Questões de Concurso sobre Medicina intensiva pediátrica

 
 
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Menino de 5 anos, internado em uma UTI com pneumonia por Estafilococos aureus, intubado em ventilação mecânica invasiva (VMI), modo pressão de pico (PC) = 20, PEEP = 8, pressão média de via aérea (PMVA) = 20cmH2O, FR = 30, Fio2 = 100%; gasometria arterial: pH = 7,06, PCO2 = 100, pO2 = 60, BIC = 23, BE = 3, saturação (Sat) = 82%. O RX de tórax revela consolidação em hemitórax direito com pneumatocele e infiltrado difuso em hemitórax esquerdo. O valor do índice de oxigenação (IO) aproximado desse paciente é:


A

20


B

25


C

33


D

40

Um lactente de 5 meses é levado à emergência pela cuidadora com história de “queda do sofá” há 1 hora. Ao exame, está sonolento, com equimose extensa em região temporal esquerda e abaulamento de fontanela. A radiografia de crânio revela fratura craniana parietal cominutiva. A cuidadora parece nervosa e fornece versões conflitantes da história. Não há outras testemunhas. Qual é a conduta prioritária e essencial da equipe médica diante da suspeita de maus-tratos (trauma não acidental) neste caso, além do tratamento médico das lesões?


A

Confrontar a cuidadora imediatamente sobre as inconsistências da história para obter a verdade.


B

Notificar compulsoriamente o caso ao Conselho Tutelar (e/ou Vara da Infância e Juventude, e autoridade policial, se indicado), registrar detalhadamente todos os achados e a suspeita no prontuário e garantir a segurança da criança, inclusive considerando a internação para investigação e proteção.


C

Liberar a criança após o tratamento da fratura, orientando a cuidadora sobre prevenção de quedas, para não criar um conflito desnecessário sem provas concretas.


D

Chamar os pais biológicos da criança (se não forem a pessoa cuidadora) e informá-los da suspeita antes de qualquer outra medida, para que eles tomem as providências.


E

Confrontar a cuidadora imediatamente, chamar a polícia e acionar o plantão do judiciário para retirada provisória da guarda.

As transfusões de sangue e hemocomponentes são procedimentos comuns que ocorrem na UTI pediátrica, mas envolvem uma variedade de possíveis complicações. A maioria dessas complicações pode ser tratada de maneira simples, mas algumas podem evoluir para situações graves e com risco de vida. A lesão pulmonar aguda, relacionada à transfusão (TRALI), tem início:


A

dentro de seis horas, somente com o plasma fresco, a transfusão deve ser parada imediatamente, e o banco de sangue do hospital não precisa ser notificado


B

dentro de oito horas em decorrência de uma sobrecarga volêmica, resultando em edema pulmonar secundário e insuficiência cardíaca


C

dentro de oito horas após a transfusão, e o paciente apresenta hipoxemia e infiltrado unilateral na radiografia de tórax


D

dentro de seis horas após a transfusão, o paciente apresenta hipoxemia, e o processo é mediado por anticorpos

Paciente de 11 anos, proveniente da unidade de emergência com diagnóstico de asma grave, recebeu beta 2 inalatório, corticoide venoso e sulfato de magnésio venoso, entretanto, evoluiu com hipoxemia persistente, apesar da suplementação de oxigênio em máscara não reinalante com reservatório, e comprometimento do sensório. O suporte respiratório indicado para esse paciente é ventilação:


A

mecânica invasiva com tempo inspiratório longo, FR baixa e pressão de platô necessária para gerar 10mL/kg de volume corrente


B

mecânica invasiva com tempo inspiratório curto, FR alta e drive pressure de 15 com volume corrente de 6 a 8 mL/kg


C

não invasiva com IPAP baixa e EPAP alta com FR baixa


D

não invasiva com IPAP alta e EPAP baixa com FR alta

O transplante renal é o tratamento de escolha para crianças com doença renal crônica terminal. O manejo hemodinâmico adequado, no período pós-transplante imediato, é importante para evitar:


A

crises hipertensivas, sendo indicado o uso precoce de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e de bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA)


B

complicações cardiovasculares com a monitorização da pressão arterial, mantendo valores pressóricos abaixo do percentil 50 para minimizar o risco de hipertensão arterial


C

a reposição volêmica nos casos de hipotensão, pois mesmo pequenas expansões podem levar a sobrecarga hídrica e comprometer a função do enxerto renal, sendo indicado uso de vasopressores


D

a hipertensão causada por fatores como alta infusão de líquidos, uso de esteroides e inibidores da calcineurina, sendo recomendados vasodilatadores de curta ação, betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio para controle pressórico inicial

Uma lactente de 5 meses, do sexo feminino, foi internada na UTI com uma hipótese diagnóstica de choque séptico. Apresenta síndrome de Down e defeito do septo atrioventricular com moderada repercussão. Está em uso de carvedilol, captopril e furosemida. Aguarda agendamento cirúrgico para correção total da cardiopatia. Vem apresentando febre, há três dias, de até 38 ºC. Realizou-se raio-X do tórax (figura a seguir), administrou-se a primeira dose de ceftriaxona, e a paciente foi encaminhada para a UTI.


Imagem associada para resolução da questão


(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


Ao exame físico, encontra-se sonolenta, mas abre os olhos ao chamado. Frequência respiratória: 65; batimento de aleta nasal; retração intercostal e subdiafragmática; saturação de 91% com máscara não reinalante 15 L/minuto; FC: 175; tempo de enchimento capilar de 5 segundos; pressão arterial: 75 x 55. Ausculta cardíaca: bulhas rítmicas normofonéticas com sopro sistólico +++. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente bilateralmente com estertoração crepitante bilateral nas bases. Abdome: globoso, flácido, doloroso à palpação do hipocôndrio direito, com fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito.


Com relação à hipótese diagnóstica e à conduta adequada, é correto afirmar que se trata de choque


A

cardiogênico compensado, com classificação de insuficiência cardíaca congestiva classe C (frio e úmido). Deve-se introduzir droga inotrópica e vasodilatadora, como milrinona.


B

séptico hipodinâmico hipotensivo. Deve-se introduzir droga vasopressora, como norepinefrina.


C

séptico hiperdinâmico compensado. Deve-se introduzir droga inotrópica e vasodilatadora, como epinefrina.


D

cardiogênico compensado, com classificação de insuficiência cardíaca congestiva classe B (quente e úmido). Deve-se introduzir restrição hídrica e diurético de alça endovenoso.


E

cardiogênico hipotensivo, com classificação de insuficiência cardíaca congestiva classe D (a mais grave de todas). Deve-se introduzir dobutamina associada a epinefrina em dose baixa.

Durante a ventilação mecânica em crianças, as assincronias acontecem em cerca de 25% dos casos, podendo levar a um aumento do trabalho respiratório, da necessidade de sedação e do tempo de ventilação mecânica. A análise das curvas de ventilação é a principal ferramenta para identificar assincronias na criança.


Na figura a seguir, há uma monitorização respiratória com curva de pressão e fluxo:


Imagem associada para resolução da questão


(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


Com base na figura, é correto afirmar que


A

não há assincronias, apenas um aumento de pressão ao final da inspiração que não provoca qualquer dano na ventilação e não necessita de correção.


B

há assincronia, pois a presença de overshoot ou sobrepressão ao final da inspiração configura-se como uma assincronia de ciclagem decorrente do ajuste inadequado da rampa ou slope; pode melhorar com a redução no tempo de rampa.


C

há assincronia, pois a presença de overshoot ou sobrepressão ao final da inspiração configura-se como uma assincronia de disparo decorrente do ajuste inadequado do chamado rise time (tempo de subida); pode melhorar com a redução desse tempo.


D

há assincronia, que se configura como uma assincronia dupla, em que um único esforço do paciente desencadeia duas inspirações consecutivas no ventilador, decorrente de um fluxo insuficiente para o paciente; pode melhorar com ajuste do fluxo e do tempo inspiratório.


E

há assincronia, pois a presença de overshoot ou sobrepressão ao final da inspiração configura-se como uma assincronia de ciclagem decorrente do ajuste inadequado do tempo inspiratório; pode melhorar com a redução do tempo inspiratório.

Paciente de 8 anos, internado na UTI pediátrica no quarto dia pós-operatório de uma laparotomia por apendicite complicada. A descrição cirúrgica cita grande quantidade de secreção purulenta em toda cavidade abdominal, com necessidade de muita manipulação de alças intestinais. Não há descrição de perfuração. No momento, o paciente está em ar ambiente, estável hemodinamicamente, recebendo antibioticoterapia (ceftriaxone, ampicilina e metronidazol), mas em íleo paralítico. Não apresenta disfunção renal ou hepática, e tem balanço hídrico acumulado levemente positivo (50 mL/kcal nos últimos quatro dias). Prescrita nutrição parenteral (NP) em acesso venoso central há 24 horas, com os seguintes itens (todos referentes a uma NP com duração de um dia):


• Oferta hídrica de 90 mL/kcal;

• Aminoácidos de 0,5 g/kg;

• Lipídeos de 2 g/kg;

• Velocidade de infusão de glicose de 6 mg/kg/min;

• Sódio em concentração de 20 mEq/L;

• Potássio de 2 mEq/kcal;

• Cálcio, fosforo e magnésio em doses adequadas para o peso;

• Vitaminas e poliminerais em dose adequada para peso;

• Relação calorias/gramas de nitrogênio: 250 kcal/g/dia (ou 1/250).


Assinale a alternativa que contém alterações na nutrição parenteral adequadas para esse paciente.


A

Manter oferta hídrica, aumentar a oferta de aminoácidos e elevar a oferta de sódio.


B

Reduzir a oferta hídrica, manter oferta de aminoácidos e manter oferta de sódio.


C

Manter oferta hídrica, aumentar a oferta de aminoácidos e manter a oferta de sódio.


D

Reduzir a oferta hídrica, manter a oferta de aminoácidos e elevar a oferta de sódio.

Paciente de 1 ano e 8 meses dá entrada no pronto-socorro com febre baixa, tosse, coriza, hipoatividade e inapetência há dois dias. Familiar notou que, hoje, a criança está mais sudoreica e pálida. À admissão, mau estado geral, com FC = 180 bpm; PA = 88 x 40 (58) mmHg; pulsos finos; extremidades frias; tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Radiografia de tórax revela aumento de área cardíaca. Iniciada expansão com cristaloide (10 mL/kg), mas evoluiu com piora do padrão respiratório e queda de saturação.


Como base na evolução do caso, qual é a droga vasoativa recomendada?


A

Adrenalina a 0,1 mcg/kg/min.


B

Noradrenalina 0,1 mcg/kg/min.


C

Milrinone a 0,3 mcg/kg/min.


D

Adrenalina a 0,3 mcg/kg/min.

Paciente de 4 anos, com antecedente de encefalopatia hipóxico-isquêmica, em uso de carbamazepina, ácido valproico e levetiracetam para controle de crises convulsivas, dá entrada no Pronto-Socorro com insuficiência respiratória grave por pneumonia extensa, com necessidade de intubação. Evolui hemodinamicamente estável, sem piora do quadro convulsivo de base, mas com necessidade de parâmetros elevados na ventilação mecânica. Em exames laboratoriais, visto sódio sérico de 127.


Assinale a alternativa que descreve, respectivamente, a causa mais provável da hiponatremia e a conduta adequada para esse distúrbio, no momento.


A

Síndrome cerebral perdedora de sal; reposição enteral de sódio.


B

Secreção inapropriada de ADH; reposição enteral de sódio.


C

Síndrome cerebral perdedora de sal; expansão volêmica com cristaloide isotônico.


D

Secreção inapropriada de ADH; restrição hídrica.

Paciente, 10 anos, portador de linfoma de Burkitt, realizou sessão de quimioterapia há 1 dia. Evolui com náuseas, vômitos, fraqueza, redução do débito urinário e dor abdominal nas últimas 12 horas. Exames: creatinina: 2,3 mg/dL; ureia: 120 mg/dL; ácido úrico: 11 mg/dL; fósforo: 9 mg/dL; cálcio: 8 mg/dL; potássio: 6,8 mEq/L.


Assinale a alternativa que apresenta uma conduta correta para esse caso.


A

Hidratação por via endovenosa vigorosa.


B

Evitar rasburicase se houve profilaxia com alopurinol.


C

Utilizar diuréticos de alça e restrição hídrica.


D

Alcalinização com bicarbonato de sódio.

Sobre os mecanismos e critérios da proteinúria em pediatria, analise as seguintes assertivas:


I. A excreção normal de proteína na urina em crianças é inferior a 100 mg/m²/dia, podendo chegar a 300 mg/m²/dia em neonatos.

II. A proteinúria de intervalo considerado nefrótico é definida como ≥1.000 mg/m²/dia ou ≥40 mg/m²/h.

III. A proteinúria glomerular decorre da falha na reabsorção de proteínas de baixo peso molecular (como beta-2 microglobulina) pelo túbulo proximal.

IV. Tanto a proteinúria tubular quanto a de “overflow” (excesso de produção proteica no plasma) não são detectadas pelo dipstick urinário, que identifica principalmente albumina.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e II.


B

Apenas I, II e IV.


C

Apenas I, III e IV.


D

Apenas II, III e IV.


E

I, II, III e IV.

Uma criança de cinco anos de idade, previamente hígida, foi atendida no pronto-socorro com febre de 39,5°C há 3 dias, tosse produtiva intensa e dispneia progressiva. Os pais relataram fadiga excessiva e ingestão reduzida de líquidos. O exame físico revelou: taquipneia (FR 48 irpm), saturação de oxigênio 91% em ar ambiente, tiragem subcostal, gemência, ausculta pulmonar com estertores crepitantes difusos e roncos localizados em base direita, FC 160 bpm, PA 85/50 mmHg. Na radiografia de tórax observou-se: consolidação segmentar extensa em lobo inferior direito com sinais sugestivos de derrame pleural pequeno a moderado.


Com base na situação hipotética apresentada e nas diretrizes do Ministério da Saúde para pneumonia adquirida na comunidade em crianças, assinale a opção que corresponde à conduta inicial recomendada.


A

início imediato de corticosteroide sistêmico IV, antibioticoterapia de amplo espectro e alta precoce após 48 horas de antibiótico


B

internação hospitalar, iniciar ceftriaxona IV, monitorização de sinais vitais, oxigenoterapia se saturação <92%, analgesia e hidratação venosa; considerar drenagem apenas se derrame evoluir


C

prescrição ambulatorial de amoxicilina VO e retorno em 48 horas, mantendo a criança em casa com suporte oral


D

uso exclusivo de antitérmico e nebulização com broncodilatador, aguardando melhora espontânea


E

alta hospitalar com orientação para hidratação oral rigorosa e prescrição de antibiótico de escolha em farmácia local, sem necessidade de observação médica

Um lactente com três semanas de vida apresenta vômitos, recusa do seio materno e desconforto respiratório. Foi entubado no pronto-socorro após observação de hipoxemia grave. Verificada alteração de pulsos (piores em membros inferiores), sopro sistólico e perfusão lenta. A pressão arterial aferida foi de 116 por 62 em membro superior direito e 66 por 48 em membro inferior esquerdo.


Com base no caso clínico precedente, assinale a opção em que são apresentadas, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta de escolha imediata para o manejo do paciente em questão.


A

síndrome do desconforto respiratório agudo — manter ventilação mecânica protetora e tratar a causa de base


B

sepse neonatal tardia — iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e suporte hemodinâmico com vasopressores


C

miocardite viral — realizar ecocardiograma e iniciar suporte inotrópico


D

coarctação crítica da aorta — iniciar infusão de prostaglandina E1 e avaliar correção cirúrgica


E

cardiomiopatia hipertrófica — iniciar terapia com betabloqueadores e diuréticos

Paciente de 4 anos dá entrada no pronto-socorro com quadro de convulsão tônico-clônica generalizada. Realizadas duas doses de benzodiazepínicos, dose de ataque de fenitoína e dose de ataque de fenobarbital, sem melhora.


Assinale a alternativa correta quanto às possibilidades de tratamento do caso apresentado.


A

A cetamina tem um efeito sedativo e analgésico. Essa droga não deve ser utilizada em situações de estado de mal convulsivo refratário.


B

O tiopental é um barbitúrico que tem como alvo promover surto-supressão eletroencefalográfica. Tem como um dos principais efeitos colaterais o comprometimento hemodinâmico.


C

O midazolam é um benzodiazepínico que pode ser usado para controle do mal convulsivo. Apresenta um risco menor de delirium em relação às outras drogas citadas.


D

o rocurônio contínuo seria uma boa opção para controle das crises convulsivas clínicas. Apresenta risco de sarcopenia do paciente crítico com o uso de longo prazo.

Lactente de 5 meses é admitido no pronto-socorro com febre há 6 dias, conjuntivite bilateral não purulenta, língua em framboesa, exantema polimorfo e edema de mãos e pés. Os exames laboratoriais revelam: PCR de 120 mg/L, plaquetas de 600.000/mm3 e leucocitose. Ecocardiograma realizado no 6o dia revela Z‑score de 2,7 na artéria coronária direita.


De acordo com as diretrizes atuais da American Heart Association (AHA) de 2024, qual terapêutica está indicada nos pacientes classificados como alto risco na patologia em questão?


A

Imunoglobulina intravenosa 2 g/kg + corticoterapia ou agentes biológicos associada ao ácido acetilsalicílico.


B

Imunoglobulina intravenosa 1 g/kg + corticoterapia ou agentes biológicos associada ao ácido acetilsalicílico.


C

Imunoglobulina intravenosa 2 g/kg + ácido acetilsalicílico.


D

Imunoglobulina intravenosa 1 g/kg + ácido acetilsalicílico.

Menina de 1 ano e 8 meses, previamente saudável, apresenta febre há 3 dias, irritabilidade, recusa alimentar e vômitos isolados. Ao exame, encontra-se em mau estado geral, febril (38,8 ºC), taquicárdica, com dor à palpação do flanco esquerdo. Exames laboratoriais revelam leucocitose de 16.000/mm3, neutrofilia, leucocitúria +++, hematúria microscópica e nitrito positivo. Urocultura por cateterismo foi coletada, e o antibiograma estará disponível em 72h.


Frente aos achados clínico-laboratoriais, qual o manejo terapêutico apropriado?


A

Ceftriaxona intravenosa e troca para antibiótico oral após 48h sem febre.


B

Cefalexina por via oral por 10 dias, com reavaliação ambulatorial em 48h.


C

Manutenção de suporte clínico até que saia o resultado da urocultura.


D

Ciprofloxacina por via intravenosa até que saia o resultado da urocultura.

Lactente de 12 meses com quatro episódios de sibilância desde os 8 meses, um deles com necessidade de hospitalização. Todos os episódios ocorreram após quadros respiratórios virais. Entre crises, permanece com sintomas respiratórios leves. Ao exame: eutrófico, eupneico, ausculta com roncos de transmissão, lesões eczematosas em fossas cubitais e poplíteas.


Com base no GINA 2025 para menores de 5 anos, qual a conduta terapêutica correta?


A

Manter salbutamol inalatório sob demanda durante as crises.


B

Corticoide inalatório diariamente, associado a salbutamol sob demanda.


C

Tratamento de suporte exclusivo nas crises.


D

Associar corticoide oral a salbutamol por um período de 3 a 5 dias nas crises.

Criança de 9 anos apresenta febre alta há oito dias, acompanhada de dor, edema, calor, rubor e limitação de movimentos em joelho direito. Após 48 horas, os mesmos sintomas acometeram o tornozelo esquerdo, com melhora progressiva da articulação inicial. Exame físico atual: regular estado geral, febril (38,7 °C); sinais flogísticos em tornozelo esquerdo; sopro holossistólico apical (3+/6+) com irradiação para axila. Exames laboratoriais: PCR, VHS e anti-DNase B elevados; hemograma: leucocitose com predomínio de neutrófilos.


Como prosseguir corretamente na investigação diagnóstica?


A

Realizar punção articular e iniciar antibioticoterapia empírica.


B

Solicitar ecocardiograma e iniciar tratamento anti-inflamatório.


C

Indicar cultura do líquido articular com pesquisa de BAAR (bacilo álcool-ácido resistente).


D

Solicitar sorologias virais (EBV, CMV, parvovírus B19) e FAN.

Uma criança de 8 anos, previamente saudável, é avaliada por quadro de febre baixa, náuseas, prostração, dor abdominal e icterícia. Há 2 dias, os pais notaram urina escura e fezes claras. A criança frequenta escola pública, e, recentemente, colegas de classe apresentaram sintomas semelhantes. No exame, observam-se hepatomegalia dolorosa e icterícia. AST e ALT estão significativamente elevadas; bilirrubina total: 6,5 mg/dL (direta: 4,2 mg/dL). Aguarda resultado de sorologias.


De acordo com os dados apresentados, a conduta imediata adequada consiste em


A

iniciar antibioticoterapia empírica com ceftriaxona, devido à possibilidade de colangite aguda.


B

realizar lavagem gástrica e uso de carvão ativado devido à suspeita de intoxicação exógena.


C

instituir medidas de suporte clínico e sintomático, com hidratação, alimentação leve e observação.


D

iniciar tratamento com antivirais, como ribavirina, enquanto aguarda sorologia.

 
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