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Em relação ao manejo da recidiva pós-TMO alogênico, assinale a alternativa correta.
Não ocorre nas doenças benignas.
Em casos de leucemia com Doença Residual Mínima (DRM) positiva no pós-transplante, deve-se aumentar a imunossupressão.
Em caso de recidiva parcial de doença benigna com quimerismo misto, a conduta certa é proceder à DLI em altas doses.
Em caso de DRM positiva no pós-transplante, a única possibilidade é repetir o esquema quimioterápico de resgate.
Se houver evidência de recidiva de leucemia com DRM positiva e quimerismo misto ou em queda, deve-se retirar a imunossupressão e considerar DLI do doador.
Assinale a alternativa que NÃO representa uma causa de diarreia no TMO alogênico.
Citomegalovírus.
DECH.
Mucosite.
Ciclosporina.
Clostridium.
Em relação ao diagnóstico diferencial de pancitopenias com indicação de TMO, assinale a alternativa INCORRETA.
HPN e SMD hipoplásica são causas possíveis.
O excesso de histiócitos no mielograma sugere causa hemofagocítica.
A presença de dry-tap no mielograma pode indicar fibrose medular.
A aplasia de medula óssea possui menos de 20% de celularidade na biópsia de medula óssea.
A presença de micromegacariócitos e de pontes inter-hemáticas sugere mielofibrose primária.
Em relação à DECH aguda, é correto afirmar que:
Não está associada ao aumento de sobrevida global.
Afeta os pulmões na forma de bronquiolite obliterante nos primeiros 100 dias.
É tratada sempre com droga única.
Sua presença não está associada à DECH crônica.
Seu estadiamento não tem relação com a sobrevida dos pacientes acometidos.
Em relação à Leucemia Linfoide Crônica (LLC), assinale a alternativa correta.
A LLC deve ser tratada logo após o diagnóstico para se evitar as complicações tardias.
A principal causa de morte em pacientes portadores de LLC são as massas linfonodais pronunciadas.
A vacinação dos portadores de LLC é importante para reduzir a morbimortalidade pelas infecções causadas entre outras coisas pela hipogamaglobulinemia secundária à doença.
Inibidores da Brutino-Kinase são usados apenas em casos de doenças refratárias.
O principal critério de tratamento é a leucocitose no hemograma.
Em relação aos cuidados transfusionais, assinale a alternativa correta.
Transfusões filtradas são indicadas para prevenção de reações hemolíticas.
Hemácias filtradas estão indicadas em pacientes que já apresentaram reações transfusionais.
Irradiação da bolsa do hemocomponente somente está indicada para pacientes leucopênicos graves.
Em pacientes transplantados de medula óssea, o filtro previne doença do enxerto contra hospedeiro.
Neonatos prematuros graves prescindem de irradiação de hemocomponentes por não apresentarem sistema imune maturo.
Em relação à hemocromatose, é correto afirmar que:
Deferasirox é o tratamento de escolha para hemocromatose familiar.
Medidas dietéticas não influenciam no tratamento da hemocromatose.
A mutação H63D tem prognóstico pior do que as demais na hemocromatose familiar.
Todo aumento de ferritina deve ser investigado com pesquisa genética da hemocromatose.
Saturação da transferrina abaixo de 50% é pouco indicativo de hemocromatose familiar.
Em relação à hemoglobinúria paroxística noturna, assinale a alternativa correta.
Hemoglobinúria é apresentação frequente em crianças.
Eculizumabe é o tratamento de escolha da hemoglobinúria paroxística noturna e, em alguns casos, o transplante de medula óssea também pode ser indicado.
Na citometria de fluxo, ocorre alta apresentação de CD59 em eritrócitos e alta apresentação de CD55 e CD59 em granulócitos.
Níveis de acetilcolinesterase eritrocitária são elevados.
Evolui frequentemente para leucemia mieloide aguda.
Sobre a doença de Von Willebrand, é correto afirmar que
a forma mais grave é o tipo I.
o tipo I corresponde à ausência de fator circulante.
a desmopressina é utilizada em pacientes com o tipo III.
o concentrado de fator é indicado para pacientes com tipo 3.
antifibrinolíticos são contraindicados no tratamento de sangramentos por doença de Von Willebrand.
O transplante autólogo de células hematopoiéticas é um tratamento padrão para mieloma múltiplo, e a prática clássica é a criopreservação de células-tronco do sangue periférico no período da coleta à infusão, porém o armazenamento não criopreservado a 4 °C demonstrou ser viável e seguro também. A respeito da criopreservação e doação autóloga, assinale a alternativa INCORRETA.
Os testes microbiológicos para detecção de contaminação bacteriana (aeróbica e anaeróbica) e fúngica e, quando couber, contaminação por micoplasma devem ser realizados, no mínimo, em amostras do produto pós-processamento e antes da criopreservação.
Os testes para detecção de marcadores do vírus da hepatite B realizados em amostras de doadores de células autólogos ocorrem por meio da detecção do antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBV) – (HBsAg); detecção de anticorpo contra o capsídeo do HBV – anti-HBc com pesquisa de IgG ou IgG + IgM; e detecção de ácido nucleico (NAT) do HBV.
A confirmação de gestação em curso implica exclusão temporária do candidato à doação de medula óssea ou sangue periférico, para uso autólogo.
Os rótulos dos produtos liberados devem ser invioláveis e permanecer íntegros durante todo o período de armazenamento, até a data de vencimento da validade do produto, e conter a informação “Apenas para uso autólogo”, em caso de doação autóloga.
É permitida a migração de bolsas de componentes sanguíneos autólogos para uso alogênico.
As doses de DDAVP (acetato de desmopressina) podem ser repetidas, no máximo, a cada 12 ou 24 horas, por duas ou três vezes, em pacientes com doença de von Willebrand tipos 1, 2A, 2M e 2N, que sejam responsivos ao DDAVP, porque
após a terceira dose, a resposta é menos efetiva devido à taquifilaxia com o esgotamento dos estoques de fator preexistentes.
os efeitos colaterais do DDAVP são de pequena relevância, em sua maioria, mas, após a terceira dose, levam à hipotensão refratária a volume grave.
quanto mais aplicações de DDAVP maior é a chance de sobrecarga volêmica, principalmente em crianças até 08 anos que não possuem um sistema adequado de depuração do produto.
portadores de doença de von Willebrand tipo 2A e 2M têm risco aumentado de desenvolvimento ou piora da plaquetopenia com mais doses.
o desenvolvimento de quadro convulsivo é muito maior com 03 ou mais doses do medicamento e pode levar a esses quadros e até à refratariedade de anticonvulsivantes típicos.
Ao diagnóstico, o achado mais comum presente em um paciente com mieloma múltiplo (MM) é
insuficiência renal aguda com creatinina maior que 3mg/dl.
presença de imunoglobulina A aumentada.
anemia normocítica normocrômica.
2 lesões líticas na ressonância.
cálcio sérico aumentado 2 vezes o valor da normalidade.
Em relação à ressuscitação de choque hemorrágico com terapia de componentes sanguíneos, assinale a alternativa correta.
Os componentes sanguíneos celulares (hemácias e plaquetas) de uma transfusão maciça podem levar a lesões hepáticas e renais que alteram bioquimicamente o indivíduo.
Os pacientes que têm transfusão maciça passam a apresentar tipagem O negativo até 05 dias após a terapia de choque hemorrágico.
Uma transfusão maciça, pela quantidade significativa de citrato, pode levar à hipocalcemia e alcalose metabólica.
Reações transfusionais graves são bem comuns no contexto de transfusão maciça, inclusive incompatibilidade ABO e contaminação bacteriana.
A investigação de uma transfusão maciça e sua causa deve sempre ser feita pela vigilância sanitária e inclui duas partes: clínica e laboratorial.
Lactente, filho de mãe vegetariana, apresentando atraso de desenvolvimento, fraqueza e irritabilidade, inicia investigação em consultório. O hemograma demonstra anemia macrocítica com neutrófilos hipersegmentados em esfregaço de sangue periférico. Qual é o provável diagnóstico?
Anemia ferropriva.
Mielodisplasia.
Talassemia.
Anemia megaloblástica por deficiência de ácido fólico.
Anemia megaloblástica por deficiência de vitamina B12.
Segundo os dados atualmente disponíveis no Brasil, até 06/09/2024, estão cadastrados 147 indivíduos para alfa-talassemia com doença da hemoglobina H. Esses pacientes residem principalmente nas regiões Sul (32%).
Sobre as talassemias, assinale a alternativa correta.
São doenças autossômicas dominantes resultantes da mutação de genes da codificação de cadeias alfa e beta da cadeia da hemoglobina.
As talassemias possuem em seu quadro clínico eritropoiese ineficaz e hemólise periférica.
No Brasil, estima-se que metade da população seja portadora de traço alfa-talassemia.
Alfa-talassemia, com doença da hemoglobina H, resulta de deleções nos genes localizados no cromossomo 16 e ocorre pela deficiência severa de cadeias beta.
Muitos indivíduos que nascem com hidrópsia fetal chegam à vida adulta com problemas relacionados à transfusão crônica.
Em um estudo realizado no estado de Minas Gerais, revelou-se que somente 63,8% dos locais visitados que deveriam ter comitê transfusional realmente possuíam comitê e, infelizmente, essa é uma realidade que pode ser aplicada a outros estados brasileiros. Dos citados a seguir, qual estabelecimento de saúde no estado de Santa Catarina NÃO precisa ter um comitê transfusional?
Hospital terciário com intervenções cirúrgicas de grande porte.
Unidade de saúde com mais de sessenta transfusões por mês.
Hospitais de urgência e emergência com atendimento de traumas.
Unidades básicas de saúde que tratam anemia ferropriva.
Centros de transplante de medula óssea.
As anemias representam um grupo de condições caracterizadas pela redução no número de hemácias ou na concentração de hemoglobina, comprometendo o transporte de oxigênio aos tecidos. Podem ter causas nutricionais, genéticas, autoimunes, inflamatórias ou estar relacionadas a falhas na produção sanguínea. Compreender seus mecanismos e classificações é fundamental para o diagnóstico e o manejo adequado. Sobre o assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. A anemia ferropriva é causada principalmente pela deficiência de ferro, podendo ocorrer por baixa ingestão, sangramentos ou maior demanda orgânica.
II. A anemia megaloblástica ocorre devido à deficiência de vitamina B12 e ácido fólico e caracteriza-se por hemácias menores que o normal.
III. Na anemia falciforme, uma mutação leva à formação anormal da hemoglobina, fazendo com que as hemácias adquiram formato de foice.
IV. A talassemia é uma anemia hereditária que envolve alterações na síntese de hemoglobina, podendo variar de formas leves a graves.
V. A anemia aplásica resulta de falha da medula óssea em produzir células sanguíneas, incluindo hemácias, leucócitos e plaquetas.
VI. Na anemia hemolítica autoimune, o sistema imunológico destrói as hemácias por reconhecer essas células como estranhas ao organismo.
Apenas I, III e IV estão corretas.
Apenas II, V e VI estão corretas.
Apenas I, III, IV, V e VI estão corretas.
Apenas II e V estão corretas.
Durante o processo de padronização de exames em um laboratório de análises clínicas acreditado, a equipe técnica decidiu adotar o método de Westergren para a determinação da velocidade de hemossedimentação (VHS), considerando sua aplicação na avaliação da resposta inflamatória sistêmica. Com base nos princípios metodológicos, características técnicas e fatores interferentes dos métodos de determinação da VHS, aponte a opção correta.
O método de Westergren utiliza sangue total sem anticoagulante, sendo a coagulação evitada pelo tempo reduzido de análise.
O método de Westergren é considerado padrão de referência internacional por apresentar maior sensibilidade, principalmente na detecção de valores elevados de VHS.
O método de Wintrobe apresenta maior sensibilidade que o método de Westergren, especialmente em valores elevados de VHS, devido ao uso de sangue não diluído.
O método da razão de sedimentação zeta (ZSR) apresenta elevada interferência do hematócrito, sendo pouco indicado em pacientes com anemia.
Na avaliação de um paciente com suspeita de parasitose, o leucograma evidenciou aumento de uma subpopulação específica de leucócitos. Com relação a essa célula e sua função imunológica, assinale a alternativa correta.
Basófilos – fagocitam bactérias e apresentam antígenos.
Monócitos – liberam histamina e heparina na resposta inflamatória.
Eosinófilos – aumentam em parasitoses e participam de reações alérgicas.
Neutrófilos – atuam principalmente na produção de anticorpos.
A segurança transfusional depende do reconhecimento de reações adversas. De acordo com o Manual de Hemovigilância, analise as afirmativas sobre as reações transfusionais imediatas:
I.A Reação Febril Não Hemolítica (RFNH) é um diagnóstico de exclusão, caracterizada por febre (aumento ≥ 1°C) durante ou até 4 horas após a transfusão, sem outros sintomas graves, causada por citocinas ou anticorpos anti-leucocitários; sua recorrência pode ser prevenida com desleucocitação.
II.A contaminação bacteriana do hemocomponente (sepse transfusional) deve ser suspeitada em caso de febre alta, tremores, hipotensão e choque logo após o início da transfusão, principalmente com concentrados de plaquetas (armazenados a 22°C), exigindo interrupção, cultura da bolsa e antibióticos.
III.A reação hemolítica aguda imunológica ocorre geralmente por erro de identificação (incompatibilidade ABO), causando dor no local da infusão, febre, hemoglobinúria e risco de CIVD e insuficiência renal, sendo uma emergência médica.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.