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Seu João, 64 anos, vem à consulta encaminhado pelo cardiologista devido Diabetes Mellitus tipo 2 diagnosticado há 4 meses e, em uso regular das seguintes medicações: Valsartana 160mg ao dia, Bisoprolol 5mg ao dia, AAS 100mg ao dia, Atorvastatina 40mg ao dia e Metformina (MTF) 1,5g ao dia; com boa adesão à dieta e atividade física. Apresenta diagnóstico de insuficiência cardíaca classe funcional II, com antecedente de infarto do miocárdio há 16 meses. Ecocardiograma demonstra hipocinesia focal em parede anterior do ventrículo esquerdo e fração de ejeção de 42%. Exame clínico mostra IMC de 29 kg/m², cintura 102 cm e PA = 135 x 90 mmHg; traz ainda glicemia de jejum de 115 mg/dl, HbA1c de 7,5% e creatinina de 1,4mg/dl (taxa de filtração glomerular calculada de 50 ml/min). Assinale a conduta mais adequada para o caso, em relação ao controle glicêmico.
Iniciar Empagliflozina e manter MTF na dose atual.
Iniciar Linagliptina e aumentar MTF até dose máxima.
Iniciar Gliclazida e manter MTF na dose atual.
Aumentar MTF para 2g ao dia.
Manter o tratamento atual visto que a hemoglobina glicada está na meta, considerando as comorbidades do paciente.
Você atende uma paciente diabética, com antecedentes de osteoporose, cálculos biliares e doença do refluxo gastroesofágico. A fim de definir a terapia medicamentosa para controle do diabetes mellitus, você considera os potenciais benefícios, mas também os efeitos colaterais possíveis de diferentes terapias antidiabéticas. Avalie o quadro abaixo e correlacione a alternativa que contempla de forma mais adequada a droga com seu possível efeito colateral.

A sequência correta, é:
1-C, 2-B, 3-A, 4-D
1-C, 2-D, 3-B, 4-A
1-A, 2-B, 3-C, 4-D
1-A, 2-B, 3-D, 4-C
1-D, 2-A, 3-C, 4-B
A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que todo adulto com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) seja avaliado quanto ao seu risco cardiovascular, que inclui a identificação de fatores de risco como:
tabagismo prévio
retinopatia proliferativa
duração do DM2 > 5 anos
hipercolesterolemia familiar
Sabe-se que a obesidade é uma doença associada a diversas comorbidades e assim ao aumento na mortalidade. Durante algum tempo, o tratamento medicamentoso baseou-se no uso de agentes anorexígenos catecolaminérgicos em sua maioria que tiveram sua comercialização suspensa em 2011, pela Anvisa. Considerando-se as opções farmacológicas disponíveis para tratamento da obesidade no Brasil, é correto o que se afirma em:
O orlistate atua inibindo a lipase pancreática e, por não apresentar atividade sistêmica, é a única medicação aprovada para uso na gestação.
A semaglutida, na dose de 2,4 mg semanal, em pacientes com doença cardiovascular preexistente e sobrepeso e/ou obesidade, mas sem diabetes, além de reduzir o peso, foi responsável por uma redução de 20% na incidência de mortes por causa cardiovascular.
A combinação de naltrexona, um antagonista do receptor opioide, com bupropiona, um inibidor de recaptação de norepinefrina, apresenta a mesma eficácia independente do fenótipo de obesidade do paciente.
A sibutramina é um inibidor de serotonina e norepinefrina e tem seu principal efeito no gasto calórico, aumentando o metabolismo basal dos usuários.
Tirzepatida, um duplo agonista GIP e GLP-1, não mostrou superioridade em peso quando comparada à semaglutida na dose máxima tolerada (1,7mg-2,4 mg) semanal.
De acordo com a nova diretriz de Diagnóstico de Diabetes Mellitus, da Sociedade Brasileira de Diabetes, são considerados critérios laboratoriais (reconfirmados quando necessário) para o diagnóstico de diabetes:
I.Glicose ≥140 mg/dL 2 h após sobrecarga com 75 g de glicose.
II.Glicose ≥200 mg/dL 1h após 75 g de glicose.
III.Glicemia aleatória ≥200 mg/dL.
IV. HbA1c ≥6,5% desde que padronizado pelo Diabetes Control and Complications Trials (DCCT) e certificado pelo Glycohemoglobin National Standardization Program(NGSP).
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
I, II e III, apenas.
IV, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Francisco, 51 anos, foi diagnosticado recentemente com síndrome metabólica. Dentre as alternativas abaixo, qual NÃO foi usada para a definição do diagnóstico do paciente?
Cintura abdominal de 103 cm.
LDL 167 mg/dL.
Pressão arterial sistólica 139 mmHg.
Triglicérides 231 mg/dL.
O Diabetes Mellitus (DM) requer critérios laboratoriais precisos para seu diagnóstico. Conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD, 20232024), analise as afirmativas a seguir sobre o diagnóstico de DM e Pré-Diabetes e classifique-as como Verdadeiras (V) ou Falsas (F).
(__)A Glicemia de Jejum maior ou igual a 126 mgdL, confirmada em nova coleta, é critério diagnóstico para Diabetes Mellitus.
(__)A Hemoglobina Glicada (HbA1c) maior ou igual a 6,5% é considerada critério diagnóstico para Diabetes Mellitus, desde que realizada por método certificado pelo NGSP.
(__)Para o diagnóstico de Pré-Diabetes, a glicemia de jejum deve situar-se estritamente entre 140 mgdL e 199 mgdL, valores abaixo disso são normais.
(__)O teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75g de glicose, com resultado de 2 horas maior ou igual a 200 mgdL, confirma o diagnóstico de Diabetes Mellitus.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V, V.
V, F, F, V.
V, V, F, V.
F, V, V, F.
C., 45 anos, foi diagnosticado com feocromocitoma. Sobre esta doença, assinalar a alternativa CORRETA.
É um tumor que normalmente se origina das células cromafins das glândulas adrenais, o que provoca a superprodução de catecolaminas, hormônios potentes que causam hipertensão arterial e outros sintomas.
Inicia-se nas células ósseas e se desenvolve com mais frequência nos ossos das pernas, da pelve e dos braços.
Mais comum em crianças, tem fator genético como causa principal. Um dos sinais desse tipo de tumor aparece em fotografias, já que, com o reflexo do flash, o olho com tumor fica com uma aparência esbranquiçada.
Atinge os ossos da pelve (quadril), do tórax (costelas ou omoplatas) e das coxas, particularmente de ossos longos como o fêmur e o úmero (osso do braço).
Diversos fatores, inclusive drogas, podem influenciar os níveis séricos de lipídeos. Entre os fatores a seguir, quais são condições usualmente associadas ao aumento do colesterol total e elevação do colesterol HDL, respectivamente?
Doença de Cushing e uso de betabloqueadores.
Cirrose e hipotireoidismo.
Síndrome nefrótica e uso de álcool.
Hipertireoidismo e uso de álcool.
Mulher de 17 anos com amenorreia primária, hipertensão e hipocalemia. Sódio: 144 mEq/L, potássio: 2,9 mEq/L; progesterona e corticosterona aumentada.
Assinale a opção que apresenta o diagnóstico e o defeito enzimático.
Hiperplasia adrenal congênita - deficiência de 21-hidroxilase.
Hiperplasia adrenal congênita - deficiência de 11-beta-hidroxilase.
Hiperplasia adrenal congênita - deficiência de 17-alfa-hidroxilase.
Síndrome de Conn - adenoma produtor de aldosterona.
Síndrome de Cushing – hipercortisolismo.
Paciente DM2, 68 anos, com DM2 há 18 anos com neuropatia periférica dolorosa. Já utilizou gabapentina e amitriptilina sem melhora.
A próxima opção terapêutica é
vitamina B12 IM.
carbamazepina 200 mg 2x/dia.
capsaicina tópica.
morfina 10 mg 12/12h.
duloxetina 60 mg/dia.
Homem de 40 anos com acromegalia confirmada (IGF-1 elevado e GH não suprimido no TOTG) foi submetido a cirurgia transesfenoidal há 3 meses. IGF-1 atual: 390 ng/mL (VR: 120-280), GH basal: 2,8 ng/mL. RM mostra resíduo tumoral de 8 mm no seio cavernoso.
A melhor opção terapêutica é
reoperação imediata.
lanreotide 120 mg SC mensal.
pegvisomanto 10 mg SC diário.
radioterapia convencional.
pasireotide 40 mg IM mensal.
Paciente, 42 anos, com DM2 há 8 anos, em uso de metformina 2g/dia e glimepirida 4 mg/dia. HbA1c: 8,9%. IMC: 32 kg/m². Creatinina: 0,9 mg/dL, TFG: 85 mL/min.
A melhor opção para intensificação é
adicionar semaglutida em dose progressiva semanal.
iniciar insulina NPH bedtime.
adicionar sitagliptina 100 mg/dia.
trocar glimepirida por pioglitazona.
iniciar insulinizaçao plena.
Paciente HIV+ com CD4: 45 células/mm³. Apresenta astenia, hipotensão e hiperpigmentação. Cortisol basal: 2,1 mcg/dL, ACTH: 500 pg/mL.
O diagnóstico mais provável é
insuficiência adrenal por CMV.
síndrome de Cushing por sarcoma de Kaposi.
insuficiência adrenal por tuberculose.
insuficiência adrenal por infiltração pelo HIV.
uso de inibidores de protease.
Paciente, 62 anos com IMC=41 kg/m², diabetes mellitus tipo 2 de difícil controle, hipertensão e apneia do sono, com índice de apneia e hipopneia (IAH), em polissonografia, > 30 eventos/ por hora de sono. Falha em múltiplas tentativas de perda de peso.
O seguinte critério indica cirurgia bariátrica:
não resposta ao tratamento clínico por pelo menos 3 anos.
IMC > 40 kg/m² com comorbidades.
idade entre 16 e 68 anos.
ausência de alterações psiquiátricas.
IMC > 30 kg/m² com comorbidades graves.
Uma mulher de 65 anos, na menopausa há 18 anos, apresenta: Densitometria óssea: coluna lombar T-score -2,8; colo femoral T-score -2,3; 25-hidroxivitamina D: 18 ng/mL (VR >30); cálcio sérico: 9,2 mg/dL (VR 8,5-10,5); PTH: 88 pg/mL (VR 15-65); creatinina: 1,1 mg/dL; TFGe: 58 mL/min/1,73m²; fosfatase alcalina: 92 U/L (VR 35-104). Foi iniciado alendronato 70 mg/semana.
Quanto à suplementação de vitamina D para essa paciente, assinale a afirmativa correta:
Deveria se iniciar colecalciferol 7.000 UI/dia por 8 semanas para atingir nível sérico > 30 ng/mL antes de iniciar o bisfosfonato.
A dose de ataque com colecalciferol 50.000 UI/semana por 6-8 semanas é preferível, seguida de manutenção com 1.000-2.000 UI/dia, podendo-se iniciar o alendronato concomitantemente.
Está indicado calcitriol 0,25 µg/dia ao invés de colecalciferol, pois a TFGe < 60 mL/min compromete a 1-alfa-hidroxilação renal, tornando a forma ativa mais eficaz para suprimir o PTH elevado.
A meta terapêutica deve ser 25(OH)D entre 40-60 ng/mL para máxima supressão do PTH e otimização da resposta densitométrica ao alendronato, requerendo doses de manutenção de pelo menos 4.000 UI/dia.
Ergocalciferol (vitamina D2) 50.000 UI quinzenal é equivalente ao colecalciferol para correção da deficiência, sendo preferível pela menor incidência de hipercalcemia em idosos com função renal reduzida.
Uma paciente de 32 anos, previamente hígida, apresenta taquicardia persistente, perda ponderal de 7 kg em 2 meses e intolerância ao calor. Ao exame, nota-se bócio difuso não nodular e orbitopatia leve. Os exames laboratoriais mostram TSH <0,01 mU/L, T4 livre de 2,9 ng/dL (VN 0,8–1,7) e T3 total de 260 ng/dL (VN 80–180). O teste de TRAb é positivo. A paciente deseja engravidar em aproximadamente 1 ano. Para o manejo do hipertireoidismo, qual das condutas abaixo é a mais apropriada?
Indicar terapia com iodo radioativo (I131) como primeira escolha, visto que é o tratamento definitivo mais usado nos Estados Unidos.
Iniciar metimazol em dose ajustada até atingir eutireoidismo, sendo essa a melhor opção no momento para uma paciente que não pretende gestar no momento.
Encaminhar para tireoidectomia total imediata, pois a presença de orbitopatia, ainda que leve, é contraindicação absoluta ao uso de antitireoidianos.
Prescrever propiltiouracil em regime prolongado, por ser mais seguro que o metimazol em mulheres em idade fértil.
Aguardar possível remissão espontânea da doença, já que até 30% dos casos de Graves podem entrar em remissão sem tratamento.
O tratamento mais adequado para o caso é terapia medicamentosa com análogo da somatostatina, seguido de ressecção transesfenoidal.
Certo
Errado
Um paciente de 42 anos é investigado por hipertensão arterial de difícil controle e episódios de cefaleia, palpitações e sudorese. Durante um desses episódios, a pressão arterial foi de 220/120 mmHg. A suspeita clínica é de feocromocitoma. Qual é o exame laboratorial inicial de escolha para o rastreamento desta condição?
Dosagem de metanefrinas e normetanefrinas fracionadas no plasma ou na urina de 24 horas.
Teste de supressão com clonidina.
Dosagem de ácido vanilmandélico (VMA) na urina de 24 horas.
Dosagem de catecolaminas plasmáticas.
O eixo hipotálamo-hipófise-adrenal é um exemplo clássico de regulação hormonal por retroalimentação negativa. Acerca deste sistema, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O hormônio liberador de corticotrofina (CRH), produzido no hipotálamo, estimula a secreção de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) pela adeno-hipófise.
(__)O ACTH, por sua vez, estimula a zona glomerulosa do córtex adrenal a produzir principalmente cortisol.
(__)O cortisol exerce retroalimentação negativa tanto no hipotálamo, inibindo a secreção de CRH, quanto na hipófise, inibindo a secreção de ACTH.
(__)A aldosterona, principal mineralocorticoide, é o principal hormônio a exercer feedback negativo sobre a secreção de CRH e ACTH.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, V, V.
V, V, V, F.
V, F, V, F.
F, V, F, V.