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Qual o diagnóstico mais provável?
Fistula cavitário-coronária.
Origem da coronária direita do tronco da pulmonar.
Origem da coronária esquerda do tronco da pulmonar.
Origem da coronária esquerda do seio coronário direito.
Determinadas cardiopatias congênitas são dependentes da comunicação interatrial, na qual se torna essencial para manutenção da circulação e manutenção do fluxo pulmonar ou sistêmico. Qual das cardiopatias congênitas a seguir NÃO é dependente da comunicação interatrial?
Anomalia de Ebstein.
Transposição das grandes artérias.
Síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo.
Atresia pulmonar com septo interventricular íntegro.
Criança, 3 meses, com quadro de estritor persistente e infecções respiratórias de repetição, realizou a seguinte tomografia:

Qual o diagnóstico mais provável?
Duplo arco aórtico.
Coarctação de aorta.
Estenose de traqueia.
Persistência de canal arterial.
As Cardiopatias Congênitas são definidas como anormalidades na estrutura, e/ou na função cardiocirculatória presente já ao nascimento, apesar de algumas serem diagnosticadas tardiamente. Julgue os itens acerca das cardiopatias congênitas:
I- São classificadas como cardiopatias acianóticas: Comunicação Interventricular (CIV), Comunicação Interatrial (CIA), Persistência do Canal Arterial (PCA) e Coarctação de Aorta (CoAo);
II- O fechamento cirúrgico de uma CIA tem por objetivo reverter as anormalidades hemodinâmicas e prevenir as complicações incluindo insuficiência cardíaca, embolização paradoxal e doença vascular pulmonar irreversível;
III- O Defeito Septal Atrioventricular (DSAV) resulta do desenvolvimento anormal do canal atrioventricular (AV) embriológico, em que os coxins endocárdicos superior e inferior não sofrem fusão adequada, resultando em fechamento incompleto do septo AV e formação inadequada das valvas tricúspide e mitral. O DSAV parcial consiste em um grande DSAV combinado e grande valva AV comum – em essência, um orifício no centro do coração.
Está correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
II, apenas.
I, II e III.
Mãe de lactente de um ano refere que seu filho apresenta chiado no peito desce o nascimento. Vem sendo tratado como bronquiolite desde então. Procurou novo pediatra que o encaminhou ao cardiopediatra. Mãe apesar de desconfiada passou em consulta e realizou radiografia de tórax normal, eletrocardiograma normal, ecocardiograma que viu alguma alteração na aorta nada conclusivo e angiotomografia e tomografia de tórax.

Com base nessas ilustrações, qual seu diagnóstico?
Divertículo de Kommerell.
Persistência do canal arterial à esquerda.
Origem anômalas das artérias subclávias direita e esquerda.
Duplo arco aórtico.
Arco aórtico à direita.
A anatomia da circulação fetal difere da pós-natal em alguns aspectos fundamentais.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao tema.
1. Elevada resistência vascular pulmonar e reduzido fluxo pulmonar no feto.
2. Reduzida resistência vascular sistêmica decorrente da presença da placenta, que é o local das trocas gasosas na circulação fetal.
3. Presença de mistura (shunt) ou desvio do sangue mais oxigenado através do ducto venoso e do forame oval, do átrio direito para o átrio esquerdo e ventrículo esquerdo, e daí para a aorta e o cérebro do feto.
4. Presença de mistura (shunt) ou desvio do sangue menos oxigenado através do canal arterial, do ventrículo direito para a aorta descendente do feto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Paciente feminina de 23 anos apresentou um episódio de acidente vascular isquêmico transitório. Durante a avaliação neurológica, realizou tomografia de crânio com e sem contraste que se revelou normal, sem evidência de sangramento, sendo, então, medicada com ácido acetilsalicílico. Passou pelo cirurgião vascular que deu o laudo de “sem evidência de trombose vascular profunda”. Os exames hematológicos solicitados (hemograma completo com plaquetas e coagulograma completo) estavam normais. O ecocardiograma transesofágico evidenciou forame oval patente com prova positiva com microbolhas para “shunt” direito-esquerdo.
Qual a conduta correta e adequada nesse caso?
Solicitar nova avaliação com o cirurgião vascular e do hematologista com complementação de outros exames complementares.
Indicar fechamento percutâneo do forame oval patente.
Substituir o ácido acetilsalicílico por varfarina antes do fechamento do forame oval.
Indicar tratamento cirúrgico para fechamento do forame oval patente.
Seguimento clínico sem uso de medicação antiagregante ou anticoagulante uma vez que foi um quadro neurológico transitório.
O sopro cardíaco é um fenômeno auscultatório originado pela turbulência do fluxo sanguíneo intracardíaco e/ou transvalvar. A alternativa que se pode encontrar em uma criança com o coração estruturalmente normal é sopro
de Austin Flint.
de Rivero Carvalho.
de Still.
de Gallavardin.
em maquinaria.
Quanto à oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), assinale a alternativa correta.
Promove oxigenação tecidual por curtos períodos de tempo.
É utilizada em pacientes com falência pulmonar e/ ou cardíaca.
Trata-se de um dispositivo que permite a recuperação renal.
Seu uso está associado à administração de óxido nítrico para diminuir a hipertensão arterial sistêmica.
Está indicada sobretudo quando elevação excessiva de gás carbônico no ar expirado pelo paciente.
O chamado “sopro inocente” é um achado comum no consultório pediátrico. A história e o exame físico adequados podem identificar crianças com risco aumentado de doença cardíaca concomitante. A respeito dos tipos de “sopro inocente” na infância, assinale a alternativa correta.
O sopro de Still é o “sopro inocente”, mais comum na infância. É mais bem auscultado entre a borda esternal esquerda e a base cardíaca, apenas durante a sístole.
O “zumbido” venoso é auscultado apenas na diástole, nas regiões supraclavicular ou infraclavicular direitas, com o paciente sentado.
O sopro de ejeção pulmonar é um sopro auscultado apenas na sístole, na parte superior da borda esternal esquerda. Acontece pela passagem normal do fluxo sanguíneo pela valva pulmonar. Tem intensidade baixa e a segunda bulha é normal.
O sopro de Still, usualmente, tem graduação 2/6 de intensidade. Sofre variação de acordo com a posição da criança e com a respiração, sendo mais intenso quando sentada ou em pé, bem como durante a inspiração.
O sopro carotídeo é auscultado na topografia das artérias carótidas. É um sopro diastólico. Provavelmente decorre da passagem turbulenta do fluxo sanguíneo da aorta, vaso de maior calibre, para as artérias carótidas, vasos de menor calibre.
O canal arterial é uma estrutura vascular fetal normal, importante para a circulação sanguínea do feto. Na maioria dos casos, o canal arterial se contrai nas primeiras horas após o nascimento, levando ao fechamento funcional e anatômico. No entanto, em alguns casos, o vaso pode se fechar apenas parcialmente ou não se fechar, patologia esta conhecida como Persistência do Canal Arterial (PCA). A respeito da PCA, assinale a alternativa correta.
Quando não associado a outras malformações cardíacas, é um dos defeitos cardíacos congênitos de menor incidência.
A patência do canal arterial após o nascimento é influenciada por uma série de fatores, incluindo prostaglandinas, que agem contraindo o músculo liso do canal, resultando em vasoconstrição e fechamento do vaso.
As prostaglandinas são sintetizadas a partir do ácido araquidônico pela enzima ciclo‑oxigenase (COX). Após o nascimento, o estímulo à síntese de prostaglandina E2 com o uso de inibidores da COX, como anti‑inflamatórios não esteroides, indometacina ou ibuprofeno, facilita o fechamento do canal arterial.
A classificação morfológica da PCA leva em consideração a existência de cinco tipos de canal arterial, com base na localização do diâmetro mais estreito do vaso. No tipo A, o canal arterial tem forma de “funil” ou “cone”, com extremidade aórtica ampla e menor diâmetro na extremidade pulmonar.
Na PCA, ocorre shunt da esquerda para a direita pelo canal arterial, causando sobrecarga de volume nas cavidades cardíacas direitas. Essa sobrecarga leva a sintomas de insuficiência cardíaca congestiva, como taquipneia, dispneia e taquicardia.
A miocardiopatia não compactada do ventrículo esquerdo é uma doença genética heterogênea cada vez mais reconhecida nas últimas décadas. Estudos relatam que essa doença compreende entre 5% e 9% de todos os casos de miocardiopatia. A respeito da miocardiopatia não compactada do ventrículo esquerdo, assinale a alternativa correta.
É definida pela presença de trabeculações proeminentes no ventrículo esquerdo e uma fina camada de miocárdio compactado. Ao ecocardiograma, observa‑se a relação miocárdio não compactado sobre o miocárdio compactado ao final da sístole menor que 2.
O quadro clínico é sempre grave, com sinais e sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias.
As trabeculações são mais comumente localizadas no septo ventricular, podendo causar obstrução do fluxo na via de saída do ventrículo esquerdo.
Os achados eletrocardiográficos geralmente incluem sobrecarga biventricular, bloqueios atrioventriculares de 1º, 2º e 3º graus, taquicardia supraventricular e taquicardia ventricular.
A inclusão de agentes antiplaquetários no tratamento é dispensável, já que é rara a ocorrência de eventos tromboembólicos.
As taquiarritmias podem ser classificadas, entre outras formas, pelo mecanismo de iniciação e de propagação do impulso elétrico pelo coração. A respeito das taquiarritmias cardíacas, assinale a alternativa correta.
A atividade deflagrada é o mecanismo que causa tipicamente flutter atrial.
A reentrada é o mecanismo mais comum de taquiarritmia. As arritmias na síndrome do QT longo são exemplos desse mecanismo de taquiarritmia.
As taquiarritmias causadas por automaticidade anormal das células apresentam comportamento semelhante ao ritmo sinusal, com acelerações e desacelerações conforme as alterações metabólicas e simpáticas do organismo. A taquicardia ectópica juncional é um exemplo desse tipo de taquiarritmia.
As taquiarritmias por automaticidade anormal das células acontecem por uma causa metabólica, como distúrbios eletrolíticos, tireotoxicose e hipóxia. Não podem acontecer de forma espontânea.
As taquiarritmias por reentrada geralmente têm início e desaparecimento lentos e progressivos, podendo apresentar frequências acima de 300 batimentos por minuto. A fibrilação ventricular é um exemplo desse tipo de taquiarritmia.
A análise do eletrocardiograma na pediatria deve levar em consideração que algumas características dependem da idade da criança. A respeito dessas características, assinale a alternativa correta.
Durante o desenvolvimento normal da criança, acontece um aumento gradual e progressivo da frequência cardíaca.
Ao nascimento e nas primeiras semanas de vida da criança, observa‑se a predominância da onda R com pequena onda S na derivação V1. Já na derivação V6, observa‑se predominância da onda S com pequena onda R.
O eixo do complexo QRS no plano frontal se modifica, progressivamente, da esquerda para a direita, à medida em que a criança cresce.
Nos primeiros minutos após o nascimento, observa‑se onda T negativa nas derivações V1 e V6. Em seguida, nos primeiros dias de vida, o vetor da onda T move‑se para trás e para a esquerda, produzindo onda T positiva na derivação V1 e negativa na derivação V6. Por volta de 7 a 8 anos de idade, a onda T torna‑se novamente negativa em V1.
No período neonatal, a duração da onda P, do intervalo PR e do complexo QRS, é maior que na adolescência.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de atendimento da parada cardiopulmonar em pediatria, recomendada pelas diretrizes de RCP AHA desde 2010 e reforçada em 2020.
ritmos não chocáveis: assistolia; fibrilação ventricular; e atividade elétrica sem pulso
ritmos chocáveis: assistolia; fibrilação ventricular; e taquicardia ventricular sem pulso
ritmos chocáveis: fibrilação ventricular; e taquicardia ventricular sem pulso
ritmos chocáveis: atividade elétrica sem pulso; fibrilação ventricular; e taquicardia ventricular sem pulso
ritmos chocáveis: assistolia; e atividade elétrica sem pulso
Durante o desenvolvimento embrionário, algumas afecções maternas, ou uso de drogas durante a gestação, frequentemente se associam a cardiopatias congênitas.
Por exemplo, a estenose pulmonar e persistência do canal arterial (PCA) no recém-nascido estão relacionadas mais frequentemente a:
Alcoolismo materno.
Diabetes gestacional.
Hipercolesterolemia materna.
Rubéola no 1º trimestre da gestação.
Uso materno de anfetaminas, anticonvulsivantes (ex., fenitoínas), progesteronas e estrogênios.
Crianças que apresentam crescimento e desenvolvimento normais, mas que a característica da ausculta é o estalido protossistólico, com sopro sistólico de ejeção na borda esternal esquerda alta com segunda bulha hipofonética e dependendo da intensidade do sopro, palpa-se o frêmito.
Esta ausculta é sugestiva de uma:
Estenose aórtica.
Estenose pulmonar.
Coarctação da aorta.
Persistência do forame oval.
Persistência do canal arterial.
Os sopros inocentes, caracterizados pela alteração na ausculta na ausência de anormalidade anatômica ou funcional do sistema cardiovascular, são comuns em todas as faixas etárias.
O tipo de sopro que desaparece até o sexto mês de vida, sendo considerado patológico somente se isso não acontecer, relacionado a uma comunicação interatrial ou estenose pulmonar é o:
Sopro de Still.
Zumbido venoso.
Sopro supraclavicular.
Sopro de ramos pulmonares.
Sopro da Estenose Pulmonar Periférica Funcional, ou adaptativa.
Assinale a alternativa que apresenta uma cardiopatia que não é detectada no teste do coraçãozinho.
Síndrome do coração esquerdo hipoplásico
Transposição das grandes artérias
Comunicação interventricular ampla
Tetralogia de Fallot
Paciente de 12 meses evolui com choque cardiogênico. Ecocardiograma: miocardiopatia dilatada com importante disfunção global do VE, a fração de ejeção é de 22%. Exame físico: taquicardico, FC 182 bpm, intubado, PA 92x48mm Hg, pulmão com crepitações bilateralmente. Com relação ao tratamento do choque, assinale a alternativa que apresenta a melhor opção.
Furosemida, captopril e espironolactona
Noradrenalina, furosemida
Furosemida, captopril e carvedilol
Milrinone e furosemida