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Na cetoacidose diabética (CAD), alterações metabólicas e hemodinâmicas podem levar à redução da perfusão renal e à instalação de insuficiência renal aguda, especialmente secundária à desidratação. Considerando os exames laboratoriais disponíveis, qual achado abaixo é o mais sensível para avaliar a função renal na CAD?
Ureia.
Cilindros urinários.
Cetonúria.
Glicosúria.
Proteinúria.
Mulher de 52 anos, com obesidade e diabetes tipo 2, apresenta esteatose hepática e ALT discretamente elevada. Plaquetas 190.000/mm3, AST 46 U/L e ALT 62 U/L. O FIB-4 calculado é 1,6. Não há sinais clínicos de cirrose.
A próxima etapa mais apropriada para estratificação de fibrose é
solicitar alfafetoproteína como método de estadiamento de fibrose.
realizar teste não invasivo de segunda linha, como elastografia transitória, e encaminhar conforme o risco encontrado.
iniciar rastreamento semestral de carcinoma hepatocelular independentemente do estágio.
considerar o resultado normal e repetir apenas ultrassonografia em cinco anos.
indicar biópsia hepática para todos os pacientes com FIB-4 acima de 1,0.
Com relação a diabetes melitus, seu diagnóstico, tratamento e monitorização, assinale a alternativa CORRETA:
Fatores que alteram a sobrevida das hemácias (anemias carenciais, síndromes hemolíticas, entre outros) podem alterar o resultado da hemoglobina glicada.
A ultrassonografia de rins e vias urinárias de um paciente com nefropatia diabética, classicamente evidencia rins de tamanhos reduzidos.
Em um paciente com poliúria e polidpsia, relato de emagrecimento e glicemia plasmática de 260, é necessário solicitar mais um teste diagnóstico para DM, como HbA1C ou glicemia pós-dextrosol, já que apenas os dados apresentados não fecham diagnóstico.
A metformina, fármaco amplamente utilizado no controle da DM, possui ação pós-prandial, atuando de forma a retardar a absorção intestinal de glicose.
O diagnóstico de diabetes mellitus pode ser estabelecido, entre outros critérios, pela presença de uma hemoglobina glicada (HbA1c) com valor maior ou igual a 6,5%, desde que o teste seja realizado em laboratório certificado e, na ausência de hiperglicemia inequívoca com sintomas, seja confirmado com nova coleta.
Certo
Errado
Sobre o Diabetes Mellitus, seu tratamento e suas complicações, marque a alternativa CORRETA.
O tromboembolismo pulmonar é uma complicação relativamente rara em paciente com Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar.
Pacientes com cetose diabética isolada (sem acidose) ou apenas com hiperglicemia sem cetose, não devem ser liberados antes de 48 horas de observação pelo alto risco de desenvolvimento de acidose.
Os pacientes em uso de inibidores de SGLT2 podem evoluir com Cetoacidose Diabética mesmo apresentando euglicemia.
O início da insulinoterapia em pacientes com Cetoacidose Diabética deve ser adiado se o paciente apresentar o potássio sérico menor ou igual a 4,3mEq/L.
Uma mulher de 60 anos, com função renal normal, tem alterações ósseas (osteopenia e osteoporose) e apresenta hipercalcemia acompanhada de concentrações elevadas de paratormônio. Nesse sentido, sobre a hipótese diagnóstica de hiperparatireoidismo primário e suas características, assinale a alternativa INCORRETA.
Sintomas clássicos estão relacionados a lesões em órgãos-alvo diretamente ligados ao metabolismo do cálcio, em especial, os ossos e os rins.
A densitometria óssea pode demonstrar redução da densidade mineral mais importante em ossos corticais, como o fêmur e rádio.
Podem estar presentes sintomas neuromusculares, como fraqueza muscular, fadiga, parestesias e atrofia muscular proximal.
Hipercalcemia e hiperfosfatemia do hiperparatireoidismo primário ocorrem por ação direta do paratormônio no túbulo renal.
A manifestação renal mais comum do hiperparatireoidismo primário é a nefrolitíase.
Assinale a alternativa que exemplifica corretamente a prevenção primária no diabetes mellitus tipo 2, considerando que esse nível foca na redução da incidência da doença por meio de intervenções populacionais ou em indivíduos sem diagnóstico, fatores de risco modificáveis como obesidade, sedentarismo e dieta inadequada, antes de qualquer evidência clínica de hiperglicemia ou pré-diabetes.
Realização de testes de glicemia de jejum anuais em indivíduos com sobrepeso e histórico familiar de diabetes, para identificar e gerenciar precocemente o pré-diabetes por meio de mudanças no estilo de vida.
Prescrição de metformina como terapia inicial para pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 2, com o objetivo de controlar os níveis glicêmicos e evitar complicações microvasculares, como retinopatia.
Monitoramento intensivo da hemoglobina glicada (HbA1c) em diabéticos estabelecidos, combinado com educação sobre autocuidado para prevenir hospitalizações por cetoacidose ou hipoglicemia.
Intervenções multidisciplinares, incluindo terapia nutricional e exercícios adaptados, para pacientes com diabetes tipo 2 pós-diagnóstico de neuropatia periférica, visando mitigar a progressão para amputações ou outras sequelas.
Implementação de programas comunitários, que incentivam a ingestão de alimentos integrais, redução de açúcares refinados e prática de, pelo menos, 150 minutos de atividade física moderada por semana em adultos saudáveis sem histórico de glicemia alterada, visando prevenir o surgimento inicial da resistência à insulina.
Com relação a doenças endócrinas, assinale a opção correta.
A gastrite crônica é a complicação gastrintestinal mais comum da obesidade.
A doença hepática não gordurosa tornou-se a hepatopatia mais comum associada ao excesso de peso, em parte como consequência da resistência à insulina presente na síndrome metabólica.
O adelgaçamento do terço externo das sobrancelhas é um sinal patognomônico de hipotireoidismo.
A intolerância à glicose desenvolvida no primeiro trimestre da gravidez é classificada como diabetes gestacional.
A resistência à insulina no fígado na diabetes melito tipo 2 reflete a incapacidade da hiperinsulinemia de suprimir a gliconeogênese, o que resulta em hiperglicemia de jejum e menor armazenamento de glicogênio pelo fígado no estado pós-prandial.
Mulher de 60 anos apresenta TSH de 6,8 mUI/L em duas dosagens, T4 livre normal, dislipidemia e fadiga leve. Não há história de doença cardiovascular estabelecida. Nesse contexto, de acordo com evidências atuais, assinale a alternativa correta.
O tratamento com levotiroxina é sempre indicado.
O hipotireoidismo subclínico não tem impacto metabólico.
O tratamento pode ser considerado devido ao risco cardiometabólico associado.
Apenas pacientes com tireotropina acima de 20 mUI/L devem ser tratados.
A dislipidemia não se relaciona ao quadro tireoidiano.
Homem de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há oito anos, em uso regular de metformina 850 mg três vezes ao dia e glimepirida 4 mg por dia, procura consulta de rotina trazendo resultados de exames solicitados na consulta anterior, há três meses. Refere aderência adequada ao tratamento medicamentoso e relata que realiza automonitorização glicêmica capilar diariamente, em jejum e pré-prandial, com valores habitualmente entre 110 e 140 mg/dL. Nega episódios de hipoglicemia, alterações visuais ou sintomas de neuropatia. Ao exame físico, apresenta IMC 28 kg/m² e pressão arterial de 128 x 82 mmHg, sem outras alterações significativas.
Exames laboratoriais atuais:
• hemoglobina glicada 9,2% (VR: menor que 5,7%)
• glicemia de jejum 128 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)
• hemoglobina 10,8 g/dL (VR: 13-17 g/dL)
• volume corpuscular médio 108 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 5.200/mm³
• plaquetas 180.000/mm³
Exames de três meses atrás:
• hemoglobina glicada 8,8%
• glicemia de jejum 132 mg/dL
• hemoglobina 11,2 g/dL
• volume corpuscular médio 106 fL
• creatinina 0,9 mg/dL
• taxa de filtração glomerular estimada 88 mL/min/1,73m².
A explicação mais provável para a discordância entre os valores da hemoglobina glicada e as glicemias capilares, de jejum e pré-prandiais descritos é:
presença de hemoglobinopatia não diagnosticada interferindo na metodologia de dosagem da hemoglobina glicada;
deficiência de vitamina B12 ou folato resultando em baixo turnover de hemácias e predomínio de hemácias senescentes;
discrepância clinicamente não relevante, pois ambas as medidas estão em acordo com o diagnóstico de diabetes; sendo assim, o manejo adequado é aconselhamento nutricional e repetição dos exames em um ano;
episódios frequentes de hiperglicemia pós-prandial não detectados pela automonitorização glicêmica realizada apenas em jejum e períodos pré-prandiais, devendo ser solicitado teste oral de tolerância à glicose;
hemólise crônica subclínica gerando aumento do turnover eritrocitário e consequente elevação falsa da hemoglobina glicada.
Homem de 49 anos, IMC 36 kg/m², hipertenso e dislipidêmico, faz uso regular de semaglutida há oito meses com perda ponderal estável. Durante revisão terapêutica, cogita-se troca para tirzepatida, análogo duplo GIP/GLP-1. O paciente refere náuseas leves nas primeiras semanas de tratamento anterior, sem outros eventos.
Considerando os mecanismos farmacológicos e o perfil de segurança dos agonistas de GLP-1 e dos agonistas duplos de GIP/GLP-1, a opção que representa a conduta e a orientação mais adequadas é:
substituir semaglutida por tirzepatida em dose plena imediata, pois os efeitos gastrointestinais são menos frequentes com a ação do GIP, mantendo as medidas de estilo de vida;
iniciar tirzepatida em titulação gradual, mantendo as medidas de estilo de vida e orientação sobre possíveis efeitos gastrointestinais transitórios;
suspender qualquer agonista incretínico após perda de peso inicial, pois seu uso prolongado aumenta o risco de hipoglicemia;
associar análogo de GLP-1 com inibidor de SGLT2 para acelerar a perda de peso, já que se trata de paciente não diabético;
trocar semaglutida por liraglutida, pois os análogos duplos GIP/GLP-1 são restritos ao tratamento de diabetes tipo 2 e não indicados para obesidade isolada.
O Diabetes Mellitus é uma doença metabólica de alta prevalência com complicações agudas e crônicas graves. Acerca do diagnóstico e das complicações do diabetes, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O diagnóstico de Diabetes Mellitus pode ser estabelecido por uma glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, ou uma hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, confirmadas em duas ocasiões distintas.
(__)A Cetoacidose Diabética, complicação aguda comum no Tipo 1, caracteriza-se por hiperglicemia, acidose metabólica com hiato aniônico (anion gap) elevado e presença de corpos cetônicos no sangue ou urina.
(__)O rastreamento de microalbuminúria em pacientes com Diabetes Tipo 2 deve ser iniciado apenas após dez anos do diagnóstico, dado o longo período de latência para o desenvolvimento da nefropatia diabética.
(__)A Retinopatia Diabética proliferativa é definida pela presença de neovascularização, sendo a principal causa de cegueira irreversível em adultos na idade produtiva.
(__)O uso de inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) está associado a um aumento do risco de hipoglicemias graves, superando o risco apresentado pelas sulfonilureias de primeira geração.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, V, V, F.
F, F, V, V, F.
F, V, V, F, V.
V, V, F, V, F.
V, V, F, F, V.
Homem, 30 anos, refere queda de libido um mês após suspensão do abuso de altas doses de decadurabolin e durateston durante 3 anos para ganho de massa e força musculares.
Considerando esse abuso de esteroides anabolizantes, assinale a alternativa que contém, corretamente, efeitos adversos dessas drogas.
Queda de SHBG e elevação de hematócrito e de LDL–colesterol.
Queda de SHBG e de hematócrito.
Elevação de HDL e LDL–colesterol.
Elevação de SHBG, de hematócrito e de HDL–colesterol.
Elevação de SHBG, de hematócrito e de LDL–colesterol.
Assinale a alternativa correta com relação ao diagnóstico de diabetes mellitus (DM).
Para a utilização do TTGO, deve ser feita alimentação nos 2 dias anteriores ao teste, com ingesta de, pelo menos, 100 g de carboidratos, por dia.
No teste de tolerância realizado 1 hora após a sobrecarga de 75 gramas de glicose por via oral (TTGO-1h), recomenda-se a utilização como ponto de corte para diagnóstico de diabetes tipo 2 (DM2), a glicemia maior ou igual a 207 mg/dL e, para detecção de pré-diabetes, glicemia maior ou igual a 155 mg/dL.
A hemoglobina glicada (HbA1c) não leva em conta a variabilidade individual no fenômeno de glicação proteica, mas apresenta maior sensibilidade diagnóstica do que os outros métodos (glicemia de jejum e TTGO).
Recomenda-se a triagem de DM2 em crianças e adolescentes a partir de 8 anos de idade, com sobrepeso/obesidade e pelo menos um fator de risco para DM2.
Insuficiência renal crônica, hipertrigliceridemia e hipotiroidismo podem elevar falsamente a HbA1c.
Mulher, 36 anos, refere não estar menstruando há 8 meses. Há 2 anos, começou a apresentar oligomenorreia. Refere estar incomodada com fogachos frequentes, inclusive durante à noite. Associadamente, percebeu aumento de pelos na face e no queixo. Nega galactorreia, acne, clitormegalia e comorbidades. Nega uso de medicação. Tem dois filhos saudáveis. Ao exame físico: IMC de 29 kg/m²; porcentual de gordura de 35%; circunferência abdominal de 94 cm e hirsutismo leve. Exames laboratoriais: TSH: 2,0 μUI/mL (VR: 0,4 a 4,4); PRL: 20 ng/ mL (VR: 2,8 a 29,2) Beta-hCG negativo; FSH: 50 UI/L (VR: até 12); testosterona total: 30 ng/dL (VR: 12,09 a 59,46); 17-hidroxiprogesterona: 110 ng/dL (VR: até 110); glicemia de jejum, triglicerídeos, colesterol e frações e creatinina: normais.
Qual é o diagnóstico desse caso?
Hiperplasia adrenal congênita.
Ooforite autoimune.
Síndrome do X frágil.
Síndrome de ovários policísticos.
Síndrome de Mc Cune-Albright.
Assinale a alternativa que apresenta alguns efeitos da reposição do GH recombinante humano.
Aumento da atividade da 11 beta-hidroxiesteroide desidrogenase tipo 1.
Redução na conversão de T4 em T3.
Aumento do cortisol sérico.
Diminuição da conversão da cortisona em cortisol e aumento da conversão de T4 em T3.
Queda da atividade da 11 beta-hidroxiesteroide desidrogenase tipo 1 e da conversão de T4 em T3.
Com relação ao diabetes insipidus na gravidez, pode-se afirmar corretamente que
tem caráter transitório, com remissão em 4 a 6 semanas pós-parto.
o quadro clínico é mais prevalente no primeiro ou no segundo trimestre da gestação.
é menos prevalente na gravidez múltipla.
decorre do excesso de atividade da enzima vasopressinase materna.
é mais prevalente em gestantes com doença hepática com menor atividade da vasopressinase.
Assinale a alternativa correta com relação aos aspectos tomográficos dos incidentalomas adrenais.
APC > 10 HU e washout absoluto do contraste após 10 a 15 min < 60% são indicativos de adenomas.
APC ≤ 10 HU e washout absoluto do contraste após 10 a 15 min < 60% são indicativos de adenomas.
Mielolipomas apresentam-se com atenuação pré-contraste (APC) tipicamente < –20 HU.
Metástases, carcinoma e feocromocitomas apresentam-se com APC ≤ 10 HU e washout absoluto do contraste após 10 a 15 min < 60%.
Metástases, carcinoma e feocromocitomas apresentam-se com APC > 10 HU e washout absoluto do contraste após 10 a 15 min > 60%.
No estudo das doenças endócrinas, a tríade formada por poliúria, polidipsia e perda ponderal caracteriza classicamente o(a):
hipotireoidismo.
hiperaldosteronismo.
feocromocitoma.
diabetes mellitus.
síndrome nefrótica.
Hipotireoidismo é a síndrome clínica provocada pela redução, na circulação, do hormônio tireoidiano (HT) ou, mais raramente, por resistência periférica à sua ação. Os sintomas geralmente se desenvolvem lentamente e podem ser confundidos com outras condições, como estresse ou depressão. Eles resultam da lentificação geral das funções corporais e incluem: bradicardia, cansaço, ganho de peso, queda de cabelo, pele ressecada, sensibilidade ao frio.
A forma primária do hipotireoidismo corresponde a mais de 90% dos casos. A associação com o trabalho tem sido descrita em trabalhadores expostos a certas substâncias químicas.
Assinale a opção que apresenta uma substância causadora de hipotireoidismo de origem ocupacional.
mercúrio
hidrocarbonetos halogenados
selênio
formaldeído
sais de prata