas. É a democracia que permite à sociedade conviver com o conflito, graças ao respeito das regras do jogo definidas pela constitucionalidade e dos direitos humanos, tanto direitos civis e políticos como sociais e econômicos: o enfrentamento militarizado do crime organizado não é compatível com a organização democrática da sociedade. Nenhuma pacificação na sociedade é completa. A matança pela polícia, a violência do crime, as chacinas, os arrastões, a guerra do tráfico não são episódios de uma guerra civil nem retorno ao estado de natureza. São consequências de conflitos e políticas de Estado permanentemente reproduzidas pelas relações de poder numa sociedade autoritária ao extremo, por meio das instituições e das desigualdades sociais.

___(...)

___Essa crítica às operações militares e ao equívoco, a nosso ver, do governo federal e do governo do estado do Rio de Janeiro em prolongar, com pequenas modificações, um convênio de duvidosa legitimidade constitucional não visa pregar a inação do governo federal, ou até mesmo das forças armadas. É intolerável para o estado de direito e para a forma democrática de governo que largas porções do território nacional estejam controladas pelo crime organizado como em várias favelas e bairros ou nas fronteiras dos estados. Mas é inaceitável, na perspectiva de uma política de segurança sob a democracia, uma delegação do governo civil às forças armadas para um enfrentamento do crime que tem contornos das antigas operações antiguerrilhas. De alguma forma essa intervenção militar velada no estado do Rio de Janeiro confere novas formas inquietantes da militarização das questões civis da segurança pública, agravando a continuidade da influência das forças armadas já presente na manutenção do policiamento ostensivo por forças com estatuto de subsidiárias às forças armadas e pelo foro especial das justiças militares estaduais. Ora, a formalidade estrita da democracia requer que o governo civil exerça a plenitude de seu poder na definição e no exercício da política de segurança.


In: DIMENSTEIN, Gilberto. Democracia em pedaços – direitos humanos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 31-34.


“...não está em curso no Brasil uma “guerra civil” que exige uma crescente militarização...”


A justificativa para o uso de aspas na expressão sublinhada é a de que ela:


A

recebe, dessa forma, menor força expressiva.


B

está empregada fora de seu sentido habitual.


C

apresenta, assim, acentuado seu valor significativo.


D

é utilizada para realçar ironicamente uma expressão.


E

indica a falta de hábito do autor ao utilizá-la.

O emprego das aspas no segmento constante do Texto I indica


A

diálogo entre as autoridades envolvidas na execução do plano anunciado.


B

informação de certa forma fora do contexto, por ser redundante.


C

citação exata das palavras de uma autoridade no assunto tratado.


D

síntese do plano de controle do desmatamento voltado para o Cerrado.


E

reprodução da ideia central, que será desenvolvida no texto II.

No último parágrafo a primeira vírgula e as aspas foram usadas, respectivamente, para


A

separar uma oração apositiva / indicar um neologismo.


B

destacar uma locução adverbial / destacar uma expressão.


C

referenciar uma oração principal / ironizar um provérbio.


D

ligar um termo de igual função a outro / enfatizar o pensamento do editor do texto.


E

separar uma oração subordinada antecipada / marcar uma citação.

Marque a alternativa em que, omitindo-se as aspas, se altera o sentido da frase.


A

E tudo se passou no meio de um grande silêncio, “dum medium silentium”.


B

A teoria do “multiverso” sustenta que o universo é apenas um entre inúmeros outros.


C

O termo “vanguarda” é comumente empregado para designar uma atitude que rompe com padrões culturais vigentes de uma época.


D

A “imparcialidade” com que os jornalistas tratam determinados assuntos às vezes chega a ofender nossa capacidade crítica.

[...] ("parece ter sido concebido pelo pior inimigo dos Estados Unidos ..."), [...] (linhas 44-45)

As aspas utilizadas no trecho entre parênteses se justificam por


A

destacar o trecho chamando a atenção para a relevância do conteúdo.


B
se tratar de uma transcrição.

C

tecer um comentário desabonador para a educação americana.


D

revelar, com certa ironia, uma opinião oposta à do autor.

O emprego das aspas em algumas palavras do texto


A

chama a atenção do leitor para a importância de seu sentido no contexto.


B

indica uso específico de termos técnicos para esclarecer alguns conceitos.


C

aponta para o sentido particular de certas palavras de uso comum na gíria.


D

mostra a inclusão de opiniões alheias, como um novo interlocutor no contexto.


E

atesta a participação de palavras de origem estrangeira no vocabulário nacional.

Quanto ao texto de Cora Coralina, é INCORRETO afirmar:


A

O poema apresenta várias vozes.


B

Passava, no terceiro verso, pode ser substituído por passou.


C

As aspas empregadas pela autora apresentam diversas funções.


D

O termo recreação corresponde ao que Machado de Assis chama de gozo em seu soneto.

O uso das aspas se justifica pelo mesmo motivo nas seguintes passagens do texto, EXCETO:


A

É “breakfast” de manhã, “happy hour” à tarde e um “drive in” à noite. (2° parágrafo)


B

Já por mais de uma vez foi lembrado, neste espaço, ensinamento de Aires da Matta Machado Filho, o observar que “o povo é quem faz a língua”. (1° parágrafo)


C

É alarmante o que se observa agora de anglicismos agredindo “a última flor do Lácio” (7° parágrafo)


D

“Ao transpor os umbrais da minha alcova”, e por aí afora, até darmos de cara com o “pouco se me dá, que a azêmola claudique”, porque, “eu quero é acicatá-la”. (6° parágrafo)

Justifica-se a utilização de aspas na expressão "caixa preta" da pré-história (linhas 15 e 16) porque assinalam


A

estrangeirismo.


B

linguagem figurada, ou seja, uma metáfora.


C

citação de palavras de outro autor.


D

linguagem figurada, ou seja, ironia.


E

termo técnico.

No primeiro parágrafo, o emprego do sinal de dois-pontos e de aspas indica a citação de discurso que não pertence ao do autor do texto.

C
Certo

E
Errado

As aspas justificam-se pelo emprego de discurso direto em


A

"interferência perigosa" (terceiro parágrafo).


B

"on-line" (sexto parágrafo).


C

"Science" (sexto parágrafo).


D

"céticos" (nono parágrafo).


E

"Se esperarmos mais evidências empíricas avassaladoras da mudança climática antes de agirmos, a inércia implica que mudanças maiores nos aguardam no futuro, que podem ser difíceis ou impossíveis de evitar" (último parágrafo).

O trecho entre aspas com que o autor inicia o texto 1 tem a função de:


A

exemplificar o que será dito em seguida.


B

sintetizar o pensamento do autor.


C

delimitar o assunto a ser tratado no texto.


D
concentrar a idéia principal do texto.

E
antecipar a conclusão.

Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro no emprego dos sinais de pontuação.


A

No Brasil, mesmo depois da proclamação da República, o Estado continuou sendo uma organização nacional frágil, com baixa capacidade de incorporação social e mobilização política interna, e sem vontade ou pretensões expansivas.


B

Do ponto de vista estritamente econômico, foi uma economia "primário-exportadora", até a crise mundial de 1930, seguindo uma trajetória de crescimento e modernização restrita a suas atividades ligadas à exportação e submetendo-se quase que inteiramente, às regras e políticas liberais impostas pelo padrão-ouro.


C

Essa forma de inserção econômica internacional permitiu que o Brasil crescesse até os anos 30, graças à complementaridade entre a sua economia e a economia mundial.


D

Cresceu, sobretudo, devido à integração do País com as finanças inglesas, o que permitiu que o país obtivesse o financiamento externo indispensável para evitar crises mais agudas no balanço de pagamentos.


E

Essa primeira experiência liberal de desenvolvimento demonstrou ter um limite crônico de "restrição externa", que era trazido pelos seus problemas de balanço de pagamentos e pela fragilidade da sua moeda.

O emprego de aspas indica que, nos trechos em que elas ocorrem, os pensamentos do antropólogo foram parafraseados.


C

Certo


E

Errado

O uso das "aspas", no texto, ocorreu em virtude do autor querer ressaltar na palavra ou na expressão:

A

o uso da linguagem padrão.


B

a presença da gíria.


C

a presença de estrangeirismo.


D
o seu sentido particular
   
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