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Indique a causa mais comum de hiperparatireoidismo primário.
Adenoma único
Hiperplasia única de células claras
Adenoma acometendo duas ou mais glândulas
Hiperplasia de duas ou mais glândulas
Carcinoma de uma glândula
Um homem de 55 anos, com doença renal do diabetes e em acompanhamento ambulatorial, relata seguir dieta com 1,6 g/kg de proteína por dia, orientado por seu treinador esportivo para manutenção de massa muscular. Traz exames laboratoriais: creatinina sérica: 2,9 mg/dL (VR 0,6-1,3), taxa de filtração glomerular: 25 mL/min/1,73 m2, albuminúria: 220 mg/g (VR <30), potássio sérico: 4,9 mEq/L (VR 3,5-5,0), bicarbonato sérico: 21 mEq/L (VR 22-28).
Qual conduta apresenta maior impacto na progressão da doença renal e no controle das complicações metabólicas?
Manter a ingestão proteica conforme orientado pelo treinador físico como estratégia para preservar massa muscular.
Reduzir a ingestão proteica pela metade e orientar dar preferência por alimentos proteicos de origem vegetal.
Reduzir em 5-10% a ingestão de proteínas em paralelo ao uso de inibidor de SGLT2 para neutralizar possíveis efeitos do excesso proteico.
Priorizar a restrição de cálcio e sódio, preservando a possibilidade de a dieta ser hiperproteica ou normoproteica.
Paciente de 52 anos, com antecedente de hipertensão e dislipidemia, encontra-se em seu segundo dia de internação após ressecção transesfenoidal de adenoma hipofisário. Ao checar seus exames séricos de rotina, nota-se Cr: 1,2 mg/dL; ureia: 40 mg/dL; sódio: 153 mEq/L; potássio: 3,5 mEq/L.
Quais dados auxiliaram na confirmação da principal hipótese diagnóstica e seu tratamento?
Redução do volume urinário associada a redução de ingesta hídrica, administração de fluidos endovenosos hipotônicos.
Poliúria associada a osmolaridade urinária reduzida, administração de desmopressina.
Polidipsia, poliúria, osmolaridade urinária reduzida, introdução de tiazídicos.
Redução do volume urinário associada a redução de ingesta hídrica, reposição hídrica com cloreto de sódio 0,9%.
No que diz respeito ao tratamento do diabetes melito tipo 1, assinale a opção correta.
Os análogos da GLP-I constituem opção terapêutica farmacológica em associação com insulinoterapia para o diabetes melito tipo 1.
Os análogos de insulina constituem opção terapêutica mais segura e eficaz que as insulinas convencionais.
A principal meta do tratamento do diabetes melito tipo 1 a longo prazo é evitar as complicações crônicas da doença.
A insulina regular apresenta perfil farmacológico com início de ação em 15 minutos, pico de ação com 1 hora e duração de ação de 3 a 4 horas.
A insulina NPH apresenta perfil farmacológico com início de ação com 1 hora, pico de ação com 12 horas e duração de ação de 24 horas.
Paciente de 17 anos de idade, sexo feminino, com queixa de ausência de ciclos menstruais há 7 meses; refere menarca aos 13 anos de idade. Informa que, desde o ingresso na faculdade, seus hábitos de vida mudaram com início de vida sexual e uso regular de drogas recreativas, sobretudo canabidiol. Nega outras comorbidades ou uso de medicações contínuas. Foram solicitados exames de sangue para avaliação do quadro, porém até o momento só foi disponibilizado o resultado do BHCG, negativo.
Diante desse quadro clínico, em relação aos demais exames solicitados, é correto esperar
prolactina reduzida, hormônio liberador de corticotrofina elevado, hormônio luteinizante reduzido.
prolactina reduzida, hormônio liberador de corticotrofina reduzido, hormônio luteinizante reduzido.
prolactina reduzida, hormônio liberador de corticotrofina reduzido, hormônio luteinizante elevado.
prolactina elevada, hormônio liberador de corticotrofina elevado, hormônio luteinizante reduzido.
prolactina elevada, hormônio liberador de corticotrofina reduzido, hormônio luteinizante elevado.
Paciente de 16 anos de idade, sexo feminino, portadora de diabetes melito tipo 1, desde os 8 anos de idade em uso de insulinoterapia múltiplas doses. Essa paciente já apresenta duas doenças autoimunes, e a mãe se preocupa sobre o risco de ela apresentar outras doenças associadas na vida adulta. Em exames anuais, foram identificados TSH = 8,7 mUI/L (VR 0,5 a 4,5 mUI/L), T4 livre = 0,98 mUI/L (VR 0,6 a 1,6 mUI/L), antitireoglobulina = 28,5 UI/mL (VR < 4,5 UI/mL), anti-TPO = 114 UI/mL (VR < 34 UI/mL).
Diante do quadro clínico precedente, e considerando os exames apresentados, é correto afirmar que a paciente
não tem risco de apresentar outras doenças associadas.
pode manifestar outras doenças da síndrome autoimune do tipo 2, tal como o hipoparatireoidismo.
pode manifestar outras doenças da síndrome poliglandular autoimune do tipo 1, tal como candidíase mucocutânea.
pode manifestar outras doenças da síndrome poliglandular autoimune do tipo 1, tal como vitiligo.
pode manifestar outras doenças da síndrome poliglandular autoimune do tipo 2, tal como doença de Addison.
Em relação ao tratamento do hipotireoidismo, analisar os itens.
I. Um paciente idoso que tem doença cardíaca, particularmente angina pectoris, deve receber uma dose inicial pequena de levotiroxina (25ug/dia), aumentando a dose em 12,5ug em intervalos de 2 a 3 meses.
Il. Pacientes com hipotireoidismo periférico também devem ser avaliados e tratados para deficiência de glicocorticoides.
III. O objetivo no paciente com hipotireoidismo primário é retornar as concentrações séricas de TSH ao normal, refletindo a normalização do suprimento de hormônio tireoidiano.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item |.
Apenas no item Il.
Apenas nos itens l e III.
Em todos os itens.
Os tumores de tireoide bem diferenciados, originados de células foliculares, representam:
90 a 95% dos cânceres de tireoide.
50% dos cânceres de tireoide.
35% dos cânceres de tireoide.
10 a 15% dos cânceres de tireoide.
Casos de cetoacidose euglicêmica em usuários de empagliflozina são relatados em séries clínicas desde Peters et al. (Diabetes Care, 2015), caracterizando acidose metabólica com ânion gap elevado e glicemias normais. A conduta preconizada envolve reposição hídrica vigorosa, suspensão do inibidor, além de insulina associada a glicose para reverter a lipólise aumentada. Nessa situação clínica, qual abordagem é mais eficaz?
Administração de bicarbonato isolado visando tamponamento primário da acidose metabólica aguda.
Heparinização profilática precoce prevenindo complicações trombóticas associadas à hipovolemia.
Uso de glucagon intramuscular estimulando mobilização energética sem necessidade de insulina ativa.
Infusão de insulina associada à dextrose e hidratação intensiva com suspensão imediata do iSGLT2.
Expansão volêmica isolada aguardando resolução espontânea da cetonemia progressivamente instalada.
O diabetes mellitus é doença crônica com alta prevalência, exigindo manejo multifatorial para prevenir complicações micro e macrovasculares. O tratamento inclui medidas não farmacológicas e medicamentosas. Considerando manejo do diabetes, analise as afirmativas a seguir.
I. As metas glicêmicas para a maioria dos pacientes diabéticos são: glicemia de jejum 80-130 mg/dL, glicemia pós-prandial <180 mg/dL, hemoglobina glicada <7%, sendo metas individualizadas conforme idade, comorbidades, risco de hipoglicemia, expectativa de vida (metas mais relaxadas em idosos frágeis, mais rigorosas em jovens sem comorbidades).
II. A metformina é medicamento de primeira linha para diabetes tipo 2, agindo reduzindo produção hepática de glicose e melhorando sensibilidade à insulina, com benefícios cardiovasculares, não causando hipoglicemia isoladamente, sendo contraindicada em insuficiência renal grave (TFG<30 mL/min) e situações de hipóxia tecidual (insuficiência cardíaca descompensada, choque) pelo risco de acidose láctica.
III. As complicações microvasculares do diabetes incluem retinopatia (principal causa de cegueira em adultos), nefropatia (levando a insuficiência renal crônica terminal), neuropatia (periférica causando úlceras/amputações, autonômica causando gastroparesia, hipotensão postural, disfunção erétil), sendo prevenidas por controle glicêmico rigoroso, controle de pressão arterial e lipídios, uso de IECA/BRA em nefropatia, rastreamento periódico (fundoscopia, microalbuminúria, monofilamento para neuropatia).
Está correto o que se afirma em:
I e III apenas.
I, II e III.
I e II apenas.
II apenas.
A síndrome de Cushing exige diferenciação entre formas ACTH-dependentes (hipofisária e ectópica) e ACTH-independentes (adrenais). As Diretrizes da Endocrine Society (2022) destacam a importância da integração entre exames dinâmicos, dosagem hormonal e imagem dirigida. Considerando esse raciocínio, qual proposição reflete com maior precisão o diagnóstico diferencial?
O teste de supressão com dexametasona distingue causas endógenas de pseudoCushing, mas não diferencia etiologias dependentes de ACTH.
A dosagem plasmática de ACTH orienta distinção entre tumores adrenais e causas ACTH-dependentes.
O diagnóstico acurado depende da integração entre testes dinâmicos, dosagem hormonal específica e imagem dirigida de alta resolução.
O cateterismo de seios petrosos inferiores substitui rotineiramente testes dinâmicos e dosagens de ACTH, sendo suficiente como método isolado de definição etiológica.
A ressonância magnética de hipófise pode revelar microadenomas, mas não tem acurácia isolada para confirmar etiologia.
A osteoporose secundária, especialmente associada a endocrinopatias (hiperparatireoidismo, hipogonadismo, excesso de glicocorticoides), apresenta peculiaridades diagnósticas em relação à forma primária. A International Osteoporosis Foundation (2022) enfatiza que o diagnóstico exige integração entre densitometria óssea, histórico clínico e investigação etiológica. Nesse contexto, qual proposição traduz o raciocínio mais acurado?
A densitometria óssea, por si só, diferencia com segurança formas secundárias, dispensando histórico clínico e exames laboratoriais complementares.
O hiperparatireoidismo primário raramente se manifesta com osteoporose e, quando presente, independe de confirmação bioquímica específica.
O excesso de glicocorticoides representa fator de risco consolidado para osteoporose secundária, induzindo remodelamento ósseo desfavorável.
A deficiência de testosterona em homens tem impacto mínimo na densidade mineral, não sendo considerada fator etiológico relevante.
A investigação das formas secundárias prescinde de exame laboratorial, dado que a densitometria óssea isoladamente é suficiente.
O Diabete Melito (DM) pode ser definido como um conjunto de alterações metabólicas caracterizada por níveis sustentadamente elevados de glicemia, decorrentes de deficiência na produção de insulina ou de sua ação, levando a complicações de longo prazo.
Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 2 do Ministério da Saúde, assinale a afirmativa correta sobre o rastreamento em indivíduos assintomáticos.
É indicado para indivíduos com sobrepeso + familiar de até 2º grau com DM.
É indicado para todos os indivíduos a partir dos 45 anos, mesmo sem fatores de risco.
Em pacientes com pré-diabete (HbA1c entre 5,7% e 6,5%, TDG ou GJA em exame prévio) os exames devem ser repetidos semestralmente.
É indicado para indivíduos com sobrepeso + Colesterol HDL ≤ 30 mg/dL e/ou triglicerídeos ≥ 200 mg/dL.
Se os resultados forem normais, o rastreamento deve ser repetido a cada dois anos.
Sobre síndromes de tumores da adeno-hipófise, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.
Geralmente, os gliomas são hiperdensos nas imagens ponderadas em T2. Os meningiomas costumam estar associados à ________; já os craniofaringiomas podem ter calcificações e, em geral, são hipodensos.
hiperostose óssea
hipoestenose conectiva
esclerose óssea
esclerodermia subjacente
O manejo do Diabetes Mellitus (DM) tipo 2 envolve diagnóstico preciso e tratamento individualizado. Considerando as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), analise as assertivas a seguir:
I.A Hemoglobina Glicada (HbA1c) ≥ 6,5% é um critério diagnóstico para Diabetes Mellitus, desde que confirmado por uma segunda dosagem ou na presença de sintomas clássicos e glicemia aleatória ≥ 200 mgdL.
II.A Metformina é considerada o fármaco de primeira linha para o tratamento do DM2 na maioria dos pacientes, devendo ser suspensa se a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) for < 30 mlmin1,73m².
III.A glicemia de jejum entre 100 mgdL e 125 mgdL é considerada normal, não indicando necessidade de investigação para pré-diabetes ou risco metabólico.
IV.O rastreamento de complicações microvasculares, como retinopatia e nefropatia, deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico em pacientes com DM tipo 2.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I e III.
I, II e IV.
II, III e IV.
I, III e IV.
O diagnóstico e o manejo das disfunções tireoidianas exigem a interpretação criteriosa dos exames laboratoriais no contexto clínico do paciente. Uma situação comum na prática clínica é a identificação de alterações hormonais que não preenchem todos os critérios para um diagnóstico franco, necessitando de uma conduta individualizada e baseada em evidências. Com base na abordagem do hipotireoidismo subclínico, assinale a alternativa que descreve a conduta mais apropriada.
O tratamento com levotiroxina deve ser iniciado imediatamente em todos os pacientes que apresentem qualquer nível de TSH acima do valor de referência, independentemente dos níveis de T4 livre ou da presença de sintomas, a fim de prevenir a evolução para hipotireoidismo franco.
A reposição hormonal no hipotireoidismo subclínico só deve ser considerada quando os níveis de T4 livre estiverem abaixo do limite inferior da normalidade, pois este é o marcador que define a transição da forma subclínica para a doença clinicamente manifesta.
A terapia de primeira linha para o hipotireoidismo subclínico consiste na administração de liotironina (T3), por ser a forma hormonal mais ativa e de ação mais rápida, sendo a levotiroxina (T4) reservada para casos que não respondem adequadamente ao tratamento inicial.
A instituição de terapia de reposição com levotiroxina está geralmente indicada para pacientes com níveis de TSH persistentemente acima de 10 mU/L, ou para aqueles com TSH entre o limite superior da normalidade e 10 mU/L que apresentem sintomas, bócio, anticorpos anti-TPO positivos ou gestação.
Entre os casos abaixo a realização de Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) para investigação do nódulo tireoidiano está corretamente indicada para:
mulher de 32 anos, com hipotireoidismo subclínico e nódulo tireoidiano de 0,8 cm, sem características suspeitas ao ultrassom.
homem de 50 anos com histórico familiar de câncer de tireoide, apresentando um nódulo de 1,2cm no lobo esquerdo da tireoide, que exibe microcalcificações e margens irregulares ao ultrassom.
mulher de 40 anos com hipertireoidismo e nódulo tireoidiano de 0,9 cm com vascularização central, mas sem outras características suspeitas ao ultrassom.
homem de 35 anos com nódulo tireoidiano de 0,9 cm no lobo direito, com ecogenicidade aumentada e bordas regulares ao ultrassom. Sem história familiar de câncer de tireoide.
mulher de 29 anos, com hipotireoidismo e nódulo tireoidiano misto de 1,5cm, de contornos regulares e sem sinais de malignidade ao ultrassom.
A metformina é altamente eficaz na redução da hiperglicemia, sendo indicada como primeira escolha para melhora do controle glicêmico para o perfil de paciente adulto com diabetes tipo 2 com:
falha terapêutica prévia
risco cardiovascular baixo
hemoglobina glicada < 8.5
evidência de doença cardiorrenal
No contexto da prescrição de metformina para diabete melito tipo 2, assinale a alternativa CORRETA.
Deve ser suspensa quando a eTFG for < 60 mL min⁻¹ 1,73 m⁻².
Aumenta significativamente o risco de hipoglicemia em monoterapia.
Deve ser ingerida em jejum absoluto para melhor absorção.
Pode causar acidose láctica quando usada em insuficiência renal grave.
Mulher, 75 anos, vem com a filha à consulta médica com queixa de perda de peso de 5kg em um mês, adinamia e palpitações há 3 meses. Paciente com antecedente apenas de HAS em uso de Losartana 100 mg ao dia, independente nas suas atividades diárias. Ao exame físico apresenta tireoide de consistência e volume aumentados, indolor à palpação, com nódulos palpáveis, em ambos os lobos, medindo aproximadamente 2 a 3 cm; restante do exame físico sem alterações significativas. Traz os seguintes exames solicitados por um colega médico há 1 semana: TSH = 0,01 mUI/L (VR = 0,5 – 4,5 mUI/L) e T4 livre = 1,8 ng/dl (VR = 0,7 – 1,5 ng/dl). Assinale a alternativa que apresenta o exame complementar confirmatório, diagnóstico mais provável e tratamento, respectivamente:
TRAb – doença de Graves – betabloqueador
Cintilografia de tireoide – bócio multinodular tóxico – iodoterapia
Tireoglobulina – tireoidite subaguda – AntiInflamatórios Não Esteroides (AINE)
T3 livre – doença de Hashimoto – metimazol
Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) – carcinoma de tireoide – tireoidectomia