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Um recém-nascido apresenta cianose central e dificuldade respiratória logo após o nascimento. O exame físico revela sopro cardíaco e pulsos femorais fracos. A ecocardiografia mostra uma obstrução grave no trato de saída do ventrículo esquerdo. Qual é o diagnóstico mais provável e qual é a abordagem inicial recomendada para estabilizar o recém-nascido?
Tetralogia de Fallot; anastomose sistêmico-pulmonar.
Atresia tricúspide; cirurgia de Norwood.
Estenose aórtica congênita; substituição valvar imediata.
Estenose pulmonar; balonoplastia da valva pulmonar.
Coarctação da aorta; prostaglandina E1 para manter o ducto arterioso patente.
Indique qual dos seguintes sinais clínicos é característico da coarctação da aorta em uma criança, auxiliando no diagnóstico clínico.
Cianose central, pulsos periféricos amplos e sopro contínuo.
Hipotensão nos membros superiores, taquicardia e edema periférico.
Pulsos femorais diminuídos ou ausentes, hipertensão nos membros superiores e sopro sistólico.
Cianose periférica, pressão arterial normal e sopro diastólico.
Acerca das atualizações nas recomendações para parada cardiorrespiratória e reanimação cardiopulmonar em pediatria, assinale a alternativa CORRETA.
Quando for possível monitorar continuamente a pressão arterial invasiva no momento da PCR, é aconselhável que os socorristas usem pressão arterial diastólica para avaliar a qualidade da RCP.
Ao executar RCP em bebês e crianças com via aérea avançada estabelecida, é aconselhável alcançar um intervalo de frequência respiratória de 1 ventilação a cada 6 segundos (10/min), sem interromper compressões.
O tempo de administração da dose inicial de epinefrina, se realizada em até 8 minutos, não apresenta relevância na probabilidade de sobrevivência do paciente.
É aconselhável escolher tubos traqueais (TT) sem balonete, em vez de com balonete para intubar bebês e crianças. Vários estudos atestaram a superioridade do TT sem balonete no que se refere à redução do risco de aspiração e de reintubação.
A tetralogia de Fallot consiste em 4 anomalias, uma delas refere-se à:
inversão das ligações normais da aorta e da artéria pulmonar com o coração.
obstrução da via de saída do ventrículo direito.
déficit de crescimento.
crises hipercianóticas.
sangue rico em oxigênio circulando apenas entre os pulmões e o coração.
Assinale a alternativa em que o (s) sinal (is) clínico (s) não se correlaciona (m) com a possível etiologia da Hipertensão arterial secundária na infância/ adolescência.
Sopro abdominal – Estenose de artéria renal
A relação entre as pressões arteriais sistólicas dos membros inferior e superior direitos é maior que 1,0 – Coarctação da aorta
Massa abdominal palpável – Neuroblastoma
Fácies de Elfo (Gnomo) – Síndrome de Williams
Taquicardia, Palidez, rubor, diaforese – Feocromocitoma
Assinale a opção que indica o sintoma mais comum nos lactentes com insuficiência cardíaca.
taquipneia.
hepatomegalia.
Edema palpebral.
ascite.
A cardiomiopatia hipertrófica congênita é quase sempre causada por um defeito genético. O defeito pode ser:
I- Mutação genética espontânea.
II- Defeito genético hereditário.
III- Transmissão doença de chagas.
Apenas o item I está correto
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas o item III está correto.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Os principais sintomas de insuficiência cardíaca na criança são:
Esforço respiratório, sopro patológico, taquicardia, edema e aumento do número de infecções respiratórias.
Esforço respiratório, cansaço aos esforços (amamentação), taquicardia, sudorese e aumento do número de Infecções respiratórias.
Esforço respiratório, cansaço aos esforços (amamentação), cianose e anasarca.
Cianose, dispneia, taquicardia, sudorese e endocardite.
Sopro cardíaco, cansaço aos esforços (amamentação), cianose, sudorese e aumento do número de infecções respiratórias
Hipolipidemia corresponde:
ao aumento concomitante do LDL.
ao aumento isolado dos triglicérides.
ao aumento do LDL-c em valores ≥ 160 mg/Dl.
à redução plasmática do HDL-c.
à redução concomitante do LDL.
Um recém-nascido apresenta cianose central ao nascer e sinais de dificuldade respiratória. A ecocardiografia revela uma comunicação interventricular (CIV) grande, transposição das grandes artérias (TGA) e estenose pulmonar. Qual é o diagnóstico mais provável para esta combinação de anomalias e qual é a base embriológica subjacente a esta condição?
Transposição das grandes artérias; defeito na rotação do septo conotruncal.
Defeito do septo atrioventricular; falha na fusão dos coxins endocárdicos.
Síndrome de Eisenmenger; comunicação interventricular sem estenose pulmonar.
Tetralogia de Fallot; falha na divisão do cone e do tronco arterioso pelo septo conal.
Atresia tricúspide; ausência de desenvolvimento da válvula tricúspide.
Um lactente de 3 meses apresenta dificuldades na alimentação, ganho de peso insuficiente e sudorese durante as mamadas. O exame físico revela um sopro sistólico contínuo na região infraclavicular esquerda. Qual é o diagnóstico mais provável e qual é a característica hemodinâmica associada a esta cardiopatia congênita?
Coarctação da aorta; hipertensão nos membros superiores e hipotensão nos membros inferiores.
Comunicação interatrial; shunt da direita para a esquerda.
Estenose pulmonar; aumento da pressão no ventrículo direito.
Comunicação interventricular; aumento do fluxo sanguíneo pulmonar.
Persistência do canal arterial; shunt da esquerda para a direita.
Enzo, 13 anos, procura seu atendimento porque irá participar de uma seletiva para a base do Figueirense. Assintomático e com exame físico normal, apresenta o eletrocardiograma a seguir:

Destaque do quadro à direita inferior da imagem:

Sobre o caso, é correto afirmar que:
Enzo deve receber amiodarona indefinidamente.
Enzo deve receber trombolítico imediatamente.
As alterações sugerem possível alteração nos canais de sódio do paciente.
As alterações são uma variante da normalidade em pacientes jovens.
Existem sinais eletrocardiográficos de hipercalemia.
As cardiopatias congênitas representam um grupo heterogêneo de anomalias anatômicas e funcionais do coração que se desenvolvem durante a embriogênese. A correção precoce das cardiopatias críticas pode melhorar significativamente a sobrevida e a qualidade de vida desses pacientes. O diagnóstico precoce é, muitas vezes, desafiador, principalmente em áreas com menor acesso a exames de imagem avançados, como o ecocardiograma fetal. Entre as cardiopatias congênitas, destaca-se a Transposição das Grandes Artérias (TGA), na qual há uma inversão dos vasos que saem do coração, causando circulação paralela e hipoxemia severa. Escolha a alternativa que melhor descreve o tratamento inicial indicado para recém-nascidos com Transposição das Grandes Artérias (TGA) e hipoxemia grave.
Cirurgia de Fontan.
Oxigenoterapia de alto fluxo.
Cirurgia de Glenn Bidirecional.
Prostaglandina E1 intravenosa.
O manejo da hipertensão em pediatria requer atenção especial. Sobre os principais medicamentos indicados no tratamento da hipertensão em crianças, é correto afirmar que:
Os diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, são os fármacos de primeira escolha no tratamento da hipertensão pediátrica.
Os bloqueadores dos canais de cálcio, como a amlodipina, são contraindicados em crianças devido ao risco elevado de efeitos adversos.
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o enalapril, são uma opção terapêutica adequada e segura em crianças hipertensas.
Os antagonistas dos receptores de angiotensina II (ARA II), como o losartana, não possuem indicação estabelecida para o tratamento da hipertensão em pediatria.
Os betabloqueadores, como o atenolol, não devem ser utilizados em crianças com hipertensão, pois podem causar efeitos adversos graves nessa faixa etária.
Na crise hipertensiva em crianças e adolescentes, o tratamento deve ser feito com cautela para evitar quedas abruptas de pressão arterial. Aponte qual dos seguintes medicamentos é o mais indicado para administração intravenosa no manejo inicial de uma crise hipertensiva pediátrica:
Nifedipino.
Labetalol.
Captopril.
Espironolactona.
Hidroclorotiazida.
Paciente de 12 anos chega ao Ambulatório de Pediatria com histórico de Correia, febre (39ºC) e poliartrite há 2 anos. A mãe complementa que o menor teve cardite prévia com leve insuficiência mitral sendo necessária a pulsoterapia com medida de tratamento. O paciente está perguntando até quantos anos ele deverá fazer a profilaxia secundária da Febre Reumática.
Até 21 anos ou 5 anos após o último surto (o que durar mais).
Até os 40 anos.
Até 25 anos ou 10 anos após o último surto (o que durar mais).
Por toda a vida.
Como deve ser feita a reanimação Cardiopulmonar em pediatria na presença de dois profissionais?
Ciclos de 30 compressões e 4 respirações.
Ciclos de 30 compressões e 2 respirações.
Ciclos de 15 compressões e 4 respirações.
Ciclos de 15 compressões e 2 respirações.
Uma criança de 2 anos e 3 meses está na UTI pediátrica com insuficiência respiratória grave por síndrome de desconforto respiratório pediátrico (PARDS), em ventilação de alta frequência, e veio com uma gasometria arterial com Ph-7,51 pCO2-22 pO2-71 Bic-24 Saturação-92% K-3,2. O médico optou por aumentar a frequência respiratória da ventilação de alta frequência oscilatória de 7 Hertz para 9 Hertz, pois o PCO2 está baixo e a criança está em alcalose respiratória, e, ao mesmo tempo, prescreveu uma correção de potássio de 0,5 mEq/kg/hora em 2 horas, pois ela está em uso de furosemida e o potássio está baixo. Após 2 horas, a enfermagem chama o médico, pois a criança subitamente ficou muito pálida e o monitor está alarmado. Foi realizado o eletrocardiograma a seguir:

A criança tem pulso central presente, fraco e rápido e pressão arterial de 70 x 40 mmHg.
A respeito do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
A criança apresenta uma taquicardia com desparecimento da onda P e com onda T apiculada, o que sugere hiperpotassemia. Deve-se coletar nova gasometria e potássio e já introduzir gluconato de cálcio 0,5 a 1 mL/kg, solução polarizante e bicarbonato de sódio, para redução do potássio sérico, pois provavelmente, com alteração da frequência respiratória, ocorreu uma queda do pH e aumento do potássio; associado à correção de potássio, este aumentou muito, levando à alteração eletrocardiográfica e hemodinâmica.
A criança está taquicárdica e com sinais de instabilidade e hipotensão, então, deve-se optar por introduzir adrenalina contínua na dose de 0,1 mcg/kg/minuto e reavaliar em 15 minutos. A alteração hemodinâmica é uma complicação da utilização da ventilação de alta frequência oscilatória.
A criança está taquicárdica e com alteração hemodinâmica. Deve-se então fazer uma expansão com cristaloide na dose de 20 mL/kg, pois a ventilação de alta frequência oscilatória leva a um aumento na pressão média das vias aéreas com redução do retorno venoso e redução do débito cardíaco, o que deve estar levando à instabilidade hemodinâmica.
A criança apresenta uma taquicardia ventricular com pulso e está instável hemodinamicamente, portanto deve-se optar por realizar uma cardioversão sincronizada imediatamente, coletar exames e repitir a correção de potássio. O quadro é provavelmente decorrente da hipocalemia que a criança apresenta.
Deve-se retornar imediatamente para a ventilação convencional, pois a instabilidade hemodinâmica deve ser decorrente da ventilação de alta frequência oscilatória, levando a um aumento na pressão média das vias aéreas com redução do retorno venoso e redução do débito cardíaco.
Criança de 5 meses, portadora de cardiopatia congênita ainda não operada, internada na UTI por uma descompensação cardíaca, em uso de carvedilol, furosemida e xarope de cloreto de potássio. Subitamente a criança desmaia durante o banho no leito e o médico, após ser chamado, a encontra inconsciente, sem respirar e sem pulso palpável. O profissional chama ajuda, imediatamente inicia as compressões e solicita monitorização.
O lactente é monitorizado conforme a fita a seguir:

Com relação à conduta inicial, hipótese diagnóstica e conduta a ser tomada posteriormente, assinale a alternativa correta.
Condutas inicial: incorreta. Hipótese Diagnóstica: Atividade Elétrica Sem Pulso. Conduta: obter um acesso venoso imediato e administrar epinefrina associada à compressão torácica, manter a relação entre compressões e ventilação de 15 compressões para 2 ventilações e, no próximo ciclo, administrar gluconato de cálcio, pois o paciente deve apresentar hiperpotassemia associado ao uso do xarope de cloreto de potássio.
Conduta inicial: incorreta. Hipótese Diagnóstica: Taquicardia Supraventricular. Conduta: Cardioverter com 0,5 a 1 Joule/kg, obter um acesso venoso e administrar adenosina e, se necessário, administrar amiodarona – 5 mg/kg em 20 minutos.
Conduta inicial: correta. Hipótese Diagnóstica: Taquicardia Ventricular. Conduta: Desfibrilar com 2 a 4 Joules/kg, obter um acesso venoso e, após o 2o choque, caso se mantenha o mesmo ritmo, administrar epinefrina – 0,01 mg/kg a cada 3 a 5 minutos, aumentar a carga do choque até 10 J/kg e, caso não haja resposta após o 3o choque e a administração da primeira dose de epinefrina, administrar Amiodarona – 5 mg/kg em bolus ou Lidocaina 1 mg/kg, seguida de infusão contínua de 20 a 50 mcg/kg/min.
Conduta inicial: correta. Hipótese Diagnóstica: Taquicardia Ventricular. Conduta: Cardioverter com 0,5 a 1 Joule/kg, obter um acesso venoso e administrar amiodarona – 5 mg/kg em bolus. Coletar exames para avaliar a possível etiologia da PCR (Hs e Ts).
Conduta inicial: incorreta. Hipótese Diagnóstica: Taquicardia Ventricular. Conduta: Desfibrilar com 2 a 4 Joules/kg, obter um acesso venoso e administrar epinefrina – 0,01 mg/kg a cada 3 a 5 minutos, aumentar a carga do choque até 4 J/kg e, se necessário, administrar amiodarona – 5 mg/kg em 20 minutos.
Algumas arritmias são causadas por defeitos congênitos. A opção que relaciona corretamente a arritmia e o defeito congênito correspondente é a/as:
insuficiência das valvas atrioventriculares pode causar flutter atrial
cardiopatias com grandes átrios cursam com bloqueio atrioventricular total
transposição corrigida das grandes artérias pode causar extrassístoles
síndrome de Wolf-Parkinson-White está associada a bloqueio de ramo esquerdo
alterações no septo atrioventricular causam taquicardia paroxística supraventricular