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Mulher, 30 anos, refere quadro de tremores, palpitações, irritabilidade e agitação após uso de suplemento com iodo, coenzima Q10, ômega 3 e L-carnitina. Nega antecedentes familiares de tiropatias. Refere que, há 3 anos, constatou nódulo tiroidiano. Ao exame físico, apresenta: IMC = 25 kg/m2; FC = 130 bpm; ausência de exoftalmo; tremores; tiroide indolor à palpação, com nódulo de 2 cm em lobo direito. Dentre os exames laboratoriais: T4L 3 ng/dL (VR: 0,8 a 1,7 ng/dL); TSH < 0,01 mUI/L (VR: 0,4 a 4,5 mUI/L). Captação de iodo radioativa reduzida.
Em face do exposto, qual é o diagnóstico para esse caso?
Hipertiroidismo central.
Tiroidite subaguda.
Síndrome de Jod-Basedow.
Hashitoxicose.
Doença de Graves.
A tireoidite silenciosa diferencia-se da tireoidite subaguda por ter, além do bócio indolor, VHS elevado e pela ausência de anticorpos contra TPO.
Certo
Errado
A respeito de hipotireoidismo, analise as seguintes assertivas:
I. O tratamento de escolha é a reposição em monoterapia com levotiroxina (LT4) para o hipotireoidismo primário.
II. Deve ser dada atenção especial à população idosa, a qual pode apresentar manifestações atípicas dessa doença e ter uma apresentação inicial com quadro depressivo ou demencial.
III. A prescrição combinada e simultânea de LT4 e inibidores da bomba de prótons favorece a absorção via oral de LT4.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
Mulher de 57 anos, com antecedentes de diabetes mellitus e hipertireoidismo, apresenta quadro de diplopia vertical e horizontal com 2 dias de evolução, acompanhada de dor orbitária de intensidade moderada. Exame físico: observa-se desvio do olho esquerdo para baixo e para fora; o globo ocular pode ser mobilizado passivamente para cima e medialmente; ambas as pupilas apresentam reflexo fotomotor preservado.
Nessa paciente, a etiologia mais provável para a diplopia apresentada é:
infecção orbitária.
diabetes mellitus.
hipertireoidismo.
aneurisma cerebral.
pseudotumor orbitário.
Paciente, sexo masculino, de 46 anos, previamente hígido, apresenta-se ao prontoatendimento com queixa de fadiga, hipotensão arterial, perda de peso, redução da libido e diminuição de pelos corporais. Após investigação, os exames laboratoriais revelam: cortisol matutino baixo, T4 livre baixo, TSH normal, testosterona baixa, LH e FSH baixos. Sobre a abordagem e o manejo inicial desse paciente, assinale a alternativa correta.
Iniciar imediatamente a reposição com levotiroxina para corrigir o hipotireoidismo.
Solicitar dosagem de ACTH para confirmar diagnóstico de insuficiência adrenal primária.
Iniciar reposição de glicocorticoides antes da reposição de hormônios tireoidianos.
A reposição de testosterona deve ser iniciada antes de qualquer outra intervenção, dado o quadro de hipogonadismo.
Realizar teste de estímulo com ACTH para confirmar diagnóstico de insuficiência adrenal secundária antes de qualquer intervenção.
Um dos critérios essenciais para o diagnóstico de síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético é:
uso recente de tiazídico e presença de insuficiência renal.
osmolalidade sérica efetiva < 275 mOsm/kg/H2O.
hipernatremia.
osmolalidade urinária reduzida.
hiperpotassemia.
No hipotireoidismo subclínico, considerando-se o valor normal do TSH entre 0,5mUI/L e 5mUI/L, em qual das situações a seguir o tratamento com levotiroxina estaria indicado:
I.Mulher de 29 anos com tireoidite de Hashimoto e TSH= 7,0 mUI/L.
II.Homem de 20 anos, TSH=5,5 mUI/L, ausência de anticorpos antitireoidianos e assintomático.
III.Homem de 57, com dislipidemia e diabetes com TSH= 8,5 mUI/L.
IV.Mulher de 82 anos, com insuficiência cardíaca compensada e TSH= 6,6mUI/L.
É correto o que se afirma em:
IV, apenas.
I, II e III, apenas.
I e III, apenas.
I, II, III e IV.
II e IV, apenas.
Os prolactinomas são os tumores hipofisários mais comuns e seu diagnóstico baseia-se nos níveis séricos de prolactina e em achados de exame de imagem, preferencialmente, a ressonância magnética de hipófise. Quanto ao tratamento dos prolactinomas, assinale a alternativa correta:
Em mulheres na menopausa com microprolactinomas, deve-se estimular a manter o tratamento, apesar da ausência do ciclo menstrual.
A cirurgia está indicada em pacientes com macroprolactinomas próximos ao quiasma óptico.
A presença de fístula liquórica em uso de agonista dopaminérgico não contraindica a manutenção do tratamento medicamentoso, dispensando o tratamento cirúrgico.
Gestantes com prolactinomas devem manter o tratamento com agonistas dominérgicos independentemente do tamanho do tumor.
É considerada resistência aos agonistas dominérgicos a falta de normalização dos níveis de prolactina ou a falta de redução relevante da massa tumoral em pacientes tratados com doses padrões de medicações deste grupo por pelo menos 06 meses.
Um homem de 68 anos, hipertenso e diabético, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. Refere episódios recentes de edema em membros inferiores, fadiga progressiva e noctúria. Ao exame físico, apresenta PA de 160/95 mmHg, crepitações leves em bases pulmonares e edema 2+/4+ em tornozelos. Nos exames laboratoriais realizados pela UBS, a creatinina sérica aumentou de 1,2 mg/dL (há 6 meses) para 2,0 mg/dL, ureia de 90 mg/dL, potássio sérico de 5,8 mEq/L e proteinúria persistente em amostra de urina.
Com base nesse cenário clínico, avalie as assertivas:
I. O paciente apresenta doença renal crônica (DRC) provável, pela elevação progressiva da creatinina e proteinúria persistente, devendo ser estratificado quanto ao estágio e risco.II.
II. A presença de hipercalemia (K⁺ > 5,5 mEq/L) em associação a sintomas de congestão é um sinal de gravidade e, mesmo em APS, deve ser manejada como urgência com encaminhamento imediato.
III. O controle rigoroso da pressão arterial, preferencialmente com uso de IECA ou BRA, é fundamental para retardar a progressão da DRC e reduzir risco cardiovascular.
IV. A hemodiálise deve ser iniciada imediatamente em UBS, como conduta de escolha, sempre que houver creatinina ≥ 2,0 mg/dL.
Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas I, e III estão corretas.
Apenas II e IV estão corretas.
Apenas I, II e III estão corretas.
Todas estão corretas.
Margarete, 62 anos, foi diagnosticada com hipotireoidismo primário e iniciou tratamento com levotiroxina. Após o início da terapia, é necessário avaliar a resposta terapêutica e ajustar a dose conforme a função tireoidiana. Dos seguintes exames, qual é o melhor indicado para essa avaliação?
TSH.
T4 livre.
T4 total.
T3 livre.
Dosagem sérica de iodo.
Uma senhora feodérmica, 41 anos, em tratamento por hipertensão arterial e hiperglicemia, estava sendo controlada adequadamente pelo endocrinologista. Em exame ultrassonográfico de controle, revelou-se um tumor em suprarrenal direita. Exame de ressonância magnética confirmou o tumor, com possibilidade de ser um adenoma, e hiperaldosteronismo. Nesse caso, a melhor conduta é
manter apenas o tratamento clínico que o endocrinologista já estava conduzindo.
indicar suprarrenalectomia laparoscópica em acordo com o endocrinologista e a paciente.
internar a paciente para suprarrenalectomia laparoscópica imediatamente.
encaminhar a paciente para tratamento por meio da radiologia intervencionista.
submeter a paciente a suprarrenalectomia bilateral para cura definitiva.
Um paciente com Diabetes Mellitus tipo 2, em uso de metformina 850mg duas vezes ao dia, apresenta hemoglobina glicada (HbA1c) de 8,5%. Ele possui doença renal crônica com taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) de 40 mL/min/1,73m² e histórico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. Sobre a intensificação do tratamento farmacológico para este paciente, analise as afirmativas a seguir:
I.A adição de uma sulfonilureia, como a glimepirida, é a estratégia mais segura e recomendada para otimizar o controle glicêmico, devido ao seu potente efeito hipoglicemiante e perfil de segurança cardiovascular.
II.A introdução de um inibidor do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2), como a empagliflozina ou a dapagliflozina, é uma opção preferencial, pois esta classe de fármacos demonstrou reduzir desfechos de insuficiência cardíaca e progressão de doença renal em pacientes com perfil semelhante.
III.A pioglitazona deve ser considerada como uma terapia de segunda linha, pois, apesar de melhorar a sensibilidade à insulina, seu uso está associado à retenção de fluidos, o que pode exacerbar a insuficiência cardíaca.
Está correto o que se afirma em:
I, apenas.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
Sobre o tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2, analise as afirmativas abaixo e marque a opção correta.
O uso de inibidores da SGLT2 (iSGLT2) está contraindicado em pacientes com taxa de filtração glomerular estimada (TFG) abaixo de 60 mL/min/1,73m², mesmo na presença de insuficiência cardíaca.
Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e alto risco cardiovascular, deve-se considerar o uso de inibidores de SGLT2 (iSGLT2) ou agonistas do receptor de GLP-1 (AR GLP-1).
A insulina basal é sempre a primeira opção no manejo de pacientes recém-diagnosticados com DM2 que apresentam HbA1c maior ou igual ≥9%, independentemente da presença de sintomas de hiperglicemia.
Em pacientes com diabetes tipo 2, doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida e insuficiência renal crônica (TFG <30 mL/min/1,73m²), a metformina pode ser mantida como terapia principal, desde que monitorada cuidadosamente.
Homem, 62 anos, obeso (IMC: 32) é diagnosticado com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em exames de rotina, apresentando Hemoglobina Glicada (A1C) de 9,2%. Possui hipertensão arterial sistêmica controlada e Doença Renal Crônica (DRC) com eGFR de 55 mL/min/1.73 m². O paciente tem uma colonoscopia de rastreio agendada para o próximo mês. Sobre o caso apresentado e o manejo de DM2, assinale a alternativa correta.
A metformina, sendo a terapia inicial de escolha para esse paciente, deve ser introduzida na dose de 500 mg uma vez ao dia e titulada rapidamente (a cada 1-2 dias) até a dose total de 2.000 mg/dia, para garantir o controle glicêmico precoce.
A meta terapêutica de A1C para este paciente deve ser <6%.
Os inibidores de SGLT2 (iSGLT2) são contraindicados para o tratamento da hiperglicemia nesse paciente, pois sua eficácia glicêmica é significativamente reduzida em pacientes com eGFR <60 mL/min/1.73 m².
Caso seja optado por iniciar um inibidor de SGLT2, essa medicação pode ser mantida sem interrupção para o procedimento endoscópico programado, pois não confere riscos adicionais.
O uso de inibidores de SGLT2 no caso apresentado deve ser fortemente considerado, pois tal medicação também possui o potencial efeito de redução de peso total, necessário para o paciente em questão.
Qual medicação antidiabética NÃO apresenta risco elevado de hipoglicemia?
Gliclazida.
Metformina.
Glibenclamida.
Insulina Regular.
Insulina NPH.
A crise tireotóxica ou tempestade tireoideana é uma condição grave, com risco de vida, caracterizada por manifestações clínicas graves de tireotoxicose. O regime terapêutico geralmente consiste em múltiplos medicamentos, cada um com um mecanismo de ação diferente. Das medicações abaixo, assinale a que pode reduzir os níveis de hormônio tireoidiano em pacientes com tireotoxicose, interferindo na circulação entero-hepática e na reciclagem do hormônio tireoidiano.
Propranolol.
Colestiramina.
Metimazol.
Propiltiouracil.
Hidrocortisona.
São consideradas manifestações clínicas do hipotireoidismo no perioperatório de pacientes com tireopatia, EXCETO:
Resposta anormal de barorreceptores.
Hipernatremia.
Distensão abdominal.
Diminuição da metabolização hepática do fármaco.
Redução de volemia.
Em relação à fisiopatologia e ao tratamento do Diabetes Melito tipo 2 (DM2), assinale a alternativa correta.
A resistência à insulina nos tecidos periféricos está exclusivamente associada a mutações no receptor de insulina, sendo a principal causa da hiperglicemia.
A gliflozina reduz a glicemia ao aumentar a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas, além de ter efeito comprovado na preservação da função renal.
O defeito na secreção de insulina no DM2 é tardio e secundário à resistência insulínica prolongada, sendo raro nos primeiros anos da doença.
O aumento da produção hepática de glicose ocorre mesmo na presença de níveis elevados de insulina circulante, contribuindo para a hiperglicemia de jejum.
Os inibidores da DPP-4 reduzem a glicemia principalmente por bloquearem a reabsorção renal de glicose, com eficácia semelhante à metformina como monoterapia.
Qual das afirmações sobre o uso de fármacos no tratamento do hirsutismo, hiperandrogenismo, síndrome do ovário policístico (SOP) e ginecomastia é incorreta?
A espironolactona, um antagonista da aldosterona, pode ser utilizada no tratamento do hirsutismo devido aos seus efeitos antiandrogênicos, embora a hipercalemia seja uma possível complicação.
O tratamento farmacológico do hirsutismo e hiperandrogenismo na SOP visa apenas o controle dos sintomas, não corrigindo a causa subjacente do desequilíbrio hormonal. A metformina, um sensibilizador da insulina, pode ser usada como adjuvante para melhorar a sensibilidade à insulina e regular a ovulação.
A cabergolina, um agonista dopaminérgico, é a primeira escolha no tratamento da ginecomastia causada por hiperprolactinemia, pois reduz os níveis de prolactina, mas não apresenta efeito direto no tratamento do hirsutismo ou hiperandrogenismo.
A finasterida, um inibidor da 5a-redutase, é eficaz no tratamento da ginecomastia associada à hiperplasia prostática benigna, mas seu efeito no hirsutismo é limitado, pois atua, principalmente, na conversão de testosterona em diidrotestosterona (DHT).
O hipotireoidismo é uma condição que pode ter várias causas, incluindo doenças autoimunes. Considerado os mecanismos fisiopatológicos associados a essa condição, trata-se de um dos principais fatores contribuintes para o desenvolvimento do hipotireoidismo autoimune:
Ativação excessiva do eixo hipotalâmico-hipofisário resultando em hiperplasia tireoidiana.
Aumento na atividade do hormônio tireoidiano devido à resistência dos tecidos periféricos.
Inibição da produção de hormônios tireoidianos pela superprodução do hormônio liberador de tireotropina.
Aumento da produção de anticorpos antitireoidianos, como anticorpos antiperoxidase (anti-TPO) e anti-tireoglobulina.