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Thiago, de 6 anos, tem apresentado episódios noturnos que preocupam seus pais. Aproximadamente duas horas após dormir, ele acorda aterrorizado, não reconhece os familiares e fica inconsolável. Durante o episódio, ele grita incoerentemente, corre pela casa se não for contido e, ao final, volta a dormir. Mais tarde, não se recorda do ocorrido.
Considerando apenas as alternativas apresentadas, assinale a alternativa que corresponde ao distúrbio apresentado por Thiago.
Terror noturno
Sonambulismo
Narcolepsia-cataplexia
Insônia inicial
Apneia obstrutiva do sono
A anamnese de uma adolescente de 13 anos, previamente hígida, indica labilidade emocional e comportamento desastrado nas últimas semanas. Fez tratamento para amigdalite há cerca de 1 mês. O exame clínico revelou movimentos involuntários, arrítmicos e rápidos nos membros superiores e rosto, com prejuízo das atividades motoras finas e a fala.
Assinale a opção que indica o provável diagnóstico.
Tiques motores crônicos.
Mioclonia cortical induzida por estímulo.
Distonia funcional.
Coreia de Sydenham.
Em pacientes com suspeita de erro inato de metabolismo e alterações na substância branca encefálica, a distinção entre lesões desmielinizantes e hipomielinizantes através da ressonância magnética de crânio pode ajudar na definição etiológica. Sobre essa situação, assinale a alternativa correta.
Nas lesões desmielinizantes, é vista hiperintensidade acentuada na sequência T2.
Nas lesões desmielinizantes, não é vista alteração nas sequências T1 e T2.
Nas lesões hipomielinizantes, é vista hipointensidade na sequência T2.
Nas lesões desmielinizantes, é vista hiperintensidade na sequência T1.
Nas lesões hipomielinizantes, é vista hiperintensidade na sequência T1.
Qual das condições a seguir é uma causa neurológica de insuficiência cardíaca de alto débito em recém-nascidos?
Trombose venosa cerebral.
Doença de moyamoya.
Esclerose tuberosa.
Malformação da veia de Galeno.
Neurofibromatose.
Uma menina de 5 anos é trazida ao pronto-socorro com sonolência progressiva e alteração do nível de consciência nas últimas 12 horas. O histórico inclui:
Febre baixa nos últimos 2 dias.
Vômitos esporádicos.
Sem convulsões reportadas.
Exame físico:
Estado geral grave, Glasgow Coma Scale (GCS) 7 (Ocular 2, Verbal 2, Motora 3).
Pupilas isocóricas, fotorreagentes.
Sinais meníngeos discretos.
Reflexos tendinosos presentes, sem lateralização.
Sinais vitais: FC 130 bpm, PA 90/60 mmHg, FR 28/min, saturação 98%.
Exames laboratoriais:
Hemograma e eletrólitos dentro da normalidade.
Glicemia normal.
Função hepática e renal preservadas.
Gasometria sem acidose significativa.
Neuroimagem (RM de encéfalo):
Hipersinal difuso em substância branca periventricular e córtex parietal em T2/FLAIR.
Sem sinais de hemorragia ou lesão focal expansiva.
EEG:
Atividade difusa lenta, sem descargas epileptiformes.
Considerando a história, exame físico, exames laboratoriais, neuroimagem e EEG, qual é a etiologia mais provável do coma neste caso?
Coma secundário a trauma cranioencefálico grave.
Coma hipóxico-isquêmico pós-parada cardiorrespiratória.
Coma devido à encefalopatia aguda metabólica tipo síndrome de Reye.
Coma metabólico devido a hipoglicemia aguda.
Coma por encefalite viral focal (herpética).
A síndrome da criança hipotônica engloba condições heterogêneas sob os pontos de vista clínico e etiológico, em que a hipotonia é o dado preponderante, mas que deve ser sempre considerada no contexto dos exames físico geral e neurológico.
Analise as afirmativas a seguir e indique “V” para verdadeiro e “F” para falso
( ) A avaliação clínica da criança hipotônica é complexa e desafiadora. É essencial definir se a alteração é de causa central (suprasegmentar) ou periférica (unidade motora).
( ) A presença de fatores de risco pré ou peri ou pós-natais, histórico de abortamento, atraso cognitivo, epilepsia, juntamente com o alerta precário sinalizam para hipotonia de causa central.
( ) Atraso ou diminuição dos movimentos fetais, apresentação pélvica, luxação de quadril, presença de pés tortos, distúrbios de deglutição, necessidade de suporte ventilatório sem causa evidente, hipo ou arreflexia apontam para hipotonia de causa periférica.
F – V – F
V – V – V
V – F – F
F – V – V
V – V – F
A hipertensão intracraniana idiopática em crianças é um distúrbio importante na prática neurológica. No que diz respeito à essa condição, pode-se afirmar:
O tratamento inicial sempre inclui corticoterapia prolongada.
O diagnóstico baseia-se exclusivamente no aumento da pressão arterial.
O principal sintoma é a hemiparesia progressiva.
O papiledema é um achado frequente ao exame fundoscópico.
Os tumores hipofisários em crianças possuem diversas manifestações clínicas. A respeito do craniofaringioma, analise as afirmativas:
I. É um tumor benigno, mas pode causar sintomas por compressão de estruturas vizinhas.
II. A ressonância magnética é o exame padrão-ouro para o diagnóstico.
III. Os sintomas incluem distúrbios visuais e endocrinopatias.
IV. O tratamento é exclusivamente baseado em radioterapia.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças. Sobre sua abordagem inicial, assinale a alternativa correta:
A tomografia computadorizada é indicada em casos de trauma moderado a grave.
A avaliação radiológica é desnecessária em casos de trauma leve.
A escala de coma de Glasgow não é aplicável em pacientes pediátricos.
O uso de manitol está contraindicado no manejo da hipertensão intracraniana.
A hidrocefalia é uma condição prevalente em pediatria. Sobre suas manifestações clínicas e manejo, assinale a alternativa correta:
O tratamento conservador é eficaz na maioria dos casos de hidrocefalia obstrutiva.
A derivação ventriculoperitoneal é uma opção terapêutica frequentemente utilizada.
A tomografia de crânio é o exame de escolha para diagnóstico em casos não emergenciais.
O aumento do perímetro cefálico é um achado irrelevante em lactentes com hidrocefalia.
O fenômeno da poda neural tem sido muito estudado e debatido nos meios científicos, e um dos motivos disso é a busca de fatores biológicos associados aos transtornos do neurodesenvolvimento a partir do estudo das diferenças no desenvolvimento do cérebro típico em comparação com o do cérebro atípico.
Assinale a alternativa que define corretamente o que é a poda neural.
Processo de regressão de habilidades cognitivas adquiridas nos primeiros 2 anos de vida.
Processo cerebral em que neurônios e sinapses em excesso são eliminados.
Ocorrência de apoptose neuronal no feto secundária ao uso de alguns medicamentos ou a doenças durante a gravidez.
Ocorrência de multiplicações de sinapses, com manutenção do mesmo número de neurônios, nos intervalos de saltos no desenvolvimento.
Processo de apoptose em córtex pré-frontal durante os primeiros 6 anos de vida.
Sobre a migrânea na população pediátrica, é correto afirmar que
a duração mínima das crises é de três horas.
a frequência de migrânea crônica é maior em crianças em idade escolar do que em adolescentes.
a prevalência, em crianças pré-púberes, é maior em indivíduos do sexo feminino.
o tratamento profilático com fármacos não é indicado na população pediátrica.
os triptanos podem ser utilizados no tratamento da crise em adolescentes.
Paciente de sete anos de idade com anemia falciforme apresenta acidente vascular cerebral isquêmico, sem outra etiologia definida.
A profilaxia secundária de evento cerebrovascular é realizada com
hidroxiureia.
AAS.
transfusões regulares de concentrado de hemácias.
enoxaparina.
clopidogrel.
Um recém-nascido a termo apresenta microcefalia, hepatoesplenomegalia e petéquias difusas no exame físico inicial. A ultrassonografia transfontanela revela calcificações periventriculares e a avaliação laboratorial mostra trombocitopenia significativa. Qual exame específico deve ser solicitado para confirmar o agente etiológico mais provável?
Hemocultura para Listeria monocytogenes.
PCR para vírus Zika no sangue materno.
Teste sorológico para toxoplasmose congênita (IgM e IgG neonatal).
Pesquisa de anticorpos IgM contra rubéola no sangue do recém-nascido.
PCR para citomegalovírus em urina ou saliva.
Assinale a alternativa que descreve corretamente uma característica dos transtornos do neurodesenvolvimento.
Os déficits são variáveis ao longo do tempo, por isso a avaliação neuropsicológica quantitativa anualmente é mandatória.
A presença de dois transtornos comórbidos é o mais habitualmente encontrado, recebendo nesses casos a nomenclatura de transtorno global do desenvolvimento.
Os déficits apresentados pelos pacientes que têm algum diagnóstico dentro dos transtornos do neurodesenvolvimento podem ser desde leves e específicos até graves e globais.
Prejuízo social é o critério em comum entre todos os transtornos do neurodesenvolvimento, embora com gravidade variável em cada um deles.
São divididos em primários, quando os sintomas aparecem nos primeiros anos de vida, ou secundários, quando surgem na idade adulta, como, por exemplo, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
O achado de malformação do dente molar é característico da síndrome de
Dandy-Walker.
Walker-Warburg.
Mowat-Wilson.
Joubert.
Foville.
Crises epilépticas no período neonatal podem ser a manifestação inicial de disfunções do sistema nervoso central, frequentemente associadas a causas metabólicas ou estruturais. O diagnóstico diferencial inclui condições tratáveis, como a epilepsia dependente de piridoxina e distúrbios metabólicos hereditários. Sobre o diagnóstico diferencial e as características dessas condições, assinale a alternativa correta.
A acidemia propiônica é caracterizada por hipoglicemia e alterações hepáticas, frequentemente acompanhadas de crises epilépticas.
Os defeitos de betaoxidação causam grave disfunção hepática e acidose metabólica, frequentemente associadas a crises epilépticas.
A galactosemia apresenta crises epilépticas associadas a hiperamonemia e alcalose metabólica como principais alterações metabólicas.
A epilepsia dependente de piridoxina apresenta crises epilépticas resistentes aos anticonvulsivantes convencionais, sendo tratada com doses farmacológicas de piridoxina.
Uma menina de 10 anos é trazida à emergência pela mãe, que relata que a criança começou a experimentar episódios de "luzes piscantes" e "manchas" em sua visão, que duram cerca de 20 minutos. Esses episódios são frequentemente seguidos por dor de cabeça intensa, que a menina descreve como uma dor latejante unilateral. A mãe menciona que esses episódios têm se tornado mais frequentes nas últimas semanas, ocorrendo em média duas vezes por semana.
Além disso, durante um dos episódios, a mãe notou que a menina parecia confusa e teve dificuldade em encontrar as palavras, mas não houve perda de consciência. O histórico médico é significativo por episódios anteriores de enxaqueca, mas não há história de epilepsia na família. Na avaliação inicial, o exame neurológico é normal entre os episódios.
O médico solicita um eletroencefalograma (EEG) para investigar a natureza dos episódios e determinar se a origem é epilética ou se trata de sintomas relacionados à enxaqueca.
Com base neste caso clínico, assinale a alternativa correta sobre como diferenciar uma aura visual epiléptica de uma aura visual migranosa:
A ocorrência de anormalidades neurológicas além da aura, como confusão ou alteração do estado mental, é indicativa de uma aura visual migranosa, enquanto episódios completamente normais são mais comuns em auras epilépticas.
A aura visual epiléptica é sempre acompanhada de perda de consciência, enquanto a aura visual migranosa ocorre sem qualquer alteração do estado mental.
A aura visual epiléptica geralmente se apresenta com características retinianas, como padrões de luz em movimento, enquanto a aura visual migranosa geralmente se apresenta como escotomas ou áreas de visão borrada.
As auras visuais epilépticas são frequentemente precedidas por sintomas psicossensoriais, como formigamento ou alterações de paladar, enquanto a aura migranosa tende a ocorrer isoladamente.
A aura visual em casos de epilepsia tende a ser mais curta, geralmente não ultrapassando 5 minutos, enquanto a aura migranosa pode durar até 30 minutos ou mais antes do início da cefaleia.
Ante o quadro descrito, o diagnóstico mais provável é:
insuficiência respiratória por alteração do parênquima pulmonar.
insuficiência cardíaca, com choque neurogênico.
insuficiência respiratória por alteração do controle da respiração.
insuficiência cardíaca por intoxicação por benzodiazepínico.
insuficiência respiratória por obstrução da via aérea superior.
Sobre a distrofia muscular de Duchenne, assinale a alternativa correta.
Trata-se de uma doença autossômica dominante causada por deficiência parcial de distrofina, com início geralmente na adolescência.
O uso de corticosteroides e inibidores de ECA são indicados apenas após o início da cardiomiopatia sintomática.
O exame de escolha para confirmação diagnóstica é a biópsia muscular com coloração imuno-histoquímica para distrofina.
A creatinofosfoquinase é pouco útil para triagem, já que se mantém normal nas fases iniciais da doença.
A maioria dos pacientes perde a capacidade de marcha independente por volta dos 12 anos, e manifestações cognitivas e comportamentais são frequentes.