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Paciente de 60 anos com massa palpável na parótida direita é submetido a ultrassonografia. O exame revela duas lesões bem definidas na cauda da parótida, sólido-císticas, com elementos hipointensos em T2 à RM complementar e restrição à difusão. Acerca do caso, assinale o diagnóstico CORRETO:
Adenoma pleomórfico multifocal.
Carcinoma mucoepidermoide de baixo grau bilateral.
Carcinoma de células acinares.
Linfoma MALT parotídeo.
Tumor de Warthin.
Paciente com suspeita de tumor avançado de nasofaringe é submetido a investigação diagnóstica. Conforme as técnicas de imagem disponíveis, o exame CORRETAMENTE adequado para a avaliação da extensão tumoral e a invasão de base de crânio é:
Tomografia Computadorizada (CT), excelente para avaliação de tecidos moles e nervos cranianos.
Ressonância Magnética (RM), superior na análise de tecidos moles, extensão intracraniana e invasão de base de crânio.
PET-CT, indicado como exame inicial para todos os tumores de cabeça e pescoço.
Ultrassonografia cervical, suficiente para avaliação intracraniana.
Radiografia simples, capaz de identificar extensão tumoral em base de crânio.
Mulher com traqueostomia recente apresenta sangramento discreto ao redor do estoma e dermatite por secreção. A melhor conduta inicial é
compressão firme contínua e curativo oclusivo seco.
cuidado local com barreira cutânea, ajuste do fixador e umidificação
sutura da pele ao tubo para reduzir mobilidade.
suspender nebulização para diminuir umidade.
introduzir antibiótico sistêmico empírico por 7 dias.
Paciente com CCE de amígdala – T2cN0 será tratado cirurgicamente por acesso transoral. Qual abordagem cervical é mais apropriada?
Observar o pescoço sem intervenção.
Radioterapia e quimioterapia exclusivas.
Esvaziamento cervical eletivo ipsilateral no mesmo tempo
Esvaziamento cervical radical modificado no mesmo tempo.
Linfadenectomia sentinela como único procedimento.
Homem de 66 anos, desnutrido, é submetido a laringofaringectomia com fechamento primário da faringe. No oitavo dia de pós-operatório, apresenta drenagem de saliva pela ferida cervical, sem sepse. A conduta inicial mais apropriada é
reabordagem cirúrgica imediata com retalho miocutâneo de peitoral maior.
passagem de cateter nasoentérico e aspiração intraoral contínua da saliva.
desbridamento da ferida e fechamento primário da fístula salivar.
prescrição de sialogogos para reduzir salivação e curativo local.
tratamento conservador com curativo, suporte nutricional e antibioticoterapia.
Em relação ao tratamento adjuvante para pacientes submetidos à laringofaringectomia total por carcinoma espinocelular de hipofaringe, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Deve-se indicar radioterapia se margens comprometidas, invasão perineural e/ou vascular ou metástase linfonodal.
( ) Deve-se associar quimioterapia à radioterapia quando margens são insuficientes e há extensão extracapsular linfonodal.
( ) A dose de radioterapia usual na adjuvância isolada é de 60 a 70 Grays em 35 a 40 frações.
( ) Radioterapia não reduz recorrência locorregional quando comparada à cirurgia isolada.
V – F – V – F.
V – V – V – F.
F – V – F – V.
V – V – F – V.
F – F – V – V.
Mulher, 74 anos, apresenta massa cervical anterior, em região tireóidea, de crescimento acelerado, associada a dor local, disfagia e rouquidão; laringoscopia com paralisia paramediana e bilateral das pregas vocais. A tomografia sugere massa tireoidiana com extensão extratireoidiana. Qual é a conduta inicial mais alinhada à segurança e ao tratamento?
Tireoidectomia total imediata com radioiodoterapia e hormonioterapia supressiva.
Tireoidectomia total diagnóstica e esvaziamento cervical central (níveis VI e VII).
Biópsia incisional da massa, traqueostomia transtumoral e estadiamento completo.
Imunoterapia neoadjuvante seguida de rádio e quimioterapia com cetuximabe
Radioterapia e quimioterapia exclusivas de toda a região cervical e mediastinal.
Paciente, 46 anos, apresenta dor e tumefação em região submandibular esquerda, com piora durante as refeições. US mostra cálculo de 6 mm em ducto de Wharton, na porção distal à glândula, associado à dilatação ductal a montante. A melhor estratégia clínica/cirúrgica com maior chance de tratamento definitivo é
antibioticoterapia e anti-inflamatórios por 7 a 10 dias.
litotripsia extracorpórea isolada e uso prolongado de sialogogos.
ressecção da glândula submandibular por via cervical.
sialolitotomia transoral dirigida e plastia ductal.
ligadura do ducto de Wharton para indução de atrofia funcional da glândula.
Mulher de 72 anos, com mamas volumosas, é submetida à laringofaringectomia circular por tumor avançado de hipofaringe, restando defeito de espessura total da parede posterior faríngea. Qual reconstrução favorece melhor deglutição e confiabilidade para grande defeito?
Retalho peitoral maior miocutâneo.
Retalho deltopeitoral em ilha.
Enxerto de pele em fáscia pré-vertebral.
Esofagectomia com faringocoloplastia.
Retalho radial fasciocutâneo do antebraço.
Paciente de 35 anos, vítima de trauma facial grave, apresenta deformidade complexa envolvendo maxila e zigoma, com comprometimento estético e funcional (oclusão e motilidade ocular). Considerando os princípios modernos de reconstrução, assinale CORRETAMENTE a abordagem considerada padrão.
Correção estética isolada com preenchimento de tecidos moles, sem necessidade de reposicionamento ósseo, pois a função é secundária.
Reconstrução imediata com osteotomias e fixação rígida, visando restauração tridimensional da anatomia e função, associada a enxertos ósseos quando necessário.
Tratamento conservador com fisioterapia intensiva, pois a remodelação óssea espontânea é suficiente para recuperar função e estética.
Correção tardia apenas com próteses externas, evitando intervenção cirúrgica complexa.
Uso exclusivo de retalhos cutâneos locais, sem abordagem óssea, pois o tecido mole é determinante na estética facial.
Recém-nascido apresenta fenda labiopalatina completa. Considerando a embriologia e a fisiopatologia, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o mecanismo de maior relevância para explicar essa malformação:
Excesso de proliferação mesenquimal, levando a sobreposição dos processos faciais.
Hipersecreção de fatores de crescimento, causando fusão precoce dos processos faciais.
Falha na fusão dos processos maxilares e nasais durante a 6ª a 9ª semana de gestação, resultando em descontinuidade anatômica.
Deficiência de vitamina D materna, responsável por falha na ossificação palatina.
Trauma intrauterino tardio, levando à ruptura mecânica do palato já formado.
Paciente submetido a ressecção extensa de carcinoma de língua apresenta grande perda muscular e volumétrica, com risco de comprometimento funcional grave da fala e da deglutição. Segundo as técnicas reconstrutivas disponíveis, a abordagem considerada padrão para grandes defeitos é:
Retalho cutâneo local em avanço, suficiente para substituir grandes perdas musculares e restaurar função complexa da língua.
Retalho microcirúrgico livre, como o retalho anterolateral da coxa ou o retalho radial, que permite restauração volumétrica, vascularizada e funcional, sendo considerado padrão-ouro em reconstruções complexas de língua.
Enxerto de pele parcial, indicado para substituição muscular e funcional, capaz de restaurar mobilidade e força da língua.
Retalho pediculado cervical simples, adequado para reconstruções complexas de língua, com resultados funcionais equivalentes aos retalhos livres.
Uso de matriz dérmica acelular isolada, capaz de substituir tecido muscular e nervoso, garantindo função adequada sem necessidade de retalho vascularizado.
Paciente jovem apresenta lesão expansiva em mandíbula, com dor e deformidade facial. A biópsia confirma osteossarcoma. Nesse contexto, assinale a alternativa que indica a conduta CORRETA:
Ressecção cirúrgica ampla com margens oncológicas, associada a quimioterapia adjuvante, visando controle local e sistêmico.
Radioterapia exclusiva, pois tumores ósseos da mandíbula são radiossensíveis e raramente metastatizam.
Curetagem da lesão, seguida de reconstrução imediata, pois o osteossarcoma é de baixo grau.
Observação clínica, já que a evolução é lenta e raramente compromete função.
Ressecção parcial sem margens, seguida de antibioticoterapia, pois a lesão é predominantemente infecciosa.
Paciente com carcinoma avançado de laringe, sem possibilidade de ressecção curativa, apresenta disfagia grave e disfonia. Considerando os cuidados paliativos e os princípios de reabilitação fonoaudiológica, a abordagem CORRETA para esse caso é:
Suspensão completa da alimentação oral, sem alternativas, para evitar aspiração.
Exclusão da reabilitação funcional, pois não há impacto na qualidade de vida em pacientes paliativos.
Uso exclusivo de quimioterapia paliativa, sem necessidade de suporte funcional.
Reabilitação fonoaudiológica precoce, com técnicas de compensação para fala e deglutição, associada a suporte nutricional e analgesia adequada.
Observação clínica, pois a adaptação espontânea do paciente é suficiente para manter qualidade de vida.
Considerando um caso de tireoidectomia total com esvaziamento cervical lateral modificado por neoplasia papilífera, com dissecção de estruturas delicadas (nervo laríngeo recorrente, paratireoides) e a necessidade de hemostasia precisa em campo profundo e estreito, assinale a alternativa que indica o conjunto correto de pinças e instrumentos específicos que devem estar na mesa principal.
Pinça de Adson, pinça de Kelly curva, tesoura de Metzenbaum e afastador autoestático de Gelpi.
Pinça de DeBakey, pinça de Allis, tesoura de Mayo e afastador de Farabeuf.
Pinça de Bishop-Harmon, pinça de Mixter, tesoura potente e afastador de Richardson.
Pinça de Cushing, pinça de Halstead mosquito curva, tesoura de Iris e dissector de Lahey.
Pinça de Gerald, pinça de Debakey fina, tesoura de Metzenbaum curta e dissector de Kittner.
Paciente de 45 anos apresenta nódulo tireoidiano solitário de 3 cm na região inferior do lobo direito, com citologia Bethesda VI (maligno) e invasão capsular suspeita na ultrassonografia. Opta-se por tireoidectomia total com esvaziamento cervical central. Durante a dissecção, identifica-se o nervo laríngeo recorrente direito. Qual é a sequência correta de passos para sua identificação e preservação, considerando a anatomia variável e o risco de lesão?
Identificar o nervo na base inferior do lobo, seguindo sua trajetória ascendente com dissecção romba direcionada às estruturas laríngeas.
Identificar o nervo próximo à porção superior da glândula, expondo sua entrada laríngea através de dissecção delicada com instrumentos finos.
Iniciar a busca pelo nervo na região laríngea e acompanhar seu trajeto descendente ao longo da traqueia, utilizando visualização direta contínua.
Localizar o nervo adjacente à carótida comum, conduzindo dissecção lateral em direção às estruturas cervicais profundas.
Localizar o nervo na região tireotraqueal e acompanhar sua relação com a artéria tireoidiana inferior mediante dissecção controlada e estímulo neural.
Quanto à nutrição perioperatória em pacientes com câncer de cabeça e pescoço, assinale a alternativa correta.
A via parenteral total é preferível à enteral em ressecções com anastomose.
Avaliação de risco e início precoce de dieta enteral reduzem complicações.
Em pacientes com desnutrição, restringe-se proteína para evitar estresse oxidativo.
Dietas hipercalóricas e hiperproteicas dispensam acompanhamento.
Para avaliação fonoaudiológica, é necessário aguardar deglutição plena.
Na analgesia perioperatória de grandes ressecções cervicofaciais, a conduta mais alinhada à analgesia multimodal é
AINE contínuo por 14 dias.
opioide isolado sob livre demanda.
paracetamol isolado até 48h.
dipirona + AINE, adjuvantes neuropáticos e opioide de resgate.
bloqueio regional, que dispensa analgésicos sistêmicos.
Homem, 65 anos, está em uso de cisplatina concomitante à radioterapia para tratamento de câncer de cabeça e pescoço, com creatinina basal 1,0 mg/dL. Após a primeira dose, creatinina 1,6 mg/dL e hipomagnesemia. Qual é a conduta peritratamento adequada para o próximo ciclo?
Hidratação venosa vigorosa com reposição de magnésio e reavaliação da função renal antes de nova dose.
Manter esquema inalterado de radioterapia e quimioterapia e acrescentar furosemida para aumentar a diurese.
Suspender radioterapia até normalizar função renal e manter cisplatina no mesmo esquema.
Aumentar dose de cisplatina para compensar radiobiologia e manter sessões de radioterapia.
Substituir a cisplatina por 5-Fluoracil contínuo sem avaliar eletrólitos e manter sessões de radioterapia.
Mulher, 57 anos, tem quadro de fadiga e nefrolitíase prévias. Cálcio sérico de 11,8 mg/dL, PTH 156 pg/mL, função renal preservada. US cervical sugere lesão hipoecoica posteroinferior à metade direita da tireoide e sem nódulos tireoidianos. Sobre estratégia diagnóstica e cirúrgica, assinale a alternativa que apresenta a opção mais adequada.
Ressonância magnética como exame de primeira linha e paratireoidectomia subtotal bilateral.
PET-CT com FDG para localização; caso negativo, observação clínica prolongada.
PAAF do nódulo suspeito para dosagem de PTH no aspirado e acompanhamento clínico.
Cintilografia com sestamibi e ressecção do adenoma de paratireoide com dosagem de PTH intraoperatório.
TC-4D para localização; caso negativo, exérese das quatro paratireoides.