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Na linfangiectasia pulmonar congênita, assinale a alternativa que apresenta qual exame é considerado padrão ouro para o diagnóstico.
RX de tórax em decúbito lateral com raios horizontais
Tomografia de tórax
Broncoscopia com biópsia transbrônquica
Lavado broncoalveolar
Biópsia pulmonar a céu aberto e análise histoquímica
Macrossomia é uma condição que pode trazer distocias de ombro e outros problemas no nascimento.
Assinale a opção que apresenta a correta definição de macrossomia.
É o termo usado para fetos maiores que 4.000g.
É o termo usado para fetos com índice de massa corporal maior que 25.
É o termo usado para todos os fetos que são grandes para a idade gestacional.
É o termo usado para fetos com mais de 7.000g.
É o termo usado para fetos acima do percentil 97 na curva de distribuição peso para comprimento.
A hérnia diafragmática congênita é uma malformação grave que compromete o desenvolvimento pulmonar do feto, levando a um quadro de hipertensão pulmonar no recémnascido. Sobre a reanimação em sala de parto de um recém-nascido com essa malformação, assinale a alternativa correta.
A aspiração das vias aéreas está contraindicada
O uso do ventilador manual em T é contraindicado; deve-se dar preferência ao balão auto inflável com máscara para ventilação
A intubação deve ser postergada o máximo possível
Nessa situação deve-se proceder a intubação imediata para realização da ventilação com pressão positiva
A ventilação não-invasiva em sala de parto melhora o prognóstico desses pacientes
Um recém-nascido prematuro está internado na UTI neonatal há 2 semanas e tem idade corrigida de 29 semanas e 3 dias. Possui um acesso venoso central de inserção periférica há 10 dias, está em CPAP nasal e iniciou nas últimas 24 horas episódios de apneia, hiperglicemia e aumento na necessidade de temperatura da incubadora para manter normotermia. A partir dessas informações, assinale a alternativa correta.
Há suspeita de infecção neonatal precoce sendo o acesso venoso central o principal fator de risco associado
A principal hipótese diagnóstica, nesse caso, é de infecção neonatal tardia, sendo a ventilação não-invasiva o principal fator de risco associado
Deve-se realizar investigação de quadro infeccioso pois, nesse caso, a prematuridade extrema e o acesso venoso central são fatores de risco importantes para infecção neonatal tardia
Deve-se iniciar antibioticoterapia com ampicilina e gentamicina, imediatamente, pois os agentes típicos da infecção neonatal tardia são relacionados às colonizações do trato geniturinário da mãe
A suspeita de infecção precoce só será confirmada em caso de positividade de, pelo menos, duas hemoculturas
Pré-termo de 26 semanas e 5 dias de idade gestacional, com peso de nascimento de 750 g, é admitido com 1 hora de vida na UTI neonatal do hospital onde nasceu. Nasceu de parto cesárea de urgência indicado por préeclâmpsia, com bolsa íntegra e sem nenhum fator de risco infeccioso. Não foi realizada corticoterapia antenatal. O escore de Apgar foi 7 e 8 no primeiro e quinto minutos de vida, respectivamente, sendo mantido em CPAP com pressão de 7 cmH20 e FiO2 de 0,21, com bom padrão respiratório e boa saturação. Com cerca de 6 horas de vida, iniciou episódios de apneia com bradicardia, hipotensão, pulsos centrais finos e tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Foi realizada intubação traqueal e iniciado suporte vasoativo com dobutamina na dose de 5 mcg/kg/min. Sobre esse caso, assinale a alternativa correta.
A principal hipótese diagnóstica para esse caso é o de choque séptico e a dobutamina está bem indicada nessa situação
Uma das principais hipóteses diagnósticas é o de baixo fluxo sistêmico por falha na circulação de transição e, portanto, a dobutamina está bem indicada devido ao seu efeito inotrópico
Considerando a hipótese de baixo fluxo sistêmico por falha na circulação de transição, a droga que deveria ter sido utilizada seria a dopamina pois nesses casos busca-se um efeito predominantemente vasopressor
Uma das principais hipóteses é a de baixo fluxo sistêmico por falha na circulação de transição e, portanto, a dobutamina está bem indicada devido ao seu efeito vasopressor
Pela falta da corticoterapia antenatal, deve-se iniciar hidrocortisona como primeira escolha para melhora do quadro hemodinâmico
Prematuro extremo com 26 semanas de idade gestacional e peso de 690 gramas acaba de nascer e está sendo transportado, intubado, do centro obstétrico para UTI neonatal para receber os cuidados intensivos compatíveis com sua condição clínica. Em relação aos cuidados necessários nesse caso, assinale a alternativa correta.
A manipulação mínima deve ser observada a fim de reduzir a chance de hemorragia peri e intraventricular devido à imaturidade da matriz germinativa no sistema nervoso central
O início da nutrição parenteral deve ser postergado nas primeiras 72 horas a fim de reduzir os riscos de infecção neonatal
Como o paciente já está intubado e sob ventilação mecânica, não há mais indicação da realização da terapia de reposição de surfactante
O controle de temperatura em um prematuro extremo é importante do ponto de vista respiratório, mas não tem relação com o risco de hemorragia peri e intraventricular
O acesso venoso central deve ser evitado nas primeiras 72 horas de vida para reduzir os riscos de infecção neonatal precoce
Prematuro extremo de 26 semanas de idade gestacional de nascimento, internado em UTI neonatal, tem 20 dias de idade cronológica e estava estável, em ventilação não-invasiva e dieta enteral plena com fórmula infantil para prematuros. Nas últimas horas apresentou três episódios de vômito, distensão abdominal dolorosa e evacuações sanguinolentas. Evoluiu também com pulsos filiformes, hipotensão, tempo de enchimento capilar prolongado e apneias sucessivas, sendo intubado para início de ventilação mecânica invasiva. Sobre essa situação clínica, assinale a alternativa incorreta.
O paciente apresenta sinais de choque séptico devendo-se realizar expansão volêmica e início imediato de antibioticoterapia
O jejum faz parte do tratamento do quadro acima, devendo a dieta enteral ser suspensa imediatamente
A avaliação do cirurgião pediátrico não deve ser solicitada pois não há sinais de pneumoperitônio no exame físico
A realização de radiografia de abdome pode evidenciar alterações características como a pneumatose intestinal
Mesmo que o hemograma apresente escore de Rodwell abaixo de 3, não podemos descartar a hipótese de enterocolite necrotizante
Após asfixia perinatal grave, recém-nascido a termo está sob hipotermia terapêutica e tem 8 horas de vida. Está em ventilação mecânica invasiva e sem nenhuma droga vasoativa. Apresenta pulsos finos, hipotensão sistólica e tempo de enchimento capilar prolongado. Gasometria arterial mostra pH 7,01, pCO2 35, pO2 85, HCO3 12, BE -14 e lactato de 9,0. Diante do exposto, analise as afirmativas abaixo.
I. A reposição de bicarbonato de sódio endovenoso é a primeira conduta a ser adotada.
II. A lesão miocárdica pela asfixia perinatal justifica a hipotensão sistólica.
III. A correção do pH se dará pelo suporte hemodinâmico que preferencialmente deve ser realizado com expansão volêmica com solução colóide.
IV. Está indicado o uso de um inotrópico como a dobutamina para suporte hemodinâmico e consequente melhora da acidose metabólica.
Estão corretas as afirmativas:
I e II apenas
II e IV apenas
III apenas
II e III apenas
IV apenas
Prematuro extremo com 26 semanas de idade gestacional de nascimento e com 72 horas de vida está intubado em ventilação mecânica em UTI neonatal de referência. A ventilação mecânica está sendo realizada em modo assistido-controlado a pressão com volume garantido, com volume alvo de 5 ml/kg, PEEP de 6 cmH20, frequência respiratória de 40 irpm, tempo inspiratório de 0,35 s, fração inspirada de oxigênio de 30% e atingindo pressão de pico inspiratório em torno de 21 cmH20. Gasometria arterial mostra pH 7,30, pCO2 50 mmHg, pO2 55 mmHg, HCO3 22 mEq/L, BE - 4 e lactato de 1,8 mmol/L. Sobre o manejo ventilatório desse paciente, assinale a alternativa correta.
Devido a hipercapnia, deve-se aumentar o volume-alvo para 6 ml/kg
Como há acidose respiratória, a frequência respiratória deve ser aumentada para 45 irpm
O modo ventilatório deve ser modificado para SIMV com pressão de suporte, sem volume garantido, pois trata-se do modo ventilatório de escolha para o conceito de ventilação gentil
Pode-se aplicar o conceito de hipercapnia permissiva, mantendo-se assim os parâmetros ventilatórios atuais
Como há alcalose respiratória, a frequência respiratória deve ser diminuída
Foi realizada cesárea em uma gestante de 40 semanas e 3 dias de idade gestacional devido a desacelerações sustentadas da frequência cardíaca fetal. O bebê nasceu hipotônico e sem chorar, banhado em líquido amniótico com mecônio espesso. Assinale a alternativa que apresenta a próxima conduta a ser adotada nessa reanimação neonatal.
Clampeamento imediato do cordão umbilical e intubação traqueal para aspiração do mecônio
Clampeamento imediato do cordão umbilical, passos iniciais e checagem da frequência cardíaca e da respiração para avaliar início da ventilação com pressão positiva com máscara
Antes de iniciar a ventilação com pressão positiva é obrigatória a aspiração da traqueia sob visualização direta pelo alto risco de aspiração meconial
A aspiração da traqueia sob visualização direta está proscrita mesmo nos casos em que haja clara obstrução da via aérea pelo mecônio espesso
Clampeamento oportuno do cordão umbilical e aspiração de vias aéreas antes do início da ventilação com pressão positiva
No período neonatal, a síndrome obstrutiva é a forma prevalente de abdome agudo nessa faixa etária, com vômitos, distensão abdominal e alterações na eliminação de mecônio.
Na investigação diagnóstica, o sinal da dupla bolha na radiografia simples de abdome indica uma obstrução intestinal:
Baixa por atresia jejunoileal.
Baixa por atresia do cólon ou megacólon congênito.
Alta por atresia do esôfago.
Alta por atresia duodenal ou pâncreas anular.
Alta por estenose hipertrófica do piloro ou atresia do piloro.
Em relação ao exame físico do recém-nascido, é CORRETO afirmar que:
Deve ser realizado entre as 12 e 48 horas de vida, com o recém-nascido despido, e sistematizado, iniciando a sequência do específico para o geral e no sentido craniocaudal, inclusive nas situações emergenciais.
A pele do recém-nascido deve ter coloração rósea, podendo, em algumas situações, apresentar cianose periférica (acrocianose) em resposta ao frio.
Os achados comuns sempre têm repercussão clínica, como o vérnix caseoso, milium sebáceo, lanugo, máculas vasculares ou hemangiomas capilares e mancha mongólica.
A hemorragia conjuntival é relacionada ao parto, mas não costuma ser reabsorvida, assim como o estrabismo, que é um achado incomum e permanente no recém-nascido.
Em relação à hemorragia intraventricular da matriz germinativa, assinale a alternativa correta.
Os recém‑nascidos a termo são os mais suscetíveis à hemorragia da matriz germinativa, uma vez que sua vascularização já está completa.
As hemorragias na matriz germinativa são sempre sintomáticas e, por isso, não é necessária a realização de ultrassom transfontanelar de rotina.
Mesmo em hemorragias intraventriculares mais graves, o risco de sequelas é mínimo.
As alterações de fluxo sanguíneo cerebral são um dos principais mecanismos intravasculares predisponentes de hemorragia da matriz germinativa.
A administração de corticoide antenatal não traz benefício para a diminuição da incidência de hemorragia intraventricular da matriz germinativa.
O transporte neonatal compreende a escolha do veículo; definição da equipe; adequação de materiais e equipamentos; fase da estabilização do recém-nascido pré-transporte; bem como o próprio transporte e a admissão no serviço de referência. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por meio do Manual de Recomendações do Transporte de Recém-Nascidos de Alto Risco, estabelece critérios gerais quando no local de nascimento não é possível prestar assistência devido às seguintes condições, EXCETO:
Distúrbios hemorrágicos e da coagulação.
Prematuridade: idade gestacional (IG) < 34s e/ou peso ao nascer (PN) < 2.500 g.
Asfixia perinatal grave com repercussões sistêmicas e/ou neurológicas, incluindo indicação de hipotermia terapêutica.
Sepse viral ou bacteriana ou infecções com acometimento do Sistema Nervoso Central – SNC (meningite ou encefalite), em RN instáveis.
Síndromes respiratórias evoluindo com uso de fração inspirada de O2 > 0,4; ou, uso de pressão positiva contínua em vias aéreas (CPAP); ou, ventilação mecânica.
RN nasceu com Apgar 8/8, mantendo-se com bradicardia, FC= 84 bpm. Mãe fez pré-natal, apresentou rash facial e dores articulares no final da gravidez. A provável causa da bradicardia do RN é:
Valvulopatia mitral.
Miocardite.
Valvulopatia tricúspide.
Bloqueio átrio-ventricular.
Estenose pulmonar.
O uso de ventilação mecânica é muito frequente nas UTI neonatais devido principalmente aos pacientes prematuros internados. Quais são, respectivamente, a vantagem e a desvantagem quando se ajusta, no respirador, os parâmetros descritos ?
Aumento da FiO2: melhora a V/Q; aumenta o barotrauma.
Aumento do PIP: melhora a V/Q (razão ventilação-perfusão); causa displasia broncopulmonar.
Aumento do PEEP: diminui o espaço morto e aumenta o trabalho expiratório.
Aumento do PEEP: mantém a Capacidade Residual Funcional; pode reduzir o retorno venoso.
Aumento da Frequência: diminui a pressão média nas vias respiratórias; PEEP inadvertidas.
A respeito da ventilação mecânica não invasiva com pressão positiva (VNIPP), assinale a alternativa correta.
Os objetivos do Bilevel (BIPAP) são aumentar a capacidade residual funcional do pulmão e reduzir o volume pulmonar.
Os benefícios fisiológicos da VNIPP incluem a melhora na oxigenação e o aumento do trabalho ventilatório.
O objetivo do CPAP na ventilação não invasiva é aumentar o volume corrente.
O BIPAP aumenta a pressão transdiafragmática e esofágica.
O objetivo do CPAP na ventilação não invasiva é aumentar a capacidade residual funcional dos pulmões, entretanto o volume pulmonar não é alterado.
Dentre as medidas utilizadas durante a reanimação neonatal em sala de parto, aquela que é considerada a mais importante e responsável pelo sucesso de quase 90% das reanimações realizadas é a seguinte:
Massagem cardíaca externa.
Ventilação com pressão positiva.
Intubação orotraqueal.
Expansão volêmica com solução cristaloide.
Administração de adrenalina.
Os principais diagnósticos diferenciais clínico-laboratoriais da icterícia associada ao leite materno são:
hipotireoidismo e doença de Criggler-Najar tipo II.
atresia de vias biliares extra-hepáticas e isoimunizacao RH.
fenilcetonúria e icterícia neonatal por incompatibilidade ABO.
hipertireoidismo e fenilcetonuria.
fibrose cística e síndrome de Alagille.
RN aos 21 dias de vida, sexo masculino, fez pré-natal sem intercorrências, durante sua primeira consulta de puericultura mantém-se com icterícia que surgiu desde o segundo dia de vida. Nasceu de parto normal, domiciliar, peso de 2 750 g . Mãe refere que dois outros filhos faleceram aos 3 meses de idade com icterícia. RN está em aleitamento materno exclusivo. Refere urina bem escura e fezes esbranquiçadas. Nega febre.
Ao exame físico, face triangular, ictérico Zona III de Kramer, sopro cardíaco ++/4+, abdômen distendido e fígado palpável a 3,5 cm do RCD. Sem outras alterações. Solicitados exames: Hemograma sem alterações. Bilirrubina Total = 12 mg/dl. Bilirrubina Indireta= 2,5 mg/dl e bilirrubina direta = 9,5 mg/dl. TGO= 70U/L; TGP=83U/L, gama GT =265 U/L e FA = 600 U/L. Atividade de protrombina = 70%. Raio X de tórax PA: área cardíaca discretamente aumentada, imagem pulmonar D e E sem alterações, vértebras em asa de borboleta. Solicitada internação para investigação e possível tratamento.
Que exames são padrão-ouro para confirmar o diagnóstico neste caso?
Tipagem sanguínea da mãe e do RN; Coombs direto e indireto.
Biópsia transcutânea de fígado e estudo genético do RN.
Tomografia de coluna vertebral; ultrassonografia de fígado e vias biliares.
Colangiografia retrógada e sorologias para hepatites A, B, e C no RN.
Ultrassonografia de fígado e vias biliares; sorologias para TORSCH e Coombs direto e indireto.