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Segundo a última classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2017, paraganglioma (PGL) é um tumor neuroendócrino raro com origem no sistema nervoso autônomo simpático ou parassimpático. Feocromocitoma (FEO) é um subtipo de PGL simpático com origem nas células cromafins da medula adrenal, que corresponde a 80 a 85% dos casos. Histologicamente, são indistintos. Acerca do diagnóstico clínico e/ou laboratorial de feocromocitomas e/ou parangliomas é adequado considerar que:
A tríade clássica é composta por cefaléia intensa, palpitação e hipertensão.
Os paroxismos são muito comuns, acometendo quase 90% dos indivíduos adultos.
Níveis aumentados de cromogranina A é patognomônico de tumor neuroendóocrino.
A dosagem das metanefrinas livres plasmáticas (MLP) e/ou das metanefrinas fracionadas urinárias (MFU) é considerada o teste de eleição para o rastreio, com sensibilidade > 96%.
A doença de von Hippel Lindau tem transmissão autossômica recessiva, também com dois subtipos, cuja distinção se faz pela presença/ausência de FEO.
No tratamento da hipercalcemia grave, recomenda-se
o uso de ácido zoledrônico cujo início de ação é súbito.
o uso de risedronato como primeira opção dentre os bisfosfonatos.
o uso de tiazídicos que promovem aumento da excreção urinária do cálcio.
hidratação vigorosa com solução glicofisiológica.
o uso de ácido zoledrônico em pacientes com a taxa de filtração glomerular estimada > 30 mL/minuto.
Paciente masculino, 23 anos de idade, é diagnosticado com diabetes mellitus após meses de perda ponderal, poliúria, polidipsia e polifagia. Na anamnese, não se observam sintomas de cetoacidose diabética. No exame físico, observa-se que o indivíduo está eutrófico (IMC 24 kg/m2) e sem outras alterações ao exame clínico. A glicemia aferida no momento da consulta é de 260 mg/dL, e a fita urinária não demonstra presença de cetonas.
Esse paciente tem mais provavelmente o diagnóstico de:
diabetes mellitus tipo 2.
diabetes mellitus tipo 1.
insuficiência pancreática.
diabetes de início da maturidade no jovem.
diabetes mellitus juvenil.
Assinale a alternativa que contém dois agentes orexígenos.
NPY e o hormônio estimulador dos melanócitosalfa (α-MSH).
AgRP e α-MSH.
O neuropeptídeo Y (NPY) e a proteína (ou peptídeo) relacionada com o Agouti (AgRP).
α-MSH e NPY.
Pró-opiomelanocortina (POMC) e α-MSH
Os tumores da glândula suprarrenal são uma condição clínica relevante na prática urológica. Sobre os achados característicos dos feocromocitomas na tomografia computadorizada, é correto afirmar que:
Os feocromocitomas apresentam realce homogêneo e atenuação semelhante ao músculo esquelético após a administração de contraste.
Na tomografia, os feocromocitomas se manifestam como lesões sólidas, com calcificações grosseiras e limites irregulares.
Os feocromocitomas tipicamente exibem realce heterogêneo e atenuação elevada em relação ao parênquima renal na fase contrastada.
As características tomográficas dos feocromocitomas não permitem diferenciá-los de outros tumores adrenais, como adenomas e carcinomas.
A presença de necrose e hemorragia intratumoral não são achados comuns nos feocromocitomas, dificultando o diagnóstico por imagem.
Sobre a doença de Graves (bócio difuso tóxico), assinale a alternativa CORRETA.
A presença de sopro sobre a glândula tireoide é patognomônica.
O mixedema pré-tibial pode estar presente em cerca de 40 % dos pacientes.
Os achados laboratoriais são TSH elevado e hormônios tireoidianos reduzidos.
É a causa mais comum de hipotireoidismo, especialmente em mulheres jovens de 20 a 50 anos.
O quadro clínico costuma ser inexpressivo e eventualmente evolui para sintomas de tireotoxicose.
O caso clínico hipotético a seguir contextualiza as questões 45 e 46. Leia-o atentamente.
Paciente, sexo feminino, 22 anos, tabagista, comparece ao pronto-socorro com queixa de dor em região hipogástrica, náuseas, vômitos e febre. Ao exame físico apresenta dor à mobilização do colo uterino e à palpação dos anexos, além de saída de secreção endocervical purulenta. Exames laboratoriais evidenciaram leucocitose e elevação da proteína C reativa.
Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso e, ainda, de acordo com as orientações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis, são considerados critérios para indicação de tratamento hospitalar dessa condição, EXCETO:
Gravidez.
Diabetes mellitus.
Abscesso tubo-ovariano.
Dificuldade na exclusão de emergência cirúrgica.
Homem, 58 anos, diabético, dislipidêmico e com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica há três anos encontra-se atualmente oligossintomático. Exame clínico: PA 170x100 mmHg, repetida e confirmada em três ocasiões; IMC 36,8 kg/m2. Faz uso de metformina 1 g/dia, rosuvastatina 20 mg, enalapril 20 mg 2x/dia, clortalidona 25 mg e anlodipina 10 mg. Em medida residencial da pressão arterial, a média é de 150x90 mmHg e retorna em consulta com PA 170x90 mmHg. Exames complementares: creatinina = 1,72 mg/dL, potássio = 4,1 mEq/L e microalbuminúria = 70 mg/g de creatinina.
A conduta mais apropriada é:
associar espironolactona.
associar atenolol.
associar clonidina.
associar valsartana.
não associar novas drogas.
O diabete melito tipo 2 (DM2) ocorre por perda progressiva de secreção adequada de insulina, geralmente secundária à resistência insulínica e à síndrome metabólica, além de deficiência parcial de secreção de insulina pelas células ß pancreáticas, e por alterações na secreção de incretinas. Esta condição clínica é caracterizada por hiperglicemia crônica e corresponde a 90 a 95% de todos os casos de diabete melito (DM). É correto afirmar:
Os principais fatores de risco para DM2 consistem em idade maior que 45 anos de idade, sobrepeso ou obesidade, sedentarismo, síndrome dos ovários policísticos (SOP), pré-diabete, diabete gestacional prévia, hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia, história familiar de DM em parentes de primeiro grau, apneia obstrutiva do sono (AOS) e etnia negra, indígena, hispânica/latina e asiática. Ainda, condições psiquiátricas, como depressão, ansiedade e distúrbios alimentares, estão consistentemente associadas à má adesão ao tratamento medicamentoso, controle glicêmico inadequado e desenvolvimento de complicações do DM2.
Dentre as complicações crônicas, destacam-se a hipoglicemia ou a descompensação hiperglicêmica aguda, que pode resultar em complicações mais graves como cetoacidose diabética e síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica.
As complicações agudas da DM2 incluem as desordens microvasculares devido a alterações patológicas nos capilares, como a doença renal do diabete (DRD), neuropatia diabética e retinopatia diabética, e as alterações macrovasculares que atingem o coração (infarto agudo do miocárdio), o cérebro (acidente vascular cerebral) e os membros inferiores (doença vascular periférica).
Em mulheres sem diagnóstico de DM, que planejam engravidar, recomenda-se rastrear a doença na consulta pré-concepcional. Ainda, em paciente com diagnóstico prévio de diabete melito gestacional (DMG), o rastreamento para DM2 deve ser realizado em 12 a 22 semanas pós-parto.
Entre as opções a seguir, assinale o antidiabético oral que pertence à classe dos inibidores da dipeptidil peptidase-4 (IDPP-4).
Metformina.
Dapagliflozina.
Linagliptina.
Glimepirida.
Acarbose.
O hipoparatireoidismo caracteriza-se pela deficiência da secreçãoou da ação do PTH. Assinale a alternativa que contém uma manifestação dessa doença:
Hiperfosfatemia.
Hipercalemia.
Hiporexcitabilidade neuromuscular.
Aumento do calcitriol.
Em relação à tireoidite induzida pela amiodarona (AIT), assinale a alternativa correta.
AIT-2 é consequência do aumento da biossíntese dos hormônios tireoidianos, devido ao excesso de iodo em pacientes com um distúrbio tireoidiano preexistente.
A AIT-2 cursa com a presença de anticorpos antitireoidianos e com baixa captação de iodo radioativo à cintilografia.
A AIT-1 acomete tireoides previamente normais.
Uma razão T3 /
AIT-2 é uma consequência do efeito tóxico direto da amiodarona em indivíduos com a tireoide previamente normal.
A situação de um carcinoma diferenciado de tireoide, com baixo risco de recorrência, em que se pode considerar a realização de iodo radioativo é:
comprometimento mediastinal <2 mm, em idoso com 65 anos
acometimento linfonodal central até 5 linfonodos, em mulher com 35 anos
histopatológico evidenciando tipo celular clássico, em jovem com 30 anos
tumor diferenciado restrito à tireoide com 6 cm de dimensão (T3), em indivíduo com 55 anos
lesão com ressecção tumoral completa sem extensão extratireoidiana, em mulher com 40 anos
A respeito da galactorreia, assinale a opção correta.
Sua causa está associada à redução dos níveis de prolactina.
Exames por imagem devem ser excluídos para determinar a causa dessa doença.
É uma doença que afeta somente os homens.
A cirurgia é a principal escolha de tratamento da galactorreia.
Na galactorreia, é comum os pacientes apresentarem tumor na hipófise.
Em relação ao tratamento farmacológico do diabetes melito, julgue os itens a seguir. I Os inibidores da DPP-IV prolongam a meia vida de GLP
I e, assim, estimulam a liberação de insulina das células beta; porém, prolongam também a meia vida de outros peptídeos gastroentestinais, cuja repercussão a longo prazo é desconhecida.
II As sulfoniluréias são as drogas mais eficazes para diminuição da glicemia a curto prazo.
III A liraglutida e a semaglutida podem apresentar como efeitos colaterais pancreatite aguda e aumento do risco de carcinoma medular de tireóide.
IV O mecanismo de ação da acarbose é a diminuição de liberação de glicose pelo fígado.
V O efeito colateral mais comum das glifozinas é infecção do trato urinário.
Estão certos apenas os itens
I e II.
III e IV.
I, III e V.
I, II, III e V.
II, IV e V.
A glândula tireoide possui esse nome em analogia à palavra grega thyreós, que significa "escudo", e seus produtos secretórios desempenham funções multissistêmicas cruciais na homeostase, regulação do consumo energético, metabolismo e atividade celular. Assinale a alternativa correta sobre essa estrutura:
A glândula situa-se na região anterior do posterior, abaixo da laringe e circundando a porção anterolateral da traqueia.
Diminui com o avançar da idade e com o ganho de peso corporal.
É ligeiramente maior em mulheres que em homens.
Diminui com o aumento da ingestão de iodo.
Assinale a alternativa que contém a medida isolada de maior impacto no tratamento da Cetoacidose Diabética:
Infusão de potássio.
Reposição volêmica.
Infusão de fosfato.
Insulinoterapia.
Em pacientes com deficiência de ADA (adenosina desaminase), quais substância tóxicas são acumuladas no organismo?
Xantina e ácido úrico.
Ácido orótico e uracilo.
Adenina e citosina.
Uracila e hipoxantina.
Adenosina e guanina.
O hormônio secretado pela medula suprarrenal em resposta à ativação do sistema nervoso simpático é:
Cortisol.
Aldosterona
Adrenalina.
Glucagon.
Insulina.
O controle glicêmico é decisivo para a prevenção das complicações micro e macrovasculares do diabetes mellitus (DM). Há, atualmente, um grande número de opçõesterapêuticas para tratar a hiperglicemia do DM tipo 2, com eficácia demonstrada na redução da glicemia e com segurança cardiovascular estabelecida. Considerando este contexto, analise as afirmativas a seguir.
I. Em adultas não gestantes com diagnóstico recente de DM tipo 2, sem tratamento prévio, sem doença cardiovascular ou renal, e com hemoglobina glicada entre 7,5% e 9,0%, a terapia dupla inicial com metformina associada a outro antidiabético deve ser considerada para melhorar o controle glicêmico.
II. No caso de opção pelo uso de uma sulfonilureia, as de segunda geração, como a gliclazida MR e glimepirida, têm preferência pelo seu menor potencial para causar hipoglicemia.
III. Em adultos não gestantes com diagnóstico recente de DM tipo 2, sem doença renal estabelecida, um inibidor do SGLT2 (Cotransportador de Sódio e Glicose) deve ser considerado para a proteção da perda de função renal.
De acordo com as orientações da Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes,sobre o tratamento farmacológico da hiperglicemia no DM tipo 2, está correto o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.