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Homem de 19 anos de idade apresenta quadro de febre, prostração, dor abdominal, tenesmo e diarreia com muco e laivos de sangue há 7 dias. Não há doenças prévias, e ele não usa nenhuma medicação. Exame físico: consciente, desidratado (1+/4+), corado e anictérico; temperatura: 38,9 ºC; PA: 100 x 65 mmHg; frequência cardíaca: 108 bpm; cardiopulmonar: normal; abdome: flácido, ruídos intestinais normais, discreta dor à palpação difusamente, sem sinais de peritonismo (descompressão brusca negativa).
Com relação à hipótese diagnóstica mais provável, assinale a alternativa que contém, correta e respectivamente, o germe e o tratamento.
Entamoeba histolytica; tinidazol.
Clostridium difficile; clindamicina.
Escherichia coli enterohemorrágica O157:H7; cefaclor.
Rotavírus; hidratação oral, dipirona e hioscina.
Salmonella typhi; trimetoprima-sulfametoxazol.
O Sr. LAF também trouxe uma cultura de urina que mostra o crescimento de mais de 100000 UFC/mL de Escherichia coli. Ele não apresenta qualquer sintoma urinário e não há perspectiva de ser submetido a qualquer procedimento das vias urinárias. O antibiograma é o seguinte:
Antibiótico | Concentração inibitória Mínima | Resultado |
Amicacina | ≤ 8 | Sensível |
Cefazolina | 4 | Sensível |
Cefepime | ≤ 1 | Sensível |
Ceftriaxona | ≤ 1 | Sensível |
Ciprofloxacino | ≤ 0,125 | Sensível |
Ertapenem | ≤ 0,25 | Sensível |
Gentamicina | ≤ 2 | Sensível |
Imipenem | ≤ 0,25 | Sensível |
Meropenem | ≤ 0,5 | Sensível |
Piperacilina/tazobactam | ≤ 4/4 | Sensível |
Sulfametoxazol/trimetropim | ≤ 0,5/9,5 | Sensível |
Ampicilina | > 16 | Resistente |
Ampicilina/sulbactam | > 16/8 | Resistente |
Assinale a alternativa correta, quanto à prescrição de antibiótico para esse caso.
Ceftriaxone 1,0 g, EV, 12/12 horas, por 7 dias.
Ertapenem 1,0 g, IM, 24/24 horas, por 10 dias.
Não se deve prescrever antibiótico.
Ciprofloxacino 500 mg, VO, 12/12 horas, por 7 dias.
Sulfametoxazol/trimetropim 800 mg/160 mg 1cp, VO, 12/12 horas, por 7 dias.
Assinale a alternativa que caracteriza de forma correta a asma de início tardio (AIT) e a asma de longa data (ALD).
Na AIT, a atopia tem um papel mais importante na fisiopatologia; na ALD, o papel da atopia é pouco relevante.
Na AIT, há uma importante associação do tabagismo no desencadeamento de uma crise; na ALD, o tabagismo tem um papel de menor importância.
Na fisiopatologia da AIT, há um importante componente genético-hereditário, que não existe na ALD.
Na AIT, a inflamação é mediada por células TH2, enquanto que, na ALD, o processo inflamatório é decorrente da exposição a poluentes.
Não há relação entre obesidade e AIT, ao contrário da ALD, na qual a obesidade tem um importante papel na fisiopatologia.
Assinale a alternativa correta em relação à hipercalcemia.
A primeira conduta para seu tratamento é a administração de altas doses de furosemida, por via oral.
A hipercalcemia está associada a um bom prognóstico da neoplasia.
Os tumores que mais causam hipercalcemia são os de tubo digestivo, particularmente o cólon ascendente.
Uma causa a ser considerada nos dias de hoje é intoxicação pela Vitamina D.
A hipercalcemia normalmente surge na fase inicial de um tumor maligno.
A respeito da vacinação de idosos contra o vírus da hepatite B, assinale a alternativa correta.
Ela é constituída de vírus vivo atenuado.
O esquema vacinal constitui-se de dose única, administrada por via intramuscular.
Sua administração deve ser adiada nos casos de doença febril aguda e trombocitopenia, pelo risco de sangramento após a administração da dose, quando a via subcutânea pode ser considerada.
Ela somente está indicada a idoso do gênero masculino, que mantém vida sexual ativa.
Ela deve ser administrada sozinha, com intervalo de 15 dias entre a administração de qualquer outra vacina.
Paciente, 70 anos, gênero feminino, sabidamente portadora de doença arterial coronariana, pois há 30 dias realizou uma cineangiocoronariografia com angioplastia de uma de suas coronárias, comparece à consulta com uma queixa de palpitação, que a incomoda há 2 dias. Além disso, ela vem observando uma dispneia aos grandes esforços. Negou precordialgia, náuseas, vômitos ou sudorese fria. O eletrocardiograma realizado mostra:

Assinale a alternativa correta quanto à conduta a ser tomada.
Iniciar tratamento com digoxina, 0,25 mg a cada 12 horas, e reavaliá-la em 48 horas.
Iniciar tratamento com atenolol, 50 mg/d, e reavaliá-la em uma semana.
Encaminhá-la ao serviço de emergência para monitoramento e administração de metoprolol por via endovenosa, e depois manter esse medicamento por via oral.
Encaminhá-la ao serviço de emergência para monitoramento e administração de amiodarona, em dose de ataque, e depois realizar sua manutenção até a impregnação.
Encaminhá-la ao serviço de emergência para realização de uma cineangiocoronariografia.
Ainda em relação à questão anterior, a estimativa da função renal da paciente foi de 27,5 mL/min/1,73m2.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta a ser realizada quanto à prescrição de losartana.
Pelo risco de piorar a função renal, deve ser suspensa.
Deve ser mantida, com controle rigoroso dos níveis de creatinina e potássio.
Para evitar a progressão da insuficiência renal, deve ser trocada por enalapril, 10 mg 12/12h.
Deve ser trocada por hidralazina, 25mg 12/12 horas, porque ela tem uma ação nefroprotetora.
Deve ser mantida; a losartana tem ação nefro-protetora e não leva à piora da função renal.
Homem de 81 anos é avaliado por uma história de 3 meses de fadiga, constipação, sintomas cognitivos, intolerância ao frio e ganho de peso (3 kg). A história médica é significativa para hipertensão e doença arterial coronariana; em uso de rosuvastatina, lisinopril, metoprolol e aspirina; em baixas doses. Ao exame físico: peso: 70 kg; frequência cardíaca: 54 bpm; pressão arterial: 132 x 99 mmHg; cervical, cardíaco e pulmonar sem alteração relevante; extremidades: sem edema. Exames séricos: hormônio estimulante da tireoide: 25 mU/L (normal: 0,5 a 4,0); tiroxina livre: 0,5 ng/dL (normal: 0,9 a 2,4).
O tratamento inicial recomendado é prescrever:
T4 (levotiroxina): 25 mcg/dia.
T3 (triiodotironina): 15 mcg/dia.
T3 (triiodotironina): 30 mcg/dia.
T4 (levotiroxina): 75 mcg/dia.
T3 + T4: 10 mcg/dia + 50 mcg/dia, respectivamente.
Mulher de 46 anos tem histórico de hiperlipidemia, hipertensão e obesidade, em uso de lisinopril e sinvastatina. Há 3 meses, foi diagnosticada com diabete melito tipo 2 (hemoglobina glicada: 8,5%), sendo prescrita metformina (2 g/dia). Seu IMC era 33 kg/m2, e ela perdeu 5 kg nesse período. Na consulta atual, o IMC é de 32 kg/m2, e a hemoglobina glicada do dia anterior é de 8%. Hemograma, eletrólitos, função renal e hepática: todos normais.
Nesse momento, a próxima conduta recomendada é associar
glipizida.
insulina asparte.
dulaglutida.
insulina glargina.
rosiglitazona.
A constipação no idoso pode, além do desconforto e do incômodo, pelo próprio bolo fecal, predispor a outras condições, inclusive potencialmente graves, como, por exemplo, o delirium. Quanto às opções farmacológicas para o seu manejo, assinale a alternativa correta.
Laxantes emolientes (docusatos) auxiliam a entrada de água nas fezes, deixando-as menos líquidas, e são preferíveis em indivíduos com fissura anal ou hemorroidas, minimizando a sensação dolorosa.
Laxantes formadores de massa (carboximetilcelulose) absorvem a água da luz intestinal e aumentam o bolo fecal, sendo preferíveis na constipação funcional, mas podendo piorar os sintomas de trânsito lento.
Os lubrificantes (óleo mineral) são os mais indicados para idosos, pelo benefício duplo de liberação de bolo e de lubrificação da saída, com baixo risco de aspiração e depleção de certas vitaminas lipossolúveis.
Laxantes de contato (bisacodil) aceleram o peristaltismo rapidamente, podendo causar cólicas, e são indicados em casos de suspeita de obstrução intestinal.
Agentes procinéticos (bromoprida) aceleram o peristaltismo, sendo os mais eficazes, já testados em todos os cenários bem controlados sobre segurança e eficácia.