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Uma mulher de 81 anos de idade, hipertensa, diabética, dislipidêmica e com disfunção temporomandibular, em uso de enalapril, hidroclorotiazida, metformina, atorvastatina e, recentemente, duloxetina, por queixa de choro fácil e pouca vontade de realizar as atividades, com o alto cuidado piorando aos poucos, foi ao serviço de emergência com quadro de importante dificuldade de abertura da boca há dois dias, associado à forte dor local, sem outros achados associados e negando ativamente outros sintomas. Ao exame físico: lúcida; pouco colaborativa com o exame físico; abertura da boca limitada, com crepitação de região de ATM; FC de 67 bpm; FR de 17 ipm, tax. 36,1⁰; e MV presente, bilateralmente, sem ruídos adventícios.

Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada no momento.
suspender a duloxetina, por causa do efeito colateral da droga
realizar antibioticoterapia, por quadro de trismo relacionado a abcesso amigdaliano
convocar a equipe de bucomaxiloface, por luxação de ATM
convocar equipe de otorrinolaringologia para drenagem do abcesso amigdaliano
convocar equipe de psiquiatria por transtorno conversivo relacionado a quadro depressivo em idoso
As técnicas de abordagem e o manejo dos pacientes com sintomas físicos sem explicação médica são fundamentados no método clínico centrado na pessoa. Quanto ao assunto, é correto afirmar:
Na somatização mais grave, o usuário deve ser referenciado para um especialista em saúde mental.
Exames complementares são desnecessários.
É aconselhável sempre pedir exames para provar ao paciente que ele não tem nada.
Explicar para o usuário de forma objetiva que o seu sintoma é fruto de estar tentando fugir de algum conflito psíquico.
A habilidade de comunicação e a utilização do método clínico centrado na pessoa podem facilitar a resolução dos casos.
Quanto às alterações do envelhecimento cardiovascular, analise as assertivas a seguir:
I. O endotélio lesado continua a produzir fatores constritores como a endotelina em detrimento da produção de prostaglandina.
II. O aumento da resistência vascular pode ser relacionado com a menor vasodilatação promovida pelos receptores beta-adrenérgicos associada ao sistema constritor alfa.
III. A taxa de recaptação do cálcio pelo retículo sarcoplasmático está aumentado no miócito senescente.
IV. Há redução da sensibilidade dos barorreceptores, com predisposição à hipotensão ortostática.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas IV.
Apenas I e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e IV.
Comparece no ambulatório para atendimento uma pessoa idosa de 78 anos com queixa há algumas semanas (a paciente não sabe precisar) de tontura, sonolência diurna, constipação intestinal e boca seca. Iniciou tratamento para transtorno depressivo há cerca de três meses pelo médico da UBS do bairro. Dentre as medicações abaixo, qual pode estar causando todos esses sintomas?
Fluoxetina.
Citalopram.
Bupropiona.
Venlafaxina.
Amitriptilina.
Assinale a alternativa que caracteriza a sarcopenia:
Diminuição no número de neurônio motor, diminuição da massa, maior perda de fibras de contração rápida em relação às de resistência.
Diminuição no número de neurônio motor, diminuição da força muscular, maior perda de fibras de contração rápida em relação às de resistência.
Não há alteração no número de neurônio motor, diminuição da massa e força muscular, maior perda de fibras de resistência em relação às de contração rápida.
Diminuição no número de neurônio motor, diminuição da massa e força muscular, maior perda de fibras de contração rápida em relação às de resistência.
Não há alteração no número de neurônio motor, diminuição da massa muscular, maior perda de fibras de resistência em relação às fibras de contração rápida.
Assinale a alternativa correta em relação às desordens minerais e ósseas decorrentes da doença renal crônica (DRC).
Em pacientes com DRC, estágios 3 a 5, associado à elevação dos níveis de paratormônio, há indicação de paratiroidectomia.
A biópsia óssea é um procedimento que não traz informações adicionais a pacientes com DRC.
Em pacientes com DRC, estágio 3, com paratormônio na faixa normal e diagnóstico de osteoporose, o tratamento deve utilizar somente drogas anabolizantes.
Em pacientes com DRC, estágios 3 a 5, com os níveis de 25 OH Vitamina D, insuficientes ou deficientes, o tratamento deve seguir as mesmas estratégias da população em geral.
Em paciente com DRC, estágios 3 a 5, as medidas de PTH sérico ou fosfatase alcalina óssea não predizem o turnover ósseo.
Uma mulher de 74 anos deu entrada no pronto-socorro com história de 3 dias de cefaleia, bem como cegueira súbita no olho direito há algumas horas. Ao exame físico, observou-se que a artéria temporal direita estava espessada. Os estudos laboratoriais revelaram uma taxa de hemossedimentação de 42 mm por hora (valor de referência < 42 mm por hora) e um nível de proteína C reativa de 169 mg por litro (intervalo de referência, 0 a 5 mg por litro). Assinale a alternativa correta quanto ao procedimento diagnóstico e tratamento desse quadro.
Biópsia da artéria temporal direita, prednisona 60 mg diárias, via oral, por até 4 semanas.
Tomografia computadorizada de crânio, sem contraste, dipirona 1 g por via endovenosa à cada 4 horas.
Tomografia computadorizada dos seios da face, com contraste, amoxacilina 500 mg por via oral à cada 8 horas durante 7 dias.
Tomografia computadorizada de crânio, com contraste, prednisona 5 mg, via oral, por 10 dias.
Biópsia da artéria temporal direita, prednisona 10 mg via oral, por 15 dias.
Assinale a alternativa que relata de forma correta a necessidade de triagem para câncer de pulmão, de acordo com a United States Preventive Services Task Force (USPSTF).
Adultos com idade entre 30 e 50 anos, história de tabagismo de 20 maços/ano, e que atualmente fumam ou pararam de fumar nos últimos 10 anos, por meio de uma tomografia computadorizada de tórax de baixa radiação, nível de recomendação A.
Adultos com idade entre 50 e 80 anos, história de tabagismo de 10 maços/ano, e que atualmente fumam ou pararam de fumar nos últimos 30 anos, por meio de uma tomografia computadorizada de tórax de baixa radiação, nível de recomendação B.
Adultos com idade entre 50 e 80 anos, história de tabagismo de 20 maços/ano, e que atualmente fumam ou pararam de fumar nos últimos 15 anos por meio de uma radiografia de tórax, nível de recomendação B.
Adultos com idade entre 30 e 50 anos, história de tabagismo de 10 maços/ano, e que atualmente fumam ou pararam de fumar nos últimos 30 anos por meio de uma radiografia de tórax, nível de recomendação A.
Adultos com idade entre 50 e 80 anos, história de tabagismo de 20 maços/ano, e que atualmente fumam ou pararam de fumar nos últimos 15 anos, por meio de uma tomografia computadorizada de tórax de baixa radiação, nível de recomendação B.
Leia o caso clínico a seguir
Homem, de 78 anos, hipertenso, com capacidade cognitiva prévia normal, apresenta comportamento anormal ha 15 dias, com apatia, deficiência de memória, desorientaçao, dificuldade para vestir-se sozinho e desequilibrio. Relata envolvimento em acidente automobilistico ha três meses. Na ocasiao, a tomografia de cranio foi normal. |
Nesse caso, qual é o diagnóstico?
Síndrome demencial vascular
Hidrocefalia de pressão normal.
Delirium sobreposto à demência.
Hematoma subdural crônico.
Paciente de 74 anos, sexo masculino, dependente completo para as atividades de vida diária instrumentais e semi-dependente para as atividades básicas devido ao quadro de Doença de Alzheimer. Há um ano desenvolveu epilepsia sendo necessária a prescrição de anticonvulsivante. Atualmente em uso de Rivastigmina 6mg BID, Memantina 20mg MID e Fenobarbital 100mg MID. Familiares levaram a paciente ao geriatra assistente devido ao quadro de hipersonia.
A conduta para resolução do quadro clínico descrito é substituir:
Fenobarbital por Fenitoína.
Fenobarbital por Lamotrigina.
Rivastigmina por Metilfenidato.
Rivastigmina por Galantamina ER.