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Assinale a alternativa que contém a técnica cirúrgica bariátrica, que tem o componente restritivo predominante em relação ao componente disabsortivo.
Sleeve gástrico
By-pass gástrico em Y de Roux
Duodenal switch
Banda gástrica ajustável
Cirurgia de Scopinaro
Um paciente de 52 anos foi submetido a colecistectomia eletiva por colelitíase. No retorno ambulatorial, saiu o resultado do exame histopatológico mostrando adenocarcinoma de vesícula, com extensão até tecido conectivo perimuscular, porém sem invasão da camada serosa. Realizado estadiamento, e sem evidências de metástases.
A conduta neste caso é:
seguimento clínico.
ampliação de margem de aproximadamente 2 cm de profundidade do parênquima hepático no leito vesicular.
quimioterapia adjuvante.
ressecção dos segmentos IVb e V do fígado com linfadenectomia.
hepatectomia direita sem linfadenectomia.
Dentre as alternativas a seguir, assinalar aquela que apresenta o distúrbio metabólico mais comum após uma gastrectomia.
Deficiência de ferro.
Hipovitaminose D.
Hipotireoidismo.
Deficiência de cálcio.
Durante uma colecistectomia, o cirurgião identificou estruturas anatômicas que, segundo ele, servem como referência para a prevenção de lesões iatrogênicas. Ele demonstrou aos médicos residentes uma região anatômica por onde passa centralmente a artéria cística e que é triangulada superiormente pela margem inferior do fígado, medialmente pelo ducto hepático comum e lateralmente pelo ducto cístico.
Qual o nome desse triângulo?
Triângulo de Lund.
Triângulo de Calot.
Triângulo de Petit.
Triângulo de Hesselbach.
Triângulo de Bochdalek.
Mulher, 36 anos, com IMC 37 kg/m², sem comorbidades, procura avaliação para cirurgia bariátrica. Segundo os critérios atuais, de acordo com a Resolução CFM nº 2.429/2025, assinale a alternativa correta sobre a indicação de cirurgia bariátrica no caso apresentado.
Está indicada para a paciente, por ela ter IMC >35 kg/m², mesmo com ausência de comorbidades.
A cirurgia é indicada somente em IMC ≥45 kg/m², independentemente de comorbidades.
É necessária a presença de uma comorbidade agravada pela obesidade para indicar a cirurgia no caso dessa paciente.
A faixa etária acima de 18 anos é critério absoluto, sendo a cirurgia contraindicada aos menores de idade.
O tratamento clínico prévio não é necessário para indicação da cirurgia em pacientes com IMC ≥35kg/m².
Em relação ao cisto de colédoco e considerando a classificação proposta por Todani et al. (2003), assinale a alternativa correta.
O tipo mais comum é o III, caracterizado por dilatação cística ou fusiforme do ducto hepático comum.
A maior parte dos casos apresenta sintomas clínicos após a terceira década de vida.
A tríade clássica de sintomas, caracterizada por icterícia, vômitos e dor abdominal, é mais comumente apresentada por adultos do que por crianças.
Devido ao risco aumentado de malignidade, recomenda-se que os pacientes com cistos tipo I ou IV tenham os cistos completamente removidos com hepatojejunostomia em Y de Roux.
Os pacientes com cistos do tipo V devem ser tratados com hepatojejunostomia em Y de Roux.
Homem de 60 anos vem à consulta com queixa de dispepsia de longa data. Nega outras comorbidades. Realizou endoscopia digestiva alta com presença de lesão de 2 cm, plana e que acomete até a camada muscular da mucosa em antro gástrico. A biópsia confirma adenocarcinoma.
De acordo com essas características, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação japonesa deste tumor e o tratamento mais indicado.
Tipo I; ressecção endoscópica da mucosa.
Tipo IIa; gastrectomia com linfadenectomia.
Tipo IIb; ressecção endoscópica da mucosa.
Tipo III; gastrectomia videolaparoscópica.
Tipo IIc; quimioterapia perioperatória.
O preparo pré-operatório em uma cirurgia bariátrica também tem como objetivo otimizar a segurança e os resultados do procedimento. Durante a sua realização, deve-se solicitar:
espirometria
ecocardiograma
tomografia de tórax
endoscopia digestiva alta
Os diversos procedimentos para cirurgia bariátrica apresentam diferentes possibilidades de complicações. No desvio biliopancreático, a complicação mais significativa e específica é a:
hérnia interna
obstrução intestinal
desnutrição proteica
estenose de anastomose
Em caso de obstrução intestinal alta, a conduta inicial mais indicada é:
cirurgia laparoscópica de emergência.
administração de soluções eletrolíticas orais.
suporte clínico com sonda nasogástrica e hidratação venosa.
antibioticoterapia empírica.
laparotomia com ressecção de alça comprometida.
Qual é a variante anatômica com maior incidência na atresia esofágica com fístula traqueoesofágica?
Tipo A.
Tipo B.
Tipo C.
Tipo D.
A obesidade e o sobrepeso não podem ser relacionados às DCNTs, pois influenciam apenas no surgimento da hipertensão arterial e do diabetes.
Certo
Errado
Sobre a cirurgia bariátrica é correto afirmar que:
em pacientes com doença de Crohn é preferivel realizar o bypass em Y de Roux do que o sleeve.
em pacientes com anemia por deficiência de ferro é preferivel realizar o bypass em Y de Roux do que o sleeve.
em pacientes com doença do refluxo gastro esofágico é preferivel realizar o bypass em Y de Roux do que o sleeve.
a hérnia de Petersen é uma complicação do sleeve.
nos Estados Unidos o bypass em Y de Roux é mais realizado que o sleeve.
Paciente masculino, de 38 anos, com IMC de 44 kg/m², histórico de tabagismo e uso crônico de inibidores de bomba de prótons, está sendo avaliado para cirurgia bariátrica. Endoscopia digestiva alta revelou esofagite erosiva grau C de Los Angeles e hérnia hiatal. Qual a conduta cirúrgica mais apropriada?
Gastrectomia vertical (sleeve)
By-pass gástrico em Y de Roux
Balão intragástrico
Duodenal switch
Sobre o manejo cirúrgico do câncer de cólon, assinale a alternativa correta.
O clister opaco com contraste hidrossolúvel é útil para determinar o nível da obstrução, e, em casos de tumores do cólon esquerdo, a colectomia seguida do preparo intraoperatório do cólon remanescente com solução salina pela cicatriz apendicular pode viabilizar a anastomose primária.
A biópsia por colonoscopia é exame necessário para a ressecção oncológica. Dessa forma, nos casos obstrutivos, deve-se primeiramente realizar o procedimento desobstrutivo (colostomia) e programar a colectomia, além da adequada linfadenectomia, em segundo tempo.
Os tumores obstrutivos são mais frequentes no cólon direito, e, nesses casos, o paciente deve ser tratado com uma hemicolectomia direita, território da artéria cólica direita, e ileostomia terminal ou fístula mucosa, principalmente na presença de edema de alças de delgado.
Uma transversectomia alargada é o procedimento de escolha para a maioria das lesões no cólon transverso e envolve a secção da artéria cólica média na sua origem, com a remoção do segmento do cólon transverso irrigado por este vaso e manutenção dos cólons direito e esquerdo.
Homem de 47 anos foi submetido a hemorroidectomia aberta por doença hemorroidária grau III pela técnica de Milligan-Morgan. Evoluiu bem no pós-operatório imediato. Entretanto, cerca de 4 semanas após a cirurgia, passou a apresentar evacuações progressivamente difíceis, fezes afiladas e dor anal persistente.
O mecanismo mais provavelmente responsável por esse quadro é a
ressecção excessiva da mucosa e pele anorretal.
lesão inadvertida de fibras nervosas do esfincter anal externo.
infecção tardia do leito cirúrgico, determinando estreitamento secundário.
deiscência parcial da ferida operatória, com formação de cicatriz irregular e retração subsequente.
Paciente submetido a colecistectomia videolaparoscópica por colelitíase eletiva. Durante o procedimento, é identificada secção de via biliar principal envolvendo mais de 50% da circunferência. Considerando que se trate de um cirurgião experiente em cirurgia hepatobiliopancreática e que todos os recursos hospitalares estejam disponíveis no momento, a conduta que deve ser estabelecida, por ser a mais adequada e com menos complicações futuras, é:
conversão para técnica aberta e hepaticojejunostomia em Y-de-Roux.
reparação primária sobre dreno de Kehr e retirá-lo por contraincisão na via biliar.
reconstrução terminoterminal preferencialmente por videolaparoscopia e drenagem externa.
colangiografia endoscópica retrógrada associada a papilotomia e colocação de prótese biliar.
sutura primária com reforço de tecido adjacente (ligamento redondo).
A maior parte dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica é de mulheres, e muitas delas estão em idade reprodutiva. Sendo assim, o número de gestantes com cirurgia bariátrica vem aumentando, e as complicações durante a gestação não são desprezíveis.
Assinale a alternativa correta em relação às hérnias internas nessas pacientes.
A gestação reduz a incidência de hérnias internas, pois o aumento do volume abdominal protege contra o encarceramento intestinal.
Deve-se enfatizar a importância do fechamento mesentérico, mesmo que não haja hérnia interna durante o procedimento diagnóstico de urgência.
A hérnia interna é menos prevalente no puerpério, devido à involução uterina.
O diagnóstico da hérnia interna deve ser baseado em ultrassonografias seriadas e controle rigoroso dos sinais vitais materno-fetais.
A apresentação clínica mais comum ocorre em paciente no primeiro trimestre, devido à hiperêmese gravídica.
Mulher de 50 anos realizou ultrassonografia, solicitada em exame de rotina pela ginecologia, que evidenciou nódulo em corpo pancreático. Seguiu investigação com tomografia computadorizada abdominal com contraste e ecoendoscopia com biópsia, que revelaram lesão de 4 cm, única, com septos em seu interior, calcificações parietais, ausência de comunicação ductal e estroma ovariano.
Em relação ao provável diagnóstico e conduta, assinale a alternativa correta.
Tumor cístico neuroendócrino e ressecção da lesão.
Tumor de Frantz e ressecção cirúrgica.
Neoplasia cística mucinosa e ressecção cirúrgica.
IPMN tipo misto e ressecção cirúrgica.
Cistoadenoma seroso e sintomáticos.
Em relação à absorção linfática da cavidade peritoneal, é correto afirmar:
pacientes em CAPD com pressão hidrostática intraperitoneal mais elevada apresentam menor absorção linfática e maior volume ultrafiltrado.
as macromoléculas com peso molecular superior a 20 mil daltons presentes na cavidade peritoneal retornam para circulação por difusão através dos linfáticos.
alguns autores mostraram que a absorção linfática da cavidade peritoneal se correlaciona com a frequência e a intensidade dos movimentos diafragmáticos. Na contração do diafragma há uma menor absorção linfática.
absorção linfática ocorre em sentido oposto ao da ultrafiltração e o volume ultrafiltrado é resultante da diferença do volume total ultrafiltrado e volume absorvido pelos linfáticos que drenam a cavidade peritoneal.
a absorção linfática ocorre paralelamente ao da ultrafiltração e com a pressão intratorácica positiva contribui para absorção linfática.