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Um médico, ao ser contratado para a função de Auditor de um hospital privado, depara-se com uma cláusula contratual que estabelece seus honorários. A proposta inclui uma remuneração fixa e uma parcela variável, calculada como um percentual sobre o montante financeiro economizado pela instituição, decorrente das glosas efetuadas e acatadas. Considerando as vedações do Código de Ética Médica, a análise CORRETA desta cláusula indica que ela:
É eticamente aceitável, pois estimula o zelo do auditor na identificação de procedimentos desnecessários.
Fere o Código ao subordinar os honorários ao resultado do tratamento, caracterizando o exercício mercantilista da medicina.
É lícita, contanto que o médico atue com absoluta isenção e suas glosas sejam tecnicamente irrepreensíveis, conforme o dever de competência.
É expressamente vedada, pois é proibido ao médico o recebimento de remuneração ou gratificação por valores vinculados à glosa.
Constitui infração ética por configurar modalidade de dicotomia, sendo a vedação aplicável, todavia, somente quando o médico auditor mantiver vínculo assistencial direto com o paciente cujo procedimento é objeto da glosa.
Em uma auditoria hospitalar, identificou-se que a maior parte dos eventos adversos graves estava relacionada à administração incorreta de medicamentos de alto risco. Nesse contexto, a medida sistêmica considerada mais efetiva para reduzir tais eventos em instituições de alta complexidade é:
Implantação de protocolos de dupla checagem e uso de sistemas informatizados de prescrição com alertas de interação e dose.
Aumento da carga de trabalho dos farmacêuticos, sem mudanças estruturais nos processos.
Restrição do uso de medicamentos de alto risco apenas a médicos especialistas, sem envolvimento da equipe multiprofissional.
Substituição de todos os medicamentos de alto risco por alternativas menos eficazes, mas mais seguras.
Punição disciplinar imediata de profissionais envolvidos em erros, sem análise sistêmica das causas.
A matriz SWOT é uma ferramenta de diagnóstico situacional e análise de cenário, relevante etapa no Plano de Auditoria. São fatores incluídos na matriz SWOT, EXCETO:
Fraquezas.
Forças.
Factibilidade.
Oportunidades.
Ameaças.
Em uma auditoria operacional de um programa público de saúde, qual dos seguintes indicadores reflete a efetividade?
Número de pacientes atendidos.
Custo de imunização por paciente.
Tempo de espera para atendimento de emergência.
Anos de vida agregados com saúde após quimioterapia.
Relação entre número de médicos e número de atendimentos.
A partir da definição do sistema de Chiavenato e da Lei nº 8.689/1993, assinale a alternativa que apresenta a melhor definição do conceito de SNA do SUS.
Conjunto de órgãos de controle externo dos três Poderes, autônomos entre si, sem subordinação à direção do SUS, com competência exclusiva de fiscalizar a aplicação de recursos em ações hospitalares de alta complexidade.
Estrutura centralizada no Ministério da Saúde responsável por substituir os controles internos estaduais e municipais, com foco predominante em sanções administrativas e responsabilização de gestores.
Sistema de órgãos colegiados de participação social instituídos em cada esfera de governo, com atribuição principal de deliberar sobre a política de saúde e homologar previamente os relatórios de auditoria.
Conjunto de órgãos e unidades instituídos em cada esfera de governo, que interagem entre si a partir de indicativos de organização estabelecidos na esfera federal, com atribuição de realizar auditoria no SUS no âmbito de suas respectivas atuações.
Rede de unidades de auditoria interna formada por componentes federais, articulada com o TCU, com previsão de atuação direta sobre serviços municipais de saúde.
Um médico auditor é designado para auditar uma unidade cujo gestor é filho do seu irmão. De acordo com o “Manual de Conduta Ética do Profissional da Auditoria do SUS” (2022), qual é a conduta correta?
Executar auditoria normalmente, se não houver influência direta.
Executar a auditoria se não houver indícios de inconformidade.
Delegar o caso a outro colega, sem informar a relação.
Preencher Declaração de Potenciais Impedimentos.
Solicitar o afastamento do parente da gestão durante a auditoria.
Em caso de judicialização por medicamento de alto custo não padronizado na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, os entes federados são acionados. Qual atribuição comum à União, Estados e Municípios justifica a cobrança solidária?
Financiamento, orçamentação e controle de recursos.
Formulação exclusiva de plano nacional.
Execução supletiva estadual.
Coordenação de subsistemas de vigilância.
Normatização de serviços privados.
Na Portaria de Consolidação nº 1/2017 e suas alterações posteriores, a respeito do Módulo de Gestão de Dados e Indicadores (MGDI) a ser utilizado para a saúde pública no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), consta a seguinte definição: “conjunto de elementos estruturados que descrevem o indicador, fornecendo, entre outras, informações sobre dados gerais, qualificação, objetivo, método de cálculo, responsabilidade técnica, indicadores relacionados, categorias de análise, tipo de extração e agregação de dados”. O trecho anterior refere-se ao(s):
Cadastro otimizado de dados.
Indicador de resultado.
Macroacervo institucional.
Metadados.
Repositórios.
São elementos mínimos de uma matriz de achados conforme o modelo do TCU/DENASUS, EXCETO:
Causa.
Critério
Risco.
Evidência.
Recomendação.
Assinale a alternativa correta sobre a gestão de riscos relacionados à auditoria, conforme o “Manual de Gestão de Riscos do Tribunal de Contas da União” (2020).
O tratamento adequado do risco independe da probabilidade de ocorrência do evento.
Um evento de alta probabilidade de ocorrência deve ser considerado como sendo de alto impacto.
Um evento que, ocorrendo, comprometerá totalmente o atingimento do objetivo deve ser considerado de alta probabilidade.
Os riscos, independentemente do nível, não devem ser aceitos na administração pública.
O nível do risco se baseia na relação existente entre probabilidade e impacto da ocorrência de um evento.
Em relação às glosas de contas, de acordo com o “Manual do Sistema Nacional de Auditoria (SNA)”, qual deve ser a glosa quando forem detectados atos profissionais realizados simultaneamente no mesmo hospital ou em hospitais diferentes pelo mesmo profissional?
Total.
Total, apenas se comprovado dolo.
Apenas do procedimento que não tiver autorização prévia.
Parcial, apenas do procedimento de maior valor.
Parcial, apenas do procedimento de menor valor.
Na análise de conta hospitalar, o auditor detectou que um paciente com angina estável ingressou no hospital pela emergência e realizou angioplastia. A internação foi caracterizada como de caráter eletivo, mas emitiu-se AIH de urgência. Nesse caso, qual é a conduta adequada?
Solicitar ao autorizador a modificação do caráter da AIH de urgência para eletiva.
Solicitar que o médico assistente retifique os dados do prontuário a fim de caracterizar a internação como de urgência.
Não autorizar o pagamento da AIH, não havendo como corrigir o erro cometido.
Modificar a primeira AIH para internação de investigação e emitir nova AIH de tratamento cirúrgico.
Proceder à glosa parcial da conta, cobrando apenas a diferença para internação de urgência.
Paciente foi internado com procedimento 03.03.14.015-1 – Tratamento de Pneumonias ou Influenza (Gripe). Durante a internação, houve piora do quadro, implicando internação em UTI e tratamento de choque séptico. Considerando que o procedimento 03.03.01.003-7 – Tratamento de Outras Doenças Bacterianas tem valor maior, qual é a conduta correta?
Abrir nova AIH após o tempo médio de permanência do primeiro procedimento.
Manter o primeiro procedimento registrado, sem troca ou nova emissão de AIH.
A mudança de procedimento poderá ser feita se o procedimento inicial for diagnóstico e/ou atendimento de urgência em clínica médica.
Pode ser feita a mudança de procedimento para o procedimento de maior valor através de Laudo de Mudança de Procedimento.
A mudança de procedimento é permitida se houver procedimento cirúrgico posterior à internação em UTI.
No contexto de uma auditoria para Certificação Hospitalar, a equipe de engenharia clínica deve garantir a segurança do paciente por meio da convergência entre a infraestrutura de apoio e o parque tecnológico.
Sobre os requisitos técnicos, normativos e de gestão para a instalação de um novo ventilador pulmonar (Sistema de Suporte à Vida) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), assinale a alternativa correta.
De acordo com a RDC n° 02/2010 (Gestão de Tecnologias em Saúde), a instalação do ventilador dispensa a verificação da rede de Gases Medicinais, uma vez que o equipamento possui alarmes de baixa pressão de entrada para garantir a tecnovigilância.
Em sistemas de Diagnóstico por Imagem e Suporte à Vida, a instrumentação biomédica baseia-se na transdução de sinais biológicos; contudo, a legislação sanitária vigente proíbe o uso de softwares de gestão de manutenção que não possuam certificação compulsória do INMETRO.
O Plano de Gerenciamento de Equipamentos Médicos deve focar, exclusivamente, na manutenção preventiva, sendo que a análise de indicadores de disponibilidade e o gerenciamento de risco são etapas posteriores à implementação do Sistema de Gestão da Qualidade.
A calibração (metrologia) do ventilador pulmonar é um processo corretivo que visa ajustar os sensores internos de fluxo e de pressão do equipamento, devendo ser realizada semanalmente pela equipe de manutenção de equipamentos biomédicos para assegurar a acreditação.
Para mitigar riscos de macrochoque e de microchoque em ambientes de Terapia Intensiva, o sistema de segurança elétrica deve, obrigatoriamente, utilizar o Esquema de Aterramento IT-Médico, o qual permite a continuidade da operação do suporte à vida, mesmo após a ocorrência de uma primeira falha.
Durante auditoria interna, um laboratório clínico foi notificado por liberar laudos sem análise crítica, limitando-se à validação técnica dos equipamentos e sem correlacionar os resultados laboratoriais com informações clínicas relevantes do paciente. Essa prática compromete a qualidade diagnóstica e a segurança assistencial. Considerando os princípios da fase pós-analítica e as normas de boas práticas em análises clínicas, marque a opção correta sobre a revisão e liberação dos resultados analíticos.
A revisão dos resultados deve restringir-se às variáveis analíticas, como precisão e exatidão, sendo desnecessária a correlação com dados clínicos e pré-analíticos.
A liberação de resultados pode ser realizada automaticamente pelo sistema, desde que os controles internos estejam dentro dos limites aceitáveis, dispensando avaliação humana.
A validação técnica dos equipamentos e controles substitui a necessidade de validação clínica, uma vez que assegura a qualidade dos resultados numéricos obtidos.
A liberação deve ser realizada por profissional habilitado, com análise crítica que contemple variáveis pré-analíticas, biológicas e o contexto clínico do paciente, garantindo a confiabilidade diagnóstica.
Auditoria de qualidade em um Laboratório Central de Saúde Pública revisa falhas no processo diagnóstico de doenças de notificação compulsória. A coordenação decide priorizar ações corretivas na fase do processo que, segundo norma técnica do SISLAB, concentra a maior proporção de erros laboratoriais.
Segundo o Guia para Diagnóstico Laboratorial em Saúde Pública — Ministério da Saúde, qual é essa fase?
Fase pré-analítica.
Fase analítica.
Fase pós-analítica.
Fase de validação epidemiológica.
As questões de auditoria, elemento central da matriz de planejamento, orientam o desenvolvimento da atividade, desde a definição das metodologias até a coleta e análise das evidências, incluindo a verificação dos riscos previamente identificados. Nesse sentido, as questões de auditoria formuladas devem estar diretamente relacionadas à natureza das respostas esperadas e à metodologia a ser adotada. As questões de auditoria classificadas como Descritivas
fornecem informações detalhadas sobre as condições de implementação ou funcionamento de um programa ou atividade.
buscam explicar desvios em relação ao desempenho padrão ou identificar causas para determinados resultados.
analisam a efetividade do objeto de auditoria, considerando o que teria ocorrido caso o programa ou a atividade não tivessem sido executados.
buscam explicar desvios em relação ao desempenho padrão ou identificar causas para determinados resultados.
analisam a precisão das respostas e suas consistências, os custos orçamentários e os controles revogados extemporaneamente.
O perito e auditor médico deve conhecer os instrumentos diagnósticos para a prática da medicina. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA.
A anamnese é uma ferramenta que auxilia na formulação diagnóstica e deve ser utilizada dando-se o peso apropriado às informações obtidas.
A avaliação clínica constatando inspirações rápidas e curtas, seguidas por períodos regulares ou irregulares de apneia, indica padrão respiratório de Kussmaul.
O tato constitui uma abordagem útil à inferência diagnóstica quando se palpa um gânglio pétreo e se reconhece o padrão de uma metástase.
A avaliação por imagem por meio de ultrassonografia à beira do leito (point of care) é útil em casos de hidronefrose e retenção urinária em serviços de urgência médica.
Para a obtenção do diagnóstico, a estratégia hipotético-dedutiva constitui uma ferramenta valiosa para o exercício da medicina.
Durante uma auditoria interna, a equipe identificou diferença nos passos usados para conferir a identidade da paciente antes da indução anestésica. Assinale a alternativa que apresenta a ação que está alinhada à segurança do paciente cirúrgico, segundo a Portaria MS nº 529/2013.
Padronizar um procedimento de conferência que toda a equipe utilize de forma integrada.
Autorizar que cada setor escolha sua forma de identificar a paciente.
Realizar a conferência verbal apenas entre cirurgião e anestesista.
Reduzir as etapas do processo de verificação para agilizar o fluxo.
Realizar a identificação somente no momento em que a paciente entra na sala cirúrgica.
Em serviço de hemodinâmica, auditoria interna identifica falhas na checagem de identidade de pacientes antes de procedimentos invasivos. Nesse contexto, assinale a medida de segurança que deve ser priorizada:
Reduzir número de procedimentos realizados, sem alterar protocolos.
Implementar protocolos de identificação dupla (nome completo e data de nascimento), checklist pré-procedimento e treinamento multiprofissional.
Delegar checagem exclusivamente ao paciente.
Suspender procedimentos até revisão completa da estrutura hospitalar.
Transferir pacientes para outro hospital, sem integração.