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Um recém-nascido é encaminhado à UTI cardiológica com frequência cardíaca de 180 bpm, perfusão de extremidades em torno de 4 segundos e insuficiência respiratória. Ecocardiograma demonstra dilatação das quatro câmaras cardíacas e o débito cardíaco calculado é acentuadamente elevado. Assinale a alternativa que indica a origem mais provável da insuficiência cardíaca de alto débito:
MAV em membros inferiores.
MAV pulmonar.
MAV em membros superiores.
Malformação de veia de Galeno.
MAV hepática.
Menino de 10 anos, portador de anemia falciforme, é admitido com febre, dor torácica e taquipneia. A gasometria arterial revela PaO2 de 55 mmHg, e a radiografia de tórax demonstra infiltrado pulmonar multilobar, confirmando o diagnóstico de síndrome torácica aguda (STA). Iniciado tratamento com oxigenoterapia, hidratação venosa, ceftriaxona e azitromicina. Após 24 horas, a saturação de oxigênio permanece abaixo de 90%, e a hemoglobina caiu para 6,5 g/dL.
Qual a conduta imediata indicada nesse momento?
Introduzir corticosteroide sistêmico em alta dose.
Indicar transfusão sanguínea, simples ou de troca.
Iniciar anticoagulação profilática com heparina.
Observar por 24h em UTI com suporte clínico.
É um fator de risco para falha na extubação em paciente internado em unidade de terapia intensiva pediátrica:
choque
hipotermia
idade < 1 mês
droga vasoativa > 72h
ventilação mecânica > 10 dias
Em relação à ventilação com pressão positiva (VPP) na reanimação do recém-nascido < 34 semanas em sala de parto, pode-se afirmar, de acordo com as atuais Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria, que o/a:
VPP está indicada na presença de frequência cardíaca < 60 bpm e/ou apneia após os passos iniciais
ventilação pulmonar é o procedimento mais importante e efetivo na reanimação do recém-nascido ao nascimento
ventilação pulmonar deve ser iniciada com concentração de oxigênio a 21%, titulando-se a fração inspirada com a monitoração pré-ductal
paciente com frequência cardíaca >100 bpm e respiração regular após 30s de VPP com máscara facial é transportado para unidade neonatal
paciente com frequência cardíaca < 100 bpm ou que não retorna à respiração espontânea rítmica e regular após 30s de VPP com máscara facial deve ser entubado
Qual das alternativas cita corretamente sinais e sintomas mais comuns de ITU em lactentes?
Febre e disúria.
Baixo ganho ponderal e febre.
Vômitos e dor abdominal.
Urgência miccional e vômitos.
As espécies de Candida são as principais responsáveis por infecções fúngicas nos hospitais terciários e a internação em unidades de terapia intensiva é um de seus principais fatores de risco. A droga de escolha para o manejo clínico da candidemia neonatal pode ser feito com o uso de:
anfo-L, durante 7 dias
anfo-L, durante 14 dias
fluconazol, durante 7 dias
fluconazol, durante 14 dias
voriconazol, durante 7 a 14 dias
Com relação ao pacote de ações para a prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), que também é chamado “Bundle” de prevenção da PAV e é um checklist diário a ser aplicado à beira do leito, contendo as principais medidas de prevenção de infecção para o paciente sob ventilação mecânica, é correto afirmar:
uma das principais recomendações é o uso de tubos orotraqueais com balonete e aspiração supracuff, disponíveis em cânulas pediátricas com tamanho acima de 4,0. Além de manter a pressão do balonete maior do que 30 mmHg.
uma das recomendações que é preconizada em pediatria é a descolonização gástrica com o uso de antibióticos.
uma das medidas que é considerada de muita importância é a higiene bucal com uso de pasta de dente sem iodo e água corrente, desde os neonatos, nos primeiros dias de vida, até os adolescentes.
uma delas o uso de decúbito elevado entre 45 e 90 graus visando reduzir o refluxo gastroesofágico e o risco de broncoaspiração.
as maiores evidencias destas medidas são presentes na população adulta e há poucas evidências na população pediátrica, mas são consideradas uma boa prática e devem ser inseridas no dia a dia das UTIs pediátricas.
Paciente do sexo masculino, 2 anos, em pós-operatório imediato de colectomia total, evoluiu com hipervolemia complicada por insuficiência cardíaca congestiva, hiperpotassemia refratária ao tratamento clínico e acidose metabólica refratária. O pediatra assistente entrou em contato com o cirurgião pediátrico solicitando a colocação de um cateter de Tenckhoff para realização de terapia de substituição renal, porém este último contra-indicou o procedimento. Marque a opção que explica a decisão do cirurgião.
A colocação de cateter de Tenckhoff só pode ser realizada por médico radiologista intervencionista.
Hipervolemia complicada por insuficiência cardíaca não pode ser resolvida por meio de diálise peritoneal.
Hiperpotassemia refratária ao tratamento clínico não é indicação de nenhuma terapia de substituição renal.
Cirurgia abdominal recente é uma contra-indicação absoluta de diálise peritoneal.
A idade da criança não permite a colocação de cateter de Tenckhoff.
Um pré-escolar de 4 anos, internado em UTIP com taquiarritmia com FC=250 bpm, receberá a prescrição de adenosina intravenosa. Marque qual das arritmias abaixo apresenta melhor efeito para sua reversão com adenosina.
Fibrilação ventricular.
Taquicardia ventricular monomórfica sustentada.
Taquicardia átrio ventricular nodal.
Fibrilação atrial.
Flutter atrial.
Criança, 12 meses, não imunizada adequadamente contra os sorotipos de meningococos, dá entrada na emergência comatoso, movimentos de gasping e com sinais de choque. Durante a intubação, a via aérea se torna difícil pela grande quantidade de secreção traqueal sanguinolenta. Na pele, lesões purpúricas predominando equimoses e sufusões. Após a estabilização inicial, confirma-se a hipótese de meningococcemia com Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD) confirmada laboratorialmente. Nesse momento, a melhor opção terapêutica para reverter a CIVD é:
Plasma e crioprecipitado.
Imunoglobulina.
Antimicrobiano tipo Ceftriaxone.
Anti-trombina C.
Heparina.
A mortalidade aumentada na cetoacidose diabética pediátrica é relacionada principalmente com:
Acidemia metabólica inferior a 7,1.
Edema cerebral.
Presença de beta-hidroxi-butiratos séricos.
Hipopotassemia em função da insulinização contínua.
Choque associado a hiperlactatemia.
A herniação cerebral ocorre em cerca de 30% dos casos de hipertensão intracraniana associada ao trauma craniano grave, e medidas terapêuticas de emergência devem ser instituídas, com cuidado para evitar mais dano neuronal. Dentre as medidas abaixo, qual se relaciona com piora da hipoxemia encefálica por redução do fluxo sanguíneo cerebral?
Hiperventilação.
Solução salina hipertônica.
Tiopental.
Derivação ventricular externa.
Corticosteroide.
Escolar com 8 anos, vítima de queimadura em face foi admitido em UTIP e indicada intubação orotraqueal. Realizadas 4 tentativas de intubação sem sucesso por edema em via aérea. Evolui com dificuldade de ventilação no dispositivo bolsa-valva-máscara a despeito da técnica correta de ventilação. A conduta imediata nesse momento deve ser
Cricotireoidostomia por punção.
Máscara laríngea.
Traqueostomia de urgência.
Cânula nasofaringea.
Oclusão da válvula pressórica da bolsa auto-inflável.
A lactente de 4 meses internada na enfermaria de pediatria com bronquiolite e insuficiência respiratória, apresenta perda súbita do nível de consciência presenciada pelo médico. Ao verificar o pulso central esse era presente, porém não havia movimento respiratório, após chamar ajuda e realizar ventilação com pressão positiva no dispositivo bolsa-valva-máscara a atitude deverá ser:
Iniciar manobras de compressão torácica.
Aferir a frequência cardíaca.
Realizar a aplicação de adrenalina 0,01 mg/kg.
Monitorizar o ritmo cardíaco com o desfibrilador
Ofertar oxigênio através de máscara com reservatório.
Sobre o tratamento da sepse e choque séptico em pediatria, analise as alternativas e marque a correta:
A antibioticoterapia deve ser iniciada em até 6 horas do reconhecimento do quadro
A ressucitação hídrica deve ser realizada com soluções colóides por serem mais disponíveis e com melhor resposta à disfunção orgânica
A epinefrina é a droga preferencial para choque hipotensivo
A corticoterapia está bem estabelecida e deve ser sempre instituído
A epinefrina é a droga preferencial para choque com baixo débito cardíaco
Menino de 6 anos admitido na sala de urgência com quadro clínico de desconforto respiratório (tiragem intercostal, supraesternal e subdiafragmática, com retração de fúrcula e batimento de asas nasais), frequência respiratória de 52ipm, saturação 88% (ar ambiente) e escala de Glasgow 7. O diagnóstico é de pneumonia complicada (derrame pleural à direita). Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
Manter o paciente em máscara não reinalante com FiO2 100%, iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e avaliar sua evolução nas 2 horas seguintes
Instalar ventilação não invasiva com objetivo de manter SatO2 acima de 92%
Acoplar paciente em cateter nasal de alto fluxo com baixo fluxo
Manter o paciente em cateter nasal de O2 e fazer gasometrias arteriais com objetivo de manter PO2 adequada
Prosseguir com intubação orotraqueal, acoplar à ventilação mecânica invasiva, proceder drenagem pleural e iniciar antibioticoterapia
Analise as assertivas abaixo sobre os fatores etiológicos como causas de choque na infância:
I. Arritmias ventriculares.
II. Intoxicação por Penicilinas e Antraciclínicos.
III. Sepse.
IV. Artrite reumatoide juvenil.
Quais são responsáveis por choque cardiogênico?
Apenas II e III.
Apenas I, II e III.
Apenas I, II e IV.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.
Lactente com diarreia aguda, febre e toxemia, inclusive fora do período febril há 2 dias, chega na emergência em choque hipovolêmico. Restabelece-se o alvo da hidratação com diurese após 2ª expansão volêmica de 20 mL/kg de SF 0,9%. Após esse episódio, inicia oscilação de sensório culminando com coma. Transferido à UTIP, seu sódio sérico coletado na admissão evidencia 178 mEq/L (sódio anterior era 127 mEq/L). A causa mais provável da piora neurológica é:
Desmielinização osmótica pontina.
Diabete insípidus.
Síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético.
Edema citotóxico.
Coma por encefalite associada ao quadro séptico viral inicial.
Sobre a farmacologia das drogas utilizadas no choque em pediatria, é correto afirmar que:
Noradrenalina tem propriedades mais vasoconstritoras que inotrópicas e é indicada no choque hiperdinâmico refratário a fluidos como segunda linha após o uso de vasopressina.
Adrenalina em overdose pode ser fatal por síndrome hipoadrenérgica, resultando em hipertensão arterial maligna, infarto miocárdico e taquiarritmias ventriculares.
Vasopressina tem vantagem de não necessitar receptores adrenérgicos para sua ação, receptores estes hiporregulados nos estados de choque.
Milrinone é considerado inodilatador no choque e sua eliminação não é influenciada nas situações de lesão renal aguda.
Hidrocortisona é recomendada no choque séptico resistente a volume em pacientes de risco para insuficiência adrenal absoluta, antes da utilização de catecolaminas.
Diante de uma parada cardiorrespiratória em ritmo chocável é necessário o uso de um desfibrilador. Para a utilização adequada, assinale a alternativa correta.
Pás pediátricas são indicadas para crianças abaixo de 1 ano e ou < 10Kg
Devem ser alocadas em posição infraclavicular à direita e na linha axilar anterior à direita
A desfibrilação deve ser sincronizada com carga inicial de 5 joules/kg
Não há necessidade de afastar os membros da equipe enquanto a carga é aplicada
Em pacientes lactentes pode ser utilizada apenas uma pá adulta posicionada no esterno