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Paciente de 35 anos, sexo masculino, sem comorbidades, é encaminhado para ambiente hospitalar devido a TCE grave. Na unidade, foi realizada ultrassonografia que mostrou aumento do diâmetro da bainha do nervo óptico. O que essa alteração sugere?
Hidrocefalia.
Aumento da pressão intracraniana.
Neurite óptica.
Isquemia.
Sangramento.
Qual das seguintes condições é uma parassonia do sono REM?
Despertar confusional.
Sonambulismo
Terror noturno.
Transtorno alimentar relacionado ao sono.
Pesadelo.
O nervo fibular profundo
faz a inervação sensitiva da face dorsal do pé.
faz a inervação sensitiva da metade medial do hálux e lateral do segundo dedo.
faz a inervação sensitiva da face plantar do pé.
faz a inervação sensitiva da face lateral do pé.
não tem inervação sensitiva.
Sobre os critérios de McDonald (2017) para o diagnóstico de Esclerose Múltipla (EM), assinale a alternativa CORRETA sobre a demonstração de disseminação no espaço.
Fonte: Thompson, A. J., et al. (2018). Diagnosis of multiple sclerosis: 2017 revisions of the McDonald criteria. The Lancet Neurology.
Apenas lesões localizadas no nervo óptico são suficientes para preencher o critério de disseminação no espaço.
Presença de lesões captantes e não captantes de gadolínio em um único exame de RM (Ressonância Magnética).
Presença de pelo menos uma lesão em T2 em duas ou mais áreas típicas do SNC (periventricular, cortical/justacortical, infratentorial ou medula espinhal).
Necessidade de nova lesão em T2 em exame de acompanhamento, independentemente da localização.
Identificação de bandas oligoclonais no líquor cefalorraquidiano.
A CADASIL (Arteriopatia Cerebral Autossômica Dominante com Infartos Subcorticais e Leucoencefalopatia) é a principal causa de AVC isquêmico hereditário. Sobre sua fisiopatologia e diagnóstico, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)A doença é causada por mutações no gene NOTCH3, localizado no cromossomo 19, que codifica um receptor transmembrana expresso primariamente nas células musculares lisas dos vasos sanguíneos.
(__)O achado de neuroimagem patognomônico da CADASIL é a presença de micro-hemorragias (microsangramentos) difusas nos lobos occipitais e cerebelo, melhor visualizadas em sequências de susceptibilidade magnética (SWI).
(__)A biópsia de pele ou músculo pode confirmar o diagnóstico ao demonstrar a presença de Depósitos Granulares Osmiofílicos (GOMs) na membrana basal das células musculares lisas vasculares, visualizados por microscopia eletrônica.
(__)O tratamento de escolha para CADASIL é a terapia de reposição enzimática, que visa degradar os depósitos granulares osmiofílicos e reverter a leucoencefalopatia.
A sequência CORRETA é, "de cima para baixo":
F, F, V, V
V, F, V, F
F, V, V, F
V, V, F, F
A Narcolepsia é um distúrbio crônico da regulação do sono-vigília, classificado em Tipo 1 (NT1) e Tipo 2 (NT2). O diagnóstico diferencial preciso entre os tipos é fundamental. Assinale a alternativa correta.
A Narcolepsia Tipo 1 (NT1) e o Transtorno Comportamental do Sono REM (TCSREM) são ambos sinucleinopatias, frequentemente ocorrendo juntos, sendo a NT1 um pródromo da Doença de Parkinson.
O diagnóstico de Narcolepsia (ambos os tipos) no Teste de Múltiplas Latências do Sono (TMLS) requer uma latência média para o sono inferior a 8 minutos e a presença de, no mínimo, dois episódios de sono REM (Rapid Eye Movement) de início no sono (SOREMPs) no Eletroencefalograma (EEG) de vigília.
A Narcolepsia Tipo 2 (NT2) é definida pela presença de cataplexia e sonolência diurna, mas com níveis normais de hipocretina-1 no LCR. O tratamento de escolha para a cataplexia na NT2 é o Modafinil.
A Narcolepsia Tipo 1 (NT1) é definida pela presença de sonolência diurna excessiva e cataplexia inequívoca, ou pela mensuração de níveis baixos do neuropeptídeo hipocretina-1 (orexina-A) no Líquido Cefalorraquidiano (LCR). A NT1 é causada pela perda autoimune dos neurônios produtores de hipocretina no hipotálamo lateral.
A Degeneração Lobar Frontotemporal (DLFT) é a segunda causa mais comum de demência pré-senil (início < 65 anos), apresentando-se clinicamente como variante comportamental (bvFTD) ou como Afasia Progressiva Primária (APP). Sobre a patologia molecular subjacente à DLFT, analise as afirmativas a seguir.
I.A DLFT é patologicamente heterogênea, classificada com base na proteína anormal acumulada. Os dois principais subgrupos são DLFT-Tau (acumulação de proteína Tau hiperfosforilada, como na Doença de Pick) e DLFT-TDP (acumulação da proteína TDP-43).
II.A variante comportamental da DFT (bvFTD) está quase exclusivamente associada à patologia DLFT-Tau, enquanto as Afasias Progressivas Primárias estão associadas à patologia DLFT-TDP.
III.Mutações no gene C9orf72 (expansão hexanucleotídica) e no gene da Progranulina (GRN) são causas genéticas comuns de DLFT, e ambas estão associadas à patologia DLFT-TDP (TDP-43).
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS:
I, II e III.
I e II.
I e III.
II e III.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda (PDIA). Existem, no entanto, variantes da SGB com características clínicas e sorológicas distintas. Sobre a Síndrome de Miller Fisher (SMF), assinale a alternativa correta.
A SMF é uma neuropatia crônica (Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica - PDIC), definida pela tríade de oftalmoplegia, ataxia e hiper-reflexia, com anticorpos anti-MAG (Glicoproteína Associada à Mielina).
A Síndrome de Miller Fisher (SMF) é uma variante da SGB caracterizada pela tríade clínica de oftalmoplegia externa, ataxia cerebelar (sensorial) e arreflexia. Está fortemente associada à presença de anticorpos séricos da classe IgG contra o gangliosídeo GQ1b.
A Síndrome de Miller Fisher (SMF) é a variante axonal motora pura da SGB (AMAN), causada por anticorpos anti-GM1 e associada à infecção prévia por Helicobacter pylori, cursando com paralisia flácida sem ataxia.
O diagnóstico da SMF requer a presença de oftalmoplegia e ataxia, sendo a arreflexia um fator de exclusão. Os anticorpos anti-Aquaporina 4 (AQP4) são frequentemente positivos, indicando sobreposição com Neuromielite Óptica.
A avaliação do Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave envolve a compreensão de lesões primárias, secundárias e o uso de biomarcadores prognósticos. Sobre a fisiopatologia e o diagnóstico do TCE grave, assinale a alternativa correta.
O principal uso da proteína S100B no manejo do TCE é no cenário grave (Escala de Coma de Glasgow < 8), onde sua ausência no soro permite descartar com segurança a necessidade de monitorização da Pressão Intracraniana (PIC).
A proteína S100B, um biomarcador de lesão astrocitária, possui valor prognóstico no TCE grave; níveis séricos persistentemente elevados nas primeiras 72 horas após o trauma correlacionam-se com maior gravidade tomográfica (conforme escores como o de Marshall) e pior desfecho neurológico.
A classificação tomográfica de Marshall é o método padrão-ouro para o diagnóstico de Lesão Axonal Difusa (LAD), pois quantifica o volume das lesões de cisalhamento (shear injuries) na substância branca profunda.
A Lesão Axonal Difusa (LAD) é uma forma de lesão cerebral secundária, resultante da cascata inflamatória e do edema cerebral, sendo diagnosticada primariamente por hemorragias petequiais no corpo caloso visíveis na Tomografia Computadorizada (TC) de crânio inicial.
Após queda de aproximadamente quatro metros de altura, um homem de 40 anos apresenta período inicial de perda da consciência, seguido de recuperação completa. Cerca de duas horas depois, evolui com sonolência progressiva, anisocoria à esquerda e hemiparesia direita. A tomografia computadorizada de crânio demonstra coleção hiperdensa biconvexa na região temporal esquerda. Qual é o diagnóstico mais provável?
Hematoma subdural agudo.
Hemorragia subaracnoidea traumática.
Hematoma epidural.
Contusão cerebral frontal.
Mulher de 58 anos apresenta início súbito de disfagia e vertigem intensa, acompanhadas de hipoestesia térmico-dolorosa na hemiface direita e no hemicorpo esquerdo. Ao exame, observa-se síndrome de Horner ipsilateral, dismetria à direita e nistagmo horizontal. Qual é a localização anatômica mais provável da lesão?
Bulbo lateral direito.
Ponte direita.
Tálamo esquerdo.
Cerebelo esquerdo.
Mulher de 26 anos apresenta episódios recorrentes de interrupção súbita da atividade, acompanhados por olhar fixo e automatismos orais, com duração aproximada de 90 segundos. Após os episódios, permanece confusa por alguns minutos, sem recordar o ocorrido. A ressonância magnética demonstra esclerose hipocampal direita. Esse tipo de crise epiléptica é classificado como crise
focal com comprometimento da consciência.
mioclônica.
tônico-clônica generalizada primária.
focal motora simples.
Assinale a alternativa que associa corretamente o nervo craniano à sua descrição:
O nervo óptico transmite informações sensoriais visuais aferentes somáticas especiais das células amácrinas dos receptores sensoriais da retina para o tálamo.
O nervo oculomotor inerva a maioria dos músculos oculares, dividindo-se em ramos superior e inferior.
O nervo vestibulococlear é responsável pelas sensações vestibulares relacionadas à orientação da audição.
O nervo trigêmeo é responsável pela inervação de três ramos principais: oftálmico, malar e mandibular.
O nervo glossofaríngeo fornece inervação aos músculos estilofaríngeo e constritor da laringe.
Homem, 62 anos, hipertenso, é admitido com hemiparesia direita desproporcionada (face e membro superior), afasia de expressão e hemianopsia homônima direita. NIHSS = 18. TC de crânio realizada 2 horas após o início dos sintomas mostra hipodensidade acometendo mais de um terço do hemisfério cerebral esquerdo. PA: 190 × 112 mmHg. Glicemia: 85 mg/dL. INR: 1,0. Plaquetas: 220.000/mm³. Sobre a indicação de trombólise intravenosa nesse paciente, é CORRETO afirmar que:
A trombólise está contraindicada pela PA elevada, independentemente de controle pressórico.
A hipodensidade extensa na TC constitui contraindicação absoluta à trombólise.
A trombólise está indicada, desde que a PA seja reduzida abaixo de 185 × 110 mmHg antes da infusão.
A trombólise está indicada, pois o NIHSS é maior que 4.
A contraindicação é relativa, devendo-se considerar o benefício individual pela gravidade do NIHSS.
Paciente submetida a cirurgia bariátrica, com perda de 60 kg em 4 meses, refere dificuldade de erguer o pé há 2 semanas, de caráter progressivo, sem outras queixas. Ao exame, a paciente não tem Lasègue, mas apresenta fraqueza da eversão do tornozelo e da dorsiflexão de pés e dedos. Qual é o diagnóstico mais provável?
Neuropatia de tibial.
Hérnia discal L5-S1.
Hérnia discal L4-L5.
Neuropatia de fibular comum.
Neuropatia de fibular superficial.
Um paciente de 50 anos apresenta cefaleia aguda e intensa, tendo velocidade de instalação que atinge sua intensidade máxima em menos de 1 minuto e, com a progressão do quadro, podem aparecer déficits neurológicos focais, alteração de consciência, náuseas e vômitos, rigidez de nuca e sinais de Kernig e Brudzinski. O conjunto de sinais e sintomas descritos relaciona-se mais provavelmente com:
Acidente vascular isquêmico.
Crise falciforme.
Estado de mal epilético.
Hemorragia subaracnoide.
Dissecção aguda de aorta.
A respeito das cefaleias nos serviços de emergência, marque a alternativa INCORRETA.
Pacientes com cefaleias primárias bem estabelecidas e sem sinais de alarme não necessitam de investigação com exames complementares na urgência, ainda que dor intensa.
A cefaleia tipo tensão pode eventualmente ser acompanhada de foto ou fonofobia.
O exame de escolha para diagnóstico de trombose venosa cerebral é a ressonância magnética de crânio com venografia, mas na sua indisponibilidade, pode ser substituída por tomografia de crânio com venografia.
A cefaleia da hipertensão intracraniana comumente apresenta padrão de piora progressiva da intensidade ao longo de dias a semanas, com intensificação dos sintomas na posição ortostática.
Mulher de 52 anos apresenta perda auditiva neurosensorial progressiva à direita, associada a zumbido ipsilateral e episódios de desequilíbrio. Realizada ressonância magnética do encéfalo que evidenciou lesão extra-axial no ângulo pontocerebelar direito, com extensão para o meato acústico interno, alargamento do canal e remodelamento ósseo. Devido a dúvida diagnóstica, radiologista solicitou administração do meio de contraste, que demonstrou realce intenso da lesão.
Diante desses achados, assinale o diagnóstico mais provável.
Meningioma.
Tumor epidermoide.
Schwannoma vestibular.
Paraganglioma jugulotimpânico.
Condrossarcoma da base do crânio.
A escala de Scheltens, também denominada MTA (Medial Temporal Atrophy), é uma escala visual semiquantitativa utilizada para graduar a atrofia temporal medial. Considere um laudo de ressonância magnética do encéfalo no qual o neurorradiologista descreve fissuras coroideas e cornos temporais com dimensões preservadas, sem redução da altura ou do volume dos hipocampos.
O grau correspondente na escala MTA é
0.
1.
2.
3.
4.
Adolescente de 12 anos apresenta discreta escoliose, pés cavos e outros dismorfismos congênitos. É levado ao serviço de emergência após sofrer queimadura no membro superior direito ao encostar acidentalmente em um forno aquecido, sem perceber a dor no momento do acidente.
Ao exame neurológico, apresenta sensibilidade tátil preservada em ambos os membros superiores, porém é incapaz de identificar estímulos dolorosos e térmicos. Não apresenta déficit motor. A ressonância magnética da coluna cervical confirmou o diagnóstico.
A síndrome medular que melhor explica esse quadro clínico é a
síndrome siringomiélica.
síndrome medular anterior.
síndrome medular cervical transversa.
síndrome de Brown-Séquard.
síndrome posteromedular.