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Do ponto de vista linguístico-discursivo, a tirinha reforça a ideia de que a Libras:
é uma língua auxiliar, dependente da escrita para produzir sentido completo.
possui caráter performático, mas baixa densidade informacional.
é plenamente capaz de transmitir conteúdos complexos de forma autônoma.
necessita de tradução simultânea para garantir validade acadêmica.
limita-se a contextos informais e não institucionais.
No campo da tradução e da interpretação envolvendo a Língua Brasileira de Sinais, diferentes conceitos e modalidades são utilizados conforme o público atendido, o contexto comunicativo e as necessidades específi cas de acessibilidade. Entre esses conceitos, destacam-se a tradução, a transliteração e os diferentes modos de interpretação. Assim sendo, a tradução, no âmbito da Libras, caracteriza-se por:
transferir sentidos entre línguas diferentes, respeitando as especifi cidades linguísticas e culturais de cada uma
reproduzir sinais da Libras seguindo a estrutura gramatical da Língua Portuguesa
adaptar conteúdos livremente, sem compromisso com o texto de partida
manter correspondência palavra por palavra entre Libras e Língua Portuguesa
utilizar exclusivamente a datilologia como recurso principal
O uso de recursos tecnológicos no apoio à interpretação em Libras caracteriza-se por:
Substituir o intérprete.
Garantir neutralidade absoluta.
Atuar como ferramenta auxiliar.
Eliminar formação específica.
Padronizar a Libras
O Código de Conduta e Ética da Federação Brasileira das Associações dos Profi ssionais Tradutores, Intérpretes e GuiaIntérpretes de Língua de Sinais (FEBRAPILS) estabelece princípios que orientam a atuação profi ssional do tradutor/intérprete de Libras/Língua Portuguesa. Esses princípios envolvem aspectos como confi dencialidade, imparcialidade, competência profi ssional e respeito às partes envolvidas no processo comunicativo, sendo aplicáveis a todos os contextos de atuação. De acordo com tal código, a atuação ética do tradutor/intérprete de Libras/Língua Portuguesa implica:
manter confi dencialidade e discrição sobre as informações acessadas, atuando com neutralidade e respeito às partes envolvidas
recusar interpretações com base em preferências pessoais, sem necessidade de justificativa profissional, escolhendo as demandas principais
orientar o Surdo a concordar com decisões legais quando identificar possíveis falhas na comunicação de modo a contribuir para vantagem dele
priorizar interesses pessoais ou profissionais, mesmo que isso interfi ra no conteúdo da interpretação, pois o pessoal sempre sobressai ao profissional.
divulgar informações confidenciais para justificar sua conduta diante de conflitos profissionais, considerando que este profissional tem acesso anterior a dados sigilosos
Ao entregar à professora uma apresentação transcrita após ter apresentado em Libras, o estudante surdo evidencia, no plano discursivo e cultural, que:
a Libras é uma língua auxiliar, dependente da língua portuguesa escrita.
a língua portuguesa escrita substitui plenamente a Libras no contexto escolar.
a tradução escrita é sempre suficiente para garantir acessibilidade educacional.
a Libras possui autonomia linguística, mas a escola não está preparada para 5econhece-la plenamente.
a comunicação escrita elimina a necessidade de intérpretes de Libras em sala de aula.
Assinale a alternativa correta quanto as abordagens educacionais voltadas à educação de surdos no Brasil:
O oralismo defende o uso prioritário da língua africana como primeira língua da pessoa surda;
A comunicação total utiliza exclusivamente a língua oral e proíbe o uso de gestos e sinais;
O bilinguismo propõe a Língua Brasileira de Sinais como primeira língua da pessoa surda e a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua;
A educação inclusiva dispensa a presença de intérprete de Libras na escola regular.
Compreender os surdos como minoria social implica deslocar o olhar da deficiência individual para as dimensões linguísticas, culturais e políticas da surdez. Essa perspectiva reconhece que a exclusão vivenciada pela comunidade surda decorre, em grande medida, da negação de seus direitos linguísticos e do acesso limitado à comunicação.
Com base nessa abordagem, assinale a alternativa correta.
A surdez é definida exclusivamente como limitação sensorial.
A condição de minoria social envolve o compartilhamento de língua, cultura e experiências históricas.
A identidade surda independe do acesso à língua de sinais.
As políticas educacionais não devem considerar aspectos culturais.
A identidade surda é construída social e historicamente, sendo fortemente influenciada pelo acesso à língua de sinais, pela convivência com outros surdos e pelo reconhecimento social da surdez como diferença linguística. A ausência ou o atraso no acesso linguístico pode gerar impactos significativos no desenvolvimento pessoal e educacional.
Assinale a alternativa correta.
A identidade surda forma-se exclusivamente a partir de fatores biológicos.
O acesso tardio à língua de sinais não interfere na construção identitária.
O contato precoce com a Libras contribui para o fortalecimento da identidade surda.
A identidade surda baseia-se prioritariamente na oralização.
De acordo com Oliveira (2024), a expressão Educação Inclusiva é comumente utilizada para se referir ao direito à Educação de qualidade que os mais diferentes grupos sociais, historicamente excluídos da escola têm. Trata-se de um movimento filosófico e político mundial.
OLIVEIRA, Jáima Pinheiro de. Educação Especial: formação de professores para a inclusão escolar. 1 ed 2ª impressão. São Paulo: Contexto, 2024.
Sobre Educação Inclusiva, assinale (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO.
( ) A educação inclusiva tem como objetivo a inclusão do público da educação especial, não contemplando o público dos transtornos específicos da aprendizagem.
( ) Quando falamos de educação inclusiva, não falamos de grupos específicos; falamos de todos independentemente de essas pessoas possuírem algum tipo de marcador social linguístico, cultural ou outro.
( ) A educação inclusiva reconhece que as diferenças fazem parte da constituição do ser humano e que uma escola pretensamente inclusiva deve respeitar a convivência com essa diferença ao longo do processo da formação humana ao qual ela se propõe.
( ) Ter direito a uma educação de qualidade significa ter acesso à educação, participar das atividades propostas pela escola e fundamentalmente aprender.
Assinale a sequência CORRETA.
V, F, V, V
V, V, F, V
F, F, V, F
F,V, V, V
F, V, V, F
A análise histórica das práticas educacionais voltadas à pessoa surda revela disputas entre diferentes concepções de linguagem, identidade e normalidade. Essas disputas influenciaram diretamente as políticas educacionais, os currículos escolares e as formas de inserção social da pessoa surda, produzindo efeitos que ainda se fazem presentes nas práticas contemporâneas.
Assinale a alternativa correta.
A história da educação de surdos demonstra continuidade na valorização da língua de sinais.
As concepções históricas não influenciam as políticas educacionais atuais.
As práticas educacionais oscilaram entre a negação e o reconhecimento da língua e da identidade surda.
O bilinguismo sempre foi o modelo predominante no Brasil.
O ensino de português para surdos deve observar as especificidades de uma língua de modalidade diferente, focando na aquisição de competências de leitura e escrita. Sobre este tema, assinale a alternativa CORRETA.
A Língua Portuguesa deve ser ensinada ao surdo exclusivamente por meio do método fônico, focando na associação entre grafemas e sons da fala que o aluno não consegue perceber auditivamente.
O ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para surdos deve privilegiar a modalidade escrita, utilizando metodologias de ensino que reconheçam a Libras como língua de instrução no processo educativo.
O professor de português para surdos deve ser proibido de utilizar a Libras em sala de aula, visando forçar o aluno a pensar diretamente na lógica sonora do português falado nos processos pedagógicos de ensino da língua.
Os alunos surdos são dispensados do aprendizado da Língua Portuguesa escrita, devendo utilizar apenas a escrita de sinais (Sutton SignWriting) para todas as atividades da vida civil nos processos institucionais de comunicação oficial.
A avaliação do português escrito do aluno surdo deve punir severamente os erros de concordância verbal e nominal, ignorando que a Libras possui uma estrutura sintática distinta que influencia a escrita.
A formação da Língua Brasileira de Sinais é marcada pelo contato entre línguas de sinais estrangeiras e sinais nativos utilizados por surdos brasileiros. Sobre a história e influências da Libras, assinale a alternativa CORRETA.
A proibição do uso de línguas de sinais no Congresso de Milão em 1880 não produziu efeitos no Brasil, garantindo que a Libras fosse a única língua de instrução nas escolas durante o século XX.
A Libras sofreu forte influência da Língua de Sinais Francesa devido à vinda do professor Ernest Huet, em 1857, para a fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos no Rio de Janeiro.
A formação histórica da Libras fundamenta-se na doutrina do oralismo puro, que estabelecia que sinais manuais eram ruídos visuais que deveriam ser extintos por meio de punição física sistemática.
A Língua Brasileira de Sinais originou-se da simplificação gestual da Língua Portuguesa falada, não possuindo relações genealógicas com sistemas linguísticos de outros países.
A Libras é considerada um dialeto da ASL (American Sign Language), compartilhando com a língua de sinais americana o mesmo alfabeto manual e todas as configurações de mão para numerais.
A atuação do tradutor e intérprete de Libras envolve a gestão simultânea de processos cognitivos, discursivos e operacionais, cuja organização varia conforme o regime de produção, o controle de turnos e a temporalidade da mediação linguística. Sobre essas dinâmicas, analise as afirmativas a seguir.
I. A manutenção de um intervalo mínimo entre recepção e produção, em regime de fluxo contínuo e sem segmentação por pausas do emissor, pode ser estrategicamente ampliada em determinados momentos para viabilizar a reorganização semântica e sintática da mensagem, sem descaracterizar o regime de produção adotado.
II. A adoção de segmentação discursiva com interrupções controladas do emissor, seguida de reformulação integral em língua alvo, tende a preservar a continuidade interacional em contextos de alta alternância de turnos, ao evitar sobreposição informacional e reduzir a necessidade de antecipação interpretativa.
III. A organização da atuação em regime de alternância entre profissionais, com divisão entre execução e monitoramento simultâneo da produção, constitui estratégia que favorece tanto a consistência interpretativa quanto a gestão de variáveis cognitivas e fisiológicas inerentes à atividade contínua.
Está CORRETO o que se afirma em:
I, II e III.
III apenas.
II apenas.
I apenas.
I e III apenas.
A gramática da Libras organiza-se em diferentes níveis que garantem a produtividade e a complexidade da língua. Acerca das propriedades gramaticais, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O nível fonológico da Libras estuda as unidades mínimas distintivas, como configuração de mão e ponto de articulação, que sozinhas não possuem significado.
(__) A sintaxe da Libras segue obrigatoriamente a ordem Sujeito-Verbo-Objeto (SVO), sendo vedada a utilização da estrutura Tópico-Comentário em registros formais.
(__) A morfologia da Libras permite a formação de novos sinais por meio de processos como a derivação (mudança de parâmetro) e a composição (união de dois sinais).
(__) Verbos de concordância na Libras são aqueles que possuem marcação de pessoa e número através da direção do movimento entre os pontos estabelecidos no espaço.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, V, V.
F, F, F, F.
V, V, V, V.
V, V, F, V.
F, V, V, F.
No uso cotidiano da Língua Brasileira de Sinais, determinados recursos são empregados quando não existe um sinal específico para determinado termo. No sistema comunicativo da Libras, a datilologia é empregada com o objetivo de:
expressar emoções por meio de expressões faciais.
soletrar nomes próprios e palavras sem sinal correspondente.
representar verbos de movimento e criar termos ainda não existentes.
indicar flexões gramaticais da frase.
marcar concordância espacial entre sujeitos.
Na análise fonológica da Libras, diferentes parâmetros podem contrastar sinais e produzir distinção de significado. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses parâmetros.
intensidade vocal.
locação do sinal.
ritmo prosódico.
articulação vocálica.
tonicidade silábica.
No campo das Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas à acessibilidade, existem softwares desenvolvidos para facilitar a comunicação entre usuários da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e falantes da língua portuguesa. Um desses recursos digitais utiliza um avatar tridimensional que traduz automaticamente textos e conteúdos em português para Libras. O software descrito é:
HandTalk
Moodle
Scratch
Audacity
LibreOffice
Na produção dos sinais em Libras, existe uma delimitação espacial que orienta a realização adequada dos movimentos durante a sinalização. Considerando essa característica, assinale a alternativa correta.
Os sinais podem ser realizados livremente em qualquer espaço ao redor do corpo.
A produção dos sinais depende tão somente da configuração de mão.
Existe um espaço específico diante do corpo destinado à realização dos sinais.
Os sinais devem ser realizados preferencialmente abaixo da linha da cintura.
A sinalização exige que os braços sejam totalmente estendidos.
À luz do estudo “Unidade didática e plano de atividades: uma prática de resistência pedagógica para o desenvolvimento de sentidos em Libras e em língua portuguesa” (Morais; Cruz, 2020), no que tange ao contraste estabelecido pelas autoras entre a concepção tradicional de ensino e a abordagem metodológica proposta para o letramento de aprendizes surdos, assinale a alternativa correta.
O ensino tradicional fundamenta o insucesso educacional do público surdo na inobservância aos marcos regulatórios vigentes, ao passo que a perspectiva defendida soluciona essa deficiência mediante a aplicação estrita das normativas contemporâneas de inclusão escolar.
A metodologia tradicional adota gêneros discursivos autênticos prioritariamente para desenvolver a fluência leitora, enquanto o modelo sistêmico-funcional prioriza a adaptação e simplificação de enunciados para atenuar as barreiras derivadas da ausência de estímulos sonoros.
A didática convencional preconiza a introdução simultânea da língua de sinais e da língua portuguesa nos anos iniciais, ao passo que a proposta sociointeracionista das autoras condiciona o ensino do idioma pátrio à restrição temporária de insumos visuais.
O viés pedagógico tradicional concebe a exploração textual como um mecanismo preparatório para o ensino metalinguístico isolado, ao passo que a abordagem baseada em tarefas suprime a análise do sistema léxico-gramatical em prol da fluência interativa.
Os materiais e planos tradicionais assumem o ensino da língua de forma estanque e voltada a aprendizes ouvintes, em contraposição à metodologia sugerida, que subordina a estrutura léxico-gramatical aos propósitos sociocomunicativos mediante aportes visuoespaciais.