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São tipos de complicações frequentes no uso da ventilação mecânica não invasiva com pressão positiva:
I - Distensão gástrica, lesões de face por pressão e irritação ocular
II - Hipotensão, sonolência e sangramento auricular
III - Náuseas, tonteira e choro inconsolável
As alternativas II e III são verdadeiras.
As alternativas I e III são falsas.
Somente a afirmativa I é verdadeira.
As alternativas I e II são falsas.
Somente a alternativa III é verdadeira.
A nutrição enteral precoce, na criança agudamente doente, tem inúmeras vantagens, porém, no paciente desnutrido, aumentos rápidos das calorias são responsáveis por gerar anabolismo, especialmente a partir de carboidratos, com consequente hiperinsulinismo. Nesse sentido, podem ocorrer severas complicações cardiopulmonares da “realimentação”, especialmente associadas ao distúrbio hidroeletrolítico denominado:
Hipofosfatemia.
Hipocalcemia.
Hiperpotassemia.
Hipermagnesemia.
Hiponatremia.
Criança de 5 anos dá entrada na emergência em franca insuficiência respiratória decorrente de crise asmática. É portadora de doença reumática com uso crônico de corticosteroide em dose imunossupressora. Após a avaliação inicial correta, necessita intubação traqueal. Na sequência rápida de intubação, pode ser usado com segurança sedoanalgesia e bloqueio neuromuscular com a associação de:
Quetamina – Rocurônio.
Quetamina – Cisatracúrio.
Etomidato – Rocurônio.
Etomidato – Cisatracúrio.
Quetamina – Etomidato.
A síndrome do choque tóxico em pediatria necessita, no seu tratamento, além de agente antimicrobiano antiestafilocócico (Oxacilina ou Vancomicina), a associação de outro agente que suprima a síntese proteica bacteriana. Qual o antimicrobiano que representa essa função sinergística com Oxacilina ou Vancomicina?
Imunoglobulina.
Ceftriaxone.
Linezolide.
Clindamicina.
Penicilina Cristalina.
O uso de bloqueadores neuromusculares, quando bem indicados, favorecem a ventilação artificial invasiva pediátrica por reduzir assincronias, por reduzir trabalho muscular na fase aguda da doença ou por deixar mais seguro o pós-operatório de grandes cirurgias que cursem com imobilização do paciente. O evento adverso principal do seu uso prolongado é:
Hiperpotassemia.
Abstinência com síndrome hiperadrenérgica.
Atrofia muscular dificultando desmame.
Acidemia por acidose metabólica e risco de PCR.
Rigidez torácica.
Em relação ao uso de ventilação não invasiva (VNI) no paciente pediátrico com insuficiência respiratória, assinale a alternativa correta.
É contra indicada na faixa etária pediátrica pelo risco de barotrauma
Pode ser desconfortável ao paciente pediátrico o que leva frequentemente à necessidade de sedo-analgesia
Não deve ser utilizada no paciente com crise aguda de asma, tendo este, indicação formal de ventilação mecânica invasiva
Pode ser utilizada como alternativa prévia à intubação orotraqueal e não gera nenhum desconforto ao paciente, principalmente, lactentes
A escolha da interface não está relacionada a efetividade da ventilação
Sabemos que a sobrecarga hídrica leva a uma piora da evolução do paciente em terapia intensiva. Assinale a alternativa que apresenta qual dos seguintes dados pode ser usado como marcador de responsividade a fluido em pediatria.
Diâmetro da veia cava
Velocidade do fluxo pulmonar
Variação da velocidade do fluxo pela valva aórtica com a respiração
Variação do índice cardíaco na manobra de elevação das pernas
Um lactente de 3 meses, sexo masculino internou na unidade de terapia intensiva pediátrica após entrar na emergência em estado de mal convulsivo. Realizada estabilização clínica com intubação orotraqueal e sedação em infusão continua foi constatada em radiografia toraco-abdominal no leito, fratura em metáfise proximal de fêmur direito. Solicitados exames complementares. Na radiografia de úmero esquerdo apresentava múltiplas fraturas e na tomografia de crânio fratura parietal a direita com hematoma subdural em mesmo lado. Fundo de olho com hemorragia retiniana afetando região da macula bilateralmente. Além de prestar o atendimento clinico, a conduta do médico plantonista frente a principal hipótese diagnostica deverá ser:
Aguardar a confirmação da violência contra a criança antes de realizar o preenchimento do SINAN.
Proibir a presença dos pais no acompanhamento do paciente, preencher SINAN e registrar um boletim de ocorrência na policia militar.
Solicitar ao serviço social do hospital que preencham a ficha de notificação ao ministério da saúde.
Preencher SINAN de violência, contactar o conselho tutelar da área da residência do paciente com auxílio da equipe multidisciplinar.
Ampliar a anamnese com os pais para confirmar a violência e então realizar o preenchimento da notificação ao ministério da saúde.
Na ressuscitação cardiopulmonar de um lactente de 6 meses com via aérea avançada o numero de ventilações por minuto deverá ser de:
20 a 30
10 a 20
30 a 40
40 a 50
50 a 60
A criança de 10 anos foi levada a emergência com rebaixamento do nível de consciência, vômitos incoercíveis e cefaléia. Ao exame encontrava-se hemiparético a esquerda com petéquias em face e membros inferiores, Glasgow 3, bradicardico, hipertenso e anisocórico. Exames laboratoriais com 2 mil plaquetas, hemoglobina: 5 mg/dL, 400 mil leucócitos com 85% de linfócitos e 10% de blastos. A paciente foi internada em UTI pediátrica, intubada, recebeu suporte hemodinâmico, de hemoderivados e cuidados intensivos neurológicos. Tomografia de crânio com hemorragia parenquimatosa a direita com desvio de 6 cm de linha média. Após 24h da internação evoluiu com coma arreflexo. Foram desligadas as sedações e após o tempo adequado, realizada a abertura do protocolo de morte encefálica. O protocolo foi finalizado com o segundo exame clínico constatando a morte encefálica. Os aparelhos foram desligados algumas horas depois. A partir desse contexto, marque o que o Ministério da Saúde recomenda para o preenchimento da declaração de óbito dessa paciente.
A hemorragia parenquimatosa é a causa básica de óbito e deve ser colocada na linha D da declaração de óbito.
O preenchimento da declaração de óbito deve ser feito pelo médico legista após necropsia por ser uma causa suspeita.
A causa básica de óbito é leucemia linfocítica aguda com a hemorragia parenquimatosa como causa imediata.
O horário do óbito deve ser o do desligamento dos aparelhos e confirmação da ausência de batimentos cardíacos.
A causa imediata do óbito é a morte encefálica e deve ser relatada na linha A da declaração de óbito.
A criança de 6 anos, portadora de síndrome nefrótica com insuficiência renal crônica em diálise peritoneal foi levada a emergência pediátrica com quadro clínico de vômitos, diarreia e sonolência, responsiva apenas ao estímulo álgico. Poucos minutos da admissão na UTIP evoluiu com parada cardiorrespiratória com ritmo chocável. Dois minutos após o segundo choque, via aérea avançada e acesso periférico com as manobras adequadas de reanimação pediátrica permanecia sem pulso e presentava o ritmo abaixo:

Pelas recomendações de reanimação pediátrica da American Heart Association a conduta mais apropriada a ser tomada a seguir seria:
Desfibrilar com 6 Jaules/kilograma.
Administrar Gluconato de cálcio.
Puncionar acesso intraósseo.
Interromper as manobras de reanimação.
Infundir lidocaína endovenosa 1 mg/kg em bolus.
Paciente de 3 anos de idade é encontrado por familiares, desacordado, na sala de casa e levado imediatamente ao pronto atendimento. Em sala de urgência é verificado que se encontra sem pulso, inconsciente e com respiração irregular. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
Por se tratar de parada cardiorrespiratória, iniciar imediatamente as compressões torácicas alternadas com ventilação, avaliar o ritmo e buscar causas tratáveis
Diante do paciente inconsciente, realizar intubação orotraqueal imediata e, após, checar pulso e ritmo cardíaco
Encaminhar para radiografia de tórax e, se disponível, tomografia de crânio afim de traçar diagnósticos diferenciais
Infundir 20ml/kg de solução cristalóide e bolus de glicose a 10%
Por se tratar de parada cardiorrespiratória acoplar o desfibrilador e aplicar carga equivalente a 5 joules
Um paciente internado devido à pneumonia comunitária grave apresentou parada cardiorrespiratória (PCR) e, após quarenta minutos de manobras, retorna em ritmo sinusal. Entretanto, o drive ventilatório, a reação aos estímulos álgicos e os reflexos supraespinhais estavam ausentes.
Com base nessa situação hipotética, para que o protocolo de morte encefálica seja iniciado, é fundamental
realizar Holter, cujo resultado deveria ser normal
manter a temperatura corporal superior a 36
manter sedação nas próximas 48 horas
entrevistar familiares para obter autorização
estabilizar o quadro clínico por, pelo menos, 24 horas
Na lesão renal aguda em pediatria, o melhor indicador de função renal em termos de praticidade é a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), e segundo o critério KDIGO para estágios da injúria renal, o estágio mais grave pressupõe TFG menor ou igual a:
65mL/min/1,73m2.
55mL/min/1,73m2.
45mL/min/1,73m2.
35mL/min/1,73m2.
25mL/min/1,73m2.
Dentre as infecções na criança gravemente enferma, a candidemia deve ser aventada durante a sepse e, apesar de as espécies albicans serem prevalentes, as não albicans, quando presentes, tornam o manejo mais desafiador. Assim, dentre os antifúngicos citados abaixo, o de escolha para cobertura de todas as espécies de Candida é:
Anfotericina B.
Anfotericina B lipossomal.
Fluconazol.
Voriconazol.
Micafungina.
Nas situações de hipermagnesemia presentes na criança grave, secundárias à lesão renal aguda, com depressão de SNC e da junção neuromuscular periférica, deve-se utilizar o antagonista direto do magnésio, que é:
Fósforo inorgânico.
Fósforo orgânico.
Gluconato de cálcio.
Desferoxamina.
Glicoinsulina.
Em relação à cetoacidose diabética (CAD) na infância é correto afirmar, exceto:
Os critérios laboratoriais para definição de CAD são glicemia superior a 200 mg/dl, pH inferior a 7,3 e/ou bicarbonato inferior a 15 nmol/L e cetonemia e cetonúria.
As infeções estão entre as causas mais comuns precipitantes de CAD, assim como o uso inadequado de insulina em indivíduos com diabetes mellitus.
Dentre os fatores de risco associados estão o quadro inicial de diabetes mellitus tipo 1, uso de bicarbonato para correção de acidose e adminis-tração de insulina na primeira hora de tratamento.
O edema cerebral é uma complicação frequente nos casos agudizados de CAD, associado a sequelas neurológicas graves e elevada mortalidade.
A criança com CAD deve ser internada em unidade de terapia intensiva na iminência de choque circulatório, pH inferior a 7, 1, arritmias cardíacas, insuficiência respiratória, coma, edema cerebral e idade menor que 2 anos.
A icterícia neonatal ocorre na maioria dos recém-nascido como resultado da elevação dos níveis séricos de bilirrubina, devendo ser sempre monitorada apesar da sua benignidade na grande maioria dos casos. Em relação à hiperbilirrubinemia indireta observada em neonatos é correto afirmar, exceto:
É significativa geralmente quando o nível de bilirrubina sérica total é > 12 mg/dl, necessitando de fototerapia.
É grave ou severa geralmente quando o nível de bilirrubina sérica total é > 20 mg/dl ou associada a encefalopatia bilírrubínica aguda, próximo ao nível de exsanguineotransfusão.
É extrema geralmente quando o nível de bilirrubina sérica total é > 25 mg/dl ou associada a encefalopatia bilirrubínica aguda, em nível de exsanguineo-transfusão.
O número de casos de encefalopatia bilirrubínica mantem-se inalterado, não havendo associação com a prematuridade, altas precoces ou acompanha-mente do aleitamento materno.
A encefalopatia bilirrubíníca tem como principal causa as doenças hemolíticas por incompatibilidade ABO e Rh.
Lactente, 11 meses, há 14 dias com sintomas gripais, na triagem do painel viral respiratório, na ocasião, evidenciou-se presença de SARS-CoV, melhora após 5 dias. Hoje inicia com desconforto respiratório, distensão abdominal, vômitos e rash generalizado. Está febril há 5 dias, e ao exame físico possui conjuntivite bilateral não purulenta, normotenso, taquicardico, taquipneico, bons pulsos sem evidência de sítio infeccioso, traz exames coletados há 12h em outro serviço que evidencia leucopenia no hemograma e aumento de PCR. Sobre esse quadro clínico atual, é correto afirmar que:
A causa mais comum é SIMP (Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica), abrindo quadro como fenótipo semelhante à Doença de Kawasaki.
Trata-se de síndrome respiratória aguda, já que não existem critérios para definição de caso de SIMP segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Trata-se de choque séptico compensado por provável pneumonia como coinfecção e o manejo deve ser com derivado penicilinico intravenoso.
Existem subsídios para diagnosticar SIMP fenotipicamente semelhante à síndrome do choque tóxico.
Não há como definir caso de SIMP sem alterações ecocardiográficas de pericardite, miocardite ou aneurismas de artérias coronárias.
A lactente de 2 meses foi internada em UTIP com choque séptico por pneumonia comunitária e iniciada adrenalina 0,1 mcg/kg/min. Durante o exame físico da admissão foi constatada pressão arterial maior que o P95% em membro superior direito e menor que o P5% em membros inferiores. A principal hipótese diagnosticada é:
Embolo séptico.
Persistência do canal arterial.
Tamanho inadequado do manguito.
Uso inadequado da adrenalina.
Obstrução pós ductal da aorta.