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Na Tanatologia Forense, o capítulo que estuda os meios de determinação do tempo transcorrido entre o Óbito e o exame necroscópico é chamado de:
putrefação temporal.
diagnose evolutiva.
cronotagnose.
simbiose temporal.
diagnose diferencial da morte.
Um dos principais objetivos do estudo da Tanatologia Forense é estabelecer o diagnóstico da causa jurídica da morte. Em relação ao tema, assinale a alternativa correta.
As lesões externas se mostram de interesse incontestável, por meio das chamadas lesões de ataque, geralmente encontradas na região frontal e nuca.
O mecanismo de morte já pode orientar para determinada causa jurídica, por exemplo a fulminação para o homicídio e a fulguração para o suicídio.
A busca da causa jurídica da morte consiste na determinação das hipóteses de homicídio, suicídio ou acidente.
Na determinação da causa jurídica da morte, fatores psicológicos não devem ser levados em consideração, pois trazem inconsistências ao elemento probatório.
O diagnóstico da causa jurídica da morte deve constar na declaração de óbito e o seu preenchimento é de responsabilidade da autoridade judiciária.
São fenômenos transformativos encontrados no cadáver, considerados conservadores, exceto:
maceração.
saponificação.
calcificação.
mumificação.
corificação.
No diagnóstico da realidade da morte, baseada nos fenômenos cadavéricos, a prova circulatória que demonstra ausência de hiperemia da conjuntiva, após instilação de éter, é a prova de:
Halluin.
Otti.
Veiga Carvalho.
Magnus.
fundoscopia ocular.
O Algor mortis é uma técnica muito utilizada na perícia forense, já que permite ao perito criminal identificar
morte sem resposta inflamatória.
primeiro estágio do Rigor mortis.
resfriamento do cadáver e estimativa do tempo de óbito.
morte de animais provocada por outros animais.
morte de animal resultada de agressão humana.
O que são manchas de hipóstases?
O acúmulo de sangue na periferia do cadáver, devido à pressão interna pelos gases da putrefação.
Manchas escuras na esclerótica (branco do olho), devido à semiabertura dos olhos no cadáver.
A acumulação de manchas nas partes em declive (mais baixas) do cadáver, devido à deposição do sangue.
Resíduos de tiro a curta distância, acumulados na pele e de grande valor pericial.
Lesões na pele, típicas de local de entrada de corrente elétrica.
Entre os fenômenos transformativos conservadores, possíveis de ocorrer no cadáver, a mumificação, geralmente, requer que o corpo encontre-se em
local seco, com alta temperatura e bem ventilado.
solo arenoso, úmido e com alta temperatura.
local úmido, com baixa temperatura e pouco ventilado.
solo argiloso, úmido e pouco ventilado.
local seco, com baixa temperatura e bem ventilado.
São fenômenos transformativos conservadores:
tanatopraxia e necromaquiagem.
embalsamento e rigidez cadavérica.
resfriamento e livores cadavéricos.
saponificação e mumificação.
mancha verde abdominal e circulação póstuma de Brouardel.
A glicerinação é eficiente na conservação dos tecidos post-mortem porque
é fracamente antisséptica e inflamável.
conserva parcialmente íntegros os órgãos internos.
evita a desidratação dos tecidos, deixando-os mais moles e flexíveis.
permite a manutenção da coloração natural dos tecidos.
Manchas azuladas no rosto e na esclerótica (olho), presentes nos asfixiados, e às vezes em membros inferiores, conforme a modalidade de asfixia.
Coloração azulada das mucosas e da pele, em decorrência da anóxia produzida no cadáver, ao findar o consumo do oxigênio pelas últimas células e tecidos vivos.
Derrame sanguíneo não traumático, presente nas vísceras, em consequência da morte celular.
Manchas puntiformes avermelhadas ou arroxeadas, presentes na pleura visceral em asfixiados.
Coloração mais escura (arroxeada ou avermelhada) nas partes mais baixas do cadáver, em consequência da deposição do sangue nesses locais.
São causas médicas de óbito NÃO jurídicas:
Acidentais.
Homicidas.
Oncológicas.
Suicidas.
Em relação aos dispositivos legais sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento, é CORRETO afirmar:
A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante.
A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica não dependerá apenas da autorização do cônjuge ou parente, estando também vinculada aos sistemas de saúde pública e ao delegado de polícia.
No caso de morte sem assistência médica, de óbito em decorrência de causa mal definida ou de outras situações nas quais houver indicação de verificação da causa médica da morte, a remoção de tecidos, órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante ou terapêutica somente poderá ser realizada após a autorização do delegado de polícia ou do Ministério Público.
O cadáver de pessoa não identificada não pode se prestar a qualquer doação para transplantes, exceto se autorizado pelo delegado de polícia, promotor ou juiz.
No caso de morte:
I. De indivíduo idoso que sofre arritmia cardíaca após picada de escorpião, depois de ser socorrido e internado em hospital.
II. De presidiário com características de infarto do miocárdio (testemunhado por diversas pessoas) sem qualquer possibilidade de ter ocorrido violência no ambiente carcerário.
III. Súbita, de pessoa sem identificação, em via pública, com testemunhas de que não houve qualquer forma de violência ou acidente.
Assinale a alternativa que contenha a sequência correta de onde os exames necroscópicos deverão ser realizados:
I- SVO; II- IGP/IML; III- IGP/IML.
I- IGP/IML; II- IGP/IML; III- IGP/IML.
I- SVO; II- SVO; III- IGP/IML.
I- SVO; II- SVO; III- SVO.
É considerado um fenômeno abiótico consecutivo:
Cessação da circulação.
Dessecamento da mucosa dos lábios.
Perda da sensibilidade.
Abolição do tônus muscular.
Vários fatores influenciam na marcha da morte. A respeito da cronologia da morte, analise as afirmações.
I. A rigidez cadavérica varia de acordo com a idade, a constituição individual e a causa da morte.
II. Observações comprovam que a perda de peso nos cadáveres de recém-nascidos e crianças é em média de 0,8 g/kg (grama por quilograma) de peso por dia nas primeiras vinte e quatro horas após a morte.
III. A mancha verde abdominal surge no cadáver, em média, entre quatro e oito horas após a morte.
Assinale a alternativa correta.
Todas as afirmativas estão corretas
Estão corretas apenas as afirmativas I e II
Estão corretas apenas as afirmativas I e III
Está correta apenas a afirmativa I
Estão corretas apenas as afirmativas II e III
A respeito das características gerais das manchas de hipóstases cutâneas (livor mortis), assinale a correta:
Situam-se inicialmente nas regiões de aclive, vindo a migrar para as áreas de declive cerca de 2 a 3 horas após a cessação das funções vitais.
Têm tonalidade vermelho-rósea, variando apenas se existirem substâncias estranhas na composição da hemoglobina, como nas asfixias por monóxido de carbono, quando se tornam violáceas.
Confluem-se com o passar das horas, e após 12 horas estarão fixas definitivamente, não ocorrendo movimentação caso o cadáver seja mudado de posição.
Se forem incisadas com uma lâmina de bisturi, será visto na região da hipóstase sangue coagulado e infiltrado nas malhas de tecido, com presença de rede de fibrina.
Entre as alternativas abaixo, assinale a correta:
Autólise: inicia-se precocemente, e não há nenhuma interferência bacteriana.
Esfriamento do cadáver (algor mortis): é mais rápido quando o óbito se deu por intoxicação por venenos ou doenças infecciosas agudas.
Rigidez: como regra, tem início nos membros superiores, estendendo-se à nuca e mandíbula na sequência dos eventos cadavéricos.
Decréscimo de peso: é mais lento nos fetos e recém-nascidos, chegando a até 36 gramas por quilograma de peso em 1 hora.