

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Uma adolescente de 14 anos é diagnosticada com comunicação interatrial tipo ostium secundum de 22 mm, apresentando sinais de sobrecarga volumétrica das câmaras direitas. Recentemente, desenvolveu episódios sintomáticos e recorrentes de fibrilação atrial. Após avaliação com a equipe de hemodinâmica e cirurgia, optou-se pelo fechamento do defeito septal com retalho pericárdico devido a margens anatômicas inadequadas para o fechamento percutâneo. Em relação à abordagem da arritmia nesse tempo operatório, a conduta CORRETA deve ser:
Contraindicar ablações epicárdicas para preservar inervação vagal e prevenir taquicardia sinusal inapropriada pós-operatória.
Realizar o procedimento cirúrgico de Cox-Maze concomitantemente ao fechamento cirúrgico do defeito do septo interatrial.
Restringir as linhas de ablação ao átrio direito, visando limitar à sobrecarga volumétrica direita.
Promover ablação do nó atrioventricular e implante de marca-passo.
Evitar a ablação cirúrgica concomitante e programar cardioversão elétrica pós-operatória visando o remodelamento eletroanatômico atrial.
Criança de 4 anos, previamente hígida, é encaminhada ao cardiologista por sopro cardíaco detectado durante episódio febril. Ao exame com a criança afebril, ausculta-se sopro sistólico de ejeção grau 2/6 em borda esternal esquerda média, com timbre vibratório, sem frêmito. Segunda bulha com desdobramento fisiológico normal. Conforme o caso, esse achado é compatível com:
Comunicação interventricular restritiva.
Estenose pulmonar valvar leve.
Sopro de Still.
Insuficiência mitral discreta.
Comunicação interatrial tipo ostium secundum.
Uma criança com insuficiência cardíaca aguda apresenta taquipneia, estertores/sibilos pulmonares, hepatomegalia e edema, sem sinais evidentes de baixo débito sistêmico. Qual conduta medicamentosa inicial mais adequada?
Realizar expansão volêmica rotineira com cristaloide.
Priorizar diurético (ex.: furosemida) e ajuste da volemia.
Iniciar vasopressor (norepinefrina) para elevar a pressão arterial.
Introduzir beta-bloqueador endovenoso para reduzir consumo de O₂.
Suspender diuréticos e iniciar apenas vasodilatador.
Um menino de 8 anos é encaminhado ao ambulatório de cardiologia pediátrica após sopro cardíaco identificado em avaliação de rotina. Ele está assintomático, com crescimento e desenvolvimento adequados, sem história de dispneia, cansaço aos esforços habituais, sudorese excessiva, palpitações, edema ou síncope. Ao exame físico: bom estado geral, perfusão periférica preservada, frequência cardíaca e respiratória dentro da normalidade para a idade, ausência de estertores pulmonares, sem hepatomegalia e sem edema. O ecocardiograma transtorácico com doppler mostra alteração estrutural/função cardíaca anormal, porém sem sinais clínicos de insuficiência cardíaca no momento. Qual estágio de insuficiência cardíaca dessa criança conforme a International Society for Heart and Lung Transplantation?
Paciente não pode ser classificado, já que não tem sintomas.
Estágio A.
Estágio C.
Estágio D.
Estágio B.
Uma criança de 3 meses é encaminhada ao ambulatório de cardiologia pediátrica por sopro sistólico percebido em consulta de puericultura, com ecocardiograma inicial mostrando comunicação interventricular com repercussão hemodinâmica moderada e ausência de lesões associadas, e o cardiologista responsável passa a discutir com os pais a necessidade de acompanhamento seriado com avaliação evolutiva morfofuncional estruturada. Considerando elementos morfológicos e funcionais do defeito do septo ventricular, e aspectos técnicos relacionados à indicação de conduta e à estratificação fisiopatológica, assinale a alternativa correta.
Na avaliação ecocardiográfica do defeito do septo ventricular, o cálculo da razão Qp/Qs não é um parâmetro recomendado para auxiliar na definição de repercussão, pois se trata de uma medida exclusiva para defeitos atriais e não se aplica aos defeitos interventriculares.
Defeitos do septo ventricular pequenos, restritivos, podem cursar com sopro sistólico intenso e não necessariamente possuem repercussão hemodinâmica significativa, podendo inclusive apresentar fechamento espontâneo durante os primeiros anos de vida.
A intensidade do sopro sistólico em defeitos do septo ventricular está diretamente proporcional ao grau de repercussão hemodinâmica, e quanto maior o sopro, maior o shunt esquerdo-direito e maior o impacto pulmonar.
Defeitos do septo ventricular perimembranosos não devem ser considerados para correção transcateter, pois esta modalidade está reservada para os defeitos musculares do tipo inlet.
O defeito do septo atrioventricular (DSAV) é uma cardiopatia congênita caracterizada pela comunicação entre os átrios e ventrículos devido à falha na formação do septo endocárdico, podendo apresentar manifestações clínicas variadas. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Em todos os casos de DSAV, o fluxo sanguíneo é restrito e assintomático, dispensando monitoramento clínico ou ecocardiográfico regular.
(__)O DSAV completo caracteriza-se por comunicação entre os átrios e ventrículos e presença de válvula atrioventricular única, frequentemente associado a síndrome de Down.
(__)O DSAV é restrito ao septo ventricular e não envolve estruturas valvares, não necessitando intervenção cirúrgica.
(__)A ecocardiografia é o exame padrão para avaliação do DSAV, permitindo identificar extensão do defeito, insuficiência valvar e repercussões hemodinâmicas.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V, V.
F, F, V, V.
F, V, F, V.
V, F, F, F.
O exame ecocardiográfico é ferramenta essencial na avaliação cardíaca pediátrica, exigindo atenção a fatores relacionados ao operador, à instrumentação e às condições do paciente para garantir precisão diagnóstica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A experiência e treinamento do operador são determinantes na realização de ecocardiogramas transtorácicos em adultos, não influenciando significativamente os exames pediátricos.
(__)Ajustes adequados da instrumentação, como frequência do transdutor e ganho de imagem, são fundamentais para obter imagens de qualidade e permitir avaliação precisa das estruturas cardíacas em crianças.
(__)É irrelevante monitorar parâmetros vitais durante o ecocardiograma pediátrico, pois a técnica é considerada totalmente não invasiva e isenta de riscos clínicos.
(__)O preparo e o conforto do paciente, incluindo posição adequada e controle da ansiedade, são importantes para minimizar movimentos e artefatos durante o exame ecocardiográfico pediátrico.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, F, V.
V, F, F, V.
F, F, V, F.
F, V, V, F.
Criança com sopro holossistólico em foco mitral, sobrecarga de câmaras esquerdas ao ecocardiograma e remodelamento excêntrico, sem cianose, apresenta quadro típico de:
tetralogia de Fallot com hipofluxo pulmonar.
truncus arteriosus com hipertensão pulmonar precoce.
transposição das grandes artérias com septos íntegros.
atresia tricúspide com desvio direitaesquerda.
comunicação interventricular acianótica com hiperfluxo pulmonar.
Sobre o uso da ecocardiografia funcional na avaliação da falha de transição hemodinâmica em recém-nascidos, assinale a alternativa correta.
A ecocardiografia funcional é utilizada principalmente para detectar anomalias anatômicas do coração, como cardiopatia congênita.
A avaliação ecocardiográfica inicial deve ser realizada por qualquer membro da equipe médica.
A ecocardiografia funcional pode ser útil para estimar a pré e a pós-carga, avaliar o tamanho e a direção do shunt do canal arterial e monitorar o efeito das drogas vasoativas no débito cardíaco.
O uso da ecocardiografia funcional não tem relevância na detecção de hipertensão pulmonar em recém-nascidos hipoxêmicos.
A ecocardiografia não é recomendada no contexto de choque transicional, pois o tratamento não melhora o prognóstico a longo prazo.
Assinale a alternativa que apresenta apenas características clínicas que são mais frequentes na síndrome de Edwards.
Microcefalia, hipertonia e malformações cardíacas congênitas.
Hipotonia muscular, trissomia do 21 e anomalias oculares.
Macrossomia, displasia de quadril e anomalias urológicas.
Malformação das orelhas, aplasia do couro cabeludo e fissura labiopalatal.
Estenose pilórica, deficiência de crescimento e deformidades esqueléticas.
Em relação à embriogênese cardíaca em humanos, assinale a alternativa correta.
O átrio, o ventrículo direito e a via de saída derivam de células em diferenciação que são adicionadas ao coração somente após a formação do tubo primitivo.
Não há diferença na sinalização embriológica na formação do campo cardíaco primário e secundário.
Já em fases iniciais da formação, é possível identificar histologicamente os componentes do sistema de condução semelhantes aos observados no coração pós-natal.
Os cardiomiócitos que compõem o ventrículo direito definitivo originam-se da população primária de progenitores cardíacos, enquanto o ventrículo esquerdo é um derivado do campo cardíaco secundár
As valvas cardíacas já podem ser observadas com 7 dias da formação cardíaca.
Recém-nascido de 2 dias de vida, sexo feminino, nascido a termo com história perinatal benigna, peso adequado e Apgar normal, apresenta cianose central progressiva sem desconforto respiratório significativo com saturação periférica de oxigênio de 72%. É realizado o teste de hiperóxia: após oferta de oxigênio a 100%, a gasometria arterial pré-ductal (membro superior direito) revela PO₂ de 45 mmHg e a gasometria pós-ductal (membro inferior) revela PO₂ de 42 mmHg. Nesse caso, assinale CORRETAMENTE a interpretação do resultado e a conduta indicada:
PO₂ pré-ductal de 45 mmHg com diferença pré/pós-ductal de 3 mmHg indica hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido; a conduta é iniciar óxido nítrico inalatório e ventilação mecânica com FiO₂ de 100%.
PO₂ pós-ductal de 42 mmHg indica cardiopatia congênita com shunt misto (tronco arterial comum ou ventrículo único sem estenose pulmonar); a conduta é iniciar diuréticos para controle do hiperfluxo pulmonar.
PO₂ entre 100 e 250 mmHg indica provável pneumopatia neonatal, sendo necessário iniciar antibioticoterapia empírica e suporte ventilatório sem necessidade de prostaglandina E1.
A diferença de 3 mmHg entre PO₂ pré e pós-ductal é inferior a 20 mmHg, o que exclui a possibilidade de cardiopatia congênita canal-dependente e confirma doença pulmonar primária.
PO₂ inferior a 100 mmHg com teste negativo indica provável cardiopatia congênita cianótica crítica do tipo fluxo pulmonar canal-dependente ou circulação em paralelo; a conduta é iniciar prostaglandina E1 imediatamente.
Lactente, 4 meses de idade, portador de defeito do septo atrioventricular não corrigido, é avaliado em consulta de seguimento. O peso atual encontra-se abaixo do escore Z -2 para a idade, configurando déficit nutricional significativo. Durante a anamnese estruturada, a mãe descreve que o paciente não apresenta sintomas em repouso no berço, contudo, durante as mamadas (única atividade de esforço do lactente), exibe intensa sudorese frontal e taquipneia acentuada, necessitando pausar frequentemente, o que culminou na drástica redução do ganho ponderal. De acordo com os critérios de classificação funcional para essa faixa etária, o quadro clínico descrito enquadra-se CORRETAMENTE na:
Classe I da escala de Ross.
Classe II da escala do New York Heart Association (NYHA).
Classe III da escala de Ross.
Classe IV da escala do NYHA.
Classe V da escala do NYHA.
Paciente de 15 anos, portador de cardiopatia congênita complexa, relata fadiga progressiva aos esforços e limitação funcional importante. O ecocardiograma realizado em estado de repouso evidencia fração de ejeção ventricular sistêmica preservada e pressões de enchimento normais, dificultando a elucidação da sintomatologia clínica. Com o objetivo de investigar insuficiência cardíaca com disfunção diastólica oculta nesse paciente, a conduta CORRETA deve ser:
Solicitar a cintilografia miocárdica para avaliar isquemia da parede.
Indicar biópsia endomiocárdica para descartar miocardite viral em atividade.
Realizar provocação hemodinâmica com infusão fluida.
Iniciar o teste terapêutico empírico com diurético de alça oral.
Realizar o cateterismo cardíaco direito em repouso clínico.
Na investigação de cardiopatia congênita, o “teste do coraçãozinho” é muito importante. Ele deve ser realizado através da:
Aferição da oximetria de pulso em todo recém-nascido aparentemente saudável com idade gestacional acima de 34 semanas, antes da alta da unidade. A aferição deve ser feita no membro superior direito e em um dos membros inferiores.
Aferição da oximetria de pulso em todo recém-nascido aparentemente saudável com idade gestacional acima de 40 semanas, antes da alta da unidade. A aferição deve ser feita nos membros superiores.
Aferição da saturação antes e após ofertar oxigênio ao recém-nascido.
Aferição da oximetria de pulso em todo recém-nascido aparentemente saudável com idade gestacional acima de 34 semanas, antes da alta da unidade. Aferição deve ser feita nos membros superiores ou nos membros inferiores.
Dois lactentes de 4 meses são avaliados no ambulatório de cardiologia pediátrica. O Paciente A apresenta CIA ostium secundum ampla ao ecocardiograma, com Qp/Qs de 2,2. O Paciente B apresenta CIV moderada com Qp/Qs de 1,8. Apesar do Qp/Qs numericamente mais elevado no Paciente A, apenas o Paciente B apresenta taquipneia e interrupções às mamadas. Segundo esse caso, o mecanismo fisiopatológico que explica essa diferença clínica é:
Na CIA, a menor resistência vascular pulmonar do Paciente A impede a elevação da pressão venocapilar, enquanto na CIV a resistência aumentada favorece a congestão pulmonar.
Na CIV, o shunt ocorre predominantemente durante a diástole ventricular, gerando maior turbulência e sintomas respiratórios, enquanto na CIA o fluxo é predominantemente sistólico e hemodinamicamente menos impactante.
Na CIA, o sangue que passa da esquerda para a direita é esvaziado para o átrio direito sem elevar a pressão do capilar pulmonar, enquanto na CIV o volume aumentado no átrio esquerdo eleva a pressão venocapilar e causa taquipneia.
O Paciente A apresenta maior tolerância clínica ao hiperfluxo em razão da predominância do sexo feminino na CIA com menor impacto hemodinâmico por diferenças na complacência miocárdica.
Na CIV moderada, o shunt bidirecional causa dessaturação arterial sistêmica com taquipneia compensatória, enquanto na CIA ampla o shunt mantém-se unidirecional sem dessaturação.
Lactente de 3 meses, portador de síndrome de Down, é internado por quadro de pneumonia de repetição, baixo ganho ponderal e sinais de insuficiência cardíaca. Ao exame, o precórdio é hiperdinâmico com impulsão sistólica de ventrículo direito e ventrículo esquerdo. Na ausculta, a segunda bulha apresenta desdobramento amplo com componente pulmonar hiperfonético. O eletrocardiograma evidencia hemibloqueio anterior esquerdo, eixo de QRS desviado para além de −30° e padrão rSR' em V1. O ecocardiograma demonstra comunicação interatrial tipo ostium primum, comunicação interventricular de via de entrada ampla e valva atrioventricular única. Conforme o caso clínico, a classificação de Rastelli CORRETA é:
Tipo A, pois o folheto ponte superior está relacionado predominantemente ao ventrículo esquerdo com cordoalhas inseridas no septo interventricular.
Tipo B, pois o folheto ponte superior se estende para o ventrículo direito com cordoalhas inseridas no corpo do ventrículo direito.
Tipo C, pois o folheto ponte superior é maior e não há inserção de cordoalhas no septo interventricular.
Tipo A, pois a valva atrioventricular se encontra inserida no anel atrioventricular esquerdo.
Tipo C, pois se trata da forma mais frequente em pacientes com tetralogia de Fallot associada.
As triagens neonatais fazem parte do cuidado essencial ao recém-nascido e têm como objetivo identificar precocemente doenças e alterações que, muitas vezes, ainda não apresentam sinais clínicos evidentes nos primeiros dias de vida. Ao detectar essas condições de forma antecipada, é possível iniciar acompanhamento e tratamento em tempo oportuno, reduzindo riscos de complicações, sequelas e mortalidade. Portanto, o teste do coraçãozinho é considerado negativo quando:
SpO₂ ≤ 89% em qualquer membro, desde que o RN esteja assintomático.
SpO₂ ≥ 94% em membro superior direito e membro inferior, independentemente da diferença entre eles.
SpO₂ ≥ 95% e diferença ≥ 4% entre membro superior direito e membro inferior.
SpO₂ entre 90% e 94% com diferença ≤ 3%, sem necessidade de repetição do teste.
SpO₂ ≥ 95% e diferença ≤ 3% entre a mão direita (pré-ductal) e um dos pés (pós-ductal).
Persistência do canal arterial (PCA) e janela aorto pulmonar são duas cardiopatias congênitas com comunicação entre o território sistêmico e pulmonar, mas possuem fundamentos embriológicos, anatomopatológicos e hemodinâmicos distintos. Considerando aspectos morfofuncionais e de manejo clínico-cirúrgico destas duas entidades, assinale a alternativa correta.
Na janela aorto pulmonar, o defeito é considerado cardiopatia conal (defeito de septação do tronco arterioso embrionário), e o tratamento padrão-ouro continua sendo cirúrgico com fechamento direto ou por patch, idealmente precoce, pelo risco alto de hipertensão pulmonar rápida.
Na janela aorto pulmonar, o fechamento transcateter com dispositivos tipo plug tem eficácia estabelecida e é recomendado como primeira linha para os defeitos amplos, mesmo em recém-nascidos pequenos, sendo cirurgia reservada para casos residuais.
Na persistência do canal arterial, o fechamento transcateter é possível mesmo em prematuros extremos, a partir de 500 g, com dispositivos dedicados, de forma segura e já com recomendação incorporada em diretrizes internacionais e brasileiras.
Na persistência do canal arterial, a fenestração é uma comunicação verdadeira entre as paredes da aorta e do tronco pulmonar, decorrente de falha de septação do cone arterial, o que a caracteriza como malformação estrutural primária, não uma falha de fechamento de estrutura fetal.
Atenção: use o caso a seguir para responder.
Menino de 12 anos é levado à consulta por seus pais devido a cansaço aos esforços associados a dor torácica precordial, que melhoram em repouso. Houve progressão dos sintomas no último mês razão pela qual procuraram atendimento. Os pais relatam que o paciente apresenta bom desempenho escolar, mas nunca se interessou pela prática esportiva, por achar que “não levava jeito”. Nega febre, síncope, palpitações, assim como qualquer outra comorbidade, história familiar de cardiopatia ou uso de medicamentos.
Ao exame: lúcido, orientado, fácies atípica, eupneico em ar ambiente, corado, acianótico. Estatura reduzida para a idade. PA: 100x60 mmHg. FC: 102 bpm, FR: 18 irpm, SatO2: 96%. Ausculta pulmonar sem alterações. Ictus do ventrículo esquerdo palpável na linha axilar anterior, ritmo cardíaco regular, em 3 tempos (B3), com sopro sistólico em foco mitral 2+/6+. Abdome e membros inferiores sem alterações. Eletrocardiograma de repouso em ritmo sinusal e com alterações de repolarização sugestivas de isquemia anterolateral. Ecocardiograma transtorácico revelou dilatação do ventrículo esquerdo com fração de ejeção de 40% e insuficiência mitral moderada secundária. Em seguida, foi solicitada uma angiotomografia coronariana, que revelou a seguinte imagem.

ACD: artéria coronária direita; ACE: artéria coronária esquerda; AO: aorta; AP: artéria pulmonar
Considerando os dados clínicos e a imagem, assinale a afirmativa correta em relação ao diagnóstico do caso.
Embora a maioria dos casos tenha evolução subclínica, a terceira década de vida é o momento mais frequente de aparecimento dos sintomas.
A angiotomografia está normal e a disfunção ventricular provavelmente é uma sequela de miocardite viral.
A dor torácica não apresenta correlação com os achados da angiotomografia, pois essa condição raramente resulta em isquemia significativa ou infarto agudo do miocárdio.
A angiotomografia mostra primariamente doença aterosclerótica grave e calcificação extensa das coronárias, diagnóstico epidemiologicamente esperado mesmo nessa faixa etária e suficiente para justificar os sintomas apresentados.
A coronariografia pode demonstrar uma artéria coronária dilatada originando-se da aorta, preenchendo a artéria anômala por meio de colaterais e drenando retrogradamente para a artéria pulmonar.