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Se o exame referente ao caso em apreço fosse realizado cinco dias após o acidente causador da fratura, seria necessário exame complementar e, no laudo, quanto aos quesitos sobre natureza da lesão, o médico deveria registrar o seguinte: "aguardar".
No caso descrito, o exame do marido pode ser considerado exame de corpo de delito para verificação de lesões corporais de natureza cautelar (ad cautelam).
O legista deve assinalar em seu laudo que houve seqüela permanente com debilidade de membro inferior direito conseqüente ao atropelamento pela motocicleta, baseado no exame físico direto.
No caso considerado, a referida lei é aplicável e determina que a autoridade policial encaminhe a ofendida ao IML para que se proceda ao exame de corpo de delito.
De modo geral, quando forem submetidos a exame, os detentos devem estar desalgemados.
A proteção de pessoas sujeitas a quaisquer formas de detenção ou prisão para tortura ou outro procedimento cruel, desumano ou degradante de tratamento ou punição, não está elencada nos deveres dos médicos legistas, uma vez que não faz parte do acordo coletivo de trabalho da respectiva categoria profissional.
Atualmente, a perícia médico-legal deve ser realizada nos institutos de medicina legal (IMLs). É vedado ao médico realizar exames médico-periciais de corpo de delito em seres humanos no interior dos prédios ou dependências de delegacias, unidades militares e presídios.
A referida lei criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, e, no caso em questão, o marido deve ser enquadrado nessa lei como agressor.
Assinale a alternativa incorreta.
As impressões digitais latentes precisam ser reveladas antes de sua avaliação.
Local de crime idôneo é aquele que não sofreu alterações após o seu isolamento.
A confissão do acusado pode substituir e mesmo desqualificar o exame de corpo de delito, mesmo quando a infração penal deixou vestígios materiais.
O juiz não está obrigado a aceitar a conclusão do perito oficial.
No Brasil, o levantamento do local de crime é feito pelo perito criminal, podendo estar acompanhado ou não do médico-legista.
O exame de corpo de delito necroscópico só poderá ser feito seis horas após o óbito.
O exame de corpo de delito é dispensável desde que haja confissão extrajudicial do réu, confirmada pelo depoimento da vítima e de testemunhas.
Quando intimada pela autoridade policial para se submeter a exame de corpo de delito, a vítima poderá se recusar.
O exame mencionado acima não poderia corresponder a um exame complementar.
Se, no dia do exame pericial, estivessem presentes no IML vários odonto-legistas e, coincidentemente, um deles fosse o que atendera Pedrinho no consultório, ele deveria ser indicado para realizar a perícia por já conhecer o caso.