

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um homem de 22 anos, vítima de agressão física, é levado ao serviço de emergência apresentando hematoma periorbitário à esquerda. Ao exame neurológico, em resposta a estímulos dolorosos, não abre os olhos, apresenta retirada inespecífica dos membros e não emite resposta verbal. As pupilas são anisocóricas, com midríase fixa à esquerda. A pressão arterial é de 100 x 70 mmHg, e a saturação de oxigênio é de 95%.
Na Escala de Coma de Glasgow com avaliação pupilar, a pontuação desse paciente é
E1 V1 M3 = 5; PRS = 1; GCS-P = 4.
E1 V1 M4 = 6; PRS = 1; GCS-P = 5.
E1 V2 M4 = 7; PRS = 1; GCS-P = 6.
E2 V1 M4 = 7; PRS = 1; GCS-P = 6.
E1 V1 M5 = 7; PRS = 0; GCS-P = 7.
Homem de 70 anos apresentou, há um mês, quadro agudo de hemiparesia, hemianestesia e movimentos involuntários no hemicorpo esquerdo. Após melhora parcial do déficit motor, passou a referir dor intensa, contínua e em queimação em todo o hemicorpo esquerdo, desencadeada até mesmo pelo contato da roupa ou dos lençóis com a pele.
A seguinte síndrome neurológica explica melhor esse quadro clínico:
síndrome de Wallenberg.
síndrome de Brown-Séquard.
síndrome de Dejerine-Roussy.
síndrome de Weber.
síndrome medular anterior.
A síndrome de Locked-in, também conhecida como síndrome do encarceramento, é uma condição neurológica na qual o paciente permanece consciente, com compreensão e funções cognitivas preservadas, mas apresenta paralisia quase completa dos músculos voluntários.
Nos casos decorrentes de infarto cerebral, a artéria mais frequentemente ocluída é a artéria
basilar.
cerebral anterior.
cerebral média.
cerebral posterior.
cerebelar posteroinferior.
Mulher de 68 anos em investigação por cefaleia, hipoacusia progressiva à esquerda e episódios recorrentes de neuralgia do trigêmeo realiza RM do encéfalo, cujo laudo descreve: “lesão extra-axial lobulada no ângulo pontocerebelar esquerdo, com sinal semelhante ao líquido em T1/T2, mas supressão incompleta no FLAIR, insinuando-se entre nervos cranianos e vasos adjacentes; hipersinal acentuado na difusão, com ADC reduzido em relação ao líquido, sem realce após contraste.”
Assinale o diagnóstico que melhor se aplica aos achados descritos.
Cisto epidermoide.
Cisto neurentérico.
Schwannoma vestibular.
Cisto dermoide.
Cisto aracnoide.
Mulher de 70 anos, previamente saudável, é admitida na emergência após início súbito de dificuldade para caminhar. Encontra-se consciente e orientada, informando corretamente seu nome e endereço. Refere intenso desequilíbrio para deambular e dificuldade para abrir os olhos. Ao exame neurológico, apresenta oftalmoplegia do III nervo craniano à esquerda, ptose palpebral bilateral, paralisia bilateral da elevação dos olhos e ataxia cerebelar no hemidomínio direito.
Com base nesses achados clínicos, a síndrome neurológica que melhor explica esse quadro é a
síndrome de Weber.
síndrome de Benedikt.
síndrome de Claude.
síndrome de Parinaud.
síndrome de Millard-Gubler.
Homem de 58 anos apresenta, há dois anos, bradicinesia, dificuldade para iniciar a marcha e rigidez muscular. No último ano, evoluiu com ataxia, disartria, episódios de pré-síncope ao se levantar e disfunção urinária, caracterizada por urgência e dificuldade de esvaziamento vesical. A ultrassonografia suprapúbica demonstrou próstata sem aumento significativo e resíduo pós-miccional de 180 mL. A ressonância magnética do encéfalo revelou atrofia da ponte e dos pedúnculos cerebelares médios, associada a hipersinal cruciforme central na ponte nas sequências ponderadas em T2/FLAIR.
Diante do quadro clínico e dos achados por imagem, o diagnóstico mais provável é
doença de Parkinson.
paralisia supranuclear progressiva.
hidrocefalia de pressão normal.
atrofia de múltiplos sistemas.
degeneração corticobasal.
A doença relacionada à imunoglobulina G4 (IgG4) é uma condição fibroinflamatória sistêmica capaz de produzir lesões pseudotumorais em diferentes órgãos.
Em relação ao acometimento do sistema nervoso central, especialmente à paquimeningite hipertrófica relacionada à IgG4, assinale a afirmativa correta.
Na TC, observa-se tipicamente afilamento dural difuso e simétrico.
O tratamento de escolha é cirúrgico, e o prognóstico costuma ser reservado.
A paquimeningite relacionada à IgG4 acomete predominantemente mulheres entre 20 e 30 anos.
A FDG-PET é pouco útil na pesquisa de acometimento sistêmico e no monitoramento da resposta terapêutica.
Meningioma em placa faz parte do diagnóstico diferencial por imagem.
Homem de 70 anos, submetido há dois anos à ressecção cirúrgica de adenocarcinoma colorretal, passa a apresentar comportamento estranho. Os familiares observam que ele coloca o relógio no braço direito, faz a barba apenas no lado direito do rosto e frequentemente esquece de calçar a sandália do pé esquerdo.
Ao exame neurológico, encontra-se lúcido, orientado, sem alterações da memória, da linguagem, da força muscular ou da sensibilidade. O teste do desenho do relógio confirma a hipótese diagnóstica sindrômica.
A seguinte síndrome neurológica explica melhor esse quadro clínico:
síndrome de Gerstmann.
síndrome de Balint.
afasia de Wernicke.
síndrome de negligência espacial unilateral.
síndrome frontal dorsolateral.
Paciente feminina de 20 anos, busca atendimento no ambulatório de neurologia por apresentar episódios de cefaleia de forte intensidade desde os 16 anos de idade. A dor tem localização temporoparietal de um dos lados da cabeça, pulsátil, acompanhada de náusea, foto e fonofovia e pode persistir até 3 dias. A frequência das crises é de aproximadamente seis episódios ao mês. A dor piora ao realizar atividade física rotineira com o subir escadas. O exame neurológico é normal. Realizou uma tomografia computadorizada de crânio durante uma crise forte, que foi normal.
A classificação da cefaleia e o esquema terapêutico indicado para o caso são:
migrânea com aura; tratamento da crise com paracetamol.
migrânea crônica; tratamento preventivo com indometacina.
cefaleia tensional episódica frequente; tratamento da crise com anti-inflamatório.
cefaleia tensional crônica; tratamento preventivo com antidepressivo tricíclico.
migrânea sem aura; tratamento preventivo com propranolol.
As áreas de Broca e de Wernicke atuam de forma integrada e são fundamentais para a comunicação. Alterações nessas regiões podem ocasionar diferentes formas de afasia, sendo essencial que o neurorradiologista conheça suas relações anatômicas e funcionais.
Considerando o modelo neuroanatômico clássico da linguagem, assinale a afirmativa correta.
A pars triangularis corresponde a uma região do lobo parietal relacionada à área de Wernicke.
A área de Wernicke está relacionada à compreensão da linguagem e localiza-se no lobo frontal.
As áreas de Broca e de Wernicke são irrigadas predominantemente pela artéria cerebral anterior.
As áreas de Broca e de Wernicke comunicam-se por meio do fascículo arqueado.
A área de Broca é responsável pela programação motora da fala e está localizada no lobo parietal.
Em relação às síndromes vertiginosas agudas, marque a alternativa CORRETA.
A neurite vestibular aguda é uma importante causa periférica de síndrome vestibular aguda, comumente cursando com sintomas auditivos como hipoacusia e zumbido.
Em casos de vertigem de origem central, o nistagmo não altera sua direção conforme o olhar, batendo sempre para o mesmo lado (direito ou esquerdo).
O tratamento da neurite vestibular aguda com supressores vestibulares deve ser realizado por pelo menos 4 semanas para facilitar a compensação central e aliviar os sintomas.
Vertigem Posicional Paroxística Benigna é caracterizada por vertigem episódica de curta duração, desencadeada por movimentos cefálicos, e pode ser diagnosticada pela manobra de Dix-Hallpike.
Homem de 38 anos, com antecedente de epilepsia em tratamento prévio com ácido valproico e clonazepam, é atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após apresentar crise convulsiva tônico-clônica generalizada presenciada por familiares, com relato de baixa adesão medicamentosa nos últimos meses. Após o atendimento inicial e estabilização pós-ictal, evoluiu com recuperação completa da consciência e exame neurológico sem déficits focais.
A tomografia computadorizada (TC) de crânio realizada na emergência revelou calcificações bilaterais e simétricas, de aspecto denso, acometendo predominantemente os núcleos da base (globos pálidos e putâmens), sem efeito de massa ou sinais de edema perilesional.
O paciente recebe alta da emergência com ajuste do esquema anticonvulsivante (associação de Levetiracetam ao Ácido Valproico) e é encaminhado à Unidade Básica de Saúde / Clínica da Família para coordenação do cuidado, solicitação de exames laboratoriais complementares e encaminhamento à Neurologia.
Considerando o achado tomográfico e a suspeita de Calcificação Cerebral Primária (Primary Brain Calcification, antiga Doença de Fahr), assinale a conduta inicial prioritária e o perfil de exames laboratoriais a serem solicitados na Atenção Primária para o correto direcionamento do caso.
Encaminhar imediatamente para realização de painel genético para pesquisa das mutações nos genes SLC20A2 e PDGFB, visto que a presença de calcificação simétrica dos núcleos da base em paciente jovem com epilepsia confirma o diagnóstico de Doença de Fahr primária.
Solicitar com prioridade o rastreio do metabolismo mineral (Cálcio total, Cálcio ionizado, Albumina, Fósforo, Magnésio, PTH intacto e Vitamina D 25-OH) e função renal, visando à exclusão de hipoparatireoidismo e outros distúrbios metabólicos tratáveis antes de considerar a causa primária.
Substituir imediatamente o esquema anticonvulsivante por monoterapia com fenitoína, suspendendo o levetiracetam e o ácido valproico, e aguardar o resultado do eletroencefalograma para definir a necessidade de exames de sangue.
Solicitar cálcio total e ionizado e, diante de hipocalcemia, iniciar cálcio e calcitriol antes da determinação do PTH, uma vez que a associação entre convulsões e calcificações simétricas dos núcleos da base favorece hipoparatireoidismo.
Solicitar ressonância magnética de encéfalo com contraste e líquor para pesquisa imediata de neurocisticercose e toxoplasmose, mantendo a investigação metabólica em segundo plano após o resultado das sorologias.
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é a doença do neurônio motor mais comum nos adultos, classificada como uma doença rara devido à sua alta letalidade inicial, o que mantém a prevalência relativamente baixa em comparação com a incidência acumulada. Em relação aos critérios diagnósticos obrigatórios pelo Consenso de Gold Coast, assinale a alternativa INCORRETA.
Presença de disfunção de neurônio motor superior e neurônio motor inferior em, pelo menos, uma região corporal (bulbar, cervical, torácica ou lombossacra) ou disfunção de neurônio motor inferior em pelo menos 2 regiões corporais.
Progressão gradual dos sintomas no tempo e expansão para outras regiões.
Exclusão rigorosa de diagnósticos diferenciais mimicadores (exemplos: mielopatia cervical, neuropatia motora multifocal, miastenia gravis, Doença de Kennedy).
A elevação de neurofilamentos de cadeia leve no LCR.
Um paciente de 65 anos apresenta hemiparesia e hemianestesia com predomínio em membro inferior direito, além de alterações comportamentais (apatia e abulia) e reflexo de preensão presente. Com base na correlação anátomo-clínica, a topografia do Acidente Vascular Cerebral isquêmico (AVCi) mais provável é no território da:
Artéria Cerebral Média (ACM) esquerda.
Artéria Cerebral Anterior (ACA) esquerda.
Artéria Cerebral Posterior (ACP) direita.
Artéria Basilar.
Artéria Carótida Interna direita.
A causa mais comum de cefaléia crônica primária é:
Cefaléia em salvas.
Cefaléia tensional.
Sinusite crônica.
Bruxismo.
Tumor cerebral.
A doença de Alzheimer é a perda progressiva da função mental, caracterizada pela degeneração do tecido do cérebro, incluindo a perda de células nervosas, a acumulação de uma proteína anormal chamada beta-amiloide e o desenvolvimento de tranças neurofibrilares. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:
A causa da doença de Alzheimer é desconhecido o que causa a doença de Alzheimer, mas uma parte disso provém de fatores genéticos: Cerca de 5 a 15% dos casos afetam pessoas com antecedentes familiares. Podem estar envolvidas várias anormalidades genéticas específicas. Algumas dessas anormalidades podem ser herdadas apenas quando um dos pais tem o gene anormal. Ou seja, o gene anormal é dominante. Um pai ou mãe afetado tem 50% de chance de transmitir o gene anormal para cada filho. Cerca de metade desses filhos desenvolvem a doença de Alzheimer antes dos 65 anos.
Na doença de Alzheimer, as partes do cérebro degeneradas destroem as células nervosas e reduzem a capacidade de resposta das restantes a muitos dos mensageiros químicos que transmitem os sinais entre as células nervosas no cérebro (neurotransmissores). O nível de acetilcolina, um neurotransmissor que ajuda a memória, o aprendizado e a concentração, é baixo.
As pessoas com a doença de Alzheimer têm dificuldade de interpretar sinais visuais e de áudio. Assim, podem ficar desorientadas e confusas. Essa desorientação pode fazer com que seja difícil a condução de um carro. Podem se perder no seu caminho para a loja. As pessoas podem ser capazes de interagir socialmente, mas podem se comportar de forma estranha. Por exemplo, podem esquecer o nome de um visitante recente e suas emoções podem se alterar de forma imprevisível e rápida.
Devido ao fato de as pessoas serem mais capazes de controlar o seu comportamento, por vezes agem de forma inadequada ou disruptiva (por exemplo, gritando, se jogando, se debatendo ou errantes). Essas ações são chamadas de transtornos psicossomáticos.
Testes neuropsicológicos, que são mais detalhados, são por vezes necessários. Esses exames cobrem todas as funções mentais principais, incluindo o estado de ânimo, e a sua realização dura de 1 a 3 horas. Esse teste ajuda os médicos a distinguirem a demência de outras condições que podem causar sintomas semelhantes, tais como desgaste da memória associado à idade do transtorno cognitivo leve e da depressão.
As lesões do plexo braquial são classificadas em dois tipos, superior e inferior. Em uma lesão no superior, qual dos músculos citados a seguir pode estar acometido?
Extensor ulnar do carpo.
Flexor radial do carpo.
Pronador redondo.
Deltoide.
Tríceps.
Feminino, 42 anos, em uso de losartana, metrotexato e rosuvastatina. Admitida em pronto atendimento devido a primeiro episodio de crises convulsivas. Realizada a administração de diazepam, e após hidantalizada, evoluindo com estabilização do quadro clínico. Durante investigação, exames laboratoriais sem alterações, líquor cefalorraquidiano com 1 célula, zero hemáceas, 47 proteínas, 87 glicose, bacterioscopia negativo. Ressonância de crânio e eletroencefalograma normais.
Quais das medicações a seguir mencionadas pode ser causa de crise convulsiva provocada?
Rosuvastatina.
Losartana.
Dipirona.
Metrotexate.
Domperidona.
Hemorragia subaracnóidea (HSA) aneurismática é uma doença complexa e ainda não completamente entendida, associada a altas taxas de mortalidade. Na fase aguda da doença, o paciente pode ter complicações neurológicas, como a isquemia cerebral tardia (DCI).
Qual é a droga utilizada para prevenção dessa complicação, DCI?
Manitol.
Ácido acetilsalicílico.
Salina hipertônica.
Nimodipina.
Milrinone.
No exame físico de um paciente vítima de Traumatismo Cranioencefálico (TCE), mesmo quando classificado inicialmente como leve (ECG 13-15), a inspeção ectoscópica é crucial para identificar sinais de fratura de base de crânio.
A presença de equimose na região retroauricular (sobre o processo mastoide), que tipicamente surge horas após o trauma e indica fratura da fossa média do crânio, é denominada tecnicamente:
Sinal de Battle.
Sinal do Guaxinim (Raccoon eyes).
Sinal de Babinski.
Sinal de Brudzinski.
Sinal de Tinel.