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A nefrostomia percutânea é um procedimento frequente na prática da radiologia intervencionista. Acerca dessa técnica, é correrto afirmar que:
é indicada apenas em casos de litíase renal bilateral
não apresenta risco de sangramento
dispensa orientação por métodos de imagem
permite drenagem urinária em situações de obstrução do trato urinário
Durante a angioplastia carotídea com implante de stent, diferentes etapas do procedimento podem gerar material embólico com potencial impacto neurológico. No que diz respeito aos mecanismos de embolização cerebral associados a esse procedimento, é correto afirmar que o(a):
liberação de material embólico pode ocorrer durante a navegação dos dispositivos, pré-dilatação e implante do stent
risco de embolização está restrito exclusivamente ao momento da liberação do stent
presença de placa ulcerada elimina a necessidade de proteção cerebral
embolização cerebral ocorre apenas após a pós-dilatação do stent
No planejamento da ablação por radiofrequência de tumores hepáticos, a avaliação pré-procedimento por imagem é fundamental para definição da estratégia terapêutica. Em relação aos fatores que podem exigir modificação da técnica de ablação inicialmente planejada, é correto afirmar que:
a proximidade do tumor a vias biliares centrais pode demandar ajustes na potência ou na técnica de ablação
tumores menores que 3 cm dispensam avaliação da relação com estruturas adjacentes
a presença de cirrose hepática não interfere no planejamento da ablação
a escolha do eletrodo é independente do volume tumoral a ser tratado
Durante avaliação intravascular de um vaso pélvico em paciente com dor lombar e suspeita de compressão venosa, a ultrassonografia intravascular evidencia as seguintes características:
• parede vascular rica em colágeno, com linhas hiperecogênicas bem definidas;
• ausência de espessamento concêntrico da camada média;
• formato ovalado do vaso, com elevada compressibilidade;
• presença de espessamento focal intraluminal compatível com estrutura fibrosa.
Considerando esses padrões morfológicos intravasculares, assinale a alternativa que melhor caracteriza o tipo de vaso avaliado.
Artéria de médio calibre com calcificação parietal.
Artéria com espessamento concêntrico da camada média.
Veia submetida à compressão extrínseca por estrutura arterial adjacente.
Artéria com dissecção subintimal.
Artéria renal com remodelamento medial difuso.
Em relação à integração multiparamétrica entre TC, RM e PET-CT para planejamento intervencionista, assinale a alternativa correta considerando princípios técnicos e evidências atuais de uso clínico.
A PET-CT tem papel limitado no planejamento intervencionista, já que não permite diferenciação funcional suficiente para guiar biópsias em lesões heterogêneas.
A RM multiparamétrica, incluindo DWI e perfusão, é particularmente vantajosa quando a meta é identificar margens microscópicas tumorais antes de ablação, superando a TC na capacidade de definir extensão tumoral em tecidos moles profundos.
A TC de energia dual não oferece benefício na intervenção, pois não melhora caracterização de iodação tumoral nem diferenciação de tecido viável pós-ablação.
A integração PET-RM não proporciona informações adicionais além das sequências de RM e, portanto, sua utilidade intervencionista é semelhante à RM isolada.
A integração de imagens (fusion imaging) TC-RM/PET-CT é tecnologicamente possível, mas não tem impacto comprovado no planejamento de trajetos de biópsia ou de zonas ablativas.
Homem de 72 anos, hipertenso e ex-tabagista, é avaliado para tratamento de aneurisma de aorta abdominal infrarrenal com diâmetro máximo de 6,2 cm. A angiotomografia computadorizada pré-operatória demonstra:
• colo proximal com angulação de 70° e configuração reverso-cônica;
• ilíacas externas medindo 6 mm à direita e 7 mm à esquerda;
• calcificação anterior da artéria femoral comum superior a 50% da circunferência à direita.
Considerando o planejamento pré-procedimento e o seguimento pós-operatório do reparo endovascular do aneurisma de aorta abdominal, qual é a conduta mais adequada?
Prosseguir com reparo endovascular padrão, pois a angulação do colo proximal não interfere no risco de falha de selagem ou de endofuga.
Priorizar o acesso femoral direito, uma vez que calcificações extensas da artéria femoral comum não interferem no uso de dispositivos percutâneos.
Considerar técnicas endovasculares avançadas, como técnica em chaminé ou dispositivos fenestrados, adaptando a estratégia ao colo proximal hostil, e planejar vigilância radiológica rigorosa com angiotomografia em 1–3 meses, 6 meses, 12 meses e, se estável, acompanhamento anual.
Na ausência de trombo significativo no colo proximal, realizar seguimento inicial exclusivamente com ultrassonografia, dispensando controle tomográfico no primeiro ano.
O diâmetro das ilíacas externas contraindica o reparo endovascular, sendo mandatória a indicação de cirurgia aberta.
Paciente de 68 anos, com hipertensão arterial de difícil controle e aterosclerose difusa, apresenta piora acelerada da função renal nos últimos meses e episódios recorrentes de edema agudo de pulmão. Exames por imagem mostram estenose ostial significativa de artéria renal, com rins de tamanho preservado e repercussão hemodinâmica documentada.
Considerando a avaliação atual da aterosclerose renovascular e a seleção de pacientes para tratamento intervencionista, qual é a conduta mais adequada?
Manter apenas terapia medicamentosa otimizada, pois os estudos ASTRAL/CORAL demonstraram ausência de benefício da revascularização em todos os subgrupos de estenose renal aterosclerótica.
Solicitar cintilografia renal com captopril para avaliar reserva funcional. Apenas casos com cintilografia positiva devem seguir para angioplastia.
Indicar angioplastia renal com “stent”, pois o paciente apresenta quadro de edema agudo de pulmão recorrente e rápida piora da função renal, sendo um subgrupo que pode se beneficiar de revascularização precoce.
Contraindicar revascularização, já que estenoses ostiais >70% geralmente não são hemodinamicamente significativas e raramente provocam repercussões clínicas importantes.
Solicitar RM (ressonância magnética) com gadolínio como etapa diagnóstica obrigatória antes de qualquer tratamento, já que CTA não permite excluir falsos positivos em estenose ostial.
Acerca da Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular, é CORRETO afirmar que:
Trata-se de uma especialidade restrita à realização de cirurgias abertas de grande porte em vasos sanguíneos.
Atua exclusivamente no diagnóstico de doenças vasculares, sem participação em procedimentos terapêuticos.
Utiliza métodos minimamente invasivos guiados por imagem para diagnosticar e tratar doenças dos vasos sanguíneos.
Está limitada ao tratamento de doenças cardíacas, não abrangendo outros vasos do corpo.
Não realiza procedimentos como angioplastia ou implante de stents.
Paciente de 75 anos, com bloqueio AV avançado, apresenta dificuldade anatômica para implante convencional de marcapasso transvenoso. Nesse contexto, a alternativa que define o marcapasso leadless como opção adequada para o caso é:
Necessidade de múltiplas incisões torácicas para fixação epicárdica.
Capacidade de ressíncronização biventricular, indicada em insuficiência cardíaca avançada.
Implante intracavitário sem necessidade de eletrodos transvenosos, reduzindo risco de infecção e complicações relacionadas a cabos.
Uso exclusivo em pacientes jovens, sem indicação em idosos.
Implantação obrigatória por via epicárdica, sem acesso femoral.
Na radiologia intervencionista, a biópsia hepática percutânea guiada por ultrassom ou TC é um procedimento comum. A complicação mais temida, embora rara (incidência < 0,1%), que exige rápida identificação e manejo por embolia gasosa ou hemorragia maciça, é:
Hematoma subcapsular com dor autolimitada.
Fístula arteriovenosa com hipertensão portal.
Pneumotórax iatrogênico.
Hemobilia com icterícia obstrutiva.
Abscesso hepático pós-procedimento.
A crise tireotóxica pode resultar em múltiplas complicações cardiovasculares, incluindo taquiarritmias potencialmente graves. Nesse contexto, especialmente em pacientes com toxicose por T3, das medicações elencadas a seguir, assinale a que pode auxiliar no controle agudo tanto pelo efeito antiarrítmico quanto pela inibição da conversão periférica de T4 em T3.
Verapamil.
Bisoprolol.
Propranolol.
Propafenona.
Sotalol.
A angioplastia das artérias renais permanece indicada em situações clínicas bem selecionadas. Em relação à angioplastia renal em estenose aterosclerótica, é correto afirmar que:
apresenta benefício clínico consistente em todos os pacientes com estenose maior que 50%
pode ser considerada em pacientes com deterioração progressiva da função renal associada à estenose significativa
é indicada rotineiramente como primeira linha no tratamento da hipertensão arterial
é contraindicada na presença de rim único funcional
A oclusão coronariana após implante transcateter de válvula aórtica (TAVI) em válvula aórtica nativa é uma complicação rara, porém associada à elevada mortalidade. A adequada avaliação anatômica por tomografia cardíaca é fundamental para estratificação de risco e planejamento do procedimento. Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Altura baixa do óstio da coronária esquerda, seios de Valsalva pequenos e cúspides valvares volumosamente calcificadas constituem importantes fatores anatômicos de risco para oclusão coronariana.
A oclusão coronariana ocorre mais frequentemente na artéria coronária direita, especialmente quando sua altura é inferior a 12 mm.
O principal mecanismo de oclusão coronariana está relacionado à embolização de cálcio valvar distal durante a expansão da prótese.
A incidência dessa complicação é maior com válvulas autoexpansíveis, independentemente da anatomia do seio de Valsalva ou da altura coronariana.
Sexo masculino, seios de Valsalva amplos e altura coronariana esquerda inferior a 12 mm estão associados a maior risco de oclusão coronariana após TAVI.
O implante de endoprótese na aorta abdominal exige criteriosa avaliação anatômica pré-procedimento. Acerca dos critérios anatômicos que impactam o sucesso do tratamento endovascular, é correto afirmar que o(a):
comprimento e a angulação do colo proximal influenciam o risco de endoleak
diâmetro das artérias ilíacas não interfere na escolha do dispositivo
presença de trombo mural contraindica o procedimento
anatomia vascular não influencia o seguimento pós-operatório
No contexto contemporâneo da intervenção coronária percutânea, o tratamento de lesões coronarianas calcificadas está associado a maior complexidade procedimental, risco de subexpansão do stent e aumento de complicações periprocedimento. O uso de métodos de imagem intracoronária e dispositivos modificadores de placa é fundamental para otimização dos resultados. Com base nesse cenário, analise as assertivas a seguir:
I. A presença de calcificação coronariana significativa está associada a maior risco de subexpansão do stent, dissecção coronária e infarto periprocedimento.
II. O IVUS é superior à OCT para guiar angioplastias em lesões calcificadas, especialmente na avaliação da profundidade do cálcio.
III. A angiografia coronária apresenta baixa sensibilidade e alta especificidade para detecção de calcificação coronariana.
IV. A aterectomia orbitacional é indicada apenas para vasos com diâmetro superior a 3 mm e promove exclusivamente aterectomia anterógrada da placa calcificada.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
Apenas I, III e IV.
A neurólise percutânea é utilizada no manejo da dor refratária em situações clínicas específicas. Em relação a esse procedimento, é correto afirmar que:
promove analgesia apenas temporária em todos os casos
dispensa confirmação prévia do nervo-alvo
pode ser realizada com agentes químicos ou métodos térmicos
apresenta indicação exclusiva em pacientes oncológicos
A biópsia percutânea guiada por métodos de imagem é um procedimento seguro e amplamente empregado no diagnóstico de diversas patologias. Em relação à biópsia guiada por tomografia computadorizada ou ultrassonografia, é correto afirmar que:
permite obtenção de amostras teciduais com menor morbidade que a biópsia cirúrgica
está indicada apenas para lesões profundas e não palpáveis
apresenta contraindicação absoluta em pacientes com coagulopatias leves
dispensa planejamento do trajeto da agulha
A infiltração radicular guiada por imagem é um procedimento utilizado no manejo da dor lombar e cervical de origem radicular. No que concerne a esse procedimento, é correto afirmar que:
apresenta maior risco de complicações quando realizada sob orientação por tomografia computadorizada
é indicada exclusivamente em pacientes com indicação cirúrgica formal
permite administração precisa do fármaco no espaço perirradicular
dispensa avaliação prévia por métodos de imagem
Em uma clínica de imagem, o gestor propõe que o responsável técnico (RT) do serviço seja um médico não especialista em Radiologia, alegando que a RDC (resolução da diretoria colegiada) nº 330/2019 não especifica qualificação mínima e que o serviço utiliza tecnologias avançadas “com protocolos automatizados”, não havendo necessidade de especialista para assumir a RT.
Considerando os fundamentos ético-legais e as recomendações da referência apresentada, assinale a alternativa correta.
A RDC nº 330/2019 permite que qualquer médico assuma a RT, desde que a clínica utilize sistemas de proteção radiológica adequados.
A designação de RT pode ser feita a técnico ou tecnólogo em Radiologia, desde que estes tenham treinamento suficiente em proteção radiológica.
A ausência de especificação de titulação na RDC nº 330/2019 autoriza o estabelecimento a nomear como RT o médico de outra especialidade, desde que o CRM aprove previamente.
A função de RT em serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista exige, ética e legalmente, médico especialista em Radiologia com título registrado (RQE), pois a responsabilidade envolve atos privativos de médico, decisões clínicas, supervisão direta e uso racional de tecnologia com impacto na segurança do paciente.
O uso de tecnologias avançadas e protocolos automatizados reduz a necessidade de supervisão médica especializada, desde que haja equipe multiprofissional treinada.
Paciente de 66 anos, diabético e tabagista, apresenta claudicação intermitente típica. O estudo por ultrassonografia Doppler não permite adequada avaliação das artérias tibiais devido a calcificações extensas, mas é possível observar padrão sugestivo de não compressibilidade arterial.
Nessa situação, qual exame fisiológico não invasivo é mais apropriado para confirmar a presença de doença arterial periférica?
Índice tornozelo-braquial, medido apenas em repouso.
Repetição do índice tornozelo-braquial utilizando o menor valor pressórico obtido.
Índice tornozelo-braquial associado à análise dos padrões de onda ao Doppler.
Angiotomografia computadorizada dos membros inferiores como exame inicial.
Avaliação isolada do registro do volume de pulso, sem medidas pressóricas.