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Em relação a Insuficiência cardíaca na criança, analise as afirmativas abaixo:
I. O quadro clínico na criança pode variar desde assintomático até o choque cardiogênico.
II. O quadro clínico de IC decorre fundamentalmente da congestão venosa pulmonar e sistêmica.
III. Os sinais de congestão venosa sistêmica são cardiomegalia, edema palpebral e de membros ou rápido perda de peso, sendo esses sintomas mais frequentes nas crianças maiores e nos adolescentes.
IV. Na maioria dos casos de IC, o ritmo cardíaco será sinusal ou de taquicardia sinusal, entretanto, existem algumas arritmias que podem ser a causa da própria IC, como o bloqueio atrioventricular total e a taquicardia supraventricular ou ventricular.
Está(ão) correta(s):
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
Algumas cardiopatias congênitas podem evoluir com insuficiência cardíaca, como a estenose aórtica valvar grave cujo quadro é caracterizado por:
cardiomegalia acentuada e edema pulmonar
cianose central e sopro de aparecimento tardio
sopro sistólico leve e sobrecarga ventricular esquerda
sobrecarga biventricular com comunicação interatrial restritiva
Tumor cardíaco primário benigno comum em lactentes e crianças. São tumores usualmente múltiplos, intramiocárdicos e sua localização mais comum é nos ventrículos, mas podem se originar nos átrios:
rabdomioma.
mixomas.
fibroelastoma papilar.
fibroma.
lipoma.
Arritmias cardíacas em crianças e adolescentes podem ser desafiadoras de diagnosticar e tratar devido às diferenças nas manifestações clínicas e na fisiologia cardíaca em comparação com adultos. Analise as afirmativas a seguir:
I.A taquicardia supraventricular (TSV) é a arritmia sintomática mais comum em crianças, e o tratamento inicial pode incluir manobras vagais ou administração de adenosina.
II.A síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é caracterizada pela presença de uma via acessória que pode predispor a taquicardias reentrantes, e a ablação por radiofrequência é uma opção terapêutica eficaz.
III.A bradicardia sinusal em crianças é sempre patológica e requer intervenção imediata.
IV.O intervalo QT prolongado é um achado eletrocardiográfico que pode predispor a arritmias ventriculares perigosas, como a torsades de pointes, e pode ser causado por mutações genéticas ou uso de certos medicamentos.
V.O bloqueio atrioventricular completo congênito pode ser assintomático ao nascimento, mas frequentemente requer a implantação de um marcapasso permanente na infância.
Estão corretas as afirmativas:
III, IV e V, apenas.
I, II, III e V, apenas.
I, II, IV e V, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV, apenas.
Uma criança de 7 anos com histórico de cardiopatia congênita apresenta-se com dispneia aos esforços, fadiga, e edema periférico. O exame físico revela hepatomegalia e estertores pulmonares bilaterais. Qual é a causa mais provável de insuficiência cardíaca nesta paciente e qual é o tratamento inicial mais indicado?
Miocardite viral aguda; corticosteroides.
Miocardiopatia hipertrófica; beta-bloqueadores.
Estenose aórtica congênita; intervenção cirúrgica imediata.
Miocardiopatia dilatada; transplante cardíaco.
Cardiopatia congênita com shunt esquerdo-direito; diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA).
As cardiopatias congênitas na infância são defeitos estruturais do coração presentes desde o nascimento que podem impactar significativamente a saúde e o desenvolvimento da criança, muitas vezes necessitando de tratamento especializado para correção ou manejo dos sintomas. Qual a cardiopatia congênita mais comum em crianças?
Tetralogia de Fallot.
Persistência do canal arterial.
Comunicação interventricular
Transposição dos grandes vasos.
Comunicação interatrial.
A endocardite infecciosa (EI) é definida como um processo inflamatório do endocárdio (valvar ou mural) causado, mais comumente, por infecção bacteriana e, em casos mais raros, por fungos, vírus, rickettsias, micobactérias e clamídias. A EI ocorre com maior frequência em portadores de anomalias cardíacas congênitas ou adquiridas e representa importante causa de morbidade e mortalidade na faixa etária pediátrica.
Quais os principais microorganismos etiológicos da endocardite infecciosa na infância?
Cardiobacterium hominis e Haemophilus sp.
Eikenella sp, Kingella kingae e Staphylococcus.
Haemophilus sp, Actinobacillus actinomycetemcomitan e Enterococcus.
Streptococcus, Haemophilus sp e Actinobacillus actinomycetemcomitan.
Streptococcus, Staphylococcus e Enterococcus.
Em quais casos é recomendado a profilaxia de endocardite infecciosa na infância?
Pacientes que já tiveram endocardite, cardiopatias cianóticas complexas não corrigidas e condutos e próteses, portadores de próteses, condutos ou dispositivos artificiais e transplantados com lesão orovalvar.
Pacientes com cardiopatias cianóticas complexas não corrigidas, portadores ou não de próteses, condutos ou dispositivos artificiais.
Pacientes que nunca tiveram endocardite, mas que possuem cardiopatias cianóticas complexas corrigidas e com próteses.
Pacientes que já tiveram endocardite, cardiopatias complexas corrigidas e uso de próteses.
Pacientes com cardiopatias cianóticas complexas não corrigidas e com condutos e próteses, portadores de próteses, condutos ou dispositivos artificiais e transplantados com lesão orovalvar.
O tratamento medicamentoso da IC crônica na criança deve ser voltado para o controle dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos nessa fase, ou seja:
Redução e controle dos sinais de hipovolemia sistêmica e pulmonar; inibição do sistema renina-angiotensinaaldosterona e do sistema simpático (vasoconstritores); redução da pré-carga ventricular, permitindo melhor desempenho miocárdico.
Redução e controle dos sinais de hipervolemia sistêmica e pulmonar; inibição do sistema renina-angiotensinaaldosterona e do sistema simpático; redução da pós-carga ventricular, permitindo melhor desempenho miocárdico.
Redução e controle dos sinais de hipervolemia sistêmica e pulmonar; inibição do sistema renina-angiotensinaaldosterona e do sistema parassimpático; redução da pré-carga ventricular, permitindo melhor desempenho miocárdico.
Redução e controle dos sinais de hipovolemia sistêmica e pulmonar; inibição do sistema renina-angiotensinaaldosterona e do sistema parassimpático; redução da pós-carga ventricular, permitindo melhor desempenho miocárdico.
Redução e controle dos sinais de hipovolemia sistêmica e pulmonar; inibição do sistema renina-angiotensinaaldosterona e do sistema parassimpático; redução da pré-carga ventricular, permitindo melhor desempenho miocárdico.
Qual das características a seguir é inerente ao sopro inocente?
Associados a sintomas de cardiopatia.
Associação com alterações das bulhas cardíacas.
São sempre sistólicos.
São holossistólicos de regurgitação.
Irradiação nítida e fixa.
Quais são os principais sinais clínicos do edema pulmonar no recém-nascido?
Aumento do trabalho respiratório e edema.
Dispneia e edema.
Dispneia e sopro.
Taquipneia e edema.
Taquipneia e aumento do trabalho respiratório.
Qual o tumor cardíaco mais comum na infância?
Cistos pericárdicos.
Fibromas.
Fibroelastomas papilares.
Mixomas.
Rabdomiomas.
Qual a definição de cardiopatia congênita?
Alteração estrutural estritamente do coração, que apresenta significância funcional real.
Alteração estrutural do coração ou dos grandes vasos da base, que apresenta ou não significância funcional real ou potencial.
Alteração estrutural do coração ou dos grandes vasos da base.
Alteração estrutural do coração ou dos grandes vasos da base, que apresenta significância funcional real ou potencial.
Alteração estrutural do coração, que apresenta significância funcional real ou potencial.
Lactente de um ano é internado no hospital com pneumonia grave. HPP: cardiopatia congênita, fenda palatina corrigida e infecções de repetição. Exame físico: fácies sindrômica com malformações craniofaciais (hipertelorismo ocular, baixa implantação de orelhas e micrognatia). RX de tórax: condensação extensa no hemitórax direito, discreto derrame pleural homolateral e ausência da imagem do timo.
A principal hipótese diagnóstica é
doença granulomatosa crônica.
imunodeficiência combinada grave.
síndrome de ataxia-telangiectasia.
síndrome de Fanconi.
síndrome de DiGeorge.
No que diz respeito às cardiopatias congênitas acianogênicas, assinalar a alternativa INCORRETA:
A comunicação interventricular quando isolada, é a mais comum de todas as cardiopatias congênitas. No ECG, podemos identificar sobrecarga biventricular, aumento de átrio direito e até sinais de hipertrofia de ventrículo esquerdo.
As causas da cardiopatia comunicação interatrial são defeitos anatômicos que acontecem na formação do septo interatrial. Entre os defeitos, podemos destacar alterações no ostium secundum, ostium primum, seio venoso e defeitos do seio coronariano. O defeito do ostium secundum é o mais comum, e fica localizado na região da fossa oval.
No eletrocardiograma, na persistência do canal arterial (PCA) grande, vê-se sinais de sobrecarga ventricular esquerda, com ondas Q profundas e R altas nas derivações DII, DIII, aVF.
Na circulação fetal é necessário que haja um duto que conecte a artéria aorta à artéria pulmonar esquerda. Porém, quando esse canal permanece após o nascimento, acontece uma mistura de sangue arterial com sangue venoso, sendo que, na maioria dos casos, o fluxo acontece da aorta para a artéria pulmonar esquerda. Todavia, pode haver a inversão do fluxo, fazendo com que o sangue saia da artéria pulmonar em direção à aorta. Isso acontece em casos em que o canal é grande e tem-se o aumento da pressão pulmonar.
Tratando-se das cardiopatias congênitas (CC), aquelas que apresentam hipoxemia não responsiva a oxigênio, sem insuficiência respiratória proporcional significativa e a trama vascular pulmonar é pobre ao raio x de tórax, corresponde corretamente à:
CC com fluxo sistêmico dependente de canal arterial
CC com fluxo pulmonar dependente de canal arterial
CC com circulação em paralelo
CC não dependente de canal arterial
Em um caso apresentado durante um congresso de Cardiologia Pediátrica em São Paulo, um pediatra discutiu o atendimento a um lactente de 4 meses com sinais de insuficiência cardíaca devido a uma cardiopatia congênita não diagnosticada anteriormente. O bebê apresentava Taquipneia, Crepitações pulmonares e Hepatomegalia. Qual das seguintes intervenções terapêuticas é mais apropriada inicialmente para o manejo desse paciente?
Iniciar imediatamente o uso de inotrópicos positivos para aumentar a contractilidade do miocárdio.
Administrar diuréticos para reduzir a congestão pulmonar e aliviar os sintomas de insuficiência cardíaca.
Realizar uma intervenção cirúrgica de emergência para corrigir a anomalia cardíaca detectada.
Prescrever bloqueadores beta para reduzir a demanda de oxigênio do miocárdio e controlar a Taquipneia.
As cardiopatias congênitas são causas importantes de morbidade e mortalidade na infância. Qual dos seguintes achados é mais específico para o diagnóstico de transposição das grandes artérias em um recém-nascido?
Cianose generalizada persistente.
Sopros sistólicos audíveis em todos os focos.
Pressão arterial alta nos membros superiores.
Cardiomegalia evidente em radiografia torácica.
Sobre a dissecção espontanea de artéria coronária, assinale a alternativa INCORRETA.
É uma doença que acomete predominantemente mulheres, tanto na fase pré como pós-menopausa.
Gravidez, displasia fibromuscular, doenças do tecido conjuntivo e autoimunes, além do próprio processo de aterosclerose, estão entre as possíveis causas da doença.
Apenas um terço dos pacientes terão achados angiográficos clássicos da dissecção espontânea ( tipo 1 ), sendo a tomografia de coerência óptica uma ferramenta importante na definição de muitos dos casos indefinidos.
Nos pacientes estáveis, sem sinais de isquemia progressiva e sem acometimento do tronco de coronária, o tratamento costuma ser conservador.
O tratamento clínico consiste em evitar o uso de antiplaquetários, como aspirina e clopidogrel, para diminuir o avanço da dissecção, além do uso de estatina de alta potência, independente do paciente ter ou não dislipidemia.
Principais manifestações clínicas das cardiopatias congênitas:
febre, hipotensão.
sudorese.
rejeição da amamentação.
hiperfluxo pulmonar, insuficiência e sobrecarga de câmaras cardíacas.
diminuição da carboxihemoglobina.